sábado, 14 de novembro de 2009

A interpretação atual e tradicional dos dízimos e das ofertas baseada no antigo testamento-particularmente em Malaquias-culmina na teologia da prosper




A interpretação atual e tradicional de Malaquias três e do restante do antigo testamento é uma interpretação literal que afirma; para o crente ser abençoado financeiramente deve ser dizimista fiel. O crente que não é dizimista fiel não é abençoado financeiramente. Temos, portanto, o segredo do sucesso financeiro, bem como o segredo do fracasso financeiro. Este ensino é estraido de uma interpretação literal de Malaquias três do verso oito ao onze. Segundo o professor D. Kizzear. Em uma nota de rodapé para Malaquias três do dez ao doze na bíblia de estudo vida nova. Quatro bênçãos são prometidas ao dizimista: 1, mantimento na casa do senhor v. 10; 2, bênçãos de natureza espiritual v.10; 3, produtividade nos campos e nos negócios v.11; 4, reconhecimento das bênçãos divinas por parte do mundo v.12. Ele conclui sua nota dizendo que no novo testamento somos chamados a renunciar tudo por ele que tudo Entregou por nos. Todo professor serio deve concordar com Kizzear e suas conclusões deste texto. E consequentemente reconhecer que o método de interpretação empregado no texto deve ser o método literal. Porem, ao que me parece, esta interpretação deste texto nos deixa com um problema. Não são somente as conclusões acima que são extraídas deste texto. Extraímos também a Conclusão de que ao retermos o dizimo somos condenados como ladrões. A despeito da coerência do método utilizado, não posso admitir tais conclusões por um único motivo geral.
Esta exegese não leva em conta a regra áurea de interpretação; a analogia da fé. Nenhum teólogo ou professor serio e honesto pode negligenciar a regra básica de que o antigo testamento deve ser interpreta à luz do novo testamento e não o contrario, pois o antigo testamento é provisório e preparatório e só pode ser entendido à luz do novo testamento.Sabemos que todas as doutrinas cristãs estão contidas no antigo testamento, mas só podem ser mantidas e sustentadas se corresponderem ao ensino do novo testamento. Malaquias três deve ser interpretado em primeiro lugar à luz do restante do antigo testamento e consequentemente á luz do novo testamento. E não de modo isolado como - ao que me parece -, fez o professor Kizzear e principalmente os teólogos da prosperidade. Portanto, nossa discussão será limita a tentar provar - mediante uma analise dos principais textos que mencionam os dízimos – que a atual interpretação é insustentável e que só pode nos levar à teologia da prosperidade.
A primeira referencia bíblica a dizimo remonta a Abrão que deu dízimo a Melquesedeque. (GN. 14, 20). Este é um dos textos prova que são usados para provar a atual doutrina dos dízimos. Este è, para mim, um argumento aparentemente forte e que apresenta no mínimo três dificuldades que torna invalida sua aplicação para a igreja nos dias atuais. Primeiro, a pratica de dar dízimos a homens com poder e autoridade sacerdotal, é uma pratica pagâ antiga, e não uma revelação divina dada a Abrão. Todo herói de guerra, ao retornar da guerra com a vitória, recebia a benção do sacerdote, e como conseqüência o herói de guerra lhe dava o dizimo dos despojos, como sinal de adoração e gratidão ao deus ao qual o sacerdote era representante. Alguns professores - principalmente os dizimistas - sustentam que por se tratar de uma passagem citada no novo testamento concluem que ela permite a pratica para os crentes do novo testamento.
Esta tese parece boa, mas não corresponde à verdade. Só porque uma passagem do antigo testamento é citada no novo não quer dizer que deva ser um padrão de conduta para ele. Esta historia bíblica deve ser vista como uma revelação provisória e preparatória da superioridade do sacerdócio de Cristo, como superior ao sacerdócio levitico. Esta tese é uma conclusão extraída de uma exegese de hebreus sete. Só por meio de uma exegese forçada podemos chegar a outras conclusões nestes dois textos.
Segundo, Os teólogos dispensacionalistas fizeram uma clara e coerente distinção entre Israel e a igreja. Estas distinções dispensacionalistas devem - já que somos dispensacionalistas – ser levadas em conta ao interpretarmos o antigo testamento, pois a maioria de seu conteúdo esta restrito em seu contesto. O evento de Abrão – como já dissemos – era um costume antigo. Deus – no antigo testamento – não se relaciona com o homem por meio de praticas e costumes divinos, mas sim humanos. Deus usa praticas do cotidiano de vida do povo para que o povo possa entendê-lo, e consequentemente se relacionar com ele. Por exemplo; para entrar em aliança com Abraão Deus não usa um procedimento divino ou transcendente, pelo contrario ele usa um procedimento do cotidiano de vida de Abraão. A nova aliança também foi instituída mediante um costume comum de execução que havia no império romano. Aprouve a Deus estabelecer - como lei irrevogável – um costume antigo, para o sustento e manutenção dos sacerdotes, bem como de sua obra e dos pobres e necessitados, de modo restrito para a nação de Israel. Não podemos confundir costumes antigos com palavra Deus, nem tampouco trazer para a igreja mandamentos que estão restritos a Israel. A não ser que Deus nos autorize por meio dos ensinamentos de seus apóstolos e profetas contidos no novo testamento.
Terceiro todo exegeta serio que tenha um compromisso com a verdade da palavra de Deus deve concordar que para estabelecermos uma doutrina e torna-la padrão para o ensino e a pratica na igreja, não basta apenas obter três referencias bíblicas como textos prova, pois na maioria dos casos tais textos prova não prova o que é improvável. Nem é suficiente usar o método hermeneutico comumente chamado analogia da fé, pois com tal método simplesmente colocamos o antigo testamento no mesmo nível de revelação do novo testamento, e isto é inverossímil. O professor que deseja ser coerente com a revelação contida nas sagradas escrituras deve, primeiro, como padrão doutrinário, reconhecer que o antigo testamento deve ser interpretado à luz do novo testamento, e não o contrario, e levar em conta a relação que existe entre ambos de promessa e cumprimento, revelação em progresso e revelação completa. Devemos esperar que com o progresso da revelação venha uma revelação mais clara e completa de qualquer ensino pressuposto no antigo testamento. O que, a meu ver é decisivo, é que não há no novo testamento qualquer indicio que relacione o dizimo de Abraão com a igreja, nem tampouco o dizimo de Malaquias. Portanto, afirmamos, o dizimo conforme ensinado na lei, bem como antes dela, não tem parte no novo testamento, e não pode ser ensinado desta maneira na igreja, pois agindo assim abrimos as portas para a teologia da prosperidade. Cristo não ensinou e nem tampouco ordenou tal pratica para a igreja. Paulo - que na minha concepção é o padrão doutrinário para a igreja, e para medir a ortodoxia – também não ensinou tal pratica. Em resumo, nenhum teólogo apostólico ensinou tal pratica. Por isso, perguntamos, porque os autores do novo testamento não mencionam o dizimo? Duas respostas são possíveis; primeiro esta era uma pratica tão normal nestes dias, que menciona-la seria supérfluo. Este é um argumento simplista, e não leva em conta a idéia de que no novo testamento são mencionadas muitas coisas que eram de fato normais e praticadas por todos. Segundo, a diversidade encontrada nos documentos do novo testamento frequentemente reflete os diferentes interesses pessoais e estilos idiossincráticos de cada um dos autores. (esta é uma reflexão do doutor Donald A. Carson. Extraída de seu livro; unidade e diversidade no novo testamento.) E ele aconselha a sermos cuidadosos ao afirmar que um autor não crê nesta ou naquela doutrina simplesmente porque não há menciona ou enfatiza. Reiterando o que disse, não quero com minhas palavras negar a possibilidade de os autores do novo testamento reconhecer ou não a pratica do dizimo. Quero com ênfase, ressaltar que com a falta de ênfase por parte dos autores sagrados a igreja não deve estabelecer o dizimo como doutrina bíblica com base em uma doutrina bíblica que esta restrita ao antigo testamento e é uma pratica segundo a lei. Eu acrescentaria mais uma idéia à reflexão de Carson; a diversidade do novo testamento também se da por aquilo que eles viam como essencial e não essencial o que é importante e menos importante. Isto explica o porquê de tantas omissões e tantas coisas em demasia nos escritos sagrados do novo testamento. Creio também ser este o principal motivo para a omissão por parte dos teólogos apostólicos das praticas de dízimos, já que falam apenas de ofertas, não deveríamos entender o que não é indicado. Deixe-me mostrar a partir de textos chave no novo testamento, o que aqui é, e não é indicado. Encontramos em o novo testamento, apenas dois textos que falam sobre o dizimo; Mateus 23.23 com seu equivalente sinóptico em Lucas; Lucas 18. 12 e hebreus 7. 4-10.
Mateus 23.23. Ai de vos, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dizimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça a misericórdia e a fé; devíeis porem, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! E claro e obvio que Jesus aqui, não esta ministrando um ensino normativo para a igreja. Este texto é decisivo, e prova que Cristo ratificou a pratica dos dízimos ao afirmar que devemos fazer estas coisas, sem omitir aquelas, esta é parte final do verso e, portanto esta ai firmada por Cristo a pratica dos dízimos, enfaticamente como dever. Esta exegese é convincente para apenas os que já estão vendidos a ela. Na verdade este texto - de acordo com uma exegese coerente - É decisivo contra o atual ensino praticado pela igreja, principalmente os teólogos da prosperidade. E isto por três motivos; Primeiro, Jesus, obviamente trata com escribas e fariseus. Ambos eram ministros da religião da lei, isto é, legalistas viviam sob o regime e a tutela da lei. E Cristo não nega este fato, pois também, tinha um ministério caracterizado por sua submissão a lei do antigo testamento. Embora com freqüência rompesse com a tradição por um sem numero de ensinos e ditos que só puderam ser entendidos e compreendidos depois de sua morte e ressurreição (Carson. Ibid pg. 60). Portanto, Cristo, comprometido com o cumprimento irrestrito da lei convoca os escribas e fariseus a cumprirem a lei por completo e não apenas parte dela ou simplesmente aquilo que lhes são convenientes cumprir. (Tg. 2.10).
Segundo, eles davam os dízimos, mas negligenciavam os preceitos mais importantes da lei; a justiça a misericórdia e a fé. O que não esta indicado aqui e que Cristo divide a lei em preceitos importantes e menos importantes. Para mim isto é extraordinário, temos o doador da lei nos ensinando como entender a lei. Os que querem viver sob a lei devem cumprir literalmente tanto os preceitos mais importantes quanto os menos importantes. Mas os ministros da lei supervalorizavam os preceitos menos importantes e minimizavam os mais importantes da lei. Por isso merecem ser chamados de hipócritas. Tome um fôlego, Cristo não trata a sua igreja assim, sabe por quê? Porque ela vive sob a graça e não sob a lei. Para Deus a oferta de Caim não é pior do que a oferta de Abel. É evidente que os preceitos mais importantes da lei aqui é a justiça a misericórdia e a fé. Ao que me parece já esta provado que não podemos mais firmar uma doutrina de dízimos com base neste texto. Mas mesmo se pudéssemos este texto nos mostra que uma supervalorização do dizimo é errado, e qualificar os cristão de fiel e infiel com base em dar e não dar dízimos é mais errado ainda. Isto é visto de nossos púlpitos todos os dias. Acho que tenho aqui uma tangente inconsciente entre a salvação pelas obras e pela fé.
Terceiro, os preceitos mais importantes da lei devem ser ensinados como pratica padrão na igreja. E os preceitos menos importantes devem ser abolidos. Tornou-se padrão na teologia moderna dividir a lei em três aspectos; cerimonial os rituais e as praticas religiosas do culto levitico. Civil as leis estatutárias para o regimento da nação. Moral preceitos éticos de conduta e caráter para uma santidade de vida e uma comunhão perfeita com Deus e com o próximo. Em qual aspecto da lei os dízimos de Malaquias devem se enquadrar? Isto não é indicado aqui. E Cristo não toca nesta parte. Mas ele nos da uma pista aqui, que devemos seguir para resolver este problema. Ao que me parece os preceitos mais importantes devem der enquadrados no aspecto moral da lei. A justiça a misericórdia e a fé são enfatizados no novo testamento, ao passo que, os preceitos menos importantes não são enfatizados. A doutrina dos dízimos e ofertas do antigo testamento devem estar enquadrados nos aspectos cerimonial e civil da lei, e, portanto, não são aplicáveis à igreja. A igreja vive, não sob a lei, mas sob a graça. É, portanto, pela graça que a igreja cumpre a lei moral de Cristo através da operação do espírito santo na vida de todo cristão. (MT. 5-7; RM. 7,8; 13.8-10; GL. 3-5).
Hebreus 7. 4-10
V. 5. Os que recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo... Este texto traz consigo uma antítese entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio levitico. E sem duvida, o autor sagrado – que é desconhecido e cujas habilidades teológicas são extraordinárias – vê claramente a relação estreita que existe entre a ordem de Melquisedeque com a ordem de Cristo. Ao que me parece Abraão com seu dizimo é apenas um coadjuvante em uma peça teatral cujos personagens centrais são Cristo e Melquisedeque. Ora é evidente que o autor aos hebreus não tem o propósito de estabelecer uma pratica de dizimo na igreja. O que ele nos revela é o que já foi indicado; de acordo com o verso 5 há uma ligação estreita entre o dizimo de Abraão e os dízimos da lei.
Este é o quadro que emerge de uma analise dos principais textos da bíblia que tratam de dízimos e ofertas. Fica evidente que a atual interpretação de tais textos não pode ser sustentada frente a uma analise livre de tendências legalistas e de prosperidade. Olhe mais de perto a nota do professor Kizzear ele diz na benção três que haverá produtividade nos campos e nos negócios. Se aplicarmos esta benção a Israel estamos corretos, mas, contudo, erramos se aplicarmos esta benção a igreja. Consegue ver a teologia da prosperidade nesta benção? E quando afirmamos que o dizimo é uma semente, que plantamos hoje para colher amanhã? E quando afirmamos que Malaquias três é um lugar onde Deus nos deixa prova-lo? E quando afirmamos que os dizimistas são abençoados ao passo que os não dizimistas são amaldiçoados? O pastor e teólogo das assembléias de Deus do Brasil, Eliezer Lira. Disse em um encontro de casais que quem não é dizimista esta cometendo latrocínio, e não deve ser admitido no seio da igreja, pois é um bandido. O pastor Cruvinel, teólogo e professor de grego, disse que aqueles que não são dizimistas não estavam autorizados a comprar seu dvd, pois Deus não entra pela janela. O que ele quis dizer com isso? Obvio não é? É por causa dessas aberrações que este ensaio foi preparado.
A vida cristã desmente esta pratica. A realidade da vida cristã, bem como a realidade da vida na sociedade não tolera tal idéia dentro de seus muros. A igreja deve abandonar tais praticas ilícitas, e procurar desenvolver um procedimento bíblico que seja coerente para ensinar e estimular o povo a contribuir. No caso de dízimos e ofertas creio que sem sombra de duvida podemos formular a partir de dados tanto do antigo quanto do novo testamento, uma doutrina de dízimos e ofertas que seja livre de tais aberrações supra citadas. Devemos iniciar o nosso trabalho a partir do novo testamento, em direção ao antigo testamento, e jamais o contrario. O antigo testamento deve ser interpretado à luz do novo e não contrario. O ensino de Paulo sobre o assunto deve ser o nosso guia para desenvolver uma doutrina coerente de dízimos e ofertas. Qualquer ensino, seja ele apostólico ou profético, ou sapiencial, no antigo ou no novo testamento deve como regra estar de acordo com o ensino de Paulo. O doutor John Stott afirma que as partes didáticas da bíblia devem ter prioridade sobre as partes narrativas, e as partes narrativas devem ser interpretadas à luz das partes didáticas. (batismo e plenitude do Espírito Santo. Vida nova) não podemos fazer uma exegese minuciosa de todos os dados bíblicos por falta de espaço. Porem quero deixar perfeitamente claro apenas o fator decisivo. A contribuição financeira na igreja deve ser única e exclusivamente voluntária. Ninguém é obrigado a contribuir, e ninguém deve ser ensinado a contribuir e esperar receber bênçãos financeiras em troca e nem tampouco colocar Deus a prova. Este é um ensino que pode e deve ser derivado do novo testamento e conseqüentemente ensinado na igreja.
A origem da alma esta em Deus e consequentemente a sociedade é colocada lá também. A vida deve ser medida pela vida. Nos temos que aceitar a vida e o mundo como nos são dados e não como sonhamos que seja. É melhor calcular os custos antes de começar a construir a torre... Lc. 14.28. O mundano é a analogia do celestial. Os filhos deste mundo são sábios julgam por seus próprios padrões e fazem bem suas obras – melhor que os filhos da luz que julgam por meio deles – e o senhor os louva por isso. Não há nada melhor para um homem do que comer e beber, e do que fazer sua alma se alegrar no seu trabalho. Isto também eu vi que era da mão de Deus. (Ec. 2.24). Consegue entender a filosofia pratica de Eclesiastes? Siga teu caminho coma teu pão com alegria e beba teu vinho (opa! Vinho?) com coração alegre, pois agora Deus aceita suas obras. Que tuas vestes sejam sempre brancas; e que não falte unção há tua cabeça. Viva alegremente com tua esposa a quem tu amas todos os dias de tua vida, a qual ele te deu sob o sol, pois esta é tua porção nesta vida e em teu labor que tens debaixo do sol o que quer que tuas mãos encontrem para fazer, faça-o com tua força; pois não há obra, nem invenção, nem conhecimento, nem sabedoria no tumulo para onde vais. (Ec. 9.7-10). Consegue ver tal filosofia nos ensinos de Cristo? Considere o ponto de vista da vida que as parábolas dos evangelhos sinópticos expressam. Nelas vemos o mundo simplesmente como se pode encontrar. As coisas invisíveis de Deus são entendidas pelas coisas que são criadas. Este não é um processo racional obvio e auto-evidente, ele é próprio da natureza da revelação. Para que o que se pode ser conhecido de Deus manifeste-se entre eles, pois Deus lhes manifestou... Porque as coisas invisíveis de Deus são claramente vistas desde a criação do mundo, sendo entendidas por meio das coisas que são criadas. Mesmo seu poder eterno e divindade. (Rm. 1.19; 20).
Este é o quadro relativamente mal pintado que emerge de meu entendimento da vida cristã sendo vivida na vida do mundo. Concluo com sabias palavras do famoso teólogo suíço que diz; Uma liberdade de movimento humilde, mas proposital e realmente feliz, sempre em algum grau, nos será permitida mesmo nesta era – A liberdade de entra e sair em silencio da casa dos publicanos e pecadores; a liberdade de viver na terra dos filisteus; a liberdade de entrar e sair da casa de mammom e da injustiça; a liberdade de entrar e sair da casa do estado; a liberdade de entrar e sair da falsamente proclamada ciência e artes liberais; e por fim a liberdade ate mesmo de entrar e sair da casa de adoração (Karl Barth).




Pb. Juliano da Silva
Setembro 2009




Nota : As opiniões aqui expressas não representam necessariamente a posição e interpretação do blog.

4 comentários:

Newton Carpintero, pr. e servo disse...

Prezamado ev. André Moreira,

A paz do Senhor!

Excelente matéria. E, pior, saber que igrejas, funcionam com o sistema de "franchises", e outras pagam comissão ao pastor ou dirigente de acordo com a quantidade de dízimos e ofertas conseguidas através da pedição e constrangimento. Normalmente muito constrangimento.

Tempos mais conturbados estão por vir.

A manutenção de uma tripulação e manutenção para os aviões que estão comprando exigirá mais pedidos de ofertas. Quem viver verá! E os pobres e as viúvas que se lixem! Infelimente é o pensamento da maioria que até sai pelas portas de trás da igreja para não se sujar com as ovelhas, algumas fedidas pelo péssimo convívio com o pastor ou pelas gorduras sugasa com forte sucção pelo desespero do querer mais e mais.

Fácil viver pela fé dos outros!

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Ev. André Moreira disse...

Caro Pastor Newton, a Paz do Senhor! Infelismente temos que concordar com o senhor em :número ,gênero e grau...
Obrigado por sua participação!
Um abraço!

MARIA DAS GRAÇAS disse...

Graças a Deus que pude ler uma matéria que retrata o meu pensamento. Muitas vezes falei que jamais se agrada que eu deixe de pagar minha contas para entrar o dízimo. Os cobradores não vão entender e vão criticar quando falarmos que não temos dinheiro. Imaginem se dissermos que não podemos pagar a dívida porque temos que entregar o dízimo. Existem igrejas que pregam que devemos entregar o dízimo do bruto. E as obrigações socias que já veem descontadas nos nossos contracheques.
Parbens e que Deus lhe abençoe por este belíssimo ensaio e explanação.

Andréa Evelyn disse...

Estava procurando algo sobre esse assunto e gostei bastante dessa postagem! Esse blog me ajuda tanto! Obrigada!