quarta-feira, 11 de março de 2020

FORMAÇÃO DO PROFESSOR DA EBD E A INTERAÇÃO DO PROFESSOR - ALUNO NA SALA DE ADULTOS



À vista da exorbitante quantidade de crentes que existe em uma congregação , a porcentagem dos que frequentam a EBD (Escola Bíblica Dominical) é sempre relativamente muito baixa, o que, na maioria dos casos, deve-se ao fato de não haver interação professor-aluno. Indubitavelmente, para o professor da EBD obter resultados satisfatórios é necessário ele estreitar os laços com os seus aprendizes, porque isso é fundamental para o progresso do conhecimento e da frequência destes.
O conceito básico e sucinto da interação de professor-aluno se dá pelo afeto, amor e comunicação do docente para seus alunos e pelo dinamismo em proporcionar uma aula de qualidade. O educador, na verdade, quer o respeito da sua sala e a valorização de o quanto ele se esmerou para a preparação da aula, para desenvolver o conhecimento com respeito à Palavra de Deus. No entanto, o professor precisa lembrar que, além da relevância do respeito para com sua pessoa e trabalho, o aluno, do mesmo modo, espera do seu educador consideração, amor, atenção etc.
O termo ensinar, que no latim é insgnare, significa “instruir sobre”, “indicar”, “assinalar”, “mostrar algo alguém”, “marcar”. Ser professor da EBD (ou de qualquer outra área) não se prende apenas ao campo de preparar e expor aula com precisão ao alcance do entendimento do estudante, mas também o educador cristão precisa marcar seus educandos no ponto de vista da valorização destes, além de dinamizar didaticamente certas operações para chegar ao objetivo desejado, que é os estudantes compreenderem o assunto da aula.
O professor deve juntar o útil ao agradável. Em outras palavras, com a capacidade de expor um ensino com conteúdo riquíssimo e expressar interesse pela pessoa do seu aluno, o educador da EBD alcançará grande sucesso do ponto de vista do crescimento intelectual, da moral e da presença dos discentes na sala, sem contar o quanto esse professor não será mais esquecido por essa sala de aula.
Outro fator relevante é o professor ser um grande observador com relação ao que os alunos estão achando de sua aula. Pois, se eles não estão entendendo o assunto lecionado, logo não haverá produtividade e crescimento intelectual com relação à compreensão e o entendimento das preleções, e se não houver aprendizagem, então não terá desenvolvimento espiritual. E por conta disso o mestre urgentemente precisa ser dinâmico dentro da perspectiva de outra metodologia  para prender seus alunos ao ensino da Palavra de Deus.
Em última análise, no contexto cristão, a metodologia não é tudo, apesar de ser necessária; o mestre dependerá muito de uma vida devocional na oração para que os alunos não venham apenas absorver conhecimento teológico e bíblico, mas acima de tudo o Espírito Santo atue fortemente na santificação de suas vidas. Como já dizia Karl Bart (1886-1968): “se não houver grande agonia em nosso coração, não haverá grandes palavras em nossos lábios” (Bart apud, LOPES, 2008, p. 74). Por outro lado, o reformador Lutero (1483-1546) disse: “aquele que orou bem, estudou bem” (idem). Se o professor esperar que a sua sala de aula cresça apenas com seus métodos e capacidade intelectual é uma forma muito presunçosa de se pensar. A EBD não pode se pautar apenas em seminários preparatórios, em uma boa organização e na metodologia do professor, agora se tudo isso estiver pautado na oração, passará a ser o método de Deus.     

1.1 Interagindo através simplicidade

Yawn (2015), ao entrevistar R. C. Sproul para elaboração do seu livro, Pregos Bem Fixados, registra as seguintes palavras: “ser difícil de entender é fácil. Ser fácil de entender é difícil [...]” (YAWN, 2015, p. 94). Para ser fácil de entender se torna difícil, porquanto, há mais exigências e dedicação exaustiva para o professor se aprimorar. Se ele conseguir apreender o conteúdo da aula verdadeiramente (não superficialmente), poderá ser capaz de colocar o assunto da lição na mente do seu aluno. O professor deve ser laico, ou seja, em toda sala da EBD há alunos de todos os níveis de intelectualidade e de cultura familiar. Porém, o educador tem que procurar uma forma metodológica para fazer com que todas elas entendam o conteúdo da lição. 
Realmente, se o professor não domina a lição, certamente será superficial ao expor o assunto desta. Agora, por outro lado, se o educador tem o verdadeiro domínio da aula, que é algo muito difícil de se alcançar, ele terá a facilidade de manuseá-la e transmiti-la com simplicidade. Por conseguinte, será acessível e de fácil compreensão para os alunos, uma vez que transmitir ensino da maneira simples é uma forma de convencer as pessoas a viverem aquela Filosofia. 
O mesmo Sproul chegou a dizer que se alguém diz conhecer e na verdade não tem a capacidade de fazer uma criança de seis anos entender determinado assunto, então essa pessoa não tem realmente o domínio do assunto. Ele será apenas um transmissor de informação. Contudo, o problema nunca estará somente na sala, mas em quem está transmitindo a aula. “Quando não sabemos explicar claramente, é porque não entendemos. Quando entendemos, então os outros também entenderão” (2015, p. 95).

1.2 Interagindo através do diálogo

No contexto particular, é sempre bom o professor interagir com seus educandos. Isto é, procurar saber onde cada um deles mora para facilitar a percepção de como está o estado de cada um deles.
Se determinado aluno que tinha uma boa frequência começar a apresentar grande ausência, o professor precisa se interessar em visitá-lo para obter conhecimento do porquê desse afastamento das aulas. E o diálogo é muito importante nesse momento para descobrir do educando qual o estado da sua vida (seja ele psicológico, moral e espiritual) para, em seguida, o mestre tomar alguma providência e reanimá-lo para voltar a frequentar as aulas. Se na verdade este discente estiver vivendo uma grande crise existencial e espiritual, com o interesse e o diálogo do professor, este aprendiz se sentirá uma pessoa importante para a congregação e, em especial, para sua classe.
O momento de dialogar não cabe só quando o aluno estiver ausente das aulas. Contudo, para o professor evitar a decadência de sua turma precisa sempre estar à procura desta para o diálogo. Pois a conversa constante será um tipo de vacina para imunizar os estudantes diante da ausência da EBD.
Se há iteração do diálogo, individualmente e particularmente, do professor para com certo aluno, como já apresentado outrora, há o dialogar da maneira coletiva, ou seja, o professor ao estar lecionando, usará o método da interrogação, porque dessa forma, o assunto será transmitido da maneira precisa e automaticamente apreendida pela classe. Pois esse tipo de diálogo é um dos melhores métodos a ser apresentado para instigar o aprendiz e o despertar para o interesse do assunto lecionado.
Os ensinos de Jesus chamavam atenção das pessoas, já que o método do diálogo apresentado por Ele fazia o seu ensinamento sobre o Reino de Deus não ser monótono. Os Evangelhos registram que Cristo fez cento e cinquenta e três perguntas aos seus ouvintes no propósito de marcar na mente dos seus pupilos o ensino da Palavra de Deus (Mt 22.20; Mc 12.16; Lc 20.24; 10.26). Não diferentemente, o apóstolo Paulo também usava o diálogo. Às vezes, quando ele se encontrava nas sinagogas para debater e ensinar com relação ao Evangelho de Cristo, o autor do livro de Atos, Lucas, usou o termo grego dialegomai aproximadamente dez vezes para descrever a comunicação do apóstolo para com seu público (At 17.2; 17.17; 19.18).
Durante a lecionação, o professor da EBD, em determinado momento, procurará algumas formas de perguntas para criação do diálogo:
1) Da classe para o professor;
2) Do professor para a classe;
3) Perguntas retóricas, que são perguntas feitas sem a espera de uma resposta, porém são um método que criará reflexão sobre determinado assunto da aula (Rm 8. 31-36) ;
4) Entrevista como forma de perguntas feitas à classe com relação aos pontos da lição, para ver se realmente a turma apreendeu o conteúdo.
Portanto, cabe aqui lembrar que esse método de ensino não pode ser aplicado no decorrer de toda a aula, porque quando há muitas interrogações, em meio a uma exposição da lição, subentende-se que o educador não se preparou e está sem conteúdo.

1.3 Interagindo através do humor e seu cuidado

Um pouco de humor durante a transmissão da aula faz o ensino ser mais atraente. “A verdade que é dita com graça pode alcançar melhor o coração do ouvinte (MORAES, 2005, p. 189)”. Lembre-se de que é só um pouco de humor, pois o objetivo do professor da EBD é transmitir a mensagem do Evangelho.
Uma aula que gira só em torno do humor é muito perigosa, porque isso expressará improviso, fazendo com que os alunos percebam que o professor está com deficiência de conteúdo.  Além do mais, pode tirar o foco do assunto que está abordado na lição.
O exagero do humor pode fazer com que a aula tome outra direção, como no caso de os alunos se acharem no direito de abusar da preleção, no sentido de fazer brincadeiras com seu educador de forma desrespeitosa. Outro fator relevante é que não pode haver tom de brincadeiras com a situação de limitação, ou até mesmo qualquer problema dos alunos. O professor tem que tomar muito cuidado para não fazer uso dos personagens da Bíblia para proporcionar humor.

CONCLUSÃO

Portanto, a grande desvalorização da EBD pela maioria dos membros que formam uma comunidade cristã, no Brasil, tem proporcionado muitas pessoas analfabetas em relação à Bíblia.
Pastores, coordenadores, superintendentes e professores já têm procurado meios para solucionar esta deficiência na EBD. Certamente, um dos fatores que têm levado o grande número de crentes A desvalorizarem esse trabalho realizado pela igreja é a falta da interação professor-aluno. Porquanto, quando o setor educativo da comunidade seguir por esse meio, haverá um grande progresso na qualidade da educação nas escolas bíblicas.
O problema da deficiência das escolas bíblicas nas igrejas não se prende só exatamente na negligência da interação do professor-aluno. Só que esse pode ser considerado um dos principais pontos que, quando resolvido, boa parte da complicação da ausência de alunos será solucionada.
A colaboração do educador interagindo com seus educandos de forma bem dinâmica formará verdadeiros cristãos no sentido moral e espiritual, e além do mais os capacitarão para serem, futuramente, mestres que manejarão bem a Palavra da verdade.
A culpa da deficiência da EBD em solo brasileiro não pode ser colocada só nos professores, mas há uma necessidade  de a igreja local olhar para outros problemas como a necessidade de um grande investimento, começando por uma preparação teológica com relação aos professores, ou pelo menos incentivando-os a cursar um seminário básico de Teologia para melhor trazerem ricos conteúdos para os seus alunos. A igreja brasileira precisa investir no físico da escola, como a construção de salas de aulas com todo aparato de uma escola secular: carteiras, lousa, tecnologia como computador e “data show”, para o professor apresentar melhor ainda a sua aula, além de uma formatura à altura para que os alunos vejam a valorização e reconhecimento pelos seus esforços de estarem em busca do conhecimento a respeito do Reino de Deus. Quando a coordenação executar com mais esmero e dinamismo, naturalmente o corpo discente terá mais prazer em frequentar e participar das aulas da EBD.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MORAES, Jilton. Homilética. Da Pesquisa ao Púlpito. São Paulo: Editora Vida, 2005.
ROBINSON, Haddon; LARSON, B. Craig. A Arte e o Ofício da Pregação Bíblica. Um Manual Abrangente para os Comunicadores da Atualidade. São Paulo: Shedd Publicações, 2009.
YAWN, Byron. Pregos Bem Fixados. Descubra seu estilo de Pregação. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

SOBRE O AUTOR
   
NATANAEL DIOGO SANTOS, Pastor Auxiliar da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Coroatá-MA (Templo Central). Professor de Teologia. Cursou Grego no Seminário de Teologia Martin Bucer. Autor do Livro Os Dois Testamentos publicado pela Editora Reflexão. E autor de Artigos publicados no Jornal Mensageiro da Paz e na Revista Obreiro Aprovado da CPDA (Casa Publicadora da Assembleia de Deus).


segunda-feira, 9 de março de 2020

DOMÍNIO DO HOMEM DO PECADO


No versículo primeiro do capítulo treze do Livro de Apocalipse, João disse que presenciou uma besta saindo do mar. O mar é uma linguagem simbólica que implica a entender que a fonte de poder da besta não está em cima, mas em baixo. Ou seja, o mar está representando as nações e povos (Ap. 17.15). A besta representa o governo do Anticristo sobre todas as nações do mundo.
João ainda no mesmo versículo descreveu a característica física desse equivalente ser: a sua cabeça tinha dez chifres, dez diademas e acima da cabeça trazia um nome de blasfêmia. Essa expressão de blasfêmia certamente está se reportando de um homem que vai se ostentar como deus.
  Muitos imperadores de Roma blasfemavam quando se diziam que eram deuses e cobravam adoração dos seus súditos e ao mesmo tempo perseguiam aqueles que não cumpriam tal ordem, que era o caso dos cristãos dos primeiros três séculos da era cristã.  Tem-se o exemplo de Nero que se auto- intitulava “o salvador do mundo”, a tal declaração para os cristãos, que tinham Jesus como o verdadeiro Salvador da humanidade, era vista como uma grande blasfêmia contra Deus.
 O Imperador Domiciano, contemporâneo de João, de igual modo se declarava “nosso Senhor e Deus”. É bem verdade que o apóstolo João não especificou qual era o tipo de blasfêmia que se encontrava sobre a cabeça da besta, mas dado o pano de fundo histórico, que é o caso dos primeiros imperadores que se intitulavam como deus, a blasfêmia da besta será exatamente quando se ostentar como deus (Dn. 11.36; IITs. 2.3,4).
A busca do significado do número da besta, 666, tem levantado várias especulações desde os primórdios do cristianismo. Este número já foi atribuído a imperadores como Nero, por ter sido o grande perseguidor e exterminador de vidas de alguns cristãos ainda no século I.
O manuscrito catalogado de Papiro Oxyrhynco 4499, de origem egípcia, datado do final do terceiro e início do quarto século, traz no Livro de Apocalipse uma relevante leitura sobre o número da besta. Ao contrário, dos outros manuscritos que tem preservado o número 666, números estes que são representados pelos caracteres gregos: chi, ksi e o sigma final.  O Papiro Oxyrhynco 4499 traz o número da besta de 616 representados pelas letras gregas chi, iota e o sigma final. Observe que há apenas uma variante, iota, que equivale o número 1, divergindo com outros importantes manuscritos que trazem o número tradicional 666. Essa variante foi uma forma intencional dos copistas modificar o texto com o propósito de “identificar o Anticristo com algum personagem da história que estivesse associado a perseguição e opressão religiosa, como, por exemplo, o Imperador Nero (37-68 A.D.), cujo nome latino (Nero Cesar) escrito em caracteres hebraicos [...] é equivalente a 616”. (PAROSCHI, 2012, p. 47).
O discípulo de Policarpo, Irineu, conhecendo a leitura do número 616, a considerou como uma variante que veio ser acrescentada pelos copistas com a intenção de favorecer sua teologia. Pois, o número tradicional, 666, se encontrava nos melhores e mais confiáveis manuscritos. Ainda Irineu dizia que o tradicional número era confirmado por aqueles que conheceram pessoalmente o apóstolo João,  que traz a ideia que uma destas testemunhas que diziam que o sinal da besta era o 666 e não 616, seja Policarpo, discípulo de João e mestre de Irineu.
A primeira besta, que é identificada de Anticristo, é uma figura simbólica que além de ela ser associada a Nero, os estudiosos procuraram identificá-la também com o Papa e o ditador Hitler, e semelhantemente a muitos outros grandes e cruéis personagens da história. No entanto, o primeiro objetivo aqui não consiste em descobrir quem será a besta citada em Apocalipse 13, mas, sim, procurar saber qual o real significado do seu número, 666.
A interpretação bastante evidenciada da escatologia na atualidade, porém não confiável, é a identificação do número 666 com o chip que trará todos os dados da vida de uma pessoa. A lógica usada para essa interpretação, no entanto equivocada, está no avanço da tecnologia. Com o crescimento tecnológico seria uma forma do mundo está preparando o cenário para o surgimento do Anticristo.  Mais tarde ele usará esses avanços tecnológicos como forma de umas das ferramentas para controlar as pessoas. E o chip por ser uma das últimas invenções no ramo da tecnologia será um meio que favorecerá o Anticristo para identificar aqueles que realmente pertencerá a ele. As pessoas que não trazer em seu corpo o chip não poderão “comprar e vender” (Ap 13. 18).
Dizer que o número da besta seja futuramente um chip, seria uma interpretação precipitada e equivocada de alguns estudiosos da escatologia. O número 666 é uma forma simbólica de dizer quem servirá e adorará a besta. A escolha mais correta de entender isso é fazer uma análise do texto imediato, do que ficar fazendo ou procurando especulações extras bíblicas. O capítulo 13 de Apocalipse registra por várias vezes o verbo adorar atribuindo adoração a besta: (1) depois de a besta ter sido curada toda a terra se maravilhou e a seguiu (13.3); (2) o Dragão, mais conhecido como Satanás, será adorado porque deu autoridade para a besta (13.4); (3) mais uma vez verbo adorar é identificado sendo atribuído a besta (13.8); (4) a segunda besta, a que emergiu da terra, curará a primeira besta e fará com que os moradores da terra a adorem (13.13). Essa segunda besta é de fato o Falso Profeta que “não fará exceções em suas exigências para que todos os habitantes da terra recebam a marca do Anticristo (isto é, da primeira besta). O texto diz claramente que todos serão marcados – “pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”. A marca da besta é um substantivo de Satanás para a marca com a qual os 144.000 serão selados (Ap 7.3), e que servirá para identificar os que pertencem a Deus. A marca da besta identifica os seus seguidores, os que se acham sob o controle de Satanás” (HORTON, 2011, p. 184).
 É o mesmo caso com o nome ou número da besta registrado na mão direita ou na testa das pessoas, conforme já dito em cima, o verbo adorar usado por João é para explicar exatamente o que ele quis dizer sobre o número 666.
Portanto, é percebido que em meio à história, a besta e seu sinal são interpretados por estudiosos cristãos com aquilo que está acontecendo em seus dias. Como foi o caso dos primeiros cristãos que por passarem por uma terrível perseguição fizeram uma interpretação equivocada identificando a besta e o seu número como sinal aos imperadores de Roma. Os estudiosos da escatologia da atualidade têm assustado a Igreja com o surgimento do chip atribuindo este aparelho ao suposto número da besta. Cometendo assim os mesmos erros dos cristãos do passado. Quando na realidade a Bíblia por si só explica que o número da besta, 666 é apenas uma forma simbólica para diferenciar daqueles que servirão o Anticristo dos outros que servirão a Deus no período da Grande Tribulação. A Bíblia afirma que haverá pessoas que não negarão de hipótese alguma o nome de Jesus durante este período (7.14; 13.7-10).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EHRMAN, Bart. O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? Quem mudou a Bíblia e Por quê. São Paulo: Prestigio, 2006.
HUNT, Dave. Quanto Tempo Nos Resta? Provas convincentes da Volta Iminente de Cristo. Porto Alegre, RS: Chamada da Meia Noite, 1999.
HORTON, M. Stanley. Apocalipse. As Coisas que Breve Devem Acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
PAROSCHI, Wilson. Origem e Transmissão do Texto do Novo Testamento. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2012.
RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas. Esperança e Glória para os Salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
RICHARDS, O. Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia. Uma Análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. Rio de Janeiro, CPAD, 2016.



NATANAEL DIOGO SANTOS, Pastor Auxiliar da Igreja Evangélica Assembleia de Deus  (Templo Central). Cursou Grego no Seminário Teológico de Martin Bucer.  Professor de Teologia. Autor do Livro OS DOIS TESTAMENTOS da Editora Reflexão.  Autor de Artigos Publicados na Revista Obreiro Aprovado e Jornal Mensageiro da Paz da CPAD.


domingo, 8 de março de 2020

Um dia especial, para pessoas especiais



   Não deveríamos precisar de datas fixas para nos lembrar de quem nos é especiais e caros.
Acontece porém que essas datas acabam por enfatizar e chamar a nossa atenção,além de destacar os eventos.
   Na nossa cultura,dita ocidental e extremamente machista não paramos para "notar" o quanto somos dependentes das mulheres!

Veja:
Ficamos 9 meses em seu ventre ...
Tiramos por toda a sua vida o sono...tanto pelo cuidado como também pela preocupação...
Cuida da nossa alimentação... da nossa roupa... da nossa casa... da nossa saúde...dos nossos filhos de nós...............
Enfim......
Fazem parte de 💯% de nossas vidas.....
Pense na sua vida sem a presença das mulheres que fazem parte dela ...
Portanto,muitíssimo obrigado por existirem!!!! Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher  !!!!


Pr. André Moreira

sábado, 7 de março de 2020

O EVANGELHO TRANSFORMA CULTURA



Em relação do ponto de vista etimológica da palavra cultura, o termo é derivado do verbo latim colere que literalmente traz o significado de “cultivo”, “cuidado com as plantas, com os animais e tudo o que se relaciona com a terra, como a agricultura”; o seu significado abrange também a palavra “culto” relacionado a crença a determinados deuses; da palavra cultura vem o termo “puericultura”, porquanto está relacionado com a educação das crianças e seus cuidados (ARANHA; MARTINS, 2009, p. 409). Em resumo, o conceito etimológico da palavra cultura é um tipo de humanização que se encontra constantemente em um estágio de processo dando sentidos de significados, significados que tanto esclarece a modificação aplicada ao mundo e as pessoas que convivem nele. Sendo mais preciso, essa modificação se dá nos grupos encontrados em uma sociedade e comunidade definindo a cultura como algo totalmente plural, variável e dinâmica. 
O conceito de cultura partindo da visão antropológica confirma-se que o homem por não andar por seu próprio instinto -, e para se adaptar no mundo do qual está estalado, ele inventará ferramentas, ferramentas estas que podem ser classificadas como objetivas e subjetivas. A primeira se define como as construções de materiais, as obras de artes, as leis e a forma de organizar a sociedade; a segunda é a visão de mundo, crenças, princípios morais e representações ideológicas que lhe garantirá o meio de convivência e sobrevivência para o desenvolvimento da sua humanidade.
Cultura é definida também como um meio de ligação com o homem e o mundo do qual ele convive. Fazendo o indivíduo se relacionar com certos grupos sociais lhe adaptando em tipos de costumes e valores morais e éticos garantindo assim, a continuação da sociedade uma vez diversificada em seus comportamentos e interesses sociais. Valores morais seria o conjunto de regras e princípios que qualificará o agir e o comportamento do indivíduo em meio a um grupo social; valores éticos são formas de o indivíduo refletir sobre essas regras e princípios que fundamentam uma vida moral (2009, p. 214). À Medida como o curso da história foi se desenrolando foram se formando grandes tradições onde construíram e marcaram civilizações conhecidas até hoje, como do tipo: a civilização grega, ocidental e chinesa. 
Portanto, ao longo da história, homens como Alexandre, o Grande, implantava a cultura helênica através da espada. Do mesmo modo, nações como Roma implantava seu império e cultura com o poder bélico. Lembrando-se da vez quando Roma conquistou a Grécia, na realidade desta vez não foi Roma que implantou a sua cultura, no entanto, a Grécia envolveu os romanos na sua filosofia, ética, moral e até mesmo na sua religião politeísta. Paroschi (2012) disse: “Quando a Grécia caiu sob o domínio romano, foi Roma que acabou sucumbindo ante a influência da cultura e dos ideais gregos” (PAROSCHI, 1012, p. 7). Em meio de duas culturas fundidas, pode-se dizer assim, o cristianismo através dos seus pregadores teve o grande desafio e o trabalho de influenciar através da sua cultura o paganismo das nações provinciais agora envolvidas na cultura greco-romana.

1.1 A formação da cultura cristã em outros povos

As nações pagãs, uma vez feita província do Império Romano, começaram a serem impactadas com outra cultura, desta vez totalmente projetada dentro dos aspectos morais e éticos e espirituais do cristianismo. E isso somente passou acontecer quando a Igreja de Cristo saiu dos limites geográficos de Israel. Sumariamente, entende-se que com esse avanço do cristianismo pelo mundo, em boa parte do Oriente e por não dizer relativamente em todo o Ocidente, criou-se uma cultura exatamente fundamentada nos ensinos de Cristo Jesus. Onde o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo foi difundido através dos séculos que terminou formando tradições e marcando antigas e atuais civilizações, em especial a região ocidental.
Estudiosos do século XIX, como o teólogo alemão, Ferdinand Christian Baur afirmava, que Pedro ensinava o Evangelho a partir dos ensinos de Cristo, ensinos estes baseados de acordo com o seguimento judaico-cristão, enquanto isso, os ensinos de Paulo já eram vistos moldados de acordo com a cultura greco-romana (BLOMBERG, 2010, p.69). Logo, não se pode concordar com tal teoria, porquanto, é comprovado que todos os ensinos teológicos de Paulo espalhado sistematicamente por suas cartas estão fundamentados categoricamente na teologia de Cristo. Tem-se exemplo de ensinamentos éticos: 1 Coríntios 9.14 com Mateus 10.10 e com Lucas 10.7; 1 Coríntios 7 com Marcos 10.2-12; Romanos 12.14 com Lucas 6.28; Romanos 13.7 com Marcos 12.17; Romanos 14. 13 com Mateus 7.1 e com Lucas 6.37. Esses textos paulinos em paralelo com os ditos de Jesus são apenas uma pequena parte de uma vasta gama de provas de outros textos éticos de Paulo fundamentados com os ensinos de Cristo e assim transmitidos metodicamente aos povos gentílicos para a formação de suas culturas.




1.2 A formação da cultura cristã no mundo politeísta

Quando os primeiros cristãos saíram dos limites geográficos de Israel, estrategicamente, em contraste com o politeísmo, eles pregavam e ensinavam a respeito de um único Deus (ICo 6. 4-6). Responsabilidade antes realizada pelos judeus em seus tempos de glória. “A pregação missionária cristã no mundo gentílico não podia ser simplesmente o querigma cristológico; ela teve que começar, antes com o anúncio do único Deus. Pois, não só a visão judaica e judaico-cristã predominante é a de que o único Deus verdadeiro é desconhecido no mundo gentílico e que a religião gentílica é politeísmo e idolatria, mas também, com efeito, o trabalho missionário cristão alcançou inicialmente aquelas camadas em que o politeísmo ainda era uma força viva” (BULTMANN, 2008, p. 110).   
Os missionários cristãos depois de desembarcarem no mundo gentio, em sequência, se depararam com cultos prestados a vários deuses com apresentações cerimoniosas litúrgicas por prostitutas em atos sensuais e pornográficos.  A comunidade cristã, então, com os fundamentos da sua fé e temas de mensagens já traçados convidaram os gentios a servir um único Deus (Gl 4.8). Pois, as pessoas que estavam em um círculo vicioso de um mundo politeísta, o kerigyma do Evangelho propagado pelos apóstolos, em especialidade por Paulo, começou vim com temas e pontos falando sobre os tempos da ignorância (At 17.30; Ef 4.18).
E da vez quando Paulo chega à cidade dos tessalonicenses encontrou um cenário totalmente idolatra com relação a deuses falsos e mortos, pois, a sua mensagem em primeira instância foi anunciada com a temática de único Deus vivo e verdadeiro (ITs 1.9). Do mesmo modo, ele se deparou em uma cidade grega, por nome Corinto, a rica, e pregou alertando que seus deuses eram mudos, porém, o apóstolo apresentou um Deus que fala mediante a revelação de seu Filho (ICo 12.2). Ainda em Corinto, o apóstolo dos gentios, pela revelação do Espírito de Deus proclamou em meio àquela gente, que por trás de seus ídolos havia demônios (ICo 10.19, 20). Na cidade da Galácia, situada na região da Ásia menor, Paulo pregou para os gálatas afirmando a respeito dos seus ídolos não eram deuses, logicamente entende-se que esses ídolos eram apenas invenções e criações da mente humana (Gl 4.8). 
Além das mensagens cristãs, em contraste com o politeísmo, anunciarem e se reportarem com relação a um só Deus, elas se prendiam também em revelá-Lo como o arquiteto e criador supremo do universo. Por sua vez quem garantia essa revelação era o Antigo Testamento, a Bíblia usada até então pelos primeiros cristãos. A tradução das Escrituras Veterotestamentárias, até muitas vezes usada pelos apóstolos para recitar seus textos no Novo Testamento, era na realidade a Septuaginta (LXX). Um texto traduzido do hebraico para grego por setentas grandes eruditos judaicos a amando de Ptolomeu Filadelfo entre 275 e 250 a. C. Segundo a lenda, esses mestres, em dupla, foram confinados em quartos ou salas separadas para produzirem o texto grego, e quando saíram foi constatado como um milagre, pois, haviam produzido os seus respectivos textos semelhantes. 
De acordo com os ensinos dos cristãos a respeito da promessa da vinda do Messias baseados nos textos sagrados judaicos, foi predominante para o surgimento dos ensinos morais e éticos da cultura judaico - cristão.  Paulo conhecendo bem o Antigo Testamento sempre procurava apresentar aos povos das religiões politeístas, a respeito de um único Deus e criador.
Atenas, capital da Grécia, foi um desses lugares que ele apresentou esse Deus.  Lucas no seu livro histórico, Atos dos apóstolos, cirurgicamente narrou quando Paulo se encontrou cercado por uma grande quantidade de ídolos (At 17. 16 – 34). O médico amado disse, pois a cidade estava dominada pela idolatria (17.16). Uma vez Vincent (1834-1922) registrou as seguintes palavras: Plinio nos informa que na época de Nero, Atenas continha mais de três mil estátuas públicas, além de um número incontável de imagens menores, no interior de casas particulares. Deste número, a grande maioria em estátuas de deuses, semideuses ou heróis. Em uma rua, havia, diante de cada casa uma coluna quadrada, que sustentava um busto do deus Hermes. Outra rua, chamada de Rua dos Trípodes, era margeada por trípodes, dedicados a vencedores dos jogos nacionais gregos, e ostentando, cada uma delas, uma inscrição a uma divindade. Cada porta e cada pórtico tinha seu deus protetor. Cada rua, cada praça, ou melhor, cada canto da cidade tinha seus santuários, e um poeta romano notou amargamente que era mais fácil encontrar deuses em Atenas do que homens.  (Davies apud Vincent, 2012, p.437).
Com seu espírito revoltado, em meio àquela terra de deuses, Paulo pregava para os judeus em sinagogas e para os gregos em ágoras. Visto que os judeus falavam muito de ressurreição, mas pouco da imortalidade, os gregos acreditavam no fim do corpo e na imortalidade da alma. Sobretudo, o apóstolo mostrou a superioridade do cristianismo em comparação à religião judaica e o paganismo grego, no sentido de não só acreditar na ressurreição do corpo, mas na sua imortalidade (At 17. 17,18 31). 
 Em meio àquela grande quantidade de ídolos, Paulo encontrou um altar atribuído ao “Deus Desconhecido” (17.23).  O Deus Desconhecido era uma forma dos gregos dizerem que ainda poderia haver outras divindades e, para evitarem supostas maldições levantaram um altar ao cujo deus. Sabiamente, então, Paulo aproveitou a oportunidade para descortinar o entendimento sobre o Deus do qual pregava - era o criador do mundo (17.24). Visto que isso foi uma forma de ele está refutando duas classes de filósofos: os epicureus e os estóicos (17.18). O primeiro além de acreditarem na aniquilação da alma por intermédio da morte, ainda eram ateus. No sentido de não acreditarem na providência e na supremacia Divina. O segundo eram panteístas, pois, acreditavam que o mundo era Deus. Logo, Paulo para refutar os epicureus disse que Deus existe e é o provedor e o supremo criador de tudo. Como ao mesmo tempo refutou os estóicos quando afirmou que Ele não é o mundo, mas o criador e o governador deste. 
Os deuses das nações politeístas eram ídolos limitados, no sentido de atuar apenas em determinadas funções. Com relação aos deuses da Grécia não eram diferentes, pois, cada um atuava limitadamente em cidades ou equivalentes áreas da vida, por isso a superstição e crença dos gentios em grandes quantidades de deuses.  Porém, Paulo para refutá-los disse que o Deus Desconhecido o qual ele pregava havia através de um homem criado toda a raça humana (17.26). Em outras palavras, o apóstolo estava falando do poder ilimitado desse Deus. Enquanto, os respectivos deuses gregos se prendiam em atuar apenas em determinados pontos da vida do ser humano e da natureza, o Deus Desconhecido de Paulo era Deus para cada situação da vida.

CONCLUSÃO

  Portanto, a cultura cristã uma vez formada no Ocidente está sendo modificada, pois, os povos de culturas de outras religiões estão invadidos as nações e as transformando com sua cultura religiosa pagã, isso não é uma previsão, mas o   pluralismo religioso já é uma realidade nos países cristãos, porque de acordo com acumulação de estrangeiros de outras religiões em nações cristãs estão aos poucos mudando a característica da formação da cultura nesses países que predomina o cristianismo. Em muitos países, o crescimento da diversidade empírica de religiões e ideologias está, em parte, ligado aos novos padrões de imigração (com frequência de suas ex-colônias) e com o declínio geral da influência da tendência judaico-cristã na visão de mundo e nos valores (CARSON, 2013, p.16).
 Em função da predominância do pluralismo religioso nos países cristãos resultará na formação da cultura de tolerância religiosa. E aquilo que já era difícil, em relação da proclamação do Evangelho, se tornou mais difícil ainda. Porquanto, o pluralismo propaga que não existe mais o absoluto, mas tudo é interpretado dentro do subjetivo. Isto é, não tem uma única religião verdadeiramente correta, mas todas do aspecto de vista dos seus respectivos devotos elas podem ser verdadeiras.
 Toda religião tem por principal objetivo de pregar a ética e a moral; mas só que esses valores que programam o caráter de um homem em meio de uma sociedade estão no próprio esforço do indivíduo adepto a esta religião. Ao contrário das outras religiões, o cristianismo ensina que o esforço não se encontra no cristão, mas, sim, na graça da pessoa bendita de Cristo Jesus. Então, o que a Igreja deve fazer com a pregação do Evangelho, se todas as religiões são supostamente tidas como verdadeiras no sentido de seus valores éticos, morais e espirituais? Na realidade o único meio para quebrar este pluralismo religioso é a Igreja acreditar no poder da Palavra, pois, ela é a única que tem o poder argumentativo e espiritual para formar vidas e culturas (Rm 10.17; Hb 4.12). 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; Martins, Maria Helena Pires. Filosofando. Introdução à Filosofia. São Paulo: Editora Moderna, 2009.
CARSON, D.A. Deus Amordaçado. O Cristianismo Confronta o Pluralismo. São Paulo: Editora Shedd, 2013).
BLOMBERG, Craig L. Questões Cruciais do Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora CPAD, 2010.
BULTMANN, Rudolf. Teologia do Novo Testamento. Santo André, SP: Editora Academia Cristã, 2008.
DAMIÃO, Valdemir. História das Religiões. Sua Influência na Formação da Humanidade. Rio de Janeiro: Editora CPAD, 2010.
LATOURETTE.  Kenneth Scott. Uma História do Cristianismo. Volume 1. São Paulo: Editora Hagnos, 2006.
PAROSCHI, Wilson. Origem e Transmissão do Texto do Novo Testamento. Barueri, SP: Editora Sociedade Bíblica do Brasil, 2012.


NATANAEL DIÔGO SANTOS é Pastor Auxiliar da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Coroatá – MA (Templo Central). Bacharel em Teologia pela Faculdade Evangélica do Piauí (FAEPI). Especialização em Estudos Teológicos no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação na Andrew Jumper – CPAJ, vinculada a Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professor de Teologia. Cursou Grego no Seminário Teológico de Martin Bucer.. Autor de Artigos Publicados na Revista Obreiro Aprovado e Jornal Mensageiro da Paz da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). Casado com Cristiane Lima M. Santos, Pai de Kevellin Caroline Lima M. Santos. Autor do Livro Os Testamentos Publicado pela Editora Reflexão.


quinta-feira, 5 de março de 2020

Lição 10: Só o Evangelho muda a Cultura Humana



Cultura e Costumes

Definindo Cultura:
1. Ação ou efeito de cultivar a terra; cultivo;
2. Criação de animais;
3. Produto de tal cultivo ou tal criação;
4. Conjunto de padrões de comportamento, crenças, costumes, atividades,  etc
5. Forma ou etapa evolutiva das tradições e valores de um lugar ou período específico, civilização;
6. Conhecimento; instrução;

Definindo costumes:
1. hábito, prática (de caminhar);
2. Modo de pensar característico de pessoa, povo, etc; comportamento;
3. Moda;
4. Particularidade de algo.

Os costumes, as crenças, as tradições, pertencentes à cultura local, ou de um estado, ou um país, possuem aspectos que contrariam a vontade de Deus e é nesse aspecto que o evangelho muda a cultura. Essa mudança não é algo imposto à toda nação, mas assimilado pelo novo convertido, que através do Espírito Santo entende que tais crenças, costumes e tradições  são  contrárias à Sã Doutrina e portanto não deve fazer parte de sua vida. 
Paulo, ao adentrar em Atenas, vê a crença  daquele povo e sente revolta devido à idolatria reinante ali, At 17.16. E ele ensina por vários dias v.17, até que é levado ao  areópago e inquirido pelos magistrados daquele lugar.  Ali Paulo apresenta à eles o 'Deus Desconhecido', o qual eles tinham uma altar, mas não O conheciam. A palavra de Deus diz que alguns zombam, outros crêem, At 17.34. Os costumes, as tradições e crenças daquele povo, à partir de agora, iriam ser submetidos aos ensinos das escrituras e as crenças em vários deuses seriam descartadas pelos novos crentes.
No AT temos várias passagens apresentando que os costumes, crenças e tradições pagãs, não deveriam ser assimiladas pelo povo de Deus. Antes de entrar na terra prometida (Canaã) eles são ensinados, pelo próprio Deus,  a não seguir os costumes do povo cananeu e sim servir à DEUS e obedecer as suas normas, Lv.18.30. A cultura de Israel foi formada baseada nos princípios divinos, com suas leis, festas e culto a Deus, e devia ser ensinada aos filhos oralmente para que fossem aceitos por Deus.

Essa lição é muito importante para nós, cristãos  e aprendizes da palavra. Ela é uma sequência das anteriores formando um todo.  O homem que pertence a um povo,  que se desenvolve em determinada cultura (não importa qual, não existe cultura inferior ou superior) e que precisa encontrar o Salvador para que haja redenção e justificação.

 _''Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,''_ Rm 3:24

Profa Cristina Mello🌹

Fonte de pesquisa: Dicionário Houaiss

terça-feira, 3 de março de 2020

Jesus Cristo... batiza no Espírito Santo!

 

   Hoje completam se vinte e nove anos em que fui poderosa, abençoadora e marcantemente batizado no Espírito Santo.
   Gosto sempre de comemorar e me lembrar dá rotina de busca pelo "poder do Alto", " poder pentecostal".
As frequentes participações em cultos de oração, vigílias e orações individuais em casa. A busca por uma bênção muito importante, não poderia ser " buscada" de outra forma.
   Não era um dia especial, no sentido de ser durante um congresso ou coisa assim (muitos crêem que Jesus só batiza em congressos), mas foi após o culto de terça feira, culto de ensino ou doutrina nas ADs. O pastor convidou os irmãos que queriam ser batizados no Espírito Santo. Me juntei a outros e comecei a orar, enquanto recebia a imposição de mãos de vários obreiros, enquanto podia ouvir frases como : " batiza esse teu servo Jesus ... cumpra a promessa pentecostal nele Senhor!"
Derrepente, como está em Atos 2, comecei a sentir algo que jamais havia sentido antes. Um sentimento de grande alegria e um senso enorme da presença de Deus! (Aleluia!!!)
   Fui e sou batizado no Espirito Santo!!! A doutrina pentecostal pode, e é comprovada pela experiência como está registrado em Atos.
Como bem disse o Ev.Tiago Rosas : " O Espírito Santo dentro da comunidade pentecostal não se resume a um conjunto de crenças sabiamente decodificadas... o Espírito Santo tem voz e vez dentro da igreja pentecostal."

É assim que creio, ensino e vivo! Jesus batiza no Espírito Santo!


Bibliografia

Rosas, Tiago. Poder poder pentecostal,epub 2019
 

segunda-feira, 2 de março de 2020

2° Trimestre das Lições Bíblicas adultos


Tema: A Igreja Eleita - Redimida Pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa.

Comentarista: Pr.Douglas Baptista

Sumário:
Lição 1 - Carta aos Efésios - Saudação aos Destinatários
Lição 2 - A Sublimidade das Bênçãos Espirituais em Cristo
Lição 3 - Eleição e Predestinação
Lição 4 - A Iluminação Espiritual do Crente
Lição 5 - Libertos do Pecado para uma Nova Vida em Cristo
Lição 6 - A Condição dos Gentios sem Deus
Lição 7 - Cristo é a nossa Reconciliação com Deus
Lição 8 - Edificados sobre o Fundamento dos Apóstolos e dos Profetas
Lição 9 - O Mistério da Unidade Revelado
Lição 10 - A Intercessão pelos Efésios
Lição 11 - Atributos da Unidade da Fé: Humildade, Mansidão e Longanimidade
Lição 12 - A Conduta do Crente em Relação à Família
Lição 13 - A Batalha Espiritual e as Armas do Crente


Valorize a Escola Dominical

   A Escola Dominical é uma das ferramentas de maior poder de instrução, orientação e formação espiritual.
   Nós precisamos valorizar na prática !

terça-feira, 3 de maio de 2016

Desafios a Educação Cristã pela EBD






Desafios Pedagógicos: O Professor e as Demandas da Modernidade.


Durante toda a história da humanidade, registro este que é encontrado bem fundamento, na Bíblia Sagrada, percebemos o interesse de Deus, o autor de todas as coisas, em “preservar” essa historia, e sabemos que essa preservação se torna possível através da “transmissão” dos atos e fatos do que, ou de quem, se quer fazê-lo, preservação essa que pode muito bem ser substantivo de “sobrevivência”. E para que haja êxito nesse intento, a Pedagogia é a ferramenta apropriada, pois esta, sistematiza esse transmitir de valores, saberes. Daí importa pensar os desafios que esta ciência enfrenta para se efetuar.

Para um melhor direcionamento, necessário se faz restringir o campo de debates, trazendo então o foco para a Educação Cristã, que tem como fonte bibliográfica básica, a Bíblia Sagrada, ou seja, deliberar quanto aos Desafios Pedagógicos da Educação Cristã.

A Bíblia, apesar de composta por 66 livros, possui uma única mensagem, “a salvação humana”; e esses livros vão tratando de acordo as necessidades, temporais, individuais, matérias, etc., desta salvação e de tudo que lhe diz respeito. E por conta desta tão vasta área de atuação do conteúdo Bíblico, há que se optar por um momento específico, e para tanto, o momento seria “O Professor e as Demandas da Modernidade”.

_O Professor e as Demandas da Modernidade...partindo de nosso tema, a palavra “demanda”, quanto ao seu uso, mais precisamente se encaixa na Economia, tanto que é comum ouvir a frase: a demanda do mercado é tal produto. No entanto, seu conceito abre espaços, pois segundo o dicionário on line: s.f. Procura; ação ou efeito de demandar, de buscar.

 Então...O Professor e “a procura, a busca” da Modernidade.

Modernidade...ainda segundo o dicionário: É o período histórico da civilização onde a razão é crivo e filtro indispensável a todo entendimento, em outras palavras “pessoas que pensam”. Geralmente quando usamos este termo, fazemos referencia ao tempo presente, do momento, moderno. Então, é possível reconceituar, e dizermos que Modernidade é “uma sociedade que pensa; raciocinam”.
Então...O Professor e “a procura, a busca de uma sociedade que pensa”.
Sendo a finalidade da Pedagogia, “pensar diretrizes para uma excelência na ação da Educação”, e nosso tema ser: Desafios Pedagógicos: O Professor e a Demanda da Modernidade. Qual seria o desafio do professor para ministrar um bom ensino que supra a procura, a busca, de uma sociedade que pensa, e, portanto, sente-se auto suficiente?

Segundo o que está detalhadamente relatado no capitulo 24 do Livro de Mateus, quando Jesus Cristo responde ao questionamento de uma geração ansiosa por saber, ainda não houve um período na Historia que uma mesma geração presenciasse tantos fatos Bíblicos como no atual, daí, sem a presunção de “fixar datas”, pode-se crer que “às portas está o Arrebatamento da Igreja”. Dentro da relação dos fatos citados pro Cristo, antes tratado pelo profeta Daniel(Dn. 12.4b)dizendo que “muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”, também vê-se claramente, que nunca, fora e dentro da igreja se teve tanto conhecimento da Bíblia e suas profecias, assim sendo, é sabedor a muitos a sequencia, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação(com seus terríveis detalhes), Milênio e Juízo Final. Então, onde está o desafio, visto que, o ter conhecimento, é mais do que uma poderosa arma, tanto de defesa quanto de ataque?
Como já foi percebido por alguns, esta geração de gentios, é a mais depravada, perversa e consequentemente, inimiga de Deus, que já houve. Da mesma forma, esta geração de Igreja, é a mais “mufina” que já existiu. E o resultado desta situação já foi declarado por Cristo no mesmo capitulo 24 de Mateus, no versículo 12, onde diz que, “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. O que sobra quando ou onde, falta o amor? Para onde caminha um povo sem amor? Qual é o impacto de uma Igreja sem amor?
No livro de Atos, no capitulo 7, a partir do versículo 54, relata a morte de Estevão, que é conhecido como o 1º mártir da Igreja, quando de sua morte, Saulo, ainda não convertido presenciou o assassinato de Estevão, e a postura deste diante da morte, transparecendo ate mesmo alegria por conta do cuidado que estava recebendo de Deus, naquele momento, deu inicio à conversão de Saulo, que certamente teve seu coração quebrantado por este fenômeno; já a geração de crentes desta ultima hora, além de não se submeter a sofrer, nem afronta por Cristo, quando sabe que Cristão estão possivelmente morrendo por causa do Evangelho, convoca correntes de oração para impedir que tal aconteça, por pouco não se diz como Pedro: “tenham compaixão de si mesmo, de modo nenhum, que isso não aconteça”(Mt.16.22).  Romanos 1.24, relata uma geração tão iniqua que “Deus os entregou, a seus próprios desejos”, em outras palavras, foram “deixados” por Deus, a fim de que, governassem a si mesmo, o que segundo a história comprova, é o viver sem Deus, cada um faz oque bem entende, sem juiz, sem rumo. E nos dias atuais, esta geração é pior que aquela, porquanto as iniquidades desta, têm  legalidade, tem respaldo dos governos que as rege. O mundo está tão confortável que não tem porque desejar o Céu. A Igreja tem vivido um avivamento tão superficial que deu cria a um  pentecoste frio.
Se estamos às portas do Arrebatamento e da Grande Tribulação, por que não há alegria ansiosa dos que irão e quebrantamento entristecido dos que ficarão?
Porque deu certo! A estratégia do enganador deu certo, são poucos os que acreditam. E segundo disse Paulo ao carcereiro, “Creia, no Senhor Jesus, e será salvo tu e a tua casa”, crer é a condição primordial. Então o desafio é VOLTAR A CRER! E a Bíblia em vários relatos, deixa claro que àquele que crer, segue-se algumas características intrínsecas, que de forma resumida poderia se dizer, “viver neste mundo, porem não ser dele”. E ai o papel do professor, para ajudar “o que busca, o que procura, pensando este que sabe, a encontrar”, é em primeiro plano, ele mesmo ser o principal convertido, o modelo, para então poder com propriedade ensinar os que lhe perguntarem a razão de sua fé. (um professor e/ou crente, que “vive neste mundo, porem não é dele”, não se veste como o mundo, não fala como o mundo, não namora como o mundo, não faz negócios como o mundo, não ouve, não assiste o que o mundo curte...etc). Exagero dizer que a igreja não crer? Quem crer não peca e nem consente com os que o fazem, assim diz Paulo em Romanos 1.32. Certamente que não há aqui a generalização, ou a totalização da igreja, Deus nunca ficará sem testemunhas(1Rs.19.18), no entanto, ainda Paulo, o melhor representante dos que “se convertem”, diz sem sombra de duvida “portanto, os que estão na carne, não podem agradar a Deus. Vós porem, não estais na carne, mas no Espirito, se é que o Espirito de Deus habita em vós(Rm. 8.8,9a)”. Amem!


Neyrivam Silva

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VOTO CONSCIENTE COMEÇA PELA INVESTIGAÇÃO DAS PROPOSTAS DE GOVERNO Caramuru Afonso Francisco*

Estamos a iniciar um novo período de campanha eleitoral, as eleições gerais de 2014, quando deveremos eleger os novos ocupantes de cargos eletivos nos Poderes Executivo e Legislativo da União Federal, dos Estados Federados e do Distrito Federal.
                                   Teremos, desta feita, a renovação completa dos Poderes Executivos da União (Presidente e Vice-Presidente da República), dos Estados Federados e Distrito Federal (Governadores e Vice-Governadores ), da Câmara dos Deputados (Deputados Federais), e dos Legislativos Estaduais (Deputados Estaduais) e renovação de um terço do Senado Federal (Senadores).
                                   Como servos de Deus, devemos orar para que o Senhor nos dê governantes que sejam tementes à Sua Palavra, que governem com sabedoria vinda do alto, buscando o bem-comum da população, bem como tomando decisões que não contrariem a sã doutrina.
                                   Como servos de Deus, devemos, também, investigar as propostas dos candidatos, não se deixando enganar pela propaganda, mas verificando o caráter de cada postulante, seus compromissos, sua história, a fim de que verifiquemos quem melhor atende às necessidades atuais de nosso povo.
                                   O Sl.10:4 diz que o ímpio não investiga, ou seja, aquele que não serve a Deus é uma pessoa que não pesquisa, não analisa as coisas, fazendo tudo conforme a sua arrogância, que é própria daqueles que deixam Deus de lado e querem viver como se o Senhor não existisse.
                                   Não é assim, porém, aquele que serve ao Senhor. Este bem analisa todas as coisas, sendo pronto para ouvir, tardio para falar, devendo, por isso mesmo, manter um contato íntimo com o seu Senhor e Salvador, através da meditação nas Escrituras e da oração, a fim de que aprenda a ser manso e humilde de coração, humildade esta que é reafirmada pela pronta disposição em investigar e pesquisar tudo antes de tomar uma decisão.
                                   Com respeito ao voto, não é diferente. Sendo a mais importante arma que tem o cidadão, o servo de Deus deve bem analisar as propostas dos candidatos, seu histórico, os compromissos assumidos, as pessoas com quem se alia para tentar chegar ao poder, a fim de que tome uma decisão correta e de que não venha a se arrepender posteriormente.
                                   A legislação eleitoral exige que os candidatos a Presidente da República apresentem, quando do pedido de registro de suas candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral, uma proposta de governo, ou seja, diga solenemente quais são seus planos e projetos caso venha a ser eleito.
                                   Infelizmente, estes programas não são, ainda, vinculativos, ou seja, caso o candidato não os cumpra, não existe nenhuma sanção, nenhuma punição. De qualquer modo, é uma forma de trazer um comprometimento moral ao candidato, um documento que permitirá que venha a ser cobrado no exercício de seu mandato, sem falar no fato de que é uma demonstração de suas intenções, o que é extremamente importante para a escolha do eleitor.
                                   Tais propostas, porém, quase sempre ficam no Tribunal Superior Eleitoral, não são levadas ao conhecimento do público.
                                   O objetivo nosso é, precisamente, o de divulgar estas propostas, incentivando os professores de Escola Bíblica Dominical a transmitir este conhecimento aos seus alunos, bem como a todos os membros e congregados de sua igreja local, estimulando-os a ler tais propostas a fim de que possam decidir criteriosamente em que votar nas próximas eleições.
                                   As propostas estão no Tribunal Superior Eleitoral e apresentamos os links de cada proposta de cada candidato, que estão relacionados aqui em ordem alfabética, como se encontram no Tribunal.
                                   Que esta ferramenta possa fazer com que todos tenham condições de votar conscientemente para Presidente da República no próximo pleito. Que Deus nos ilumine. Amém!

* Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede – São Paulo/SP e colaborador do Portal Escola Dominical (www.portalebd.org.br)


Links para as íntegras das propostas de governo dos candidatos à Presidência da República


foto do candidato
Aécio Neves da Cunha (Aécio Neves) (Coligação Muda Brasil - PSDB / PMN / SD / DEM / PEN / PTN / PTB / PTC / PT do B)http://divulgacand2014.tse.jus.br/divulga-cand-2014/proposta/eleicao/2014/idEleicao/143/UE/BR/candidato/280000000085/idarquivo/229?x=1406050602000280000000085

foto do candidato
Dilma Vana Roussef (Dilma) (Coligação com a Força do Povo - PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT / PC do B / PRB) : http://divulgacand2014.tse.jus.br/divulga-cand-2014/proposta/eleicao/2014/idEleicao/143/UE/BR/candidato/280000000083/idarquivo/194?x=1405547287000280000000083

foto do candidato
Eduardo Henrique Accioly Campos (Eduardo Campos) (Coligação Unidos pelo Brasil - PHS / PRP / PPS / PPL / PSB / PSL): http://divulgacand2014.tse.jus.br/divulga-cand-2014/proposta/eleicao/2014/idEleicao/143/UE/BR/candidato/280000000063/idarquivo/108?x=1406295874000280000000063

foto do candidato

foto do candidato

foto do candidato



foto do candidato

foto do candidato



foto do candidato

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

A FAMÍLIA E A ESCOLA DOMINICAL







INTRODUÇÃO

       A escola dominical é o único departamento e o maior e mais acessível agência de educação religiosa da igreja. O seu principal objetivo é levar as crianças, adolescentes, jovens e adultos a aprender e a praticar a palavra de DEUS. Por isso, ela é um fator determinante na formação espiritual, moral, social e cultural das famílias. A EBD coopera eficazmente com o lar, na formação de hábitos cristãos legítimos, praticas e deveres sociais e bíblicos, resultando na formação do caráter ideal segundo os princípios do genuíno cristianismo. Ela instrui mediante o ensino da palavra de DEUS, visando prioritariamente o coração do aluno.

       A EBD quando bem estruturada torna-se um dos meios mais eficazes de evangelização. É notório que missionários, pastores e demais obreiros e obreiras, eram ou ainda são alunos da EBD.

 

1-A família

 

      A família não foi criada para recreação ou por engano, a família é uma instituição divina, é a base da sociedade ela exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo. Os ataques à família têm como objetivo único destruir o ser humano. A Família é a célula mater. da sociedade. O núcleo familiar é o primeiro grupo social do qual participamos e recebemos, não somente herança genética ou material, mas principalmente moral.  Nossa formação de caráter depende, fundamentalmente, do exemplo ou modelo familiar que temos na formação de nossa personalidade.
       Assim há um argumento significativo da importância da família, pois é neste espaço que os pais têm a possibilidade de oferecer a seus filhos ensinos que os acompanharão por toda a vida, inclusive em momentos nos quais os mesmos não estarão mais sob a sua tutela. Diante deste retrato uma afirmação pode ser feita: É na família que a igreja deve investir cada vez mais para garantir que as novas gerações possam ter um relacionamento saudável e genuíno com Jesus Cristo.

      A palavra família aparece 90 vezes na bíblia (68 no AT e 22 no NT). Logo depois de ter criado todas as coisas, Deus criou o homem (Gn 1.26), e logo em seguida lhe deu uma mulher (Gn 2.18), com a qual, “em pouco tempo”, ele teve filhos (Gn 4.1,2), constituindo assim, a primeira família. A família é tão importante para Deus que quando Ele da face da terra decidiu mandar um dilúvio pra destruir todo o povo da terra devido aos seus grandes pecados, Ele fez questão de preservar uma família, a família de Noé, que era um homem fiel (Gn 6.6-22). O segredo para se ter uma família saudável é, simplesmente, dar aos seus filhos uma boa educação espiritual (Pv 22.6). Os que são ensinados a guardar o caminho do Senhor aprendem a agir com justiça e juízo.

       Temos visto muitos filmes, documentários, entrevistas que, de maneira direta ou indireta, tentam convencer à sociedade sobre a inutilidade da família. De maneira analógica, observemos uma casa, a fim de analisarmos a família.

       As portas da casa são os pais, que permitem ou autorizam a entrada e saída de informações, pessoas para a intimidade ou convívio da família.

       As janelas são os filhos, que podem ver o mundo externo constantemente, e comparando com a vida familiar, escolhem seguir o mundo externo ou os valores ensinados em casa.

       As paredes são os valores e princípios estabelecidos pelos pais e, ensinados aos filhos; estes valores vão acompanhar os filhos por toda a vida; eles são as estruturas para a formação de um bom caráter no indivíduo.

       O telhado é a cobertura divina que os pais buscam e através de seu exemplo, os filhos também procuram esta proteção para suas vidas.

       O piso é a raiz que une a família em laços de amor, amizade, companheirismo, cumplicidade, solidariedade, a fim de que os indivíduos desta família possam compartilhar com outros indivíduos de outras famílias, num relacionamento profissional, social, afetivo, ao longo de suas vidas.

       Por que então a família tem sido bombardeada pela mídia, onde se diz que o casamento é uma instituição falida e que a família é uma prisão para o indivíduo moderno. Lembremos o que JESUS disse em Lc 17.28 a respeito dos últimos dias, "Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam", não é mencionado o casamento onde se forma uma família. A cada situação alarmante que os noticiários anunciam, sobre mortes violentas, sequestros, roubos, latrocínios, e toda sorte de agressão ao ser humano, entendemos que a raiz do problema está na falta da criação de laços familiares, morais, éticos e bíblicos.

      Uma família sem a formação de valores e princípios éticos, morais e bíblico, é uma família falida e sem qualidade de vida, sem estrutura e sem firmeza que ao passar por problemas será presa fácil para o inimigo de nossas almas que veio para destruir a criação de DEUS (Gn 3; Jo 10.10) .O ensino bíblico na família tem um papel importantíssimo na formação do indivíduo, ou melhor, na formação da pessoa como um todo. Chegou a hora de mudar precisamos valorizar a família e seguir a orientação bíblica. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te (Dt 6.6-7).

 

2- A finalidade da EBD.

 

-Ganhar almas para cristo: O meio certo é usar a Palavra e confiar na operação do Espírito Santo ( Jo 16.8; 1Pe 1.23). Através da "EBD" pessoas podem ser salvas.

-Auxiliar no ensino das escrituras: A responsabilidade do ensino bíblico é dos pais (Dt 6.6-9), mas a igreja através de seu principal departamento de ensino auxilia a família nesta tarefa (Dt 31.12).

-Auxilia na evangelização: A EBD ensina enquanto evangeliza e evangeliza enquanto ensina.

-Auxilia no discipulado: O futuro do novo convertido (infante ou adulto) depende do que for ensinado agora. A finalidade da EBD deve ser de ajudar o aluno novo convertido a viver uma vida verdadeiramente cristã em inteira consagração a DEUS e cheio do Espírito Santo. Mas acima de tudo, não nos esqueçamos de que, como discípulos de CRISTO, a nossa vida é um permanente discipulado (2 Co 3.18). Assim a finalidade da EBD pode ser resumida em aceitar a JESUS, crescer em JESUS, e servir a JESUS.

 

3-A responsabilidade dos pais na EBD

 

       A Escola Bíblica Dominical é uma oportunidade única de estudar a Bíblia, aplicando-a a vida pessoal e crescendo cada dia mais. A Palavra de Deus é fonte de vida para as pessoas. E é por isso, um instrumento de crescimento espiritual para toda a família.

       “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Pv 22:6) Os filhos precisam de alimento espiritual. Por isso a necessidade de serem ensinados nos caminhos do Senhor e instruídos no caráter de Deus. Precisam aprender que toda a vida esta centrada em Deus. Os pais têm um papel importantíssimo na educação dos filhos e no acompanhamento da vida espiritual dos filhos.

         Ser o exemplo: O exemplo é um bom meio de comunicação. Quando os pais participam da EBD, do ensino bíblico, dos cultos e demais trabalhos da igreja, estão passando aos filhos a importância da Palavra de Deus.

         Ajudar os filhos: A participação ativa dos pais é fundamental, ajudando- os a estudarem a lição, a memorizarem os versículos, a serem obedientes e a respeitarem os professores e o tempo da EBD, como uma coisa importante para a vida deles.    

        Acompanhar o desenvolvimento dos filhos: Pergunte o que seus filhos estudaram; o que aprenderam; como podem aplicar o que aprenderam em seu dia a dia; o que gostaram mais… Ajude-os, durante a semana, na leitura da Bíblia, no estudo da lição, na interpretação dos versículos e demais tarefas. Ensine-os a orar pelos professores, e a amar a igreja

       Valorizar a EBD: A Escola Bíblica Dominical auxilia no desenvolvimento espiritual e moral de seus filhos. Assim como se preocupa com o bom empenho de seus filhos nos estudos escolares, do mesmo modo deve valorizar o seu desenvolvimento espiritual e zelo pela aprendizagem dos princípios bíblicos.

        Não chegar tarde: A obra de Deus requer compromisso. Habitue-se a chegar cedo para orar, em respeito a Deus e aos seus irmãos em Cristo. Leve o seu filho no horário para não perturbar as classes e as crianças, pois perdem o seguimento e o ambiente descontraído das atividades iniciais que normalmente têm como alvo despertar o interesse.

        Por causa dos pais: As crianças deixam de freqüentar a EBD, pois são dependentes. Não acompanham as lições, não aprendem, não crescem espiritualmente, não se habituam ao ambiente, não se introduzem no grupo e por isso não fazem amigos na igreja. Não conhecem a Bíblia, e conseqüentemente desconhecem a vontade de Deus para as suas vidas, ficando sem referências morais e espirituais. Com o tempo, ficam tão desmotivadas que não deseja participar de coisa alguma na igreja. Acompanhe seus filhos à EBD.

       Vemos, pois, com imensa preocupação, a realidade de nossas igrejas locais, onde a freqüência à Escola Bíblica Dominical é mínima (pesquisas de pouco mais de cinco anos atrás indicam que a freqüência média das EBDs nas Assembléias de Deus é de apenas 10% dos membros e congregados, ou seja, apenas o dízimo comparece à EBD!) e onde a interrupção do estudo é uma constante, o que compromete sensivelmente o alcance dos objetivos preconizados pela Escola Bíblica Dominical. Parte desta realidade é culpa dos pais e a igreja precisa urgentemente trabalhar para melhorar ou restabelecer a freqüência de outrora.

 

4-A importância da EBD

 

        A EBD é importante porque é a principal agencia de ensino na igreja. Nenhuma outra reunião tem um programa de estudo sistemático da bíblia com a mesma abrangência e profundidade.

        A EBD complementa a educação cristã nos lares. No Antigo Testamento eram os próprios pais, os responsáveis pelo ensino das escrituras e nos dias de hoje também continua sendo os responsáveis primários pela educação cristã (Dt 6.6,7;11.18,19;31.12).

        A EBD tem como objetivo fazer que os alunos sejam sempre cumpridores da palavra e não somente ouvintes enganando-vos com falsos discursos (Tg 1.22).

        A grande maioria das famílias recebe pouca ou nenhuma instrução na Palavra de DEUS, no lar, sob a liderança do seu chefe. Infelizmente a bíblia tem perdido seu lugar no seio da família, a igreja ficou com a grande responsabilidade de prover educação cristã de qualidade. Todo o impacto desta responsabilidade caiu sobre a EBD. Além de aproximar pais e filhos na comunhão do corpo de CRISTO, a EBD introduz crianças, adolescentes, jovens e adultos no conhecimento bíblico, afastando-os da ociosidade e das más companhias.

      É importante porque é fonte de genuíno avivamento (2 Cr 34.15). É chamado á redescoberta do ensino da Palavra de Deus como base de todo o avivamento. Não há outro caminho para manter a igreja viva a não ser o retorno às Escrituras, como ocorreu no tempo do rei Josias.

 

Considerações finais

 

Nenhuma instituição de ensino tem efeito tão benéfico sobre a família como a EBD. Nos países onde a EBD é valorizada, sempre há testemunha de pessoas que se tornaram úteis à sociedade e ao mundo. Portanto, a igreja precisa valorizar a EBD que é a maior escola de formação cristã do mundo. Os que são assíduos na EBD absorvem o ensino da bíblia, e passam a ter uma conduta pautada nos princípios elevados da palavra de DEUS se assemelhando em palavras e obras ao ideal apresentado por JESUS. “A conversão de uma alma é o milagre de um momento; a formação de um santo é a tarefa de uma vida inteira”( Alan Redpath).

 

Dc.Marcos Roberto Rastrelo
Bacharel em Teologia- Ibadetrim
 

 

Bibliografia

 

SILVA, Antônio Gilberto da. A ESCOLA DOMINICAL:1ed. Rio de Janeiro: CPAD,1998.

www.batistanovajerusalem.org.br

www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-familia

ebdplenitudedafe.blogspot.com

presbiterosergioroberto.blogspot.com

ensinodominical.wordpress.com/2007/11/23/a-importancia-do-ensino-religioso-na-familia

Lições bíblicas, CPAD 2º trimestre 2013.A Família cristã no século XXI: Protegendo seu lar dos ataques do inimigo

portalEBD- Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco

http://aandremoreira.blogspot.com.br/2009/03/importancia-da-escola-dominical.html