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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Características de uma oração sábia




Para que nossas orações sejam eficazes elas devem ser feitas com sabedoria. A oração feita com sabedoria é uma oração que penetra profundamente no coração de Deus, e, por conseguinte o impele a agir em nosso favor.
A oração sàbia é uma oração que envolve uma profunda reflexão critica racional e intelectual. Já que Paulo nos exorta a oferecermos um culto racional (Rm. 12. 1), é perfeitamente legitimo que façamos nossas orações no culto publico e também de oração de um modo racional. Ao orar o cristão deve saber o que esta dizendo, pois se orarmos sem saber o que dizemos seremos apenas tagarelas, e Deus não reconhece orações tagarelas (Mt. 6. 7). Acho que é isso que Paulo quis dizer quando escreveu aos Corintios;... ”Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente”... (1Co. 14. 15). Este verso, bem como seu contexto é muito importante para nosso propósito, pois aqui Paulo ensina que a oração feita com a mente-entendimento é melhor do que a oração com o espírito porque a oração com a mente-entendimento edifica a igreja, enquanto a oração com o espírito edifica somente o individuo que ora em espírito. E Paulo nos ensina neste texto (1Co. 14), que a edificação da igreja é prioritária. Portanto a oração com o espírito deve ser restringida no culto publico e a oração com a mente-entendimento deve ser supervalorizada.

A oração feita com uma reflexão critica racional e intelectual envolve três características básicas; primeiro lógica, segundo coerente, terceiro teologicamente correta.

1 Oração lógica.

Por oração lógica queremos dizer uma oração que tem um raciocínio encadeado, este tipo de oração deve ter uma ligação clara nas idéias, e não um amontoado de palavras desconexas que não fazem nenhum sentido. Veja agora a ordem lógica da oração modelo (Mt. 6. 9-15), ou a oração sacerdotal (Jo. 17).

2 Oração coerente.

Por oração coerente queremos dizer, não somente o lado lógico, mas indo mais além nos referimos ao lado da harmonia ou acordo entre o que esta sendo dito na oração com a soberania os propósitos e a vontade de Deus. Orações incoerentes são orações impossíveis para Deus responder. De acordo com Paulo, Deus opera em nos seu querer e seu efetuar de acordo com sua boa vontade (Fl. 2. 13). Portanto todo cristão deve conhecer esse querer, esse efetuar, e essa boa vontade, para começar a orar em perfeita harmonia com Deus, ou seja, desenvolver orações coerentes. O conhecimento de Deus é indispensável para uma oração coerentemente sábia. Acho que é por isso que Deus se agradou da oração de Salomão, e deu a ele sabedoria e conhecimento e muito mais. E também acho que é por isso que Paulo ora a Deus pedindo que Deus de à igreja de Eféso, espírito de sabedoria e revelação (2Cr. 1. 11. 12; Ef. 1. 17-19).




3 Oração teologicamente correta.

Uma oração teologicamente correta é uma oração caracteristicamente lógica e coerente com a natureza de Deus. Se levarmos verdadeiramente em conta tudo que dissemos acima, e tudo que ainda iremos dizer, faremos orações teologicamente corretas. Este tipo de oração envolve um alto grau de reflexão e critica intelectual. Temos que ter muito cuidado com o que falamos na presença de Deus, pois a sabedoria é uma de suas perfeições eternas. Um exemplo de oração teologicamente incorreta é a oração da parábola do fariseu que subiu ao templo para orar juntamente com um publicano (Lc. 18. 9-14). Semelhantemente Jô ao orar de modo ignorante atribui a Deus injustiça ao afirmar sua justiça afirmando que Deus não poderia punir assim um homem justo como ele, mas quando Deus o confronta ele reconhece que falou de coisas que não entendia coisas maravilhosas que ele não compreendia, agora ele pede a Deus para ensiná-lo (Jô. 23. 11-13; 42. 3, 4).
Portanto nossas orações precisam ser sàbias, ou não seram eficazes. Para desenvolvermos uma oração lógica, coerente e teologicamente correta precisamos ter um ambiente propicio. Nossos cultos públicos e nossos cultos de oração devem ser pautados por uma ordem e decência capaz de nos dar um ambiente solene para orarmos com entendimento e não com gritaria e tagarelice. A busca por um ambiente oculto e silencioso para orar era uma característica de Cristo, bem como fazia parte de sua doutrina (Mt. 26. 36; 14.23; 6. 5, 6).





“SOLI DEO GLORIA”
Pb. Juliano da Silva
Outubro 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A natureza de Deus e a oração do homem




A soberania de Deus é o sustentáculo da oração. Deus é o autor e a fonte de todo bem que temos experimentado e de todo bem que esperamos para o futuro. Deus governa, preserva e dirige todas as coisas. Nada foge ao controle pleno de Deus. O apostolo Paulo exalta o senhor em sua soberania no capitulo 11 de sua carta aos romanos no versículo 36; “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas”... (Gr. Ta Panta).
A soberania de Deus esta intimamente ligada à sua criação. A tese de que ele governa, preserva e dirige todas as coisas, e que tudo é dele, por ele e para ele, levanta um aspecto fundamental e preponderante na oração eficaz. Nossa oração só será eficaz se orarmos para que Deus realize nossos desejos segundo a sua vontade. Nada è mais importante do que isto, tanto para Deus quanto para nos.
A natureza de Deus é revelada em seus atributos. Deus é perfeito, imutável, sábio, etc. Esses atributos que enfatizamos nos dão à idéia de que Deus não erra, pois é perfeito, não muda, pois é imutável e não é tolo, pois é sábio. Isto significa que existem coisas que Deus por sua natureza não pode fazer. Por exemplo; não podemos orar pedindo a Deus que nos de perfeição nesta vida, pois sabemos que seu plano de salvação inclui a perfeição para toda a igreja no arrebatamento e não para indivíduos no decorrer da vida cristã. Este é um tipo de oração que Deus não pode responder. Mas então perguntamos o que fazer com o versículo de Lucas 1, 37. Que diz; “porque nada é impossível para Deus”? Ora este versículo deve ser interpretado à luz das revelações bíblicas sobre a natureza de Deus, e, por conseguinte de acordo com seu contexto imediato. Portanto este versículo significa que nada é impossível para Deus somente dentro de seu plano e seu propósito. Para a humanidade é impossível que ela venha a salvar a si própria, contudo para Deus isto é possível, ele criou um plano de salvação e o executa dentro desse plano para Deus nada é impossível. Agora, uma filosofia bíblica clara e coerente nos mostra que existem coisas que Deus jamais faria. È impossível que Deus minta, pois é verdadeiro, é impossível que Deus renuncie a si mesmo, alias esta é uma coisa que ele requer de nos, mas ele não pode fazer. Tenha certeza se pecar Deus reage a você com ira, pois isto é de sua natureza. Porem se arrepender e voltar a ele em oração e suplica, ele reage a você com misericórdia e graça, pois isto é da natureza dele. É por isso que a maioria de nossas orações não é eficaz, pois são orações egoístas que não estão de acordo com sua vontade. As orações feitas segundo a vontade de Deus podem e mudam o rumo das coisas, e também a nossa historia.
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Definições

O erudito evangelical James I. Packer em seu livro “a evangelização e a soberania de Deus define de modo coerente e brilhante a doutrina bíblica da oração. Ele diz; a oração é uma confissão de impotência e necessidade, um reconhecimento de falta de recursos próprios e dependência, e uma invocação do poder soberano de Deus para que ele faça por nós o que nós mesmos não temos capacidade de fazer”. Esta definição enfatiza de um modo sucinto e coerente a dependência, a impotência e a necessidade que o homem tem em relação à provisão tanto da própria vida como de seus recursos para sua subsistência e enfatiza que na oração reconhecemos que só Deus em sua soberania pode prover para nos tanto nossa vida como os recursos para vivermos.
Alem do que Packer enfatiza, podemos também acrescentar três aspectos básicos na oração. Primeiro, adoração, louvor e ação de graças. Segundo, confissão de pecados. Terceiro petição e intercessão. Podemos também definir a oração como o exercício da fé como confiança na certeza que Deus nos ouve recebe e responde nossas orações. Ou definir de acordo com o Pr. Eliezer de lira que diz; a oração é o meio que Deus proveu ao homem, a fim de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão continua com ele.

A excelência da linguagem

A oração é um exercício essencial não somente para o cristão individual, mas para a edificação da igreja no seu aspecto coletivo. A oração é o único meio legitimo de se comunicar com Deus. A vida cristã sendo vivida na vida de Cristo depende exclusivamente de um relacionamento intimo com Deus. A coisa fundamental para se iniciar e dar prosseguimento a um bom relacionamento com Deus e com o próximo é a comunicação. O bom relacionamento requer comunicação e confiança. O relacionamento é um fator indispensável para o cristão ter intimidade e conhecimento de Deus. Como conheceremos alguém com quem não falamos? Como seremos íntimos de quem não conhecemos? Como nos relacionaremos com quem não temos intimidade nem conhecemos e nem conversamos? Como confiaremos em um desconhecido? Como confiaremos em quem não temos intimidade? Como confiaremos em quem nunca conversamos? O relacionamento a intimidade o conhecimento e a confiança são fatores essenciais e indispensáveis á vida tanto cristã como secular, na família, no trabalho, no transito, na escola, na igreja em todos os seguimentos de nossa vida. E tudo isto começa com a comunicação. Se não existe comunicação, não existe relação, se não existe relação, não existe intimidade, se não existe intimidade, não existe conhecimento, se não existe conhecimento, não existe confiança, se não existe confiança, não existe comunhão, se não existe comunhão, não existe cristão. É por isto que a linguagem e a comunicação e fundamental para os propósitos de Deus. A fala-linguagem-comunicação é a principal característica que distingue os homens dos animais. E é exatamente a fala que reflete de modo claro e inequívoco a imagem e a semelhança do homem com Deus. O homem fala exatamente porque Deus fala, e Deus dotou o homem desta capacidade porque quer se comunicar-conversar com o homem eternamente. Há muito tempo os cientistas brigam com suas teorias procurando encontrar uma explicação racional para a linguagem humana, e terminam sempre onde começam, sem respostas. A linguagem é um dom de Deus. Portanto esta é a filosofia bíblica da oração, Deus fala é dotou o homem desta capacidade para que ambos possam se comunicar eternamente em um relacionamento de conversa interminável.

Pb. Juliano da Silva
Setembro 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Profecia e misticismo




“Cuidado com os falsos profetas”. (Mt 7.15. NVI). Esta é uma advertência clara e incisiva feita por Cristo no sermão do monte. Esta advertência nos ensina no mínimo duas verdades fundamentais para a maturidade cristã. Primeiro, os falsos profetas existem, e segundo, devemos ter cuidado. E eu afirmo, precisamos tomar muito cuidado, pois como acrescentou Cristo eles vêm a nos vestidos de pele de ovelha. Os falsos profetas são na verdade perigosos porque são místicos (na verdade são feiticeiros, discípulos de Balaão. Aqui usaremos o termo místico). Existe um misticismo extremo em seu ministério, um misticismo que atua a partir do erro e do engano. Este misticismo dos falsos profetas é um misticismo no poder e na eficácia de satanás cujo principal propósito é o engano doutrinário e teológico mudando a verdade do evangelho de Cristo em mentiras. Esta lição tem o propósito de ensinar o povo de Deus os procedimentos corretos para detectar e desmascarar estes profetas místicos que enganam e atrapalham a vida cristã do povo de Deus.

Definição
Antes de mais nada é importante ressaltar que temos uma doutrina bíblica comumente chamada de “união mística”. Ela é a união intima, vital e espiritual entre Cristo e seu povo. Esta é uma união; orgânico, vital, recíproca, pessoal, transformadora, e mediada pelo Espírito Santo. Existe um misticismo verdadeiro que envolve Cristo e sua igreja. Místico é uma coisa relativa à vida espiritual e sobrenatural do grego mystikos e misticismo é uma crença religiosa e filosófica que admite a comunicação e a comunhão oculta entre o ser humano e a divindade. Portanto existe dois tipos de misticismo um falso e um verdadeiro. Esta lição trata do misticismo falso dos profetas falsos.

1- dois tipos de profetas místicos

a) a primeira classe de profetas místicos são aqueles que fazem predições que não se cumprem. Eles são profetas dotados de conhecimento bíblico, e também conhecimentos seculares. Ou seja, são mestres, conhecem o comportamento humano, atuam no intelecto e nos aspectos emocionais do humano, andam por ai levando os incautos ao erro. Porem comete seu grande erro, predizem coisas que jamais se cumprem. Vejamos o que Deus diz sobre tais profetas;
“Mas talvez vocês perguntem a si mesmos: como saberemos se uma mensagem não vem do senhor? Se o que o profeta proclamar em nome do senhor não acontecer e nem se cumprir, essa mensagem não vem do senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele”. (Dt 18.21-22. NVI).
Este principio que é ensinado no antigo testamento também se aplica aos profetas do novo testamento. Qualquer profecia em qualquer tempo proferida por inspiração do Espírito Santo terá seu pleno cumprimento. Portanto, a falsa predição é uma característica do profeta místico.

b) a segunda classe de profetas místicos são aqueles que predizem o futuro e profetizam com precisão, e também fazem milagres. Porem produz falsas doutrinas. Ou seja, são hereges.
Vejamos o que Deus diz sobre tais profetas;
“Se aparecer entre vocês um profeta ou alguém que faz predições por meio de sonhos e lhes anunciar um sinal miraculoso ou um prodígio, e se o sinal ou prodígio de que ele falou acontecer, e ele disser: vamos seguir outros deuses que vocês não conhecem e vamos adorá-los, não dêem ouvidos as palavras daquele profeta ou sonhador. O senhor, o seu Deus, esta pondo vocês a prova para ver se o amam de todo o coração e de toda alma”. (Dt 13. 1-3. NVI).
Cristo faz eco à teologia de Deuteronômio 13 ao afirmar que nem todo que lhe diz senhor, que profetiza que expulsa demônio, e que principalmente realizaram muitos milagres não entraram em seu reino, inclusive Cristo lhes dirá nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal. (Mt 7 15-23. NVI). Milagres não é credencial de um homem de Deus. A igreja tem passado por dificuldades por causa destes profetas místicos que fazem milagres. Mas, perguntamos; se são hereges, se Deus não esta com eles com que poder e em nome de quem eles realizam tais sinais e prodígios? A resposta a esta pergunta deve ser dupla. Primeiro estes profetas místicos são hereges falam mentiras e estão a serviço do pai da mentira, como Deus diz em deuteronômio levam o povo a adorar outros deuses. Portanto eles atuam segundo o poder e a eficácia de satanás. E Paulo confirma este fato; “isto não é de admirar, pois o próprio satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos de justiça”. (2 Co 11.14,15. NVI). Segundo, esta é sem sombra de duvida a vontade permissiva de Deus. Ele afirma em deuteronômio que estas coisas acontecem para que possamos ser provados e em seguida aprovados e nunca o contrario.
A única maneira que conheço de detectar um erro teológico e doutrinário é uma que traz consigo dois aspectos; em primeiro lugar a igreja precisa contar com pessoas realmente capacitadas. Ou seja, pessoas que de fato conheçam a palavra de Deus, teólogos realmente capacitados que possam detectar heresias sutis. Em seguida que tenham comunhão com o senhor, intimidade com Deus. Somente um homem intimo de Deus pode ter discernimento correto do bem e do mal. Em segundo lugar esta herança precisa ser passada. Ou seja, a igreja precisa ser ensinada. O povo precisa urgentemente conhecer a palavra de Deus, e esta é uma tarefa dada aos ministros como esta registrado em efesios 4. 11, ss. Alem disso esta é a prioridade de Cristo conforme sua grande comissão. (Mt 28. 19,20. NVI).

Balaão, o místico da mesopotâmia. (Nm 22-24).
Balaão era o famoso profeta das bênçãos e das maldições. Ele, um profeta pagão foi contratado por um rei pagão para amaldiçoar o povo de Deus. O rei lhe ofereceu muito dinheiro, (os profetas místicos gostam de muito dinheiro) e ele ficou muito contente em atender ao pedido. Ele tentou varias vezes amaldiçoar Israel, mas só saia bênçãos de seus lábios. Sabe por que Balaão era considerado um homem de Deus? Porque suas predições aconteciam de verdade. Mas não se iluda Balaão não era profeta e nem tampouco homem de Deus. Balaão é condenado no novo testamento como o protótipo de todos os falsos profetas. Veja o que diz o apostolo Pedro;
“Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e tem o coração exercitado na ganância. Malditos! Eles abandonaram o caminho reto e se desviaram, seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o salário da injustiça. Mas em sua transgressão foi repreendido por uma jumenta...” (2 Pe 2. 14-16 NVI). Balaão era ganancioso, podia ser comprado (Nm 22.17). Ele bolou um plano para agradar o rei e receber o dinheiro, ele persuadiu Israel a praticar a imoralidade sexual com as moabitas e adorar a Baal (Nm 31.16; 25 1-3). Portanto, para se ter absoluta certeza da autenticidade de um profeta ou homem de Deus, precisamos conhecer seu estilo de vida, sua conduta, seu caráter, e em seguida conhecer acima de tudo sua doutrina, seu ensino, sua teologia.


A necessidade da profecia bíblica
No antigo testamento temos variadas formas de revelação (Hb 1. 1, ...muitas vezes e de muitas maneiras...). Contudo o padrão único decisivo é a palavra profética. Deus se revela no antigo testamento por meio da palavra pela linguagem. Se fizermos a pergunta o que há na bíblia? A resposta obvia seria, profecia. A bíblia é na verdade um livro profético. Existe - e aqui precisa ser reconhecido e atestado por todos - uma diferença gigantesca entre a palavra profética do antigo testamento e a palavra profética do novo testamento. O valor extraordinário e sublime da palavra profética do antigo testamento consiste no fato de que a palavra de Deus é comunicada por meio da palavra do profeta, e que ao mesmo tempo é uma ação de Deus na historia, é um ato de Deus. A historia de Israel é uma historia marcada pela ação de Deus na e fazendo a historia.
Entre o antigo testamento e nós mantem-se uma nova forma de revelação, o Senhor Jesus Cristo. Aquilo que os profetas podem apenas dizer, que as suas palavras podem apenas apontar como algo que ainda estava por vir uma perfeição ainda a ser realizada no futuro, agora aconteceu: Deus conosco. O próprio Deus esta aqui. Esta é a grande necessidade da profecia bíblica; preparar israel, preparar o mundo, anunciar o novo tempo, a restauração de todas as coisas. Anunciar não o ir do homem ao encontro de Deus, mas sim a vinda de Deus ao homem. “o verbo se fez carne”. Aquele que foi profetizado em linguagem humana por meio de palavras proféticas, agora esta presente em pessoa. “ele se fez carne e habita entre nos ... e vimos a sua gloria”...(Jo 1. 14). Só agora fica claro para nos o prólogo de hebreus : “a nos falou nestes últimos dias pelo filho” (Hb 1.2). Nisto consiste a necessidade da profecia do antigo testamento bem como sua real diferença com o novo testamento. Não precisamos mais de profetas tais como Jeremias, Moises ou Elias. Agora temos o Deus filho com seu novo testamento ministrando à igreja por meio do Deus Espírito Santo que ele próprio enviou depois de ser assunto aos céus.

Pb. Juliano da Silva
2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


A quinta Lição do 1º trimestre/2010 tratará da fragilidade da natureza humana (vasos de barro) e da graça de Deus em confiar suas riquezas espirituais a pessoas limitadas e imperfeitas.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

- Conscientizar-se de que mesmo sendo frágeis, Deus nos usa para transmitir as Boas Novas e nos dá poder para realizarmos sua obra.
- Compreender as fragilidades dos vasos de barro.
- Saber que no final os vasos de barro serão glorificados pelo Senhor.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 4.1-12

Observaremos inicialmente, para entendermos um pouco a metáfora, os tipos e utilidades dos vasos nos tempos bíblicos.

Douglas (1988, p. 1646-1647) nos informa que antes da invenção da cerâmica (durante o sexto milênio A.C.) os vasos eram receptáculos feitos de peles, canuços, madeira e pedra. Esses objetos eram feitos de materiais perecíveis, têm raramente sobrevivido até os nossos dias. Pedras de resistência média, pedra calcária, alabastro, basalto, e também obsedianas (feita de lava que esfriou rapidamente) eram cortadas e escavadas para tomar forma como taças, jarras, pratos, etc. Grandes jarros de pedra ou de barro eram empregados para guardar líquidos. O barro poroso de que eram feitos esses vasos absorvia um pouco do líquido, assim, impedindo a evaporação e mantendo o conteúdo fresco.

Conforme Rienecker e Rogers (1995, p. 343) "A cerâmica coríntia era famosa no mundo antigo (Strabo, Geography VIII, 6.23) e Paulo pode ter se referido às pequenas lâmpadas de barro que eram bastante baratas e frágeis, ou, então, a vasos ou urnas de cerâmica."

O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO

Nos vasos de barro (gr. ostrakinois skeuesin) humanos do Senhor, alguns conteúdos preciosos (tesouros) estão presentes, como por exemplo:

- A Palavra de Deus. "Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade." (2 Co 4.1-2)

- O Espírito Santo. "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós." (Jo 14.16-17)

Paulo adverte que os conteúdos podem ser adulterados (2 Co 4.2). O termo grego para "adulterando" é dolountes (part. pres. at. de doloô), que significa usar de engano, de falsidade, corromper, enganar, falsificar. (RIENECKER; ROGERS, 1995, p. 342).

Vine (p. 594, 2003) define doloô da seguinte maneira: "forma reduzida de dolios (enganoso), significa primariamente 'fazer cair numa armadilha, enlaçar, atrair', por conseguinte, 'corromper', sobretudo entrosando as verdades da Palavra de Deus com as doutrinas ou concepções falsas, e lidando com elas com 'falsidade' (2 Co 4.2).

Dessa forma, como nos tempos de Paulo, não são poucos os que adulteram ou falsificam a Palavra de Deus, objetivando com isso tirar proveito, lucrar, alcançar os seus objetivos pessoais.

Um exemplo desta prática na atualidade são alguns televangelistas que disseminam a Teologia da Properidade, o Evangelho Judaizante, o Teísmo Aberto e outros ensinos que não se sustentam à luz de uma exegese e hermenêutica séria, associando-os às verdades bíblicas. Muitos crentes, além de assistir estes falsificadore, são envenenados por seus ensinos e ainda contribuem para o crescimento de seus "impérios pessoais".

OS VASOS DE BARROS

O barro fala de nossa natureza humana:


"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra [...]" (Gn 2.7)

"Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça." (Is 45.9)

"Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó." (Sl 103.14)

A nota de rodapé da Bíblia de Estudo Almeida (2006, p. 262) sobre 2 Co 4.7 diz que "Era comum guardar o tesouro ou as riquezas em vasos de barro cozido, material comum e frágil."

Sobre o mesmo texto comenta a Bíblia de Estudo Dake (2009, p. 1856): "Gr. ostrakinos, aqui em 2 Timóteo 2.20. Muitas vezes, no Oriente, os tesouros são esconddos em vasos de barro para protegê-los da umidade. Confira Jeremias 32.14. Aqui se refere ao poder do Espírito Santo por meio da luz do evangelho em nosso corpo. A ênfase está na diferença entre um vaso frágil de barro e o inestimável tesouro do poder que está nele."

A Bíblia de Estudo Pentecostal diz: " O cristão é um "vaso de barro" que, às vezes, passa por tristezas, lágrimas, aflições, perplexidades, fraquezas e temores (cf. 2 Co 1.4, 8,9; 7.5). Mas o cristão não é derrotado por causa do "tesouro" celestial que nele está. O cristianismo não é a eliminação da fraqueza, nem meramente a manifestação do poder divino através da fraqueza humana (12.9). Isto significa: (1) que em toda aflição podemos ser mais do que vencedores mediante o poder e o amor de Deus (Rm 8.37), e (2) que nossas fraquezas, aflições e sofrimentos, nos tornam totalmente receptivos à graça abundante de Cristo, e permitem que a sua vida seja manifesta em nossos corpos (vv. 8-11; cf. 12.7-10)."

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Escreva num quadro ou num cartaz uma relação de características frágeis de nossa humanidade e solicite aos alunos que a complete com outras características ausentes na relação. Você poderá também levar um vaso de barro para a sala de aula com alguns objetos de certo valor dentro dele (aliança, relógio, jóia, objetos raros ou de grande valor afetivo etc. ). Deixe o vaso guardado numa bolsa para apresentá-lo apenas no final da aula. Escolha um vaso muito simples. Antes de terminar a aula, tire o vaso da bolsa, mostre-os aos alunos e tire de dentro do vaso os objetos de valor. Diga-lhes em seguida que assim como aquele vaso flágil e sem muita aparência guarda objetos de valor, assim são eles para o Senhor, vasos frágeis escolhidos como receptáculos de tesouros espirituais (sua palavra, seu espírito, seus dons etc). Diga-lhes ainda, que em breve os vasos de barros serão transformados (glorificados) por ocasião da volta de Jesus (1 Co 15.42-49).

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz, vaso de barro, objetos pessoais.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Bíblia de Estudo Dake, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD
- Chave Linguística do Novo Testamento Grego, Vida Nova.
- Dicionário VINE, CPAD.
- Novo Testamento Interlinear, SBB.
- O Novo Dicionário da Bíblia, Vida Nova.

Boa aula!
Pr. Altair Germano

www.altairgermano.com/2010/01/tesouro-em-vasos-de-barro-subsidio-e.html

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lição 4


Até no máximo sexta feira estarei postanto o subsidio da lição quatro.Aliás tem sido uma benção o estudo destas lições ! Convido os professores de nossa EBD ,a que se esmerem no ensino destas ricas lições .Orem ,estudem ... me lembro do anúncio do livro de autoria do Pr.Raimundo Ferreira de Oliveira " As grandes Doutrinas da Bíblia",quando dizia que ..."não é necessário apenas ensinar ,mas fazê-lo utilisando todo potencial da Palavra de Deus".
Otimo concelho a nós Professores da EBD!

Ev. André Moreira