<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225</id><updated>2012-01-26T15:59:11.792-08:00</updated><category term='Portal EBD'/><category term='noticias cgadb'/><category term='1 Trimestre'/><category term='D.A.Carson'/><category term='Pb.juliano da Silva'/><category term='2011'/><category term='Centenario'/><category term='volta de jesus'/><category term='ministério'/><category term='cgadb'/><category term='Conferencias'/><category term='Obreiro'/><category term='Pornografia'/><category term='Igreja'/><category term='Subsidios 2 trimestre'/><category term='Subsidios'/><category term='Avisos'/><category term='ortodoxia'/><category term='novo trimestre'/><category term='A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA DOMINICAL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO CRISTÃ'/><category term='2012'/><category term='Max Lucado'/><category term='Promoção a Gloria'/><category term='Caramurú A.Francisco'/><category term='Reflexões'/><category term='Noticias'/><category term='Entrevistas'/><category term='3º trimestre 2011'/><category term='ebd'/><category term='Caramuru Afonso Francisco'/><category term='John MacArthur'/><category term='Caramuru'/><category term='Homenagem'/><category term='4 Trimestre-2010'/><category term='Cultura e Fé'/><category term='Caramurú'/><category term='Ev.Caramuru'/><category term='Politica'/><category term='Jejum e Oração'/><category term='Dizimo'/><category term='Valdir Nunes Bícego'/><title type='text'>Escola Dominical em Questão</title><subtitle type='html'>Fazer uma defesa do verdadeiro cristianismo evangélico pentecostal e subsidiar professores e interessados da Escola Dominical.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>97</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-3065500784110043471</id><published>2012-01-17T10:58:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T11:02:14.967-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Promoção a Gloria'/><title type='text'>Mais um valente é promovido a Glória</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ae9Caq-AJJU/TxXFriEOplI/AAAAAAAAARM/PQkrCnBTJGc/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ae9Caq-AJJU/TxXFriEOplI/AAAAAAAAARM/PQkrCnBTJGc/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698678255176820306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                        O evangelista Walter Marques de Melo, assíduo colaborador do Estudo dos Professores e Amigos da Escola Dominical (EPAPED) na sede das Assembleias de Deus – Ministério do Belém, foi promovido para a glória na manhã deste dia 17 de janeiro de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Nascido em Ribeiro dos Santos/SP, em 13 de outubro de 1933, irmão Walter, como era carinhosamente chamado, conheceu o Evangelho através de sua mãe, dona Leopoldina, que se converteu a Jesus por volta de 1940. Daqueles dias, o irmão Walter lembra a dedicação do pastor metodista Natanael Quintanilha e dos cultos que ele realizava na humilde residência. Quintanilha viria, mais tarde, a ser presidente da Sociedade Bíblica do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O irmão Walter, porém, só iria realmente se converter em São Paulo/SP, para onde veio em 1954, na Igreja Presbiteriana Independente do Tatuapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Após ter conhecido a mensagem pentecostal, irmão Walter passou a freqüentar a Igreja Apostólica, então uma vigorosa igreja pentecostal, onde foi batizado com o Espírito Santo e logo se tornou auxiliar do bispo Eurico Matos Coutinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Ao notar, porém, o desvio espiritual do movimento, foi expulso do mesmo dias antes de se casar, tendo, então, ajudado a fundar a Igreja Cristã Pentecostal de Evangelização e Cura Divina, onde foi consagrado a evangelista, indo dirigir a congregação dela na Avenida Conceição, na Vila Ede, zona norte de São Paulo, local onde, inclusive, se converteu Davi Miranda, que viria a fundar, tempos depois, a Igreja Pentecostal Deus é Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Pouco depois, juntamente com outras pequenas igrejas, ajudou a fundar a Igreja Pentecostal Unida, atualmente Igreja Unida e, já como pastor,  dirigiu a sede da mesma, então situada na rua Manuel Dutra, na Bela Vista, centro de São Paulo. De lá, foi pastorear a Igreja Unida do Parque Sevilha, como também, a Igreja Unida de São João Clímaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Depois de um período de afastamento, irmão Walter passou a pertencer às Assembleias de Deus – Ministério do Belém, por volta de 1989, tendo sido reconhecido como presbítero em 2008 e sido consagrado a evangelista em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   A partir de 2005, juntamente com o também saudoso irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu, primeiro coordenador do Portal Escola Dominical e com o irmão Caramuru Afonso Francisco, iniciou um intenso trabalho de visitação e instrução da Palavra de Deus em diversas igrejas na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhado de sua mulher, Rozária de Quadros, cantora evangélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   É desta época, também, que iniciou sua participação no Estudo dos Professores e Amigos do Portal Escola Dominical (EPAPED) na sede das Assembleias de Deus – Ministério do Belém, onde era o verdadeiro pastor daquele rebanho, sempre acompanhando a vida espiritual de seus participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Pregador eloquente e fervoroso, irmão Walter sempre demonstrava preocupação com a apostasia atualmente existente na igreja, enfatizando os pontos da pregação pentecostal, com realce no batismo com o Espírito Santo e na cura divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Homem extremamente bom e liberal, sempre estava pronto a ajudar os necessitados, defendendo, também, maior participação dos membros da igreja neste tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Tendo ficado viúvo após quase cinquenta anos de casamento, casou segunda vez, num matrimônio que durou doze anos. Deixa duas filhas e dois netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Pastor Walter é, sem dúvida, um exemplo de amor à obra de Deus, de cuidado com a doutrina, que deve ficar indelevelmente marcado em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Certamente, se fosse nos deixar uma mensagem de despedida, esta teria de ser a da última estrofe e estribilho do hino 175 da Harpa Cristã, seu hino predileto: “Irmãos amados, purificados, sede valentes e mui prudentes. Estais lavados e libertados, no nome santo de Jesus. No nome santo, alegre canto, eu fui lavado, santificado. Vivi perdido, mas sou remido, no nome santo de Jesus”.&lt;br /&gt;Fonte: Portalebd&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-3065500784110043471?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/3065500784110043471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=3065500784110043471' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3065500784110043471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3065500784110043471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2012/01/mais-um-valente-e-promovido-gloria.html' title='Mais um valente é promovido a Glória'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ae9Caq-AJJU/TxXFriEOplI/AAAAAAAAARM/PQkrCnBTJGc/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-59163298996784451</id><published>2012-01-05T10:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T10:06:57.133-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1 Trimestre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2012'/><title type='text'>O CRENTE E A CONFISSÃO POSITIVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aUDsF_SECh0/TwXmuoz0aZI/AAAAAAAAARA/7LOZgVrNHHg/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 196px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-aUDsF_SECh0/TwXmuoz0aZI/AAAAAAAAARA/7LOZgVrNHHg/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5694210992782993810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Esta declaração sobre o crente a confissão positiva foi aprovada como uma declaração oficial pelo Presbitério Geral das Assembleias de Deus [as Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América, observação nossa]  em 19 de agosto de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As Assembleias de Deus desde os seus primeiros dias tem reconhecido a importância da vida de fé. A ela tem sido dada ênfase proeminente porque as Escrituras dão a ela proeminência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O escritor aos hebreus aponta que sem fé é impossível agradar a Deus.Por isso, ele descreve a fé como crer em duas coisas: que Deus existe e que é o galardoador daqueles que O buscam (Hb.11:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Todas as bênçãos que Deus tem para o Seu povo são recebidas por fé. Salvação (At.16:31), batismo com o Espírito Santo (At.11:15-17), preservação divina (I Pe.1:5), herança de promessas que incluem a cura e a provisão de necessidades materiais (Hb.6:12) e a motivação para o testemunho (II Co.4:13), que estão entre as muitas provisões da graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Hoje, como em toda geração, é importante para os crentes estar atentos ao exemplo na Escritura de ser forte na fé (Rm.4:20-24). Eles devem estar de guarda contra qualquer coisa que possa enfraquecer ou destruir a fé. Eles precisam orar para seu acréscimo (Lc.17:5) e constantemente procurar cultivá-la através da leitura da Palavra de Deus (Rm.10:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crente e a confissão positiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ocasionalmente, através da história da Igreja, as pessoas têm tomado posições extremas a respeito de grandes verdades bíblicas. Algumas vezes, mestres têm defendido estes extremos. Em outras ocasiões, seguidores de alguns mestres têm ido além além dos ensinos com repercussões desfavoráveis à causa de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Confissão positiva e confissão negativa são expressões que, nos últimos anos, têm recebido aceitação em uma forma extrema em alguns círculos.Tanto a definição na escrita quanto o modo de uso dão alguma luz nas implicações destes termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O fato de que extremos são agora trazidos ao foco nesta declaração não implica, em absoluto, na rejeição da doutrina da confissão, que é uma importante verdade bíblica. A Bíblia ensina que as pessoas devem confessar seus pecados (I Jo.1:9), devem confessar Cristo (Mt.10:32; Rm.10:9,10), como também manter uma boa confissão (Hb.4:14; 10:23, Versão American Standard).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas quando as pessoas, para enfatizar uma doutrina, vão além ou ao contrário do que o ensino das Escrituras, eles não honram a doutrina. Bem ao contrário, trazem reprovação a ela e para a obra do Senhor. Por esta razão, é importante chamar a atenção para estes excessos e mostrar como eles estão em conflito com a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas posições sobre o ensino da confissão positiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O ensino da confissão positiva fia-se em uma definição de um dicionário inglês da palavra confissão: “reconhecer ou possuir; admitir fé em”. A confissão é também descrita como afirmar algo em que se crê, testificar para algo conhecido e testemunhar uma verdade que já foi abraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Esta visão caminha um passo a mais e divide a confissão em aspectos positivos e negativos. O negativo é admitir o pecado, a doença, a pobreza ou outras situações indesejáveis. A confissão positiva é reconhecer ou possuir situações desejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto haja variações de interpretação e de ênfase a respeito deste ensino, a conclusão parece ser que o indesejável pode ser evitado pela repressão de confissões negativas. O desejável pode ser desfrutado em se fazendo confissões positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   De acordo com esta visão, como expresso em várias publicações, o crente que se abstém de admitir o negativo e continua a afirmar o positivo assegura para si próprio circunstâncias desejáveis. Ele será capaz de predominar sobre a pobreza, o mal e a doença. Ele será doente somente se ele confessar que é doente. Alguns fazem uma distinção entre admitir os sintomas da enfermidade e a enfermidade mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Esta visão defende que Deus quer que os crentes vistam as melhores roupas, dirijam os melhores carros, e tenham o melhor de tudo. Os crentes não precisam sofrer adversidades financeiras. Tudo que eles precisam é dizer a Satanás para tirar suas mãos do dinheiro deles. O crente pode ter tudo aquilo que ele diz que precisa, seja espiritual, físico ou financeiro. É ensino que a fé obriga a ação de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   De acordo com esta posição, o que uma pessoa diz determina o que ele receberá e o que ele se tornará. Por conseguinte, as pessoas são instruídas a começar confessando mesmo se o que elas querem não pode ter sido realizado. Se uma pessoa quer dinheiro, ele deve confessar que o tem, ainda que isto não seja verdade. Se uma pessoa quer cura, ele deve confessar ainda que não seja obviamente o caso. É dito para as pessoas que elas podem ter tudo aquilo que elas dizem, e, por esta razão, um grande significado é atribuído à palavra dita. É reivindicado que a palavra dita, se repetida suficientemente, resultará eventualmente em fé que consegue a bênção desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É compreensível que algumas pessoas queiram aceitar o ensino da confissão positiva. Ele promete uma vida livre de problemas e seus defensores parecem fundamentá-la com passagens das Escrituras. Os problemas desenvolvem-se, porém, quando afirmações da Bíblia são isoladas de seu contexto e do que o resto das Escrituras dizem a respeito do assunto. Os extremos geram verdade distorcida e eventualmente ferem os crentes tanto enquanto indivíduos e a causa de Cristo em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando os crentes estudarem a vida de vitória e de fé que Deus tem para o Seu povo, é importante, como em toda doutrina, buscar pela ênfase balanceada das Escrituras. Isto ajudará a evitar os extremos que, eventualmente, frustrem mais do que ajudem os crentes no seu andar com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes devem considerar o ensino total das Escrituras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O apóstolo Paulo deu um importante princípio de interpretação das Escrituras que chamou de “comparar as coisas espirituais com as espirituais” (I Co.2:13). O ponto principal deste princípio é considerar que tudo que a Palavra de Deus tem a dizer sobre um dado assunto ao estabelecer uma doutrina. Somente uma doutrina baseada em uma visão global das Escrituras se conforma com esta regra bíblica de interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando o ensino da confissão positiva indica que admitir fraqueza é aceitar a derrota, admitir necessidade financeira é aceitar pobreza, e admitir doença é impedir a cura, ele está indo além e em contrariedade à harmonia das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Por exemplo, o rei Josafá admitiu que não tinha força alguma contra a aliança inimiga, mas Deus lhe deu uma vitória maravilhosa (II Cr.20). Paulo admitiu fraqueza e então declarou que quando ele estava fraco, então era forte porque o poder de Deus é aperfeiçoado na fraqueza (II Co.12:9,10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi depois que os discípulos reconheceram que não tinham o suficiente para alimentar as multidões e admitiram isto que Cristo providenciou maravilhosamente um suprimento mais do que adequado (Lc.9:12,13). Foi depois que os discípulos admitiram que não haviam apanhado peixe algum que Jesus os dirigiu para um esforço muito bem sucedido (Jo.21:3-6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não foi dito a estas pessoas para substituir confissões negativas por confissões positivas que eram contrárias aos fatos. Elas declararam condições exatamente como elas eram em vez de fingir algo mais. Mesmo assim Deus interveio maravilhosamente mesmo tendo eles feito o que alguns chamam de confissões negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Comparar as Escrituras com as Escrituras deixa claro que expressões verbais positivas nem sempre produzem efeitos felizes, nem que declarações negativas produzem sempre efeitos infelizes. Ensinar que líderes nos primeiros dias da Igreja como Paulo, Estevão ou Trófimo não viviam em um estado constante de fartura e de saúde porque não tinham a iluminação deste ensino é ir além e em contrariedade à Palavra de Deus. Uma doutrina somente será investigada e aprovada se ela se desenvolver dentro da estrutura do ensino total das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A palavra grega traduzida por “confessar” significa “falar a mesma coisa”. Quando as pessoas confessam Cristo, isto é dizer a mesma coisa que as Escrituras dizem em relação a Cristo. Quando as pessoas confessam o pecado, isto é dizer o mesmo que as Escrituras dizem a respeito de pecado. E quando as pessoas confessam alguma promessa das Escrituras, eles devem estar certas que elas estão dizendo a mesma coisa acerca daquela promessa como o ensino total das Escrituras a respeito daquele tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As palavras de Agostinho são apropriadas a este respeito: “Se você crê naquilo que você gosta do Evangelho e rejeita o que você não gosta, não é no Evangelho em que você crê, mas em você mesmo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes devem considerar adequadamente a vontade de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando a doutrina da confissão positiva indica que uma pessoa pode ter tudo aquilo que ela diz, ela falha em enfatizar adequadamente que a vontade de Deus deve ser levada em conta. Davi tinha as melhores intenções quando ele externou seu desejo de construir um templo para o Senhor, mas não era a vontade de Deus (I Cor.17:4). Foi permitido a Davi coletar os materiais, mas coube a Salomão a construção do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Paulo orou para que o espinho na carne fosse removido, mas não era a vontade de Deus. Invés de remover o espinho, o Senhor deu a Paulo graça suficiente (II Co.12:9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A vontade de Deus pode ser conhecida e reivindicada pela fé, mas o desejo do coração não é sempre o critério pelo qual a vontade de Deus é determinada. Há vezes em que o agradável e o desejável pode não ser a vontade de Deus. Tiago fgaz referência a isto quando escreveu: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossas concupiscências” (Tg.4:3). A palavra traduzida por  “concupiscências” [na Versão do Rei Tiago, observação do tradutor] não se refere a um desejo perverso mas a prazer ou desfrute, aquilo que o coração deseja. Várias traduções usam a palavra “deleite” em vez de “concupiscência” [como é o caso da Versão Almeida Revista e Corrigida, observação do tradutor].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No Getsêmane, Jesus pediu que se fosse possível o cálice fosse removido. Era o Seu desejo, mas, na Sua oração, Ele reconheceu a vontade de Deus e disse: “Todavia, não se faça a Mina vontade, mas a Tua” (Lc.22:42).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A Bíblia reconhece que há vezes em que um crente não saberá pelo que deverá orar. Ele não saberá qual é a vontade de Deus. Ele pode até ficar perplexo como Paulo algumas vezes ficou (II Co.4:8). Nestas situações, melhor do que simplesmente fazer uma confissão positiva baseada nos desejos do coração, o crente precisa reconhecer que o Espírito Santo intercede por ele de acordo com a vontade de Deus (Rm.8:26,27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A vontade de Deus sempre deve ter prioridade sobre os planos e os desejos dos crentes. As palavras de Tiago devem ser constantemente guardadas à vista: “Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Tg.4:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Obter o que o crente quer não é tão simples como repetir uma confissão positiva. Coisas agradáveis podem estar fora da vontade de Deus e, de modo inverso, coisas desagradáveis podem estar na vontade de Deus. É importante para o crente dizer como os amigos de Paulo disseram: “Seja feita a vontade  do Senhor” (At.21:14) — mais importante do que pedir uma vida livre de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes devem reconhecer a importância da oração inoportuna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando a visão da confissão positiva ensina que os crentes devem mais confessar que orar pelas coisas que Deus tem prometido, ela não toma conhecimento do ensino da Palavra de Deus a respeito da oração inoportuna. De acordo com alguns que perfilham esta doutrina da confissão positiva, as promessas de Deus estão na área das bênçãos materiais, físicas e espirituais: os crentes devem reivindicar ou confessar estas bênçãos e não orar por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A instrução para não orar pelas bênçãos prometidas é contrário ao ensino da Palavra de Deus. O alimento é uma das bênçãos prometidas por Deus, mas Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “O pão nosso de cada dia nós dá hoje” (Mt.6:11). A sabedoria é uma bênção prometida por Deus, mas as Escrituras declaram que se qualquer homem “tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tg.1:5). Jesus chamou o Espírito Santo de a promessa do Pai (Lc.24:49), mas também ensinou que Deus daria o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem (Lc.11:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto há vezes em que Deus disse ao povo para não orar, como no caso de Moisés no Mar Vermelho (Ex.14:15), há muitas passagens das Escrituras lembrando os crentes  a orar, e mais, orar sem cessar (Rm.12:12; Fp.4:6; I Ts.5:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Jesus enfatizou a importância da importunação na oração. A ilustração do amigo persistente que veio à meia-noite pedido por pão para apresentar a seus convidados tornou-se a base para a declaração de Cristo: “Pedi e dar-se-vos-á” (Lc.11:5-10). A parábola da viúva e do juiz iníquo tornou-se a ocasião para Nosso Senhor enfatizar a importunação na oração (Lc.18:1-8). Estas pessoas foram elogiadas pela importunação e não por uma confissão positiva sem oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto os caminhos de Deus estão acima dos caminhos do homem, e não podemos entender a razão de todo comando nas Escrituras, nós temos de saber que em Sua sabedoria Deus ordenou a oração como parte do processo incluído no encontro de uma necessidade. Mais do que uma indicação de dúvida, a oração inoportuna pode ser uma indicação de obediência e fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes devem reconhecer que podem esperar sofrimento nesta vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O ensino da confissão positiva defende que devemos viver como reis nesta vida. Ela ensina que os crentes devem dominar e não ser dominados pelas circunstâncias. A pobreza e a doença são comumente mencionadas entre as circunstâncias sobre as quais os crentes devem ter domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Se os crentes escolhem os reis deste mundo como modelos, é verdade que eles buscarão uma vida livre de problemas (embora até mesmo os reis deste mundo não estejam livres de problemas). Eles estão mais preocupados com prosperidade física e material do que em crescimento espiritual.&lt;br /&gt;   Quando os crentes escolhem o Rei dos reis como seu modelo, entretanto, seus desejos serão completamente diferentes. Eles serão transformados pelo Seu ensino e exemplo. Eles reconhecerão a verdade  que está escrita em Rm.8:17  a respeito dos coerdeiros de Cristo: “se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados”. Paulo foi ainda além ao se gloriar em suas enfermidades em lugar de negá-las (II Co.12:5-10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Embora Cristo fosse rico, por amor de nós Se fez pobre (Ii Co.8:9). Ele podia dizer: “As raposas têm covis, e as aves dos céus têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt.8:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Enquanto Deus em Sua Providência dotou alguns com a capacidade de acumular riqueza maior que outros, alguma coisa está tragicamente faltando se não há boa vontade para fazer a vontade de Deus e abandonar tudo, se for necessário, inclusive os confortos do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Jesus jamais cessou de ser Deus, e através do poder do Espírito Santo fez vários milagres, mas Ele não estava livre de sofrimentos. Ele sabia que deveria padecer muito dos anciãos (Mt.16:21; 17:21). Ele desejou comer a páscoa com os discípulos antes que sofresse (Lc.22:15). Depois de Sua morte, os discípulos reconheceram que o sofrimento de Cristo era cumprimento das profecias (Lc.24:25, 26, 32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando os crentes percebem que reinar como reis nesta vida é tomar Cristo como modelo de rei, eles reconhecerão que isto pode envolver o sofrimento, que, algumas vezes, é muito mais real ficar com circunstâncias desagradáveis do que tentar fazer todas as circunstâncias agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi mostrado a Paulo que ele deveria sofrer (At.9:16). Mais tarde ele se regozijou com seus sofrimentos para os colossenses. Ele viu que o seu sofrimento como o cumprimento “ na minha carne, do resto das aflições de Cristo, pelo Seu corpo, que é a Igreja” (Cl.1:24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Deus promete suprir as necessidades dos crentes e Ele sabe como livrar o devoto da tentação, mas reinar na vida como Cristo fez pode também incluir o sofrimento. O crente submisso aceitará isto.Ele não ficará desiludido se a vida não for uma série contínua de experiências agradáveis. Ele não se tornará cínico se não tiver todos os desejos de seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele reconhecerá que o servo não é maior do que seu senhor. Seguir a Cristo exige negar a nós mesmos (Lc.9:23). Isto inclui negar nossos desejos egoísticos e pode incluir admitir nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Problemas nem sempre são indicação de falta de fé. Pelo contrário, podem ser um tributo à fé. Esta é a grande ênfase de Hb.11:32-40:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que mais direi? Faltar-me-ia contando de Gedeão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas: os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa: provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   Defender que todo o sofrimento resulta de confissões negativas e indica falta de fé contradiz as Escrituras. Alguns heróis da fé sofreram grandemente, alguns até morreram por causa da fé, e foram elogiados por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes devem reconhecer a soberania de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A ênfase da confissão positiva tem uma tendência para incluir declarações que fazem parecer que o homem é soberano e Deus, o servo. Declarações são feita a respeito de obrigar Deus a agir, o que implica dizer que Ele abandonou a Sua soberania, que Ele não está mais na posição de agir de acordo com a Sua sabedoria e propósito. Referências são feitas de que a verdadeira prosperidade é a capacidade de usar a capacidade de Deus e o poder de encontrar necessidades independentemente de que sejam tais necessidades. Isto põe o homem na posição de usar Deus mais do que o homem se entregar a si mesmo para ser usado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Nesta visão, é dada muito pouca consideração à comunhão com Deus para se descobrir a Sua vontade. Há muito pouco apelo a buscar as Escrituras para se ter a estrutura da vontade de Deus. Há pouca ênfase no tipo de discussão que devem seguir os crentes que resulta na concordância de dois ou três sobre qual seja a vontade de Deus. Em lugar disso, o desejo do coração é visto como uma ordem que vincula a Deus. Ele é visto como algo que concede autoridade ao crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É verdade que Jesus disse: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo.14:13). Mas as Escrituras também ensinam que o pedido deve estar de acordo com a vontade de Deus: “E esta é a confiança que temos n’Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos” (I Jo.5:14,15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (Sl.46:10) é ainda uma importante regra hoje. Deus é Deus. Ele não entrega Sua glória ou soberania para ninguém. Ninguém pode obrigar Deus a agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A autoridade do crente existe apenas na vontade de Deus, e é responsabilidade do crente descobrir e se conformar à vontade do Deus soberano mesmos nas coisas que deseja. As palavras de Paulo são ainda aplicáveis: “Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Ef.5:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando os crentes reconhecem a soberania de Deus e de modo apropriado tornam-se preocupados com a vontade de Deus, eles não falarão em termos de obrigar Deus ou usar o poder de Deus. Eles falarão em se tornar servos obedientes. Eles desejarão se tornar instrumentos submissos nas mãos de Deus.&lt;br /&gt;Os crentes devem aplicar o teste prático&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Revendo os esforços daqueles que defendem este ensino da confissão positiva, fica evidente que o apelo básico é para aqueles que já são cristãos que vivem em uma sociedade farta. Eles encorajam um elitismo espiritual em seus aderentes, dizendo: “Nós cremos nas mesmas coisas que vocês. A diferença é que nós praticamos o que cremos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Um teste prático de uma crença é se ela tem uma aplicação universal. O ensino tem significado apenas para quem vive em uma sociedade farta? Ou isto também funciona entre os refugiados do mundo? Que aplicação tem este ensino para os crentes presos por sua fé por governos ateístas? Estão aqueles crentes que sofrem martírio ou graves prejuízos físicos nas mãos de ditadores cruéis e implacáveis abaixo do padrão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A verdade da Palavra de Deus tem aplicação universal. Ela é tão efetiva nos bairros pobres quanto nos subúrbios. Ela é tão efetiva na selva quanto na cidade. Ela é tão efetiva em uma nação estrangeira quanto em nosso próprio país. Ela é tão efetiva tanto em nações pobres como entre as nações ricas. O teste do fruto é ainda o único caminho para determinar se um mestre ou um ensino é de Deus ou do homem: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes devem lidar cuidadosamente com a palavra “Rhema”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Em virtude de haver muito pouco literatura entre os que expõem o ensino da confissão positiva a respeito da palavra grega “Rhema”, é necessário considerá-la como usada primariamente em comunicação oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma distinção é feita geralmente pelos defensores deste ensino entre as palavras “logos” e “rhema”. A primeira — dizem eles — refere-se à “palavra escrita”; a segunda, para o que é presentemente falado pela fé. De acordo com esta doutrina, tudo aquilo que é falado pela fé se torna inspirado e toma conta do poder criativo de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Há dois grandes problemas nesta distinção. Por primeiro, a distinção não é justificado pelo uso em o Novo Testamento Grego ou na Septuaginta (a versão grega do Antigo Testamento). As palavras são usadas como sinônima em ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No caso da Septuaginta, tanto “rhema” quanto “logos” são usadas para traduzir a única palavra hebraica dabar, que é usada em vários meios relacionados com a comunicação. Por exemplo, a palavra dabar (traduzida “Palavra de Deus”) é usada tanto em Jr.1:1 quanto em Jr.1:2. Mas, na Septuaginta, é traduzida “rhema” no versículo 1 e “logos” no versículo 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Em o Novo Testamento, as palavras rhema e logos também são usadas uma pela outra. Isto pode ser visto em passagens como I Pe.1:23 e 25. No verso 23,  é “o logos de Deus que…permanece para sempre”. No verso 25, “o rhema do Senhor permanece para sempre”. Novamente, em Ef.5:26, os crentes são lavados “com a lavagem da água pelo rhema”. Em Jo.15:3, os crentes “são limpos pelo logos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As distinções entre logos e rhema não podem ser sustentadas pela evidência bíblica. A Palavra de Deus, quer seja referida como logos, quer seja referida como rhema, é inspirada, eterna, dinâmica e miraculosa. Se a Palavra foi escrita ou falada, isto não altera seu caráter essencial. “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que todo homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Tm.3:16,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Um segundo problema também existe para aqueles que fazem distinção entre as palavras logos e rhema. Passagens das Escrituras são algumas vezes selecionadas sem atenção ao contexto ou à analogia da fé, que eles reivindicam ser “palavras de fé”. Neste tipo de aplicação do assim chamado princípio rhema, os defensores desta doutrina estão mais preocupados em fazer a Palavra significar o que eles querem que ela signifique do que se tornar no que a Palavra quer que eles se tornem. Em alguns exemplos, torna-se óbvio que eles amam Deus mais pelo que Ele faz e não pelo que Ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É importante que os crentes evitem qualquer forma de existencialismo cristão que isola passagens das Escrituras do contexto e faz algumas passagens eternas e outras, contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ao se considerar qualquer doutrina, é sempre necessário perguntar se ele está em harmonia com o ensino total das Escrituras. Uma doutrina baseada em menos do que uma visão global da verdade bíblica pode apenas trazer dano para a causa de Cristo. Ela pode mesmo ser mais danosa do que doutrinas que rejeitam as Escrituras totalmente. Algumas pessoas aceitarão mais facilmente algo como verdadeiro se ela está relacionada com a Palavra de Deus, mesmo se o ensino é uma ênfase extrema ou contradiz outros princípios das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A Palavra de Deus firmemente ensina grandes verdades como a cura, a provisão das necessidades e a autoridade dos crentes. A Bíblia também ensina que uma mente disciplinada é um importante fator para a vida vitoriosa. Mas estas verdades devem ser consideradas na estrutura do ensino total das Escrituras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quando abusos ocorrem, há, algumas vezes, a tentação para deixar de crer nestas grandes verdades da Palavra de Deus. Em alguns casos, pessoas abandonam Deus totalmente quando descobrem que ênfases exageradas nem sempre encontram suas expectativas ou resultam em liberdade de seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O fato de que aberrações doutrinárias se desenvolvem, não é razão para rejeitar ou manter silêncio a respeito delas. A existência de diferenças de opinião é, antes de tudo, a maior razão pela qual os crentes devem continuar diligentemente a pesquisar as Escrituras. É por isto que os servos de Deuspodem fielmente declarar todo o conselho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concílio Geral das Assembleias de Deus&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://ag.org/top/Beliefs/Position_Papers/pp_downloads/pp_4183_confession.pdf Acesso em 16 dez. 2011&lt;br /&gt;Tradução de Caramuru Afonso Francisco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-59163298996784451?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/59163298996784451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=59163298996784451' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/59163298996784451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/59163298996784451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2012/01/o-crente-e-confissao-positiva.html' title='O CRENTE E A CONFISSÃO POSITIVA'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aUDsF_SECh0/TwXmuoz0aZI/AAAAAAAAARA/7LOZgVrNHHg/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-1754163088165703885</id><published>2011-12-31T09:31:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T09:34:10.274-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Novos Propósitos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v3xFTmJiO70/Tv9HOokffrI/AAAAAAAAAQ0/yAtqBxCni08/s1600/escola%2Bdominical.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-v3xFTmJiO70/Tv9HOokffrI/AAAAAAAAAQ0/yAtqBxCni08/s320/escola%2Bdominical.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692346770753814194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma prática comum nos nossos cultos de fim de ano são as renovações de propósitos.O culto de passagem de ano tem um aspecto muitíssimo positivo: o poder de nos fazer refletir sobre a nossa vida ou ministério .Acho isso muito salutar!&lt;br /&gt;Na verdade todos temos os nossos anseios, as nossas vontades... enfim. &lt;br /&gt;Gostaria de fazer uma proposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque sua freqüência a Escola Dominical nesta lista !Seja um aluno assíduo na EBD de sua igreja.&lt;br /&gt;Conhecimento e graça te esperam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2012!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-1754163088165703885?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/1754163088165703885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=1754163088165703885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/1754163088165703885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/1754163088165703885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/12/novos-propositos.html' title='Novos Propósitos'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-v3xFTmJiO70/Tv9HOokffrI/AAAAAAAAAQ0/yAtqBxCni08/s72-c/escola%2Bdominical.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-4556510575644801289</id><published>2011-12-29T09:05:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T09:13:25.092-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramurú A.Francisco'/><title type='text'>EM DEFESA DO CULTO DE PASSAGEM DE ANO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CJgugVPS8lg/TvyfOzmY-DI/AAAAAAAAAQo/qup5SqlUTlg/s1600/FELIZ%2BANO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-CJgugVPS8lg/TvyfOzmY-DI/AAAAAAAAAQo/qup5SqlUTlg/s320/FELIZ%2BANO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691599105807677490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sabemos todos que vivemos dias de apostasia na Igreja, mais um dos muitos sinais que estão a indicar a proximidade do arrebatamento da Igreja e do término da dispensação da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   No entanto, as manifestações desta apostasia não podem ser simplesmente ignoradas pelos servos do Senhor Jesus, até porque devemos, como nos ensina Judas, o irmão do Senhor, “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd.3 “in fine”), inclusive reagindo como nos ensina o pastor Natanel Rinaldi, considerado o maior apologista evangélico brasileiro, que afirmou, em entrevista, que “temos de agir amando a verdade como eles [os hereges, observação nossa] se apegam à mentira” (Apologética, ano 2, ed. 9, p.65).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Assim, não podemos nos calar quando vemos movimentos dentro de nossas igrejas locais que são sinais desta apostasia, sendo nosso dever denunciá-los e, no limite de nossas forças, fazer com que sejam neutralizados e retrocedam, “salvando alguns, arrebatando-os do fogo” (Jd.23 “in initio”), para usar, uma vez mais, de uma expressão de Judas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Temos notado que, de forma crescente, muitas igrejas locais têm banido de suas atividades o “culto da passagem de ano”, aquele culto em que a Igreja se reúne para ver, a um só tempo, o final do ano em curso e o início de mais um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Muitos têm justificado esta retirada com diversos argumentos: são muitos os irmãos que viajam nesta época do ano e, portanto, a frequência de tal culto é diminuta; o horário do culto é sacrificante para os irmãos, máxime nas grandes cidades, onde a violência e criminalidade só fazem aumentar; trata-se de um momento eminentemente familiar e se deve prestigiar a vida familiar dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Todas estas “justificativas”, entretanto, não passam de desculpas para se esconder o que realmente está ocorrendo para que alguns já tenham retirado este culto de suas agendas: a apostasia, o distanciamento de suas vidas do Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O “culto da passagem de ano”, por primeiro, não é uma invenção nem tampouco uma “tradição” criada no bojo das igrejas evangélicas e do movimento pentecostal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Verdade é que, na história das Assembleias de Deus, vemos que se trata de uma prática que já era adotada pelos pioneiros, como, v.g., Gunnar Vingren que retornou aos caminhos do Senhor no culto de vigília de Ano Novo em 1896, quando tinha 17 anos de idade (VINGREN, Ivar. Diário do pioneiro Gunnar Vingren. 5.ed.,  p.20), prática que instalou nas nascentes Assembleias de Deus, visto que noticia que, no culto de ano novo de 1914, o Senhor usou em profecia a irmã Celina Albuquerque, a primeira pessoa a ser batizada com o Espírito Santo em terras brasileiras (op.cit., p.68).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Entretanto, a ideia de celebração solene diante de Deus da passagem de ano vem-nos da própria lei de Moisés. A “festa das trombetas”, realizada no dia primeiro do mês sétimo (Lv.23:24,25) é o que se denomina de “Ano Novo Judaico”, o conhecido “Rosh Hashanah”, solenidade “…cujo significado e solenidade, para os devotos…”, segundo o estudioso judaico Nathan Ausubel diz que “…só está abaixo do dia de Iom Kipur, o Dia da Expiação…” (Rosh Hashanah”. In: A JUDAICA, v.6, p.732).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Verificamos, pois, que o Senhor desejava que o Seu povo, na passagem de um ano para o outro, fizesse isto de forma solene, a fim de que se lembrasse de que a passagem do tempo é uma dádiva divina, é um momento, um instante em que devemos recordar de nossa dependência de Deus e da circunstância de que o tempo é uma realidade para os homens, o que, entretanto, inexiste para o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O judeu francês Émile Durkheim (1858-1917), considerado o primeiro sociólogo moderno, em seus estudos, bem demonstrou que um dos papéis da religião na sociedade é o de dar noções de espaço e de tempo, noções fundamentais para o próprio desenvolvimento do raciocínio humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Ao determinar a celebração da passagem do ano (como também o princípio do meses, cf. Nm.10:10), o Senhor queria deixar bem claro a Israel de que Ele é o Senhor do tempo, que Ele é eterno e que tudo o que ocorre no tempo é algo que está diante d’Ele e que devemos ser agradecidos ao Senhor por tudo o que aconteceu, lembrando também que de tudo daremos conta a Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Embora não estejamos debaixo da lei, é evidente que os princípios que norteiam a celebração da passagem de ano permanecem na graça, visto que têm a ver com a soberania divina, a gratidão do povo de Deus e a consciência de que a passagem do tempo é um sinal da dependência do homem em relação ao seu Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   A existência de um culto de ano novo, portanto, é uma forma de a Igreja agradecer a Deus pela passagem deste tempo, de recordar a sua responsabilidade pelos atos praticados e de reafirmar a dependência que temos em relação a Deus em tudo o que fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O calendário, como diz Durkheim, ajuda-nos a organizar a nossa mente, a fazermos uma análise de nossas atitudes e de nossa vida, a fazermos um autoexame, o que é fundamental para que nos mantenhamos em comunhão com o Senhor (cf. I Co.11:28). Não é desarrazoado, aliás, que muitas igrejas locais tenham aproveitado a ocasião para também celebrar a ceia do Senhor, máxime nas denominações que o fazem anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O culto de ano novo encerra, assim, uma importante mensagem: a admissão de que o período de tempo transcorrido se deve única e exclusivamente ao Senhor e que d’Ele dependemos em tudo, motivo pelo qual sempre iniciamos e terminamos o ano na presença do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O culto de ano novo traduz a completa dependência que temos do Senhor, o reconhecimento de que “sem Ele nada podemos fazer” (cf. Jo.15:5 “in fine”), de que Ele ocupa a primazia em nossas vidas, pois Ele é “o princípio e o fim” (AP.1:8; 21:6; 22:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Ao começarmos e terminarmos um ano na presença do Senhor, reunidos em Seu nome, na igreja local, estamos declarando a todos que o Senhor é a razão de ser de nossas vidas, de que não mais vivemos para nós mesmos, mas para Ele (Gl.2:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Quando, porém, pomos outros interesses acima desta celebração, estamos, simplesmente, admitindo que a reunião coletiva da Igreja, o culto a Deus na igreja local é algo que ocupa apenas o “tempo de sobra”, algo que é secundário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Dizer que a frequência da igreja é diminuta nesta época do ano, o que justificaria a retirada deste culto da agenda é uma falácia, pois o Senhor diz que estará presente onde estiverem dois ou três reunidos em Seu nome (Mt.18:20) e esta diminuta frequência, ademais, não retira da agenda outras reuniões, como as do meio de semana, cada vez mais vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Dizer que o horário do culto é sacrificante para os irmãos é também outra falácia, pois, em outras reuniões (e algumas nada edificantes), não se verifica a questão de horário, quando isto convém, e em períodos onde não há uma intensa movimentação, como ocorre nos finais de ano, onde há uma tradição da espera do novo ano e um intenso e anormal movimento nas ruas, inclusive nas grandes cidades, apesar do horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   A propósito, muitos que “não querem se sacrificar” ficando até meia noite nas igrejas locais, são os mesmos que, “livres do compromisso do culto de ano novo”, vão se somar a multidões à espera do ano novo nas ruas, em ambientes e circunstâncias muito mais perigosos, como são as concentrações de “réveillon” tradicionalmente organizadas nas cidades. Deixa-se de realizar os cultos de ano novo e os crentes vão para os foguetórios, para os “shows de virada” e tantas coisas nada edificantes do ponto-de-vista espiritual…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Dizer que se trata de um “momento familiar” e de que o culto de ano novo prejudicaria a vida familiar dos irmãos é outro raciocínio enganoso, visto que o culto de ano novo é, precisamente, o momento em que a família pode estar diante de Deus para agradecer ao ano que termina e pedir as bênçãos de Deus para o ano que começa. Caso o salvo não tenha seus familiares na casa do Senhor, isto não o impede de convidá-los para ir ao culto ou de, primeiro, adorar a Deus e, em seguida, dirigir-se até onde estão seus familiares para com eles compartilharem o momento festivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Estes crentes que querem ter “um momento familiar”, por acaso, na passagem do ano, realizam “culto doméstico” em suas casas? Evidentemente que não, até porque não o fazem o ano inteiro, por que o fariam agora? Que “preocupação com o momento familiar” é esta se não há sequer comunicação entre os membros da casa durante o ano? Tudo não passa de uma artimanha para se fugir da presença do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   A propósito, estes mesmos que se dizem “preocupados com a vida familiar”, montam agendas durante o ano que, na prática, inviabilizam a vida familiar de seus membros, a indicar que não é este o real motivo para o banimento do culto de ano novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   O que temos, pois, na verdade, para esta prática que se tem intensificado é um sentimento de distanciamento do Senhor. As pessoas, apesar de se dizerem cristãs, estão cada vez mais deixando Deus de lado, não se sentem dependentes do Senhor, não põem Deus em primeiro plano, não têm mais a consciência de que sem Ele nada pode ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Por isso, querem aproveitar os momentos festivos para se divertirem, para o entretenimento, não tendo mais uma vida compromissada com Deus. É este o verdadeiro espírito que está por detrás de medidas como estas, que traduzem apenas um desvio espiritual crescente e preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    Entendamos, pois, a importância e o significado do culto de ano novo e que, com esta celebração, assumamos, a cada mudança de ano, o compromisso de viver cada vez mais na dependência do Senhor, que nos quer dar a vida eterna, o instante em que estaremos, para sempre, livres da barreira do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramurú A.Francisco,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-4556510575644801289?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/4556510575644801289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=4556510575644801289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/4556510575644801289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/4556510575644801289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/12/em-defesa-do-cultode-passagem-de-ano.html' title='EM DEFESA DO CULTO DE PASSAGEM DE ANO'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CJgugVPS8lg/TvyfOzmY-DI/AAAAAAAAAQo/qup5SqlUTlg/s72-c/FELIZ%2BANO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-3044496469961714701</id><published>2011-12-28T05:56:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T05:58:42.616-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='D.A.Carson'/><title type='text'>Disciplinas Espirituais</title><content type='html'>D. A. Carson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quase duas décadas, escrevi um artigo intitulado "Quando a espiritualidade é espiritual? Reflexões Sobre Alguns Problemas de Definição". Aqui, eu gostaria de analisar um aspecto deste tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura mais ampla da discussão precisa ser lembrada. "Espiritual" e "espiritualidade" se tornaram palavras notoriamente indistintas. No uso comum, elas quase sempre têm conotações positivas, mas raramente o significado delas se encaixa na esfera do uso bíblico. Pessoas acham que são "espirituais" porque têm certas sensibilidades estéticas, ou porque sentem algum tipo de conexão mística com a natureza, ou porque adotam uma versão altamente personalizada de uma das muitas religiões. (Mas "religião" tende a ser uma palavra de conotações negativas, enquanto "espiritualidade" tem conotações positivas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nos termos da nova aliança, a única pessoa "espiritual" é aquela que tem o Espírito Santo, derramado sobre indivíduos na regeneração. A alternativa, na terminologia de Paulo, é ser "natural" – meramente humano – e não "espiritual" (1 Co 2.14). Para o cristão cujo vocabulário e conceitos sobre este tema são moldados pelas Escrituras, somente o cristão é espiritual. E, por uma extensão óbvia, aqueles cristãos que mostram virtudes cristãs são espirituais, porque essas virtudes são fruto do Espírito. Aqueles que são meras "crianças em Cristo" (1 Co 3.1), se estão verdadeiramente em Cristo, são espirituais, porque são habitados pelo Espírito, mas sua vida pode deixar muito a desejar. Apesar disso, o Novo Testamento não designa os cristãos imaturos como não espirituais, como se a categoria "espirituais" fosse reservada apenas para os mais maduros, a elite dos eleitos. Isso é um erro muito comum da tradição de espiritualidade da Igreja Católica Romana. Nesta, a vida espiritual e as tradições espirituais estão frequentemente ligadas com fiéis que desejam ir além do que é comum. Essa vida "espiritual" é muitas vezes ligada com ascetismo e, às vezes, com misticismo, ordens de freiras e monges e uma variedade de técnicas que vão além do cristão comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao amplo uso das palavras da família de "espiritual", muito além do Novo Testamento, a linguagem de "disciplinas espirituais" tem se estendido, igualmente, a arenas que tendem a deixar preocupados aqueles que amam o evangelho. Em nossos dias, as disciplinas espirituais podem incluir leitura da Bíblia, meditação, adoração, doar dinheiro, jejuar, solidão, comunhão, obras de beneficência, evangelização, dar esmolas, cuidado da criação, escrever diários, obra missionária e mais. Pode incluir votos de celibato, autoflagelação e cantar mantras. No uso popular, algumas dessas supostas disciplinas espirituais são totalmente divorciadas de qualquer doutrina específica, cristã ou não. Elas são apenas uma questão de técnica. Essa é a razão por que, às vezes, as pessoas dizem: "Quanto à sua doutrina, comprometa-se, por todos os meios, com as confissões evangélicas. Mas, no que diz respeito às disciplinas espirituais, volte-se para o catolicismo ou, talvez, para o budismo". O que é universalmente admitido pela expressão "disciplina espiritual" é que essas disciplinas têm o propósito de aumentar a nossa espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, à luz da perspectiva cristã, não é possível alguém aumentar sua espiritualidade sem possuir o Espírito Santo e submeter-se à sua instrução e ao seu poder transformadores. As técnicas nunca são neutras. Estão sempre carregadas de pressuposições teológicas, frequentemente não reconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como devemos avaliar essa maneira popular de abordar as disciplinas espirituais? O que devemos pensar sobre as disciplinas espirituais e sua conexão com a espiritualidade definida pelas Escrituras? Algumas reflexões introdutórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) A busca do conhecimento direto e místico de Deus não é sancionado pelas Escrituras; é, também, perigoso em várias maneiras. Não importa se esta busca é realizada, digamos, no budismo (embora  budistas instruídos provavelmente não falem sobre "conhecimento direto e místico de Deus" – as duas últimas palavras talvez precisem ser omitidas) ou na tradição católica, à maneira de Julian de Norwich. Nenhum desses exemplos reconhece que nosso acesso ao conhecimento do Deus vivo é mediado exclusivamente por Cristo, cuja morte e ressurreição nos reconciliam com o Deus vivo. Buscar o conhecimento direto e místico de Deus é anunciar que a pessoa de Cristo e sua obra sacrificial em nosso favor não são necessárias para o conhecimento de Deus. Infelizmente, é fácil alguém deleitar-se em experiências místicas, prazerosas e desafiadoras em si mesmas, sem conhecer nada do poder regenerador de Deus, alicerçado na obra da cruz de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Devemos perguntar o que nos garante incluir algum item numa lista de disciplinas espirituais. Para os cristãos que têm algum senso da função reguladora das Escrituras, nada, certamente, pode ser reputado como uma disciplina espiritual se não é mencionado no Novo Testamento. Isso exclui não somente a autoflagelação, mas também o cuidado da criação. Esta última é,  sem dúvida, uma coisa boa que devemos fazer; é parte de nossa responsabilidade como administradores da criação de Deus. Mas é difícil pensarmos em uma base bíblica para que entendamos essa atividade como uma disciplina espiritual – ou seja, uma disciplina que aumenta a nossa espiritualidade. A Bíblia fala muito sobre oração e guardar a Palavra de Deus em nosso coração, mas diz muito pouco sobre o cuidado da criação e o cantar mantras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Algumas das coisas incluídas na lista são levemente ambíguas. Em um nível, a Bíblia não diz nada sobre escrever diários. Por outro lado, isto pode ser apenas uma designação conveniente para referir-se a autoexame cuidadoso, contrição, leitura bíblica meditativa e oração sincera. E o hábito de fazer registros em um diário para fomentar essas quatro atividades não pode ser descartado da mesma maneira como temos de rejeitar a autoflagelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo declarou que o celibato é uma coisa excelente, se a pessoa tem o dom (tanto o casamento quanto o celibato são designados carismata – "dons da graça") e o celibato contribui para um ministério aprimorado (1 Co 7). Por outro lado, nada sugere que o celibato é um estado intrinsecamente mais santo; e nos termos da nova aliança nada existe que sancione o retirar-se para mosteiros de freiras ou monges celibatários que se separaram fisicamente do mundo para se tornarem mais espirituais. A meditação não é um bem intrínseco. Grande parte da meditação depende do foco da própria pessoa. O foco é um ponto escuro imaginário em uma folha de papel branco? Ou é a lei do Senhor (Sl 1.2)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Até aquelas disciplinas espirituais que todos reconheceriam como tais não devem ser mal compreendidas ou abusadas. A própria expressão é potencialmente enganadora: disciplina espiritual, como se houvesse algo intrínseco no autocontrole e na imposição da autodisciplina que qualifica alguém a ser mais espiritual. Essa suposição e essas associações mentais só podem levar à arrogância. E o que é pior: elas levam frequentemente ao hábito de julgar os outros como inferiores. Os outros podem não ser tão espirituais como eu, visto que sou tão disciplinado que tenho um excelente tempo de oração ou um ótimo esquema de leitura da Bíblia. Mas o elemento verdadeiramente transformador não é a disciplina em si mesma, e sim o valor da tarefa realizada: o valor da oração, o valor da leitura da Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) Não é proveitoso fazer uma lista variada de responsabilidades cristãs e rotulá-las de disciplinas espirituais. Isso parece ser o argumento que está por trás da teologia introduzida inapropriadamente, por exemplo, no cuidar da criação e no dar esmolas. Mas, pela mesma lógica, se motivado por bondade cristã, você faz massagem nas costas de uma senhora que tem pescoço rígido e ombro inflamado, este massagear as costas se torna uma disciplina espiritual. Por essa mesma lógica, uma obediência cristã é uma disciplina espiritual, ou seja, ela nos torna mais espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar a categoria de disciplinas espirituais desta maneira tem duas implicações infelizes. Primeira, se cada instância de obediência é uma disciplina espiritual, não há nada especial nos meios de graça, ordenados e bastante enfatizados nas Escrituras, como, por exemplo, a oração, a leitura séria e a meditação na Palavra de Deus. Segundo, essa maneira de pensar sobre as disciplinas espirituais nos induz sutilmente a pensar que o crescimento em espiritualidade é uma função de nada mais do que conformidade com as exigências de muitas regras, de muita obediência. Certamente, a maturidade cristã não é manifestada onde não há obediência. Contudo, há também grande ênfase no crescimento em amor, em confiança, em entendimento dos caminhos do Deus vivo, na obra do Espírito de encher-nos e capacitar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(6) Por essas razões, parece ser sábio restringir a designação "disciplinas espirituais" a aquelas atividades prescritas na Bíblia, que são declaradas explicitamente como meios de aumentar nossa santificação, nossa conformidade com Cristo, nossa maturação espiritual. Em João 17, quando Jesus rogou que seu Pai santificasse seus seguidores por meio da verdade, ele acrescentou: "A tua palavra é a verdade". Não é surpreendente que os crentes tenham há muito chamado de "meios de graça" coisas como o estudo da verdade do evangelho. "Meios de graça" é uma expressão agradável e menos susceptível a mal-entendidos do que "disciplinas espirituais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=377"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Wellington Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright © D. A. Carson 2011&lt;br /&gt;Copyright © Editora Fiel 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-3044496469961714701?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/3044496469961714701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=3044496469961714701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3044496469961714701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3044496469961714701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/12/disciplinas-espirituais.html' title='Disciplinas Espirituais'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-8205604931626429341</id><published>2011-11-03T13:09:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T13:13:22.033-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>AS NECESSÁRIAS CAUTELAS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO POVO DE DEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UDaeK3vGe_M/TrL11Qj1JHI/AAAAAAAAAQc/JeT8gNtS5bM/s1600/contruindo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UDaeK3vGe_M/TrL11Qj1JHI/AAAAAAAAAQc/JeT8gNtS5bM/s320/contruindo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670865176139998322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;“Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, e os magistrados, e o povo, para registrar as genealogias. E achei o livro da genealogia dos que subiram primeiro e assim achei escrito nele: ” (Ne.7:5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em complemento ao estudo deste trimestre, estudaremos o capítulo 7 do livro de Neemias, que não objeto de lição específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No capítulo 7 de Neemias, aprendemos que o povo de Deus precisa ser bem estruturado, com vigilância, a fim de que inimigos externos e infiltrados não comprometam a obra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – NEEMIAS ESTABELECE UM SISTEMA DE SEGURANÇA PARA JERUSALÉM E REORGANIZA O SERVIÇO DO TEMPLO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O capítulo 7 do livro de Neemias começa com a afirmação do governador de que, após a finalização da reconstrução dos muros, mesmo diante da ação dos falsos profetas e dos que haviam se mancomunado com Sambalate, Tobas e Gesem para tentar atemorizar o governador, as portas foram levantadas (Ne.7:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É interessante verificarmos que, primeiro, Neemias teve de reedificar os muros, muros que não podiam ter qualquer brecha (Ne.6:1), para só então, colocar as portas nos portais. A edificação tem a sua ordem, que não pode ser alterada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim, também, ocorre na vida espiritual. Primeiramente, temos de edificar os muros sem brecha alguma, ou seja, alicerçados sobre a rocha, que é Cristo Jesus (Mt.7:24; I Co.10:4), crescermos na doutrina, em amor, para que não venhamos a ser enganados pelo inimigo e seus agentes (Ef.4:14-16). Somente depois é que teremos condição de entrarmos em contato com o mundo, a fim de cumprirmos a tarefa da evangelização, visto que é necessário antes sabermos qual é a esperança que temos para podermos levá-la aos outros (I Pe.3:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muitos, nos dias em que vivemos, têm subvertido esta ordem com grande prejuízo tanto para si mesmos quanto para a obra de Deus. Sem terem ainda tido a necessária edificação, lançam-se, inadvertidamente, a tarefas de evangelização, fracassando por não terem o devido preparo, não só não conquistando almas para Cristo como perdendo a si mesmos. Tomemos cuidado e sigamos o exemplo de Neemias que, primeiro reconstruiu os muros, sem brecha alguma, para depois levantar as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após ter levantado as portas, Neemias tomou outra importante providência: estabeleceu porteiros, cantores e levitas (Ne.7:2). De nada adiantaria ter muros sem brecha alguma e portas levantadas, se não houvesse pessoas prontas a efetuar os serviços e tornar operante toda a estrutura que, com a mão de Deus, havia sido construída em apenas cinquenta e dois. A obra de Deus é feita por homens e os homens devem ter prioridade. A estrutura é boa, mas sem pessoas de nada isto valerá. Lamentavelmente, muitos não têm agido deste modo, com grave prejuízo para a extensão do reino de Deus em nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Levantadas as portas, Neemias estabeleceu porteiros. Os porteiros eram absolutamente necessários para que as portas fossem abertas e fechadas nos dias e horários certos, para que a entrada e saída de pessoas e animais fosse devidamente organizada, para que as portas, enfim, tivessem alguma funcionalidade. De que adiantaria todo o esforço para a construção e levantamento de portas, se não houvesse porteiros que tornassem as portas úteis? Por isso, assim que as portas foram levantadas, Neemias tratou de pôr porteiros para que a edificação desse os resultados esperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De igual maneira, precisamos ter “porteiros” em nossa vida espiritual, ou seja, necessitamos ser vigilantes em nosso contato com o mundo, visto que, embora a ele não mais pertençamos, ainda estamos nele e temos de conviver com ele inclusive para cumprirmos com a tarefa de sermos luz do mundo e sal da terra (Jo.17:11,16). Vigiar foi a ordem dada por Nosso Senhor (Mc.13:37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dos principais “porteiros” que temos são os nossos olhos, porta de entrada de tudo quanto temos à nossa volta, em especial nos dias em que vivemos em que a principal comunicação é audiovisual. Temos de ter muito cuidado com os olhos, pois estes são órgãos que podem comprometer toda a nossa comunhão com Deus. Cristo nos ensina que eles são “a candeia do corpo” e se eles forem bons, todo o nosso corpo terá luz, se, porém, os teus olhos forem maus, o nosso corpo será tenebroso (Mt.6:23). Será que, a exemplo de Jó, fizemos um concerto com nossos olhos (Jó 31:1)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este cuidado de Neemias, também, remete-nos para a escolha dos porteiros em nossas igrejas locais. Esta função, que muitos vêm com desprezo, é importantíssima e até o descuido de alguns na escolha dos porteiros é um dos principais fatores para a situação lamentável da evangelização em muitos lugares. Os porteiros, em nossas igrejas locais, devem ser pessoas muito preparadas, revestidas do poder de Deus, que possam não só persuadir os transeuntes a adentrar em nossos templos para assistir aos cultos, mas serem gentis, dóceis e solícitos , de modo a serem verdadeiros “cartões de visita” de nossas igrejas locais. De nada adianta toda uma estrutura para se servir a Deus se não houver “porteiros” que tornem tudo funcional e útil. Aprendamos com Neemias e tenhamos este mesmo cuidado, líderes na casa do Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao apontar os porteiros, Neemias deu-lhes a ordem para que não se abrissem as portas de Jerusalém até que o sol se aquecesse, devendo as portas ser fechadas e trancadas, devendo ser, ainda, postos guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda, e cada diante da sua casa (Ne.7:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As portas de Jerusalém tinham de se manter fechadas durante a noite. Temos aqui uma linda lição espiritual: nossas portas devem se fechar quando as trevas comparecerem. Não podemos permitir que o pecado, representado pela escuridão, tenha entrada em nossa vida. Por isso, o apóstolo Paulo nos adverte para que não demos lugar ao diabo (Ef.4:27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As portas tinham de ser fechadas e trancadas. Não bastava “encostar” a porta, mas elas deviam devidamente trancadas. Não podemos ser negligentes, mas zelosos em servir a Deus, tomando todo o cuidado para que não permitamos a entrada do mal em nossas vidas. Por isso, o autor da epístola aos hebreus recomenda-nos para que não só deixemos o pecado, como também o embaraço, coisas que não são em si pecaminosas mas que podem nos levar ao pecado (Hb.12:1). Não basta fechar, é preciso, também, trancar as portas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A vigilância é reforçada na ordem de Neemias. Além de fechar e trancar as portas, deviam ser postos guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda e cada um diante da sua casa. A vigilância das portas, tarefa do governo da cidade, era feita, mas cada morador devia também fazer a vigilância diante de sua casa. Que linda lição para cada crente, principalmente para aqueles que acham que só os ministros e responsáveis pelo governo da igreja devam se preocupar com a vigilância. Esta é uma tarefa de cada um de nós: todos nós devemos ser zelosos, cada um tem de ter cuidado de si mesmo para, então, poder contribuir com o cuidado de todos (I Tm.4:16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos posto guardas diante de nossas casas? Como está a vigilância em nossos lares, em nossas famílias? Temos, como cônjuges, como pais, como filhos, cuidado para que o inimigo não tenha entrada em nossas casas? Ou será que as mensagens satânicas têm pleno acesso através dos meios de comunicação de massa, da internet e de tantas outras coisas tenebrosas que o inimigo têm lançado contra os servos do Senhor? Será que nossas casas têm “guardas”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, além de pôr porteiros e guardas, também tratou de estabelecer cantores. Pode parecer estranho que Neemias tenha procurado pôr cantores depois da conclusão da obra de reedificação. Esta estranheza é resultado de um pensamento precipitado de que os cantores teriam sido postos nas portas de Jerusalém ou nos muros. Entretanto, não é isto que o texto sagrado nos revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao estabelecer cantores, Neemias mostra-nos que, em virtude da situação de grande miséria e desprezo que vivia Jerusalém, o serviço de louvor do templo não estava a funcionar. A situação era de tanta tristeza e miséria, que não havia como se manter o serviço do louvor no templo, não só diante da insegurança reinante, mas também pela própria situação emocional e espiritual adversa a qualquer manifestação de alegria, que é o que representa o cântico (Tg.5:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Superada a insegurança, concluída a obra pela benignidade divina, Neemias logo entendeu que se devia restabelecer o serviço de louvor do templo e, por isso, designou cantores. Neemias não podia admitir uma situação de restauração, de renovo sem que houvesse o perfeito louvor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O louvor deve acompanhar a adoração ao Senhor. Não pode o povo de Deus, edificado e salvo pela graça e misericórdia de Deus, calar-se e deixar de louvar ao Senhor. É com tristeza que vemos, nos dias hodiernos, muitos que cristãos se dizem ser desprezarem, por completo, o cântico e o louvor, tanto que chegam atrasados aos cultos, depois do momento litúrgico do louvor. Aprendamos com Neemias e não permitamos que deixe de haver em nossas vidas espirituais os cantores que completam a obra de nossa edificação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, também, estabeleceu levitas, que eram auxiliares dos sacerdotes no serviço do templo. Observemos, aliás, que, ao contrário do que se costuma dizer hoje em dia, “levita” não se confunde com o músico. Os levitas eram os descendentes de Levi, a tribo que havia sido designada para o serviço do templo. Os filhos de Arão eram sacerdotes e todos os demais levitas foram encarregados dos mais diversos e variados serviços no tabernáculo e, posteriormente, no templo, inclusive a parte musical. Portanto, não confundamos “levita” com “músico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O cuidado de Neemias de estabelecer levitas reflete a sua preocupação em que nada ficasse por fazer no serviço do templo. Neemias não se preocupava apenas em ter muros e portas, mas queria que a segurança trazida por estes muros e portas pudesse restaurar todos os serviços do templo. Os líderes precisam ter este mesmo zelo, de fazer com que todas as tarefas, todos os serviços necessários para a igreja local sejam realizados a contento. Não basta apenas termos edificação espiritual, mas é preciso que esta edificação se traduza em serviço eficaz, até porque a Igreja, como corpo de Cristo, veio para servir e não para ser servida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após estabelecer porteiros, cantores e levitas, Neemias nomeou seu irmão Hanani e a Hananias como maiorais da fortaleza sobre Jerusalém, porque era como homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos (Ne.7:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A nomeação de Hanani como maioral da fortaleza, seu irmão, pode trazer a Neemias a acusação de “nepotismo”, ou seja, “favoritismo para com parentes”, mal que infesta a Administração Pública em nosso país e que, infelizmente, também já encontrou guarida na administração eclesiástica. Muitos, aliás, buscam nesta passagem bíblica até uma “fundamentação” para suas práticas pouco ou nada recomendáveis nas igrejas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contudo, quando vemos o próprio texto sagrado, contemplamos em Neemias mais uma virtude como líder e governante (como, aliás, já visto no apêndice 1). Hanani foi nomeado não por ser seu irmão, mas porque “era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos”. O parentesco aqui era apenas um acidente, que não foi considerado na nomeação. Não nos esqueçamos, aliás, que Hanani fora até Jerusalém e, ao ver a situação, levou alguns de Judá para falar com Neemias a respeito da situação de Jerusalém. Era uma pessoa que tinha história na obra do Senhor e que, portanto, fazia jus àquela nomeação, independentemente do parentesco que tinha com o governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias faz questão de dizer que nomeara o seu irmão por causa do temor dele a Deus, que superava o de muitos. Um critério para pormos alguém à testa da obra do Senhor é, precisamente, o seu temor a Deus, que deverá ser superior ao dos demais. Como é diferente o critério de Neemias do que temos visto em nossas igrejas locais! Aprendamos com Neemias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, em mais uma demonstração de transparência, não deixou que Hanani, apesar de suas qualidades, estivesse sozinho como maioral da fortaleza. Ao seu lado, pôs Hananias nesta função. Deste modo, não deixou qualquer suspeita com relação ao fato de Hanani ser seu irmão, como também nos dá uma amostra da própria criteriologia que seria adotada pelo Senhor Jesus na evangelização do povo judeu, durante Seu ministério público, ou seja, o de sempre chamar de dois em dois, para que o serviço seja eficaz (Lc.10:1). É sempre importante, nas tarefas da igreja, serem indicados dois, para que um ao outro possa ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – NEEMIAS RESOLVE REPOVOAR  JERUSALÉM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estabelecido um sistema de segurança para Jerusalém, como também reorganizado o serviço do templo naquilo que havia sido interrompido pela falta de segurança, Neemias percebeu que a cidade era larga de espaço e grande, mas havia pouco povo dentro dela, além do que as casas ainda não estavam edificadas (Ne.7:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, como um verdadeiro e autêntico homem de Deus, dava prioridade ao ser humano, entendia que o homem foi posto como coroa da criação terrena e, como tal, ocupa o primeiro lugar na preocupação da obra do Senhor. De que adiantaria uma cidade grande, agora segura e murada, vazia? Era necessário que as pessoas desfrutassem dos benefícios da reedificação dos muros e das portas de Jerusalém. Ele não poderia se contentar com os espaços vazios de Jerusalém. Será que nossos líderes têm esta mesma preocupação nos dias hodiernos? Será que, assim como o Senhor, querem que as “moradas celestes” sejam ocupadas por salvos e remidos pelo sangue de Cristo? Ou estão felizes com o “punhadinho” que está a ocupar os templos, uma vez que já lhes permitem viver regaladamente nesta Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jerusalém estava com uma pequena população como decorrência da própria situação de insegurança que existia. Quem se atreveria a morar numa cidade com muros fendidos e portas queimadas a fogo? Quem poderia morar em uma cidade que não tinha sequer casas edificadas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entretanto, esta situação se alterara e, portanto, não havia mais motivo para que Jerusalém se tornasse uma cidade larga de espaço e grande mas com pouco povo. Temos esta mesma consciência? Será que estamos a pensar como Neemias, ou já abrimos mão de encher as nossas igrejas locais e nos contentamos com o “pouco povo”? As estatísticas, infelizmente, denunciam que o ritmo de evangelização tem diminuído consideravelmente e que muitos que cristãos se dizem ser estão “satisfeitos” com os megatemplos, com os templos grandiosos, com as “grandes catedrais” que, porém, a exemplo dos grandes templos da Igreja Romana, em muitos lugares, encontram-se como simples monumentos, locais de visitação turística, mas com muito pouco povo. Acordemos, irmãos, pois não é esta a vontade de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este inconformismo de Neemias não era algo de seu coração, provinha de Deus, tanto que é o próprio Neemias quem afirma que Deus lhe pôs no coração que reunisse todo o povo e tomasse a deliberação de povoar Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O desejo de Jesus não é diferente do de Neemias. Ao contar a parábola da grande ceia (Lc.14:15-24), Nosso Senhor mostra-nos que o seu desejo é que Seus servos saiam pelos caminhos e valados e os force a entrar, para que a Sua casa se encha. Temos tido esta atitude de insistência e de zelo e dedicação para que a casa do Senhor se encha? Temos o mesmo denodo e preocupação manifestados por Neemias ao ver Jerusalém grande, segura, mas vazia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante do desejo que o próprio Deus pôs em seu coração, Neemias convocou os nobres, os magistrados e o povo. Temos aqui mais um belo exemplo, já mencionado em capítulos anteriores, de que Neemias sempre procurava legitimar suas decisões com a participação do povo. Embora fosse ele o governador e tivesse a autoridade dada pelo rei de Pérsia para tomar as decisões que precisavam ser tomadas, embora tivesse ele sentido da parte de Deus a orientação para o repovoamento de Jerusalém, Neemias não se furtou a chamar uma assembleia e a compartilhar com o povo o seu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A participação do povo nas deliberações é algo muito importante para que tenhamos a legitimidade das decisões, para que consigamos o comprometimento de todos na obra do Senhor. Como diz um caro irmão que conosco participa do estudo dos professores de EBD, ultimamente os crentes só são chamados para participar na hora de contribuir, sendo verdadeiras “vaquinhas de presépio” no restante. Talvez resida aí um dos principais fatores para a falta de comprometimento de muitos com a obra do Senhor. Aprendamos com Neemias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias queria povoar Jerusalém, queria que a cidade se enchesse, mas este desejo do governador nada tinha que ver com a “numerolatria”, esta fixação no crescimento quantitativo que hoje orienta e dirige os vários métodos e estratégias de “crescimento de igrejas” que proliferam no meio do povo de Deus. Neemias queria encher Jerusalém, mas não queria fazê-lo apenas com números. Para habitar a “cidade santa”, era preciso que se fosse, igualmente, santo, ou seja, que se estivessem diante de legítimos integrantes do povo de Judá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, ao desejo de povoar a cidade, correspondia outro desejo proveniente de Deus, o de se consultarem as genealogias, a fim de se verificar quem era o verdadeiro povo judeu, quem era verdadeiramente judeu, quem tinha vindo com Zorobabel para Canaã depois do final do cativeiro da Babilônia. Por isso, Neemias foi consultar o “livro da genealogia dos que subiram primeiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este livro continha a relação de todos que haviam subido com Zorobabel para Canaã depois do decreto do rei persa Ciro que pusera fim ao cativeiro da Babilônia (Ed.2) e era a prova da legitimidade da ascendência judaica do povo. Neemias queria repovoar Jerusalém mas deveria fazê-lo apenas com os judeus legítimos e autênticos, aqueles que eram descendência de Abraão, Isaque e Jacó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos dias de Neemias, estávamos diante de um povo dotado de uma etnia, de uma ascendência biológica, o que não se dá com a Igreja, que é uma nação espiritual. No entanto, esta mesma preocupação genealógica deve existir quando tratarmos de “encher a casa de Deus”. A casa do Senhor somente pode ser cheia e habitada pelos que constam do “livro da genealogia”, que não é o livro que estava guardado no templo há mais ou menos 80 (oitenta) anos na Jerusalém de Neemias, mas é “o livro da vida do Cordeiro” (Ap.21:27), onde estão escritos os nomes daqueles que foram “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”, gerados de novo pelo Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo a Sua grande misericórdia para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para eles (I Pe.1:2,3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Somente podemos povoar nossas igrejas locais com aqueles que também poderão entrar na Jerusalém celestial. Assim, para que alguém venha a pertencer à igreja local, precisa dar frutos dignos de arrependimento, precisar mostrar, pela sua maneira de viver, que realmente foi “gerado de novo”, que morreu para o mundo e agora vive para Deus. Por isso, o batismo nas águas, que é o ato pelo qual alguém se incorpora à igreja local, deve ser realizado apenas quando se tem esta demonstração inequívoca da salvação na pessoa de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muitos, no entanto, não estão mais buscando o “livro da genealogia” e estão a pôr dentro da igreja local qualquer um, sem qualquer objetivo senão o de “fazer quantidade”, “fazer número”. Não é este, porém, o propósito de Deus, já que não foi assim que o Senhor procedeu com Neemias e, como sabemos todos, Deus não muda (Ml.3:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias consultou o livro e, no capítulo 7, segue uma longa lista, que corresponde a Ed.2 (pois se trata da mesma lista), onde são registradas as genealogias de todo o povo judeu que retornara do cativeiro babilônico. Esta extensa lista mostra-nos que, apesar de constituir um povo, os judeus não eram indistintamente tomados, não eram tratados pelo Senhor como “massa”, como, lamentavelmente, agem muitos dos líderes de hoje em dia, mas que cada um tinha o seu próprio local e a sua própria individualidade diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na igreja não é diferente. Deus tem-nos como um povo, um povo que é um corpo e no qual cada um vive em função do outro (I Co.12:12-31), no qual é preciso que todos se ajustem segundo a justa operação de cada parte para que haja a edificação em amor (Ef.4:15,16), mas onde cada um é tratado como indivíduo, com uma particularidade e intimidade com Deus, individualidade e intimidade que, inclusive, perdurarão por toda a eternidade (Ap.2:17). Lembremo-nos disto em nosso relacionamento com os irmãos, que não podem ser tratados como “massa”, muito menos como “números”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neste livro, achou-se que alguns que haviam subido com os judeus para Canaã não puderam comprovar a sua genealogia, a saber, os filhos  de Delaías, os filhos de Tobias e os filhos de Necoda, num total de seiscentos e quarenta e dois (Ne.7:62), como também alguns sacerdotes, a saber, os filhos de Hobaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, o gileadita, que tomara uma mulher das filhas de Barzilai e se chamou do seu nome (Ne.7:63). Como estes sacerdotes não puderam comprovar a sua origem sacerdotal, como que imundos, foram excluídos do sacerdócio (Ne.7:64).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este episódio, ocorrido ainda nos dias de Zorobabel, mostra-nos claramente que, no meio do povo de Deus, como o Senhor Jesus deixou claro nas parábolas do reino dos céus (Mt.13), sempre haverá “infiltrados”, pessoas que se introduzirão no meio do povo sem que a ele pertençam. Havia até “sacerdotes” que não eram sacerdotes, visto que não pertenciam à família de Arão, inclusive os “filhos de Barzilai”, que assim se denominavam desde os dias de Davi, ou seja, antes mesmo da construção do templo por Salomão e que, portanto, por mais de quinhentos anos, intitulavam-se sacerdotes sem o ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, ainda que tenha demorado tanto tempo, um dia foram eles revelados e, como não puderam provar a sua genealogia, foram excluídos do sacerdócio, tidos como imundos. Assim ocorre, também, no meio da Igreja: muitos, aproveitando-se do adormecer dos servos de Deus (Mt.13:25), são semeados no meio do povo pelo inimigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, como afirmou o Senhor Jesus, nada do que é oculto assim permanecerá e, a seu tempo, será revelado (Lc.12:2). No momento aprazado pelo Senhor, o “livro da genealogia” será consultado e o que deve ser feito é que, constatada e revelada a “imundícia”, imperioso que se exclua o imundo do sacerdócio, ou seja, que ele seja retirado da comunhão da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos aqui, ademais, uma preciosa lição sobre a necessidade de se continuar a exercer a disciplina na Igreja, o que, infelizmente, já não tem sido realizado por muitos sob uma falsa doutrina de que “quem disciplina é o Espírito Santo”. No episódio narrado por Neemias e constante do “livro da genealogia”, é claríssimo que, após a revelação dada por Deus, incumbe ao povo promover a exclusão do sacerdócio, ou seja, vindo a revelação da imundícia, faz-se preciso que a própria igreja promova a exclusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também se encontrou “no livro da genealogia”, que o governador (que era, então Zorobabel) contribuiu para o tesouro em ouro, com oito quilos, cinquenta bacias e quinhentas e trinta vestes sacerdotais, tendo, também, os maiorais do povo dado para o tesouro da obra, em ouro, cento e sessenta quilos e, em prata, mil e trezentos e vinte quilos, enquanto o restante do povo dera cento e sessenta quilos de ouro, duzentos quilos de prata e sessenta e sete vestes sacerdotais, tendo, então, cada um ido habitar em suas cidades (Ne.7:70-73).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, então, faz questão de mostrar ao povo que, além de termos cuidado em quem deveria habitar no meio do povo, ou seja, somente os que tinham genealogia, somente com o comprometimento de todos se poderia fazer a obra do Senhor e se ter o culto a Deus, fundamental para a sobrevivência de Judá, “propriedade peculiar de Deus entre os povos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A começar do governador, passando pelos maiorais e, por fim, todo o povo tinha de contribuir para a sustentação do trabalho do Senhor e, consequentemente, para a sobrevivência do povo de Deus. Por isso, Neemias a todos convocou, para que participassem das deliberações e, também, da sustentação do serviço da casa do Senhor. Este nível de compromisso ainda hoje é necessário, sem o que não se realizará a obra de Deus. Mas, como já dissemos supra, não apenas na contribuição, na doação de recursos financeiros, mas também nas deliberações. Aprendamos com Neemias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só pode haver comprometimento, porém, quando todos são irmãos, ou seja, quando todos forem verdadeiros e genuínos “filhos de Deus”. A presença de “infiltrados” impede que o compromisso surja do modo mais eficaz na obra de Deus. Por isso, precisamos sempre ter em mente a “consulta ao livro da genealogia”, a observação rigorosa e com discernimento espiritual daqueles que realmente pertencem ao povo de Deus. Vigiemos, amados irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A consulta ao “livro da genealogia” mostra-nos, ainda, o cuidado que Neemias tinha com a história do povo. Precisamos incutir em nossas mentes que todo povo tem de zelar pela sua história, precisa ter memória, pois, “um povo sem memória não tem futuro”. O cuidado de Deus para que Seu povo não perca a memória é tão grande que muitos dos livros das Escrituras são históricos, sem falar na circunstância de que uma das ordenanças que nos foram deixadas pelo Senhor Jesus é precisamente a “ceia do Senhor”, que é, entre outras coisas, um “memorial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Torna-se preciso sempre que os líderes reafirmem a história do povo de Deus e como ela reflete a fidelidade do Senhor para conosco. Neemias consultou o livro da genealogia e o revelou a todo o povo para que estes pudessem, antes de mais nada, ter noção da sua própria origem, do início da reocupação de Canaã depois do cativeiro para que, à luz desta história, pudessem devidamente deliberar. No ano do centenário das Assembleias de Deus no Brasil, resgatemos a nossa história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após ter lido o “livro da genealogia”, Neemias não determinou o imediato repovoamento de Jerusalém. Havia sido dado o primeiro momento para isto, que era o resgate da história, o resgate da memória, mas isto ainda era insuficiente. Faziam-se necessários, ainda, alguns outros momentos, a saber, o avivamento, o arrependimento e a organização do serviço religioso, consoante se vê nos capítulos 8, 9 e 10 de Neemias, a serem estudados nas lições próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Caramuru Afonso Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-8205604931626429341?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/8205604931626429341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=8205604931626429341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8205604931626429341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8205604931626429341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/11/as-necessarias-cautelas-para.html' title='AS NECESSÁRIAS CAUTELAS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO POVO DE DEUS'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UDaeK3vGe_M/TrL11Qj1JHI/AAAAAAAAAQc/JeT8gNtS5bM/s72-c/contruindo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7437672946960407076</id><published>2011-10-30T11:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T11:32:05.801-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>A INJUSTIÇA SOCIAL COMO OBSTÁCULO À OBRA DO SENHOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-K0ekg3N903M/Tq2X4ilOqZI/AAAAAAAAAQQ/Y6agUvYKTTI/s1600/economia-justica-social-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 197px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-K0ekg3N903M/Tq2X4ilOqZI/AAAAAAAAAQQ/Y6agUvYKTTI/s320/economia-justica-social-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669354503540746642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;“ Disse mais: Não é bom o que fazeis: porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos? ” (Ne.6:9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;- Em complemento ao estudo deste trimestre, analisaremos o capítulo 5 de Neemias, que não foi objeto de lição específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No capítulo 5 de Neemias, vemos que não há como se realizar convenientemente a obra de Deus se não houver justiça social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – UM OBSTÁCULO À OBRA DA REEDIFICAÇÃO SURGE NOS RELACIONAMENTOS SOCIAIS ENTRE OS JUDEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias estava a relatar a grande oposição que lhe faziam Sambalate, Tobias e Gesem e como, em virtude dela, tiveram os edificadores de trabalhar com uma mão nas ferramentas e outra nas armas. Eram, verdadeiramente, “tempos angustiosos”, como, aliás, já profetizara a respeito o profeta Daniel (Dn.9:25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em meio a esta aflição por causa da ameaça de um ataque iminente do exército de Samaria, exsurge um novo obstáculo à obra, surpreendente até, visto que não nascido do exterior, não proveniente do inimigo, mas, sim, do próprio interior do povo de Judá. Este obstáculo como que interrompe a narrativa da oposição dos adversários e passa a ser relatado por Neemias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos” (Ne.5:1). No meio da aflição que se vivia por causa do perigo externo, aparece uma murmuração entre os judeus, um desentendimento entre os próprios compatriotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que havia este clamor? O próprio Neemias responde: porque estava ocorrendo uma desmedida exploração dos mais pobres pelos mais ricos que, diante da fome que havia na terra, aproveitaram a ocasião para se enriquecer ainda mais, gerando um quadro de grande servidão por causa das dívidas contraídas pelos mais pobres para que pudessem sobreviver, alimentar-se do necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quadro em Judá era, como descrito pelos judeus quando se encontraram em Neemias, era de grande miséria e de desprezo (Ne.1:3). Neemias tinha consciência disso desde quando passou a orar a Deus e pôde vê-lo com seus próprios olhos ao chegar a Jerusalém. No entanto, este clamor lhe revelava um fator que até então lhe passara despercebido: a grande miséria não era só resultado da falta de recursos, da inexistência de uma Jerusalém reedificada e segura, mas, também, consequência de uma injustiça social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante da situação de escassez de recursos, os pobres, para poderem se alimentar, acabaram se endividando com os mais ricos, que, sem dó nem piedade, aproveitaram-se da ocasião para tomarem as terras dos seus compatriotas, como também de reduzi-los à escravidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como se sabe, a única forma pela qual se permitia a escravidão de judeus por judeus na lei de Moisés era em virtude das dívidas. Não tendo com que pagar as dívidas, os devedores eram escravizados pelo prazo máximo de seis anos (Lv.21:1,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ante a situação difícil em que os judeus se encontravam, em pouco tempo quase todo o povo fora escravizado por uns poucos que, detentores dos recursos, não tiveram outro objetivo senão se aproveitar da ocasião para seu próprio enriquecimento, sem exercer a misericórdia que se exigia de um povo que servia ao Senhor, Ele próprio misericordioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A situação era de calamidade social e, com este clamor, Neemias percebeu claramente que não poderia executar a obra da reedificação dos muros e portas de Jerusalém, visto que tal obra exigia a participação de todos, a união de todo o povo, algo imprescindível para se realizar a vontade de Deus. Havia ele conclamado todo o povo à obra e ali estava o povo todo a trabalhar, apesar das angústias vividas, mas este clamor representava um enorme fator de risco para a continuidade da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De igual maneira, não podemos fazer a obra de Deus se não houver comunhão na Igreja. A Igreja tem de se caracterizar pela comunhão, como nos deixa claro a descrição que Lucas faz da igreja primitiva em Jerusalém em At.2:42-47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A comunhão dá-se não somente pela crença em comum na pessoa de Jesus Cristo, mas também no compartilhamento tanto material quanto espiritual dos crentes. “Eles tinham tudo em comum”, relata o livro de Atos, o que importava, inclusive, no compartilhamento do necessário para a sobrevivência. Quando isto teve uma certa defasagem, vemos o surgimento da murmuração no capítulo 6 de Atos, o que levou os apóstolos à instituição do diaconato, para que não houvesse a persistência da carência ainda que em um segmento da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há como se realizar a contento a obra do Senhor se os relacionamentos sociais dos salvos não forem transformados pelo Evangelho. Por isso, o Senhor Jesus nos ensinou que devemos amar uns aos outros como Ele nos amou, amor que não envolveu apenas o aspecto da salvação, mas também a tomada de atitudes concretas para minorar o sofrimento e a carência do povo, inclusive no que respeita aos aspectos terrenos de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos dias hodiernos em que vivemos, de crescente desigualdade social apesar do progresso da tecnologia, a Igreja não poderá realizar a obra do Senhor se transferir para o seu interior o mesmo quadro de injustiça social que o mundo está a viver. Muitos, a exemplo do que ocorria nos dias de Neemias, estão se aproveitando de sua posição privilegiada na sociedade e, sem dó nem piedade, estão a se enriquecer às custas do próximo e, o que é mais grave, às custas dos próprios irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É triste verificarmos que, assim como ocorre no mundo, não são poucos os que fazem da Igreja um local para acumulação de riquezas, para o seu próprio enriquecimento, gerando as mesmas murmurações que foram ouvidas por Neemias junto ao povo e às suas mulheres que, por causa do pão de cada dia, estavam em situação deplorável, com a perda tanto de seu patrimônio quanto de seus familiares, que já se achavam escravizados pelos mais ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A situação de extrema desigualdade social é contrária à vontade do Senhor. Quando do estabelecimento da lei, o Senhor já sinalizara para o povo de Israel que, embora sempre haverá diferença de rendimentos entre os homens, pois a pobreza é inafastável da realidade humana (Dt.15:11), não se poderia admitir uma diferença gritante entre os diversos segmentos da sociedade e, mais ainda, que os mais pobres ficassem a viver em extrema escassez a ponto de lhes colocar em risco a sua dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tanto assim é que o Senhor mandou criar mecanismos que impedia o crescimento ilimitado da desigualdade social entre os israelitas, tais como a limitação da escravidão de um israelita por outro a seis anos (Ex.21:1,2); o ano sabático, onde o descanso da terra era acompanhado da liberdade de qualquer um colher do fruto da terra naquele ano (Ex.23:10,11); a respiga, que permitia que os necessitados colhessem livremente o que caía na hora da colheita (Lv.19:9; Dt.24:19-21) e, por fim, o ano do jubileu, quando as propriedades adquiridas eram devolvidas aos seus donos primitivos, o que, a um só tempo, impedia a concentração de renda e se criava um instrumento para se evitar o aumento desmedido dos preços (Lv.25:10-15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como se não bastasse isto, verificamos, ao longo da história sagrada, que as ocasiões de intensa desigualdade social que se encontraram em Israel eram precisamente períodos de ocaso espiritual, a nos apontar que o distanciamento da vontade de Deus gera um quadro de injustiça social. É a situação que vemos no final do reinado de Salomão, quando a idolatria havia retornado à sociedade (I Rs.12:4); no reinado de Zedequias, o último rei de Judá, quando a apostasia chegou ao seu grau máximo (Jr.34:8-11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Senhor, por fim, dá-nos demonstração inequívoca de seu desagrado com este estado de injustiça social quando levanta profetas para denunciar esta situação, como vemos, por exemplo, nos ministérios de Amós (Am.4, 5, 8), Miqueias (Mq.2,3) e Jeremias (Jr.34:12-22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante da situação angustiante que se estava a passar na reedificação dos muros e das portas de Jerusalém, o povo não mais aguentou e começou a clamar. Ao povo, diante da situação de miséria em que se encontrava, situação que não tinha qualquer perspectiva de modificação, não tinha outra coisa a se falar senão clamar. Este recurso não é condenado por Deus. Pelo contrário, a Bíblia nos fala que o Senhor atenta para o clamor do pobre e do necessitado (Ex.2:23; 3:7,9; 22:22,23; Jó 34:28; Sl.9:12).&lt;br /&gt;- Deus não quer que o pobre clame somente a Ele. Também é legítimo que o pobre clame aos demais homens, sendo certo que se os homens não o ouvirem, também não serão ouvidos por Deus (Pv.21:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O fato é que a situação era tão aflitiva que o povo e as suas mulheres começaram a clamar não somente a Deus mas, também, contra os judeus, seus irmãos, a nos revelar que, quando há insensibilidade por parte dos mais aquinhoados em relação ao clamor dos pobres, temos, também, um incentivo e estímulo ao desespero, o que poderá levar, inclusive, os pobres a pecar, deixando de simplesmente clamar para começar a murmurar. Este pecado não será, porém, apenas dos pobres, mas também dos que foram responsáveis por esta situação. Temos consciência disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A situação, entretanto, não parece ter sido percebida por Neemias logo de início, pois foi preciso que o povo clamasse insistentemente até o ponto em que “Neemias se enfadou” (Ne.5:6). É preciso ter perseverança, mesmo no clamor por causa da necessidade e da carência. Caso o povo e as suas mulheres tivessem, diante de uma aparente indiferença inicial de Neemias, cessado de clamar, não teria havido qualquer modificação na situação adversa que estavam a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O clamor do pobre e do necessitado tem de ser ouvido pela Igreja que, não só no seu interior, mas também na sociedade, deve fazer com que haja uma perseverança, uma persistência neste clamor, até que haja o “enfado” de quem pode modificar a situação. Espelhemo-nos no exemplo da viúva da parábola do juiz iníquo (Lc.18:1-8) que, apesar de saber que o juiz não queria fazer justiça a pessoa alguma, não desanimou e perseverou em sua demanda, até que conseguiu que a justiça fosse feita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é a nossa situação diante da grande injustiça social que existe tanto dentro da Igreja quanto na sociedade em que vivemos? Será que somos como o juiz iníquo? Sensibilizemo-nos com o clamor do pobre e do aflito para que possamos também ser ouvidos pelo Senhor e pelos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – NEEMIAS ATENDE AO CLAMOR DOS NECESSITADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias era um homem de Deus e, embora tenha resistido um pouco ao clamor do povo e de suas mulheres, “enfadou-se”. Este enfado foi uma bênção, visto que, por primeiro, foi uma conversão interior. O próprio Neemias afirma que “considerou consigo mesmo no seu coração”. Coisa boa é quando nos sensibilizamos por causa do clamor do pobre e do necessitado, quando sentimos compaixão pelo próximo, quando nos deixamos sensibilizar pela situação de injustiça por que passa a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, primeiro, verificou se as reivindicações apresentadas estavam de acordo com a Palavra do Senhor. Sentiu, como homem de Deus que era, que o clamor era justo e legítimo e que a forma pela qual a elite judaica estava vivendo não correspondia à vontade de Deus. Não havendo a observância da vontade de Deus nos relacionamentos sociais, jamais o Deus do céu faria prosperar a obra de reedificação dos muros e portas de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias também ponderou que de nada adiantaria restabelecer Jerusalém como uma cidade, com muros, portas e segurança, caso não houvesse justiça entre os judeus, pois a estrutura social não existe por si só, mas, sim, para o homem, o que, aliás, o Senhor Jesus ensinaria ao dizer que o sábado foi feito para o homem e não o homem, para o sábado (Mc.2:27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, após ter entendido que o clamor era justo e legítimo e, portanto, para ele estava a atentar o Senhor, tomou uma atitude concreta e corajosa: pelejou com os nobres e com os magistrados, mostrando-lhes que eles haviam praticado usura, tendo, inclusive, ajuntado um grande ajuntamento contra eles (Ne.5:7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, em suas ponderações, observou claramente que este enriquecimento desmedido em detrimento dos menos favorecidos era usura, o que era expressamente vedado pela lei (Ex.22:25; Lv.25:36,37; Dt.23:19,20). “Usura” é a cobrança de juros excessivos sobre o empréstimo dado a alguém, uma verdadeira transferência do patrimônio para alguém sem que tenha havido qualquer trabalho por parte daquele que enriquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A quem Neemias então deveria se dirigir? Aos que haviam se enriquecido indevidamente, ou seja, os nobres e magistrados, à elite judaica. Assim, afirma que “pelejou” com eles, a mostrar que não foi na primeira ocasião que conseguiu convencer os poderosos da sociedade de então a ceder às reivindicações dos menos favorecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias chegou mesmo a ajuntar o povo num ajuntamento contra os nobres e os magistrados, a indicar que a resistência era grande para que se alterasse a situação. Não nos iludamos, portanto, quando empunhamos a bandeira da justiça social, da diminuição das desigualdades, seja no interior da Igreja, seja na sociedade, pois a resistência sempre será grande, mas perseveremos, porquanto estaremos a fazer a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feito o ajuntamento, um ajuntamento pacífico e ordeiro, determinado pela própria autoridade [o próprio Neemias, que era o governador], Neemias denunciou a injustiça cometida, lembrando aos nobres e magistrados que todo o povo havia sido resgatado do cativeiro, que todos haviam readquirido a liberdade, por uma operação divina, e, portanto, como agora os próprios judeus estariam a escravizar os seus irmãos? Como dizer que se estava lutando pela manutenção da liberdade frente aos povos vizinhos, que queriam escravizá-los, se os próprios judeus escravizavam seus irmãos? (Ne.5:8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A injustiça social é um reflexo do pecado que campeia na humanidade, pois todo pecado é iniquidade, ou seja, injustiça (I Jo.3:4). Assim, consentir com a injustiça social, tirar proveito dela é consentir com o pecado e é digno de morte tanto quem o pratica, quanto quem consente com a sua prática (Rm.1:32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A injustiça social leva os homens à uma situação tanto de miséria quanto de suntuosidade que compromete a sua própria dignidade, tornando-se um fator de incentivo para a prática do pecado. O sábio Agur já ensinava que a situação de extrema injustiça social é uma janela escancarada para o pecado, seja para o pobre, que se tornará um furtador; seja para o rico, que se tornará um vaidoso e soberbo (Pv.30:8,9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O papel do governante, como se vê, é o de promover, de forma ordeira, justa e legítima, a cessação das atividades que geram a injustiça social, ficando sempre ao lado dos menos favorecidos, sem que, para tanto, venha a destruir os mais abastados. Faz-se preciso denunciar a injustiça e conscientizar os mais abastados a tomar medidas efetivas para que tal situação deixe de existir, diminuindo o abismo entre os estratos extremos da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, em sua argumentação, não se utilizou de qualquer filosofia, ideologia ou doutrina humanas. Como homem de Deus, mostrou claramente aos nobres e magistrados que era necessário “andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos” (Ne.5:9). Sem o temor de Deus, não há como se realizar justiça social. Sem que estejamos obedientes ao Senhor, não há como vivermos de acordo com a Sua vontade no que respeita aos nossos relacionamentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, a melhor forma pela qual a Igreja tem para debelar a extrema desigualdade social é através de uma vida de temor a Deus, de estrita obediência à Palavra de Deus. Não é papel da Igreja assumir filosofias, doutrinas ou pensamentos humanos para tentar criar condições para uma melhor vida sobre a face da Terra, mas lutar e pelejar para que, havendo temor a Deus, esta melhora se realize pela concretização do amor ao próximo, da vontade do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A presença da injustiça social no meio da Igreja, como se tem verificada cada vez mais entre nós, é mais uma demonstração de que está a faltar o temor a Deus entre os que cristãos se dizem ser. O temor a Deus não se apresenta apenas em uma maior devoção individual, mas, também, num relacionamento fraterno e amoroso para com o irmão, na ajuda aos necessitados, a começar pelos de nossa igreja local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias não foi um político demagogo, que simplesmente fez discursos e promessas ao povo que clamava, sem tomar qualquer iniciativa concreta. Não só assumiu a luta contra os nobres e magistrados, como fez o ajuntamento de todos contra eles, mas também confessou e deixou as suas próprias práticas usurárias, pois também ele, seus irmãos e seus moços haviam emprestado dinheiro para os mais necessitados. Num gesto exemplar, Neemias abandonou o ganho dos juros destes empréstimos, fazendo antes de exigir que os outros fizessem (Ne.5:9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, então, após dar o exemplo, determinou que os nobres e magistrados restituíssem aos pobres as suas terras, as suas casas, como também a taxa que estavam a cobrar de juros pelo dinheiro, trigo, mosto e azeite que exigiam deles, taxa que correspondia ao “centésimo”, ou seja, 1% (um por cento) (Ne.5:10,11), taxa bem inferior ao que vemos em nosso país, que é conhecido como “o paraíso dos juros” em nosso planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias foi vitorioso e a elite judaica também se sensibilizou com o clamor dos pobres e necessitados, restituindo o que haviam tomado dos mais necessitados, como também deixando de exigir os juros que estavam a cobrar, compromisso que foi solenemente firmado, tendo, inclusive, havido juramento perante os sacerdotes (Ne.5:12), bem como o gesto simbólico do sacudir do regaço (Ne.5:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A consequência de se ter conquistado a justiça social, com o fim da desigualdade social gritante, foi o louvor a Deus (Ne.5:13). A justiça social é uma boa obra e, com ela, o nome do Senhor é glorificado. Que bom será quando isto se der no interior de cada igreja local!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – A JUSTIÇA SOCIAL ATINGE A ADMINISTRAÇÃO DE JUDÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O capítulo 5 de Neemias, contudo, não termina nesta redenção dos relacionamentos sociais entre pobres e ricos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias como que explica como havia sido bem sucedida a sua modificação do quadro da injustiça social. Ele tinha credibilidade pois, diante do quadro de grande miséria e desprezo que vivia o seu povo, não se prevaleceu da sua condição de governador para se enriquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias dá-nos conta de que, desde o dia em que foi nomeado governador na terra de Judá pelo rei Artaxerxes até o fim do seu primeiro mandato, que foi de doze anos (desde o ano vinte até o ano trinta e dois daquele rei – Ne.5:14), Neemias nem seus irmãos comerão do “pão do governador”, ou seja, não receberam os salários a que fariam jus pelo exercício desta função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta expressão de Neemias mostra-nos que, embora não seja pecaminoso que um governante seja assalariado, todo governante precisa ter a prudência e a sensibilidade para que este assalariamento não seja um escândalo, uma ocasião para que se tenha murmuração e revolta em meio à população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O apóstolo Paulo também procedeu do mesmo modo em Tessalônica, quando, para que não houvesse escândalo entre os que se evangelizavam ali, trabalhou noite e dia para não ser pesado aos irmãos e, com isto, ter credibilidade e legitimidade para pregar o Evangelho (I Ts.2:9). É o próprio Paulo quem diz que digno é o obreiro do seu salário (I Tm.5:18), ensino, aliás, que é do próprio Senhor Jesus (Lc.10:7). Todavia, este ganho deve ser obtido sem escândalo, sem que isto seja um tropeço para a obra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, mesmo tendo caído na “tentação da usura”, desde quando chegou a Jerusalém, ao verificar a situação de grande miséria e desprezo que vivia o povo abriu mão do “pão do governador”, num gesto de sensibilidade e de compaixão para com o próximo. Sem dúvida alguma, este seu gesto foi um dos fatores para que tivesse autoridade para conseguir demover a grande injustiça social então reinante. Como afirma o próprio Neemias: “…nem por isso exigi o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande” (Ne.5:18 “in fine”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito da injustiça social em nossas igrejas locais se deve à falta de autoridade que muitos de nossos líderes tem tido precisamente porque não só não abrem mão do “pão do governador”, como ainda, a exemplo de nossas autoridades civis, estão perigosamente a se acostumar a uma vida nababesca, incompatível com a situação social de nosso povo. É preciso que tenham a mesma sensibilidade que tiveram tanto Neemias quanto Paulo para que a obra de Deus não continue a ser prejudicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os antecessores de Neemias oprimiram o povo, tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata, uma espécie de “imposto per capita (por cabeça) abrindo caminho para que seus moços, isto é, seus ajudantes também dominassem duramente sobre o povo, tudo fazendo porque não tinham temor a Deus, ao contrário de Neemias (Ne.5:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta situação não nos é desconhecida. Vivemos num país em que a Administração Pública se tornou uma grande opressão para o povo, com um aumento desmedido da carga tributária sem que haja qualquer retorno para o bem-estar da população. Como se não bastasse isso, os gastos governamentais aumentam cada vez mais com salários dos governantes e de seus assessores, cada vez em maior número, sem falar no que é desviado pela corrupção para a satisfação dos “caixas dois” de campanhas dos partidos e enriquecimento dos políticos. Tudo isto é mostra de falta de temor a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lamentavelmente, os que cristãos se dizem ser que ocupam tais posições, em vez de se comportarem como Neemias, estão a copiar os antecessores de Neemias, vivendo da mesma maneira que os integrantes da Administração que não servem a Deus, mostrando, com isso, que não têm também temor a Deus. Devemos observar estas condutas e, na hora das eleições, não nos deixar levar pela simples afirmação de que A ou B é “crente”, mas verificar se, no exercício das funções públicas, agiram como “crentes” ou se tão somente estão a repetir as mesmas atitudes deletérias e reprováveis dos incrédulos.&lt;br /&gt;OBS: É muito triste constatar, por exemplo, que recente levantamento feito pelo jornal paulistano “A Folha de São Paulo” o campeão de gastos com todas as mordomias existentes na Câmara dos Deputados é um deputado que cristão se diz ser e que apenas um deputado federal, que não é cristão, tenha abrido mão dos abusivos e excessivos privilégios dos parlamentares, enquanto que toda a “bancada evangélica” tenha preferido se aproveitar da situação. Ah, Senhor, que tenhamos políticos como Neemias em nosso país!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que ocorre, porém, é que esta opressão não se circunscreve apenas à Administração Pública. As igrejas locais, também, em suas estruturas administrativas, estão cada vez mais parecidas com o Estado. Há, também, muita opressão sobre o povo, com uma crescente arrecadação que não se converte em benefício da obra de Deus, havendo também muitos “moços” que estão a dominar o povo, vivendo como parasitas em torno dos cofres das igrejas. Há muitos “mercenários” no meio do povo de Deus. Torna-se necessário e urgente que o temor a Deus volte a prevalecer na administração de nossas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, além da sensibilidade para abrir mão do “pão do governador”, também tomou a decisão de participar da obra de reparação, dando o exemplo, não querendo ser um “mandão”, mas um “líder servidor”, assim como o Senhor Jesus nos ensina, pois, em termo se Igreja, o maior deve servir o menor e não o contrário, como ocorre no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias, também, além de se mostrar um líder servidor, que não se isolava dos seus liderados, também tomou o cuidado de não ter um acréscimo patrimonial que pudesse causar escândalo ao povo. Fez questão de não comprar terra alguma, a fim de que não se criasse suspeita a respeito de sua honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O aumento patrimonial não é um mal em si. Deus abençoa os Seus servos e pode, sim, fazer com que alguém venha a enriquecer. No entanto, para quem está na liderança, seja na sociedade, seja na igreja, todo cuidado é pouco e se deve viver de maneira tal que não haja qualquer motivo de suspeita. É bom lembrarmos que, segundo a legislação brasileira, o aumento patrimonial injustificado por si só já se constitui em ato de improbidade administrativa, ou seja, numa demonstração de desonestidade. Ora, se assim é a lei dos homens, como deve comportar-se o salvo, cuja justiça deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt.5:20)?&lt;br /&gt;OBS: Assim diz o artigo 9º da lei 8.429/1992: “Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art.1º desta lei e, notadamente: (…) VII – adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias não comprou qualquer terra para não dar motivo à murmuração nem que tal exemplo pudesse fomentar o recrudescimento da injustiça social. Assim devem também fazer os líderes no meio do povo de Deus, agindo de forma transparente para que toda e qualquer aquisição não seja motivo de desconfiança ou suspeita. A falta de transparência, entretanto, é mais uma das mazelas de nossos dias hodiernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além de não adquirir qualquer propriedade, Neemias ainda fez com que seus moços também se ajuntassem à obra. Neemias também não quis criar uma “casta de privilegiados” em torno de si, não quis que seus “assessores” usassem da proximidade com o líder para se fazerem “chefetes” no meio do povo, o que, também, infelizmente, tem ocorrido no meio das igrejas locais. Não havia, nos dias de Neemias, lugar para “parasitas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neemias não só mandava os seus moços trabalharem, mas também se incumbia de, às suas expensas, providenciar o sustento deles e dos cento e cinquenta homens dos judeus e magistrados, além daqueles que vinham aos judeus dentre as gentes que estavam à sua roda. Todos os dias, era preparado um boi e seis ovelhas escolhidas, além de aves, sendo que, de dez em dez dias, era providenciado muitíssimo vinho. Neemias cuidava dos seus, mas nem por isso exigia o “pão do governador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos aqui que não se está a defender que os líderes passem necessidades ou vivam indignamente. Têm eles, como já dissemos, o direito ao salário para que possam viver com dignidade e bem cuidar dos seus, pois também são pais de família. De igual maneira, têm o mesmo direito aqueles que estão ajudando os líderes. Todavia, tudo deve ser feito com transparência e sem qualquer intuito de enriquecimento. Neemias era tão transparente que deixou registrado o quanto se gastava com alimentação dia após dia. Precisamos desta mesma transparência no meio do povo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que Neemias agiu desta maneira? Primeiro, como vimos, porque tinha temor a Deus. Segundo, porque queria o bem do seu povo. Por isso, ao prestar contas de sua administração, termina com uma oração ao Senhor: “Lembra-Te de mim para bem, ó meu Deu, e de tudo quanto fiz a este povo” (Ne.5:19). Será que com a administração que temos feito dos recursos do povo de Deus, podemos ter convicção de que Deus Se lembra de nós para nosso bem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Caramuru Afonso Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7437672946960407076?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7437672946960407076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7437672946960407076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7437672946960407076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7437672946960407076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/10/injustica-social-como-obstaculo-obra-do.html' title='A INJUSTIÇA SOCIAL COMO OBSTÁCULO À OBRA DO SENHOR'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-K0ekg3N903M/Tq2X4ilOqZI/AAAAAAAAAQQ/Y6agUvYKTTI/s72-c/economia-justica-social-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-691876603956716757</id><published>2011-09-07T13:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T13:01:22.983-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avisos'/><title type='text'>Participe!!!!</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/sV7BjSdRRkg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-691876603956716757?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/691876603956716757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=691876603956716757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/691876603956716757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/691876603956716757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/09/participe.html' title='Participe!!!!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sV7BjSdRRkg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7622499711446721549</id><published>2011-08-20T17:36:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T17:43:11.951-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>PAULO E A QUESTÃO DA CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA EM CORINTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NkS6iZGBkZA/TlBUkOxduBI/AAAAAAAAAQI/fOwckT52ppE/s1600/Moedas.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 315px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NkS6iZGBkZA/TlBUkOxduBI/AAAAAAAAAQI/fOwckT52ppE/s320/Moedas.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643103314512820242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O assunto relativo à contribuição financeira não é muito ventilado em o Novo Testamento. Ao contrário do que vemos nos dias hodiernos, não era um assunto que tivesse a atenção e o foco dos apóstolos.&lt;br /&gt;No entanto, ao contrário do que dizem alguns, não se tratava de questão de somenos importância, tanto que, em suas duas cartas aos coríntios, o apóstolo Paulo cuida do assunto, precisamente porque, entre os problemas que existiam naquela igreja e que o levaram a esta relação epistolar, estava a relutância dos coríntios no pedido do apóstolo para que ajudassem os crentes da Judeia, que passavam por privações econômico-financeiras.&lt;br /&gt;                                   Com efeito, na primeira carta do apóstolo à igreja de Corinto que se encontra no texto sagrado (pois tudo indica que era, na verdade, a segunda carta que escrevia àquela igreja, como se percebe de I Co.5:9), o apóstolo dá aos coríntios a mesma ordem que dera, antes, aos gálatas, ou seja, que fizessem uma coleta no primeiro dia da semana com o objetivo de angariar recursos para os crentes judeus (I Co.16:1-3).&lt;br /&gt;                                   Na expressão do apóstolo, percebemos, de pronto, que havia um costume de se fazer coletas para os santos, ou seja, ao contrário do que alguns argumentam, a prática da contribuição financeira sempre foi parte integrante da adoração a Deus e tinha por objetivo a ajuda aos necessitados.&lt;br /&gt;                                   Paulo, portanto, não instituiu uma coleta nesta carta, mas pediu aos coríntios que, conforme o costume já observado, em meio à coleta que se fazia aos santos, começassem a fazer uma espécie de fundo que fosse destinado aos crentes judeus.&lt;br /&gt;                                   Tendo tido conhecimento da necessidade que havia entre os crentes da Judeia, o apóstolo, usando de sua autoridade, pedia aos crentes de Corinto que, em suas contribuições, começassem a formar um fundo com o objetivo de suprir as necessidades dos crentes judeus.&lt;br /&gt;                                   Nesta ordem do apóstolo, vemos, de pronto, que toda e qualquer contribuição financeira deve ser feita com propósito definido. Paulo, na qualidade de apóstolo, tinha autoridade para determinar a formação do fundo, mas tinha, por isto mesmo, de dizer qual a finalidade deste fundo: a ajuda aos crentes da Judeia.&lt;br /&gt;                                   É preciso que toda contribuição se faça com um determinado propósito, que seja especificada, até porque, no geral, pelo que vemos do costume trazido a nosso conhecimento pelo apóstolo, a coleta deve ser feita “para os santos”, ou seja, a contribuição tem por finalidade a ajuda à própria comunidade, de forma direta ou indireta.&lt;br /&gt;                                   Mas, além deste propósito (que já retira grande número de arrecadações dos nossos dias, cujo objetivo é puramente de enriquecimento de alguns e não o bem-estar da comunidade), o apóstolo Paulo, também, traz-nos outra importante lição, qual seja, o planejamento.&lt;br /&gt;                                   Paulo pede que os coríntios iniciem esta coleta, esta formação do fundo desde já, quando recebem a carta, para que não viessem a fazer coletas quando ele chegasse a Corinto (I Co.16:2).&lt;br /&gt;                                   O apóstolo, sabendo que tal ajuda significava um “plus” aos irmãos coríntios, não queria que o fardo fosse demasiadamente pesado aos santos e, por isso, pedia que se separasse à parte uma quantia desde já, para que não se tivesse um atabalhoado contribuir, além da capacidade de cada um, quando ele chegasse a Corinto, com o propósito de ir para Jerusalém em seguida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Este planejamento deve ser feito por parte daqueles que estão à testa da organização e que ordenam a contribuição, para se evitar um jugo pesado sobre a administração financeira de cada irmão e para que se possa alcançar, a seu tempo, o propósito definido.&lt;br /&gt;                                   Nosso país tem um histórico de falta de planejamento, a começar da Administração Pública, mas tal comportamento jamais pode invadir a administração eclesiástica. Estamos a lidar com o povo de Deus, estamos a lidar com os santos, e a falta de planejamento, nesta área, não ficará impune diante do Senhor. Lembremos disto!&lt;br /&gt;                                   Outro ponto que Paulo faz, a respeito da coleta, é dizer que, quando chegasse, mandaria os recursos para Jerusalém por intermédio daqueles que fossem aprovados pelos irmãos de Corinto, que, inclusive, decidiriam se Paulo deveria, ou não, ir com eles (I Co.16:3,4).&lt;br /&gt;                                   Temos aqui um outro ponto importantíssimo com relação à contribuição financeira na Igreja. Aquele que ordenou a contribuição deve ficar fora da posse dos recursos, posse esta que deve ser mantida com pessoas que gozem de credibilidade e confiança da comunidade.&lt;br /&gt;                                   Temos aqui a lição da transparência, que tanto tem sido defendida e aplicada para dar aparência de honestidade em recursos públicos, mas que, já nos primórdios da Igreja, era a tônica a ser seguida pelos servos de Cristo. Afinal de contas, como nos fala o apóstolo, somos “filhos da luz e filhos do dia, não somos da noite nem das trevas” (I Ts.5:5), “andamos na luz” (I Jo.1:7) e, por isso, todas as nossas obras precisam ser manifestadas, claras e transparentes (Jo.3:21).&lt;br /&gt;                                   Paulo não assumira uma postura totalmente contrária a seu envolvimento com o transporte dos valores até Jerusalém, mas deixava a decisão para a comunidade que iria contribuir e, o que é importante, fazia questão de que o número de crentes que fossem designados para a posse deste dinheiro fosse plural, exatamente para que tudo fosse feito às claras, com transparência e de modo a que tivesse o comprometimento de toda a comunidade.&lt;br /&gt;                                   A comunidade, portanto, não apenas participa enquanto contribui, mas, também, participa na guarda e posse dos valores, na medida em que escolhe quem deveria ficar com os recursos até a vinda do apóstolo, como também era ela quem decidiria quem levaria os recursos até Jerusalém.&lt;br /&gt;                                   O acompanhamento da comunidade da arrecadação dos recursos e a prestação de contas daqueles que ela própria escolhe para geri-los é, assim, uma máxima indispensável para que se mantenha a credibilidade e a confiança na gerência dos recursos, para que se atinjam os propósitos previamente estabelecidos pela liderança.&lt;br /&gt;                                   Apesar desta determinação do apóstolo, porém, parece que os crentes de Corinto não atenderam ao chamado do apóstolo, fruto até da difícil relação que estava havendo entre os coríntios e Paulo, como se vê do teor da segunda carta que Paulo escreve àquela igreja (que parece ser a quarta carta neste “diálogo epistolar”, à luz de II Co.2:4).&lt;br /&gt;                                   Afirmamos isto em virtude do que o apóstolo escreve nos capítulos 8 e 9, quando assinala que, ao contrário das igrejas da Macedônia, Corinto ainda não havia completado a sua contribuição para os crentes judeus.&lt;br /&gt;                                   Assim, ao invés de amaldiçoar os crentes de Corinto, ou chamá-los de ingratos, egoístas ou ladrões, o apóstolo inicia a sua admoestação louvando o comportamento dos crentes macedônios que, apesar de pobres e necessitados, prontamente haviam atendido à ordem do apóstolo e iniciado a sua contribuição em prol dos crentes da Judeia.&lt;br /&gt;                                   Paulo louva a voluntariedade das igrejas macedônias que, apesar de sua pobreza, foram generosas, dando até acima de sua capacidade e o fazendo, dizia o apóstolo, porque, primeiramente, deram ao Senhor, para só então, atender ao chamado do apóstolo (II Co.8:1-5).&lt;br /&gt;                                   Notamos, pois, que o apóstolo, ao enfrentar a questão da inobservância de sua determinação por parte dos crentes de Corinto, mostra que o atendimento a seu chamado por parte dos crentes da Macedônia não era em virtude de sua “autoridade apostólica”, mas, antes de mais nada, porque eles se deixaram dominar pelo Espírito Santo, porque sua generosidade era fruto de sua íntima comunhão com o Senhor: “mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.” (II Co.8:5).&lt;br /&gt;                                    A contribuição financeira é apenas uma expressão daquilo que se encontra no homem interior. Os crentes da Macedônia haviam se entregado verdadeiramente ao Senhor e, por isso, apesar de sua pobreza, contribuíam financeiramente em prol dos crentes da Judeia, porque haviam se doado ao Senhor, não mais viviam, mas Cristo vivia neles (Gl.2:20).&lt;br /&gt;                                   Era uma situação espiritual completamente diferente da que viviam os coríntios, que haviam sido considerados por Paulo como “crentes carnais”, visto que, entre eles, ainda imperavam a inveja, contendas e dissensões ( I Co.3:1-3).&lt;br /&gt;                                   Os crentes macedônios eram excelentes contribuintes porque eram “crentes espirituais”, pessoas que haviam se entregado por completo ao Senhor e que, por isso, estavam prontos a fazer a vontade divina e, na ordem de Paulo, igualmente movida pelo Espírito Santo, detectaram a vontade do Senhor e, mesmo sem muitos recursos materiais, não só iniciaram mas completaram a sua contribuição, sendo, por causa disso, ainda mais abençoados pelo Senhor.&lt;br /&gt;                                   A contribuição financeira é reflexo da situação espiritual das pessoas e, desta maneira, não há melhor forma de se obter uma prontidão de vontade no angariar de recursos econômico-financeiros em prol dos santos senão através do crescimento espiritual dos crentes.&lt;br /&gt;                                   O que se vê hoje em dia é uma luta para angariar recursos com base não no crescimento espiritual dos contribuintes, mas, sim, com a amplificação da ganância, da inveja e de toda sorte de carnalidade. Busca-se, dentro da mentalidade consumista-materialista-hedonista de nossos tempos, mentalidade esta que nada mais é que o reflexo do “mistério da injustiça” entre nós (II Ts.2:7), fazer com que as pessoas transfiram seus recursos para as “empresas religiosas”.&lt;br /&gt;                                   O resultado de um tal comportamento é funesto, pois, se pode haver, num primeiro instante, uma grande arrecadação, com o enriquecimento de alguns com isto, temos, no médio e longo prazo, não só o esgotamento da fonte de recursos, pois, mais cedo ou mais tarde, o engodo é descoberto pelos contribuintes, como, o que é mais grave, uma dupla destruição: as “empresas religiosas” passam a ser meros “conglomerados empresariais”, diversificando suas atividades para manterem seu rendimento e os contribuintes engodados passam a pertencer ao grupo cada vez mais numeroso dos “decepcionados com a graça de Deus”, pessoas que, dificilmente, obterão a salvação, vez que associarão a ganância destes inescrupulosos “mercadores da fé” (que passam a ser apenas mercadores e aliados manifestos do sistema anticristão – Ap.18:9-18) ao Evangelho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Paulo, ao elogiar a atitude dos crentes da Macedônia, não faz promessas de prosperidade material àqueles que contribuíram, nem tampouco procura despertar a ganância ou a inveja dos coríntios em relação aos macedônios, mas, bem ao contrário, diz que os crentes da Macedônia eram pobres, e pobres permaneceriam, mas, por serem entregues totalmente a Deus, haviam atendido ao seu pedido e, dentro de sua pobreza, haviam revelado as “riquezas da sua generosidade” e, com a bênção de Deus, feito muito mais do que seria humanamente possível fazer em termos de angariar recursos para os crentes da Judeia.&lt;br /&gt;                                   A contribuição financeira, pois, é mero reflexo de nossa entrega a Deus, de nossa comunhão com o Senhor e, por causa deste estado espiritual, Deus, com nossa contribuição, na medida de nossa capacidade, realiza o milagre da multiplicação, não para quem contribuiu, mas para quem será favorecido por esta contribuição.&lt;br /&gt;                                    É a isto que o apóstolo se refere quando fala da semeadura decorrente da contribuição financeira (II Co.8:8-10), pois, apesar da pobreza dos contribuintes, haveria uma arrecadação que satisfaria as necessidades sem que deixasse de ocorrer a suficiência para os que haviam contribuído. Na partilha, haveria recursos suficientes tanto para quem deu quanto para quem haveria de receber.&lt;br /&gt;                                   Na Macedônia, a propósito, o apóstolo havia se portado da mesma maneira do que se propusera fazer em Corinto. Designara Tito para cuidar da posse dos recursos, em comum acordo com os crentes macedônios, ou seja, também tivera o cuidado de, na arrecadação dos fundos entre os crentes da Macedônia, agir com propósito, planejamento e transparência.&lt;br /&gt;                                   Antes o exemplo dos macedônios, o apóstolo, então, passa a tratar diretamente com os coríntios, admoestando a que se fizessem não imitadores dos macedônios, mas, sim, imitadores de Cristo que, sendo rico, havia Se feito pobre para que por Sua pobreza, enriquecêssemos (II Co.8:9).&lt;br /&gt;                                    Vemos aqui que o “fazer-Se pobre como Jesus” não precisa assumir a radicalidade de Francisco de Assis, que, literalmente, passou a viver a absoluta pobreza material, sem qualquer patrimônio (salvo uma só túnica remendada por dentro e por fora, com o cordão e calções), mas, sobretudo, que se tenha um espírito de desapego às coisas materiais, uma vontade resoluta de se despojar de bens, ainda que diminutos, em prol do bem-estar do próximo e do necessitado.&lt;br /&gt;                                   Por isso, o apóstolo pedia aos crentes de Corinto que não só praticassem a contribuição em prol dos crentes da Judeia, mas que, antes de tudo, quisessem fazê-lo (II Co.8:10).&lt;br /&gt;                                   Antes de tudo, é preciso que queiramos fazer a contribuição, que ela se faça com voluntariedade, pois, como o apóstolo explica na continuidade de seu raciocínio, Deus ama ao que dá com alegria (II Co.9:7).&lt;br /&gt;                                   A voluntariedade na contribuição é essencial para que ela seja uma bênção, para que ela agrade a Deus. A contribuição realizada com tristeza ou por necessidade não tem valor algum diante do Senhor e, em termos materiais, é apenas uma despesa e, dizemos com convicção, uma despesa mal feita, um desperdício, ou seja, uma destruição, uma ruína, uma perda, algo que, como sabemos, não é proveniente de Deus, mas resultado de uma ação maligna (Jo.10:10).&lt;br /&gt;                                   Sem a prontidão de vontade, sem o desejo de servir, sem a consciência de que se trata de um desapego aos bens materiais, não se tem bênção, mas avareza (II Co.9:5) e os avarentos não entrarão no reino de Deus, visto que são idólatras (Cl.3:5; Ap.22:15).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Muitas das contribuições que temos visto por aí são motivadas pela avareza, pela ganância, que é incitada e estimulada pelos arrecadadores de plantão, eles próprios falsos mestres que são igualmente movidos pela avareza (II Pe.2:3).&lt;br /&gt;                                   Tais contribuições são as responsáveis pela perdição tanto de quem contribui, quanto de quem recebe, pois, embora os gananciosos contribuintes sejam os primeiros a sofrer os danos de seu desatino, a Palavra de Deus é clara ao dizer que os que se enriquecessem às custas destes não terão outro destino senão a sentença de perdição (II Pe.2:3), como nos deixa claro o exemplo de Balaão, que é tipo bíblico desta gente (Nm.31:8).&lt;br /&gt;                                   Também não se pode levar o povo a contribuir com tristeza ou por necessidade, pois, nestes casos, assim como no caso da avareza, não se terá o desapego das coisas materiais. Embora se contribua, a tristeza ou necessidade fazem com que, sentimentalmente, a pessoa que contribui ainda esteja ligada ao que foi dado e, de igual maneira, não se terá bênção, mas tão somente uma despesa, um desperdício.&lt;br /&gt;                                   É imperioso que entendamos que, em termos de contribuição, é preciso que as pessoas sejam conscientizadas da bênção que é contribuir, da alegria que há naquele que serve a Deus de entregar sua contribuição em prol dos santos, de ser participante do milagre da multiplicação que fará o Senhor, multiplicação em favor dos necessitados, não do nosso próprio patrimônio.&lt;br /&gt;                                   Quando vemos o milagre da multiplicação, temos a convicção de que o Senhor sustenta a todos quantos Lhe servem, não os deixa à míngua e que, se hoje temos o gozo de contribuir, amanhã pode ocorrer que sejamos os beneficiários desta contribuição, mas que, sempre, tanto num caso quanto no outro, seremos alvos da bênção do Senhor (II Co.8:12-15).&lt;br /&gt;                                   Na contribuição com alegria, vemos não só que nossa pobreza material é enganosa, visto que, ao contribuirmos, vemos as “riquezas da nossa generosidade”, fruto da presença de Deus em nós, como também notamos o absoluto controle de Deus sobre todas as coisas e a Sua fidelidade, na medida em que nossa contribuição levará aos necessitados a terem a bênção da abastança, veremos como Deus cumpre a Sua Palavra, jamais deixando desamparado um justo (Sl.37:25) e, mesmo, aliviando as dores daquele que não O serve mas que, mesmo assim, é alvo de Seu amor através da generosidade da Igreja.&lt;br /&gt;                                   Esta voluntariedade não deve estar presente apenas nos contribuintes, mas também entre aqueles que forem comissionados, com aprovação da comunidade, a administrar os recursos e entregá-los a quem precisa.&lt;br /&gt;                                   Paulo fala de Tito que, pelo que deixa transparecer o texto (II Co.8:16,17), havia relutado, num primeiro momento, a aceitar o encargo, mas que, devidamente exortado, partiu voluntariamente para Corinto, a fim de supervisionar a arrecadação dos fundos.&lt;br /&gt;                                   Esta relutância de Tito, certamente, estava relacionada com a resistência em Corinto ao atendimento à ordem do apóstolo, mas, apesar de todas as dificuldades que enfrentaria, Tito, devidamente exortado, partiu para lá voluntariamente.&lt;br /&gt;                                   Encontramos aqui mais um ponto sensível que temos observado nas igrejas de nossos tempos difíceis. Cada vez menos pessoas se dispõem voluntariamente a assumir encargos nas igrejas, cujo corpo burocrático, por causa disso, aumenta cada vez mais, visto que todos querem ser remunerados, gerando um gasto que, não raras vezes, diminui sensivelmente os recursos arrecadados que, assim, estão menos a servir aos santos e, cada vez mais, a alimentar a burocracia eclesiástica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Hoje em dia, parte considerável dos recursos arrecadados dos salvos serve tão somente para o sustento da “máquina administrativa eclesiástica”, reproduzindo-se, então, os mesmos desvios e mazelas que tanto têm caracterizado a Administração Pública.&lt;br /&gt;                                   Tito dispôs-se voluntariamente a servir à igreja em Corinto, mesmo sabendo que seu trabalho seria espinhoso, incompreendido e contrariado. Tinha, porém, a mesma prontidão de vontade que havia entre os crentes da Macedônia e, sendo assim, não só traria bênção, como não seria mais um motivo de escândalo.&lt;br /&gt;                                   Esta falta de prontidão de vontade e esta burocracia crescente existente nas igrejas locais de hoje são um dos fatores que levam à falta de transparência que tanto caracteriza a administração financeira eclesiástica hodierna.&lt;br /&gt;                                   Se o povo tiver acesso aos números da administração financeira e perceber que quantia considerável dos recursos está hoje a servir a interesses e negócios outros que não o propósito de favorecer os santos, certamente que muitos deixarão de contribuir e muitos desvios e malfeitos serão descobertos.&lt;br /&gt;                                   Contudo, temos de voltar ao modelo bíblico, que exige, como já vimos, transparência e honestidade. Não foi à toa que o Pacto de Lausanne foi enfático em afirmar que a Igreja “…torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização (…) quando lhe falta (…) uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças…” (item 6).&lt;br /&gt;                                   É preciso que reavaliemos, o quanto antes, o custo da burocracia eclesiástica e evitemos os desperdícios e os gastos imotivados e infundados, instaurando uma transparência que somente representará o bem-estar da obra de Deus e tornará a contribuição efetivamente uma bênção para toda a Igreja.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Mas, coerente com a proposta que havia feito aos coríntios na sua primeira carta, o apóstolo não mandou apenas Tito, mas, juntamente com ele, o “irmão louvado”, que, por sua credibilidade e honestidade, havia sido escolhido pelas igrejas para que fosse companheiro de Paulo em sua viagem (II Co.8:18,19).&lt;br /&gt;                                   Em assunto de recursos econômico-financeiros, Paulo se fazia acompanhar de alguém que tivesse sido escolhido pela comunidade, em virtude de seu porte e testemunho diante da igreja, para que não houvesse a menor sombra de dúvida quanto à arrecadação e administração dos recursos advindos da contribuição financeira dos crentes coríntios.&lt;br /&gt;                                   Havia a mais completa transparência neste assunto, o que deve ser a regra no tocante à administração financeira eclesiástica.&lt;br /&gt;                                   Paulo, assim que manda Tito, faz questão que o “irmão louvado” fosse com ele, pois isto, certamente, representaria a seriedade e credibilidade do trabalho de arrecadação dos recursos, já que o “irmão louvado” fora escolhido pelos próprios crentes para fazer companhia a Paulo e cuidar dos recursos.&lt;br /&gt;                                   Como é importante que a posse e administração do dinheiro em nossas igrejas não fique com a liderança mas seja compartilhada com pessoas que gozem da confiança da comunidade e que estejam sempre prontos a lhes prestar contas.&lt;br /&gt;                                   Como é importante que as pessoas escolhidas para esta função sejam dedicados, correspondam ao testemunho que lhes levou até aquela posição e que não queiram aparecer, mas cujo trabalho seja feito única e exclusivamente para a glória de Deus. O “irmão louvado” não tem sequer seu nome mencionado pelo apóstolo, a demonstrar como era discreto e empenhado em tão somente fazer a vontade de Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   A transparência, diz-nos o apóstolo, tinha por objetivo, em primeiro lugar, a glória de Deus e, em segundo lugar, a prontidão do ânimo dos contribuintes (II Co.8:19). Fazendo tudo às claras, o apóstolo, a um só tempo, glorificava a Deus, como também mantinha a disposição dos crentes em contribuir.&lt;br /&gt;                                   É precisamente isto que tem faltado em muitos lugares em nossos dias. A falta de transparência, além de entristecer a Deus e negar-Lhe a devida glória, já que somos “filhos da luz e filhos do dia”, também enfraquece a disposição dos irmãos em contribuir, máxime nos dias de multiplicação da iniquidade em que vivemos, onde a corrupção destrói grandemente a confiança entre as pessoas, como ocorria nos dias de Miqueias (Mq.2:10).&lt;br /&gt;                                   Mas, além disto, este comportamento zeloso tinha o objetivo de impedir a desonestidade em virtude da abundância advinda de se estar a agir conforme a vontade do Senhor (e que, como já vimos, gera o milagre da multiplicação), pois o zelo existente era tão somente para que houvesse honestidade tanto diante de Deus quanto diante dos homens (II Co.8:20,21).&lt;br /&gt;                                   Como afirma o Pacto de Lausanne, já mencionado, a falta de honestidade com as finanças é um escândalo, uma pedra de tropeço para a evangelização. Quando não somos zelosos e não demonstramos nossa honestidade diante de Deus e diante dos homens, sendo como a mulher de César, que não basta ser honesta, mas tem de parecer honesta, estamos impedindo que muitos venham a se render a Cristo Jesus e a alcançar a salvação.&lt;br /&gt;                                   Muitos não se dão conta de que a falta de transparência traz trevas em vez de luz e, por causa disto, muitos não alcançam a salvação, fazendo com que, em vez de sermos servos de Cristo, sejamos como os fariseus que faziam com que os seus prosélitos fossem duas vezes filhos do inferno (Mt.23:15). Será que temos consciência disto, ou seja, de que a falta de transparência nas finanças de nossa igreja local executa um relevante trabalho para o inimigo de nossas almas, impedindo a real conversão dos evangelizados? Pensemos nisto!&lt;br /&gt;                                   Mas, não bastasse a escolha de Tito e do “irmão louvado”, o apóstolo ainda manda mais um irmão, o “irmão diligente”, que gozava da confiança entre os coríntios (II Co.8:22). Mais uma vez, o apóstolo, mesmo diante da resistência dos coríntios, não usava de sua autoridade, mas, para obter a contribuição necessária, fazia-se valer da confiança e da credibilidade dos irmãos de Corinto, escolhendo pessoas confiáveis dos contribuintes.&lt;br /&gt;                                   Não é raro que, em nossos dias, vejamos os líderes agirem de forma diametralmente oposta. Em vez de escolherem pessoas da confiança dos contribuintes, escolhem pessoas de sua mais absoluta confiança. Este gesto mostra aos contribuintes que há um objetivo de se controlar os recursos segundo a vontade da liderança e não segundo a vontade da comunidade que, afinal de contas, é quem vai contribuir.&lt;br /&gt;                                   Isto gera um clima de desconfiança em meio aos crentes que, por causa disso, não contribuem como deveriam, se é que contribuem. Não é à toa, pois, que muitos crentes acabam desviando sua contribuição para outras instituições e movimentos, muitas vezes mais deletérios e muito mais mal intencionados que a sua liderança da igreja local, mas simplesmente porque não confiam na sua liderança que está tão somente a colher aquilo que semeou, na medida em que pôs à frente da administração dos recursos alguém que não gozava da confiança e credibilidade da comunidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   Paulo, porém, não procedeu desta maneira, mas, bem ao contrário, buscou indicar pessoas que tivessem a confiança e a credibilidade dos coríntios, de modo a impedir que a desconfiança viesse a impedir a realização da obra que, aliás, já se encontrava atrasada.&lt;br /&gt;                                   Observemos, ademais, que esta comissão de Paulo tinha por finalidade tão somente fazer com que os coríntios acatassem a ordem do apóstolo em iniciar a arrecadação dos fundos, mas isto não invalidava o fato de que, uma vez chegando Paulo a Corinto, seriam os próprios coríntios quem escolheriam aqueles que levariam os recursos a Jerusalém, na companhia, ou não, do apóstolo segundo fosse decidido pela própria igreja coríntia. Que zelo pela honestidade!&lt;br /&gt;                                   Com estes predicados, a comissão iria até os coríntios na condição de “embaixadores das igrejas e glória de Cristo” (II Co.8:23), ou seja, pessoas que tinham credibilidade e testemunho a ponto de poder “representar” as igrejas, terem autoridade de falar em nome das igrejas e, mais do que isso, serem “glória de Cristo”, ou seja, pessoas que tinham uma vida de boas obras, que dignificavam o nome do Senhor, que faziam com que o nome de Jesus Cristo fosse glorificado.&lt;br /&gt;                                   Temos procurado pôr pessoas com este porte de vida para cuidar das finanças de nossas igrejas locais? Temos buscado estes requisitos para indicar e designar quem cuida do dinheiro arrecadado junto aos nossos irmãos?&lt;br /&gt;* Evangelista e professor responsável pelo Estudo dos Professores e Amigos da Escola Dominical (EPAPED) da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical (www.portalebd.org.br).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7622499711446721549?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7622499711446721549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7622499711446721549' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7622499711446721549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7622499711446721549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/08/paulo-e-questao-da-contribuicao.html' title='PAULO E A QUESTÃO DA CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA EM CORINTO'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NkS6iZGBkZA/TlBUkOxduBI/AAAAAAAAAQI/fOwckT52ppE/s72-c/Moedas.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-8536050660793897390</id><published>2011-08-11T20:42:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T20:59:49.194-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>O REINO DE DEUS NÃO É DESTE MUNDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Z-KJxixFbRc/TkSkVPcHyKI/AAAAAAAAAP4/aCab7JdHZT8/s1600/crown.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Z-KJxixFbRc/TkSkVPcHyKI/AAAAAAAAAP4/aCab7JdHZT8/s320/crown.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639813318203394210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza do reino de Deus é espiritual, não podemos ter dele uma visão terrena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;“Respondeu Jesus: O Meu Reino não é deste mundo; se o Meu Reino fosse deste mundo, lutariam os Meus servos, para que Eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o Meu Reino não é daqui.” (Jo.18:36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em complemento ao estudo deste trimestre, faremos uma breve digressão sobre o aspecto espiritual do reino de Deus, visto que muito do caráter secundário e da resistência que se dá à “doutrina do reino de Deus” está vinculada a uma visão equivocada do “reino de Deus” como uma realidade material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante de Pilatos, o representante da maior autoridade política de seu tempo (César), o Senhor Jesus foi bem claro ao afirmar que o Seu reino não era deste mundo. Embora o “reino de Deus” tenha repercussões sobre a Terra, pois está entre os homens, não é algo terrenal, mas espiritual. Nunca nos esqueçamos disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – A VISÃO TERRENA DO REINO DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desde o início do trimestre, temos dito que a doutrina do reino de Deus tem sido, de certo modo, negligenciada por amplos setores da Igreja, notadamente aqueles que se dizem “fundamentalistas bíblicos”, uma vez que, inadvertidamente, houve a associação entre o “liberalismo teológico” e a assunção de uma postura que põe o “reino de Deus” no núcleo da discussão teológica e da pregação do Evangelho.&lt;br /&gt;OBS: “…Porém, talvez o que mais afetou nossa atitude, foi a polêmica entre fundamentalismo e modernismo, a partir dos começos deste século, bem como a rejeição do fracassado “Evangelho Social”. Chegou-se a identificar toda a preocupação com os problemas sociais e políticos como tentativa de introduzir o “evangelho social”, e ao final atingiu-se o ponto em que se desculpou a falta de compaixão e de obediência como atitude de ‘defesa da fé’.… (AGUIRRE, Samuel Escobar. A responsabilidade social da Igreja. Disponível em: http://www.projetoverdade.com.br/estudos/aprioridadedaevangelizacao.htm Acesso em 11 jul. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em virtude de se ter dado ênfase ao “reino de Deus” como núcleo da pregação do Evangelho em meio a uma discussão de maior participação da Igreja na questão social que se aguçou com a industrialização dos países europeus e dos Estados Unidos, nos séculos XVIII e XIX, precisamente num instante em que proliferava o chamado “liberalismo teológico”, que punha em xeque a crença na Bíblia como a Palavra de Deus, houve a associação da busca de uma “restauração” do conceito de “reino de Deus” na reflexão teológica e na pregação do Evangelho com esta linha de pensamento de descrédito nas Escrituras, gerando, então, a ideia de que “a doutrina do reino de Deus” era tão somente uma linha auxiliar deste pensamento teológico liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim, quando o pastor e teólogo batista norte-americano de origem alemã Walter Rauschenbusch (1861-1918) iniciou a pregação do seu “evangelho social”, ao mesmo tempo em que se apresentava como um “teólogo liberal”, que não cria mais na plena inspiração das Escrituras nem tampouco no sacrifício vicário de Cristo como base para a salvação da humanidade, sua pregação a respeito do “reino de Deus” como base do evangelho foi considerada apenas um aspecto deste seu “liberalismo teológico” e, por causa disso, toda a ideia do “evangelho social” foi rechaçada pelos que não abandonaram sua crença na Bíblia como a Palavra de Deus (os chamados “fundamentalistas bíblicos’).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não resta dúvida de que Rauschenbusch, em seu discurso do “evangelho social”, deu ao “reino de Deus” uma feição materialista, incompatível com o ensino bíblico, mas não podemos deixar de realçar que tinha ele razão ao mostrar que o conceito de “reino de Deus” faz parte do âmago do Evangelho de Jesus Cristo, que, afinal de contas, é o “Evangelho do reino de Deus” (Mc.1:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta visão materialista do “reino de Deus” não foi, porém, invenção de Rauschenbusch. Na verdade, já nos dias de Jesus, era a visão vigente entre os judeus, que, como nos mostra a Bíblia, aguardavam o “reino de Deus”, mas um reino aparente, um reino político, material, a restauração do reino de Davi (Lc.17:20,21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Israel, que era o “reino sacerdotal” de Deus (Ex.19:6), rejeitou a Deus como rei e pediu um rei humano, querendo, com isto, ser igual às demais nações (I Sm.8:4-8). Assim, neste gesto, já havia abandonado a ideia de um reino espiritual para um reino material. Aliás, como notamos das declarações do Senhor a Samuel, esta rejeição apenas se cristalizou, se consolidou com o pedido dos anciãos para constituição de um rei, mas, na verdade, era um processo que se iniciara, a bem da verdade, na quebra da lei no episódio do bezerro de ouro (Ex.32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Senhor, porém, na Sua infinita misericórdia, fez com que a própria casa real que estabeleceu sobre Israel após ter cessado a Sua ira (Os.13:11), ou seja, a casa de Davi, fosse uma casa eterna (II Sm.7:16), na qual haveria de nascer Aquele que redimiria não só Israel mas todas as nações, para abrir os olhos dos cegos, tirar da prisão os presos e do cárcere os que jazem em trevas (Is.42:6,7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, o povo de Israel não entendeu este sentido do “reino de Deus”. Depois da perda da independência política com o cativeiro da Babilônia, continuou a acalentar o sonho de restauração do trono de Davi, ante a promessa divina, que, aliás, foi reforçada quando do fim do cativeiro a Zorobabel, descendente de Davi e herdeiro do trono judeu (Ag.2:21-23). Os próprios discípulos de Jesus manifestavam esta ideia pouco antes da ascensão do Senhor e apesar de Jesus lhes ter ensinado quarenta dias a respeito do “reino de Deus” (At.1:3,6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vemos, portanto, que a ideia materialista do “reino de Deus” é algo que tem acompanhado o povo de Deus, seja Israel, seja até mesmo a Igreja, ao longo dos séculos, de modo que não podemos censurar ou criticar a sua presença, o que, logicamente, não significa que devamos acolhê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos tempos apostólicos, após o revestimento de poder no dia de Pentecostes, a Igreja, perseguida tanto por judeus quanto por gentios, pôde bem entender que o “reino de Deus” não era deste mundo, como havia dito o Senhor Jesus a Pilatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após o revestimento de poder, que fez com que os discípulos se tornassem eficazes testemunhas de Jesus (At.1:8), compreendeu a Igreja que sua tarefa não era perquirir sobre o tempo ou as estações que o Pai havia estabelecido para o cumprimento das promessas messiânicas que falavam a respeito do “reino”, mas, sim, pregar o Evangelho, o “reino de Deus” que estava entre os homens, ainda que não de forma visível e com dimensões temporais ou sócio-políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desde os primórdios, encontramos que o Espírito Santo havia feito os discípulos superar esta “ansiedade”, mostrando aos servos do Senhor que cumpria, agora, levar a “mensagem do reino de Deus”, que, como dizia Paulo, não era nem comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm.14:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “reino de Deus” foi corretamente compreendido como uma realidade espiritual, como a libertação do pecado, como o “transporte do poder das trevas para o reino do Filho do seu amor” (Cl.1:13), como a ida aos “lugares celestiais em Cristo” onde somos abençoados com todas as bênçãos espirituais (Ef.1:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, os apóstolos jamais defenderam qualquer insubmissão às autoridades, mas, pelo contrário, confirmavam que toda autoridade fora constituída por Deus e deveria ser honrada (Rm.13:1-7; I Pe.2:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto não impediu, porém, que os cristãos cedo fossem vistos como uma ameaça ao Império Romano, a ponto de Paulo e Pedro, os mesmos que ensinaram sobre o respeito às autoridades romanas, terem sido martirizados. O “reino de Deus”, apesar de ser espiritual, trazia incômodo às estruturas dos reinos gentílicos, visto que a pregação da verdade, a justiça, paz e alegria no Espírito Santo sempre se apresentam como ameaça a uma sociedade construída pelo pecado e pela injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os chamados “pais da Igreja”, ou seja, os grandes nomes da Igreja que surgiram depois dos apóstolos até por volta do século VI, também reafirmavam esta linha de pensamento, entendendo que o “reino de Deus” tinha natureza espiritual, conquanto tivesse vindo para melhorar o mundo de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, com a permissão do culto cristão, feita pelo imperador romano Constantino I (272-337), em 313, esta ideia começou a se desfazer, pois alguns viram nesta permissão, e na proximidade que Constantino I passou a ter junto aos cristãos (com o objetivo de dar sobrevida ao Império Romano…), uma ideia de instituição de um “reino de Deus” político e material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim Eusébio de Cesareia (265-339) , o grande historiador dos primeiros séculos da Igreja, passou a ser um entusiasta desta associação entre Império e Igreja, achando que, neste fato, estava a vitória do Evangelho de Cristo Jesus. &lt;br /&gt;OBS: As últimas palavras da História Eclesiástica de Eusébio bem revelam este pensamento: “…Assim, depois que toda a tirania havia sido finalmente purgada, o império foi com justiça conservado firme e sem rival a Constantino e seus filhos. Os quais, em primeiro lugar eliminando aquela inimizade contra Deus mostrada pelos governantes anteriores, sensíveis às misericórdias a eles conferidas por Deus, também mostraram seu amor pela religião e por Deuys, comn devoção e gratidão a Ele pelas obras e operações que apresentaram à vista do mundo inteiro.” (História eclesiástica. Trad. de Lucy Iamakami e Luís Aron de Macedo, p.403).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta noção de que “o reino de Deus” se confundiria com uma instituição com poderes temporais, que seria a Igreja, acabou gerando a confusão entre “Igreja” (menos o conjunto dos salvos, mas a instituição erguida a partir dos salvos) e o “reino de Deus”, que deu ensejo a todas as teorias políticas que levaram a uma supremacia do Papado durante a Idade Média na Europa, com as distorções que até hoje existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta confusão da “Igreja” com o “reino de Deus” tem seu nascedouro na obra de Agostinho de Hipona (354-430), um dos “pais da Igreja”, em sua obra “A Cidade de Deus”, onde, corretamente, identificou, na história da humanidade, a presença de “duas cidades”: a “cidade de Deus”, que era composta pelos que serviam ao Senhor e a “cidade terrena”, composta pelos que eram desobedientes a Deus. Agostinho diz que estas cidades conviviam na Terra desde o início da procriação. Caim, que fundou uma cidade na Terra, representou a “cidade terrena”, enquanto que Abel, mero peregrino na Terra, foi o primeiro dos cidadãos da “cidade de Deus”, que é “celestial”, numa clara demonstração de que, embora baseado em Agostinho, não foi ele próprio quem gerou uma ideia materialista para o “reino de Deus”.&lt;br /&gt;OBS: “…temos distribuído em dois gêneros: um, dos que vivem segundo o homem, e  outro, segundo Deus, e a isto chamamos também misticamente duas cidades, quer dizer, duas sociedades ou congregações de homens, das quais uma está predestinada para reinar eternamente com Deus, e a outra para padecer eterno tormento com o demônio, e este é o fim principal delas, do qual trataremos depois.(…). Assim diz a Sagrada Escritura de Caim que fundou una cidade; mas Abel, como peregrino, não a fundou, porque a cidade dos santos é soberana e celestial, ainda que produza na terra os cidadãos, nos quais é peregrina até que chegue o tempo de seu reino, quando chegue a juntar a todos, ressuscitados com seus corpos, e então se lhes entregará o reino prometido, donde com seu príncipe, rei dos séculos, reinarão sem fim para sempre” (A cidade de Deus. Trad. de Libros Tauros, p.395,396) (tradução nossa de texto em espanhol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Com a queda do Império Romano do Ocidente e o caos daí decorrente na Europa, a Igreja foi a única instituição a remanescer e logo se pretendeu dar a esta situação histórica a ideia da supremacia e vitória da “cidade de Deus” sobre a “cidade terrena”, vinculando o estabelecimento do “reino de Deus” a esta supremacia política, social e econômica da Igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta linha de pensamento, aliás, teve grande aceitação na medida em que, também, se havia rechaçado a crença no “reino milenial de Cristo”, com o triunfo do chamado “amilenismo”, a doutrina de que o “reino milenial de Cristo” não seria literal (posição defendida por Eusébio). Assim, como não se cria num governo pessoal de Jesus sobre a Terra por mil anos, passou-se a entender que a “justiça e paz” apresentadas nas profecias se concretizariam por intermédio da evangelização do mundo por intermédio da Igreja, ou seja, o “reino de Deus” se tornaria pleno no tempo da Igreja e, quando todo o mundo se convertesse (ou tivesse a chance de fazê-lo), viria o juízo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mesmo equívoco dos judeus acabou se inserindo entre os que cristãos se diziam ser e, em virtude disto, surgiu a ideia de que o “reino de Deus” se instituiria sobre a face da Terra como um triunfo da evangelização e de que a Igreja tinha, sim, um poder temporal, um poder político, precisamente para estabelecer o Evangelho entre os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com o fim da Idade Média e o desprestígio do poder político do Papado, este pensamento não foi abalado. Pelo contrário, foi o pensamento que norteou a colonização das Américas e da Oceania e, até mesmo, a ocupação pelas potências europeias de vastas áreas da África e da Ásia, o que ficou conhecido como “imperialismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para tanto, além do “amilenismo”, surgiu também uma outra corrente escatológica que deu base para um pensamento desta natureza, pensamento este que encantou, inclusive, alguns nomes da Reforma Protestante, o chamado “pós-milenismo”, que entende que o “milênio” existirá, mas será resultado da conversão do mundo ao Evangelho. Para estes, o reino milenar de Cristo virá quando a Igreja cumprir a tarefa de evangelizar todo o mundo e, neste ponto, a presença de potências cristãs no cenário político internacional é um sinal desta evangelização que trará uma era de “justiça e paz” antes do retorno de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta linha de pensamento, que, inclusive, serviu de estímulo para o grande trabalho missionário que acompanhou tanto a colonização quanto o imperialismo, tem, hoje, adeptos no chamado “reinismo”, defendido principalmente, entre nós, pela igreja REINA, dirigida pelo bispo Hermes Fernandes, que entende que o “reino de Deus” deve se estabelecer na Terra mediante ações da Igreja em termos sociais, políticos e econômicos, sem o que não se terá como Jesus retornar à Terra.&lt;br /&gt;OBS: “…Ser reinista não é apenas pertencer a uma agremiação eclesiástica, mas ser um agente do Reino de Deus, empenhado na transformação do Mundo por intermédio da implementação do conjunto de valores e princípios ensinados por Jesus. Neste contexto, a igreja é o farol, a humanidade é o navio, e o Reino de Deus é o Porto Seguro. Um farol não pode apontar sua luz para si mesmo. Seu papel é iluminar o caminho, possibilitando ao navio chegar seguro ao porto. Assim, a igreja tem a missão de ser paradigma civilizatório, a fim de que as nações andem à sua luz. A igreja deve ser uma espécie de microcosmos, de protótipo, de amostra grátis, de plano piloto. Ela, portanto, não é um fim em si mesma. A Igreja do Futuro deve ser proativa, em vez de reativa. Deve antecipar-se, como fez a mulher que derramou o perfume sobre Jesus. Deve ser vanguardista. O Mundo deve conformar-se aos valores por ela apregoados, e não vice-versa. Ela deve estar sempre um pé à frente, e isso com respeito a qualquer questão de interesse humano. Ela não apenas responde questões pertinentes ao seu tempo, como prevê questões que ainda surgirão, e busca respondê-las ainda antes que se tornem pertinentes.Embora sua origem seja celestial, ela emerge da realidade em que está inserida. Portanto, ela só pode ser emergente, se for antes, imergente. Ao emergir, ela atrai para si, não os holofotes, mas a responsabilidade por tudo o que diz respeito à condição humana e suas demandas. Por isso, ela é convergente. Sua cosmovisão é ampla e abarca a realidade como um todo, desde a cultura, a educação, as ciências, a justiça social e o meio-ambiente.…” (Rompendo com o igrejismo, abraçando o reinismo! Disponível em: http://vemprave.blogspot.com/2011/06/rompendo-com-o-igrejismo-abracando-o.html Acesso em 09 jul. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “evangelho social” de Rauschenbusch não diferia muito destes pensamentos. Pelo contrário, entendia que, para que houvesse o estabelecimento do “reino de Deus” na Terra, não se deveria apoiar uma instituição como a Igreja, mas, sim, que se deveria estabelecer uma luta contra a exploração dos operários e dos injustiçados pela industrialização, com a retirada do chamado “pecado social” das estruturas sociais. Somente assim, entendia este pastor, o “reino de Deus” seria estabelecido e se poderia viver o Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rauschenbusch não identificava a “Igreja” com o “reino de Deus”, pois via a “Igreja” como conivente com a situação anticristã existente na sociedade, mas não deixava de entender que o “reino de Deus” tinha de se estabelecer na Terra por força humana, ainda que não pela instituição “Igreja”. Para ele, os verdadeiros integrantes do “reino de Deus” deveriam lutar para estabelecer, na Terra, a “justiça e paz” profetizadas nas Escrituras. A Igreja deve ser levada à instituição do “reino de Deus”, que, para o teólogo norte-americano, é “a humanidade organizada segundo a vontade de Deus”.&lt;br /&gt;OBS: Este trecho de um dos principais livros de Rauschenbusch bem explana seu entendimento a respeito do estabelecimento do “reino de Deus”: “…(a) Desde que Cristo revelou o divino valor da vida e da pessoa e desde que Sua salvação busca a restauração e a plenitude da igualdade de qualquer forma, segue que o Reino de Deus, em todo estáfio do desenvolvimento humano, tende em direção a uma ordem social que garantirá para todas as pessoas seu desenvolvimento mais alto e mais livre. Isto envolve a redenção da vida social da influência paralítica da intolerância religiosa, da repressão da autoasserção na relação entre classes altas e baixas e de todas as formas de escravidão nas quais os seres humanos são tratados como simples meios para servir os os fins de outros; (b) Desde que o amor é a lei suprema de Cristo, o Reino de Deus implica em um reino progressivo de amor nos negócios humanos. Nós podemos ver este avanço em todo lugar onde a livre vontade do amor sobrepõe-se ao uso da força e à coerção legal como um regramento da ordem social. Isto envolve a redenção da sociedade das autocracias políticas e das oligarquias econômicas; a substituição da penologia vingativa pela redentiva; a abolição do constrangimento através da fome como parte do sistema industrial e a abolição da guerra como a expressão suprema do ódio e da mais completa cessação de liberdade, (c) A mais alta expressão de amor é a livre rendição do que é verdadeiramente de nós próprios, vida, propriedade e direitos. Uma mais baixa mas talvez mais decisiva expressão de amor é a rendição de qualquer oportunidade de explorar homens. Nenhum grupo social ou organização pode invocar que está claramente no reino de Deus se aproveita de outros para seu próprio bem-estar e resiste aos esforços para anular seu mal fundamental. Isto envolve a redenção da sociedade da propriedade privada dos recursos naturais da terra e de qualquer condição na indústria que faz o luvro do monopólio possível, (d) O reino do amor tende em direção à unidade progressia da humanidade, mas com a manutenção da liberdade individual e da oportunidade das nações de elaborar suas peculiaridades nacionais e ideais.…” (Teologia do evangelho social, p. 142-3) (tradução nossa de texto original em inglês). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Mutatis mutandi” é o mesmo pensamento que deu nascimento à chamada “teologia da libertação” que, a partir da década de 1960, alcançou guarida não só na Igreja Romana como também entre muitos protestantes. Adotando o pensamento de Karl Marx (1818-1893), o “pai do comunismo”, estes pensadores entenderam que o “reino de Deus” exigia, antes de mais nada, a libertação das estruturas injustas da sociedade, devendo a Igreja apoiar esta luta para que, aí, sim, então, se pudesse falar no Evangelho e no estabelecimento da “justiça e paz”.&lt;br /&gt;OBS: Vejamos este texto de Leonardo Boff, um dos principais nomes da “teologia da libertação”: “…A Igreja não pode ser entendida nela e por ela mesma, pois está a serviço de realidades que a transcendem, o Reino e o mundo. Mundo e Reino são as pilastras que sustentam todo o edifício da Igreja. Primeiro apresenta-se a realidade do Reino que engloba mundo e Igreja. Reino — categoria empregada por Jesus para expressar sua ipsissima intentio — constitui a utopia realizada no mundo (escatologia); é o fim bom da totalidade da criação em Deus finalmente liberta totalmente de toda imperfeição e penetrada pelo Divino que a realiza absolutamente. O Reino perfaz a salvação em seu estado terminal. O mundo é o lugar da realização histórica do Reino. Na presente situação ele se encontra decadente e marcado pelo pecado; por isso o Reino de Deus se constrói contra as forças do anti-Reino; impõe-se sempre um oneroso processo de libertação para que o mundo possa acolher em si o Reino e desembocar no termo feliz. A Igreja é aquela parte do mundo que, na força do Espírito, acolheu o Reino de forma explícita na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado em nossa opressão, guarda a permanente memória  e a consciência do Reino, celebra sua presença no mundo e em si mesma e detém a gramática de seu anúncio, a serviço do mundo. A Igreja não é o Reino mas seu sinal (concreção explícita) e instrumento (mediação) de implementação no mundo.Cumpre articular numa ordem correta estes três termos. Primeiro vem o Reino como a primeira e última realidade englobando todas as demais. Depois vem o mundo como o espaço da historificação do Reino e de realização da própria Igreja. Por fim vem a Igreja como realização antecipatória e sacramentai do Reino dentro do mundo e mediação para que o Reino se antecipe mais densamente no mundo.…” (Igreja: carisma e poder, p.20)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que se nota, portanto, em todos estes pensamentos, seja do “evangelho social”, seja do “reinismo” é o entendimento de que, primeiramente,  deve-se estabelecer uma ordem social justa na Terra, através de esforços humanos, ainda que baseados no Evangelho de Cristo e com a assistência do Espírito Santo, para, então, termos um “reino milenar de Cristo”, uma era de justiça e paz. Caberia à Igreja, pois, o estabelecimento deste “reino” em termos terrenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esquecem-se, porém, os defensores desta “visão terrena do reino de Deus” que, apesar de o reino de Deus já estar entre nós, não tem ele aparência exterior, como nos ensinou o Senhor Jesus e que a Igreja não irá tomar as rédeas do ambiente político, social e econômico das nações da Terra ao pregar o Evangelho. Se fosse assim, diz-nos o Senhor, Ele não teria sido crucificado, mas Sua prisão geraria um movimento entre Seus seguidores e, certamente, haveria a Sua libertação, inclusive com a ajuda de legiões de anjos (Mt.26:53), que, afinal de contas, como já dizia Agostinho em sua “Cidade de Deus”, também fazem parte do “reino de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À Igreja compete pregar o Evangelho do reino de Deus, trazê-lo aos homens, que, se nascerem de novo, não só o verão como, nascendo da água e do Espírito, também nele entrarão. Todavia, este “reino de Deus” está destinado, dada a imperfeição humana, tão somente a melhorar as condições de vida sobre a face da Terra, pois a instauração dos “tempos de refrigério”, da restauração seja da ordem social, seja da própria natureza, se dará por intervenção direta e pessoal do Senhor Jesus quando do estabelecimento do “reino milenial de Cristo” (At.3:21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem Jesus, nada podemos fazer (Jô.15:5 “in fine”) e Ele, sim, haverá de instituir, de forma plena, o “reino de Deus” ainda neste céu e terra, quando voltar com a Igreja para livrar Israel das mãos do Anticristo (Ap.19:11-20:3) e, aí, sim, cumprir as profecias messiânicas do Antigo Testamento que ainda não se cumpriram, quando Israel, e não a Igreja, será o “reino sacerdotal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “reino de Deus” pregado pela Igreja não é deste mundo. As “testemunhas de Cristo” escaparão da ira futura e desfrutarão, desde o momento do arrebatamento da Igreja, o “reino” na “cidade celeste”, na “cidade que está nos céus”, que é o nosso alvo, como nos ensina o apóstolo Paulo (Fp.3:14-21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O alvo da Igreja é o céu, pois, como ensinou Agostinho, a “cidade de Deus” é peregrina nesta Terra, é fiel depositária da fé de Abraão (Gl.3:29) e, como tal, assim como os heróis da fé, espera “a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus (Hb.11:10)”,  deseja “uma [cidade] melhor, isto é, a celestial”, preparada por Deus (Hb.11:16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem pensa apenas nas coisas terrenas, quem reduz o trabalho da Igreja para as realidades desta vida, diz-nos Paulo, é o mais miserável de todos os homens (I Co.15:19) e que, nesta preocupação com uma visão terrena do “reino de Deus”, tornam-se inimigos da cruz de Cristo, destinados à perdição (Fp.3:18,.19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com efeito, quando a Igreja passa a querer, por ela própria, empreender o “reino de Deus” na face da Terra, sua tendência é se associar a forças políticas, sociais e econômicas com este afã e, nesta associação, acaba por sufocar a Palavra de Deus, a abrir mão do próprio Evangelho. Foi o que Jesus nos ensinou na parábola do semeador, ao mostrar que a semente que germinou entre os “espinhais”, que representam “os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas”, foi sufocada pelos espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando analisamos os pensamentos que levam a uma visão terrena do “reino de Deus”, verificamos, claramente, o cumprimento do que disse o Senhor Jesus. A visão da Igreja-instituição como “reino de Deus” levou ao Papado e a todas as teorias de defesa do poder temporal da Igreja, que redundou nas graves distorções doutrinárias da Igreja Romana e na própria negação do Cristianismo durante a Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A visão do pós-milenismo e do amilenismo mantidos após a Reforma Protestante trouxe as graves distorções que, em nome de Deus, se fizeram seja na colonização das Américas e da Oceania, seja no imperialismo europeu-norte-americano na Ásia e na África, que acabou associando, indevidamente, o cristianismo a todo este comportamento anticristão e que muito bem explica a aversão de grandes parcelas da população destes continentes ao Cristianismo na atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “reinismo” defendido por Hermes Fernandes levou a uma associação com entidades ligadas à ONU e que estão vinculadas seja ao satanismo, seja à Nova Era, seja, ainda, ao bahaismo, uma seita oriental que também serve de sustentáculo para a Nova Era, que, como sabemos, é a preparação para o estabelecimento da religião do Anticristo.&lt;br /&gt;OBS: “…O Bispo Hermes possui uma parceria com a uma entidade chamada visão mundial (ligada a worldvision, que apoia totalmente a causa criada pela comunidade Bahá’i que são as metas do milênio (veja no link abaixo com as oito metas da ONU):As metas no site reinista: http://www.worldvision.org/content.nsf/learn/g8-goals As mesmas metas no pnud-ONU: http://www.pnud.org.br/odm/ E, claro, não poderia falta o apoio total a agenda 21. A declaração de amor a "mamãe" terra pode ser vista no artigo 67 do manifesto reinista e, ainda por cima, distorceram totalmente a Bíblia para se justificarem: 67 - Que Igreja abrace a questão do meio-ambiente, entendendo que a atual criação está grávida de um novo céu e uma nova terra, e que muitos dos cataclismos naturais que acontecem, são as contrações e gemidos de uma natureza maltratada pelo homem (Rm.8:22) Bom..tudo isso tem que ser centralizado em um lugar. No artigo 144 do manifesto eles falam da criação da Grande Comissão (entenda-se Parlamento Mundial) e a conversão de todos os povos ao cristo (mal sabem eles que é o cristo cósmico): 144 – Christus Victor / Cristo Vencedor – Cremos na vitória de Cristo e de Sua Igreja durante o transcorrer da História, culminando no cumprimento da Grande Comissão, e na conversão das nações (Sl.22:27; Ap.6:2; 15:4)…” (NOTURNO, Teóphilo. As reinações de Hermeneu. Disponível em: http://teophilo.info/analises/hermeneu.htm#conclude Acesso em 11 jul. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por fim, a visão do “evangelho social” e da “teologia da libertação” levaram a um total desvirtuamento da doutrina cristã em muitas áreas, com a identificação de muitos movimentos sociais suportados por seus defensores com movimentos revolucionários que, inexoravelmente, levaram a uma perseguição religiosa e à instauração de regimes marxistas-leninistas ou simpatizantes que só serviram para diminuir a liberdade religiosa e a levar a um descrédito em relação ao Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto sem falar que uma ideia terrena do “reino de Deus” levou, inclusive, ao surgimento de heresias, como as “Testemunhas de Jeová”, cujos “salões do reino” estão a propagar que “o reino de Deus” é um “paraíso na Terra” e que não há a menor possibilidade de vivermos com Deus nos céus. &lt;br /&gt;OBS:  Assim ensinam as Testemunhas de Jeová: “…O Reino de Deus é um governo especial. Está estabelecido no céu e governará esta Terra.(…). Deus prometeu que Jesus se tornaria o Rei do Seu Reino. Quando Jesus esteve na Terra, provou que seria um Governante bondoso, justo e perfeito. Quando retornou ao céu, não foi logo entronizado como Rei do Reino de Deus.Em 1914, Jeová concedeu a Jesus a autoridade que lhe prometera. Desde então, Jesus está reinando no céu como Rei designado por Jeová.(…) A Terra está agora dividida em muitos países. Cada um destes tem seu próprio governo. Essas nações frequentemente lutam entre si. Mas o Reino de Deus substituirá todos os governos humanos. Regerá a Terra inteira como único governo. Então não haverá mais guerras, crimes e violência. Todos viverão juntos em paz e união.…” (O que é o Reino de Deus? Disponível em:  http://www.watchtower.org/t/rq/article_06.htm Acesso em 11 jul. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A história, pois, mostra-nos, com absoluta clareza, que não se pode conceber uma visão terrena do “reino de Deus” e que isto é mais uma artimanha do maligno para inibir a real ação do Evangelho, que é a de separar um povo para morar eternamente com o Senhor, não neste mundo. Mas seria o reino de Deus totalmente dissociado da dimensão terrena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – A DIMENSÃO TERRENA DO REINO DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evidentemente que não! O reino de Deus está no mundo, embora não seja do mundo. O Senhor Jesus foi bem claro ao afirmar aos fariseus que o reino de Deus já se encontrava entre eles (Lc.17:21), ainda que não fosse um reino com aparência exterior. Para Pilatos, o Senhor repete esta mesma ideia ao afirmar que naquele momento, o Seu reino não era da terra (Jo.18:36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus disse que os Seus discípulos, assim como Ele, estavam no mundo embora não fossem do mundo (Jo.17:14,16) e, como tal, sofreriam o ódio do mundo, assim como o mundo odiou ao Senhor Jesus (Jo.15:18). Existe, pois, ao contrário do que dizem os “reinistas”, um conflito presente, na face da Terra, entre a Igreja e o mundo, como deixou claro a primeira parte do item 12 do Pacto de Lausanne, que ora reproduzimos:&lt;br /&gt;“Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico.…”&lt;br /&gt;OBS: Em seu “manifesto reinista”, a Igreja Reina do bispo Hermes Fernandes bem denota a visão distorcida que tem do “reino de Deus”, ao negar este conflito em seu itens 48 e 52, “in verbis”: 48 – Cremos na existência do diabo, tanto como entidade espiritual, quanto como um arquétipo do mal, mas que está subjugado pelo poder da cruz de Cristo, onde foi definitivamente vencido. Portanto, não há a necessidade de se “amarrar” demônios, até porque Jesus, o mais Valente, já os amarrou. Repudiamos a crença maniqueísta predominante em muitos círculos evangélicos, que encara a realidade como cenário de uma guerra entre os poderes do bem e do mal. Satanás jamais representou qualquer ameaça à soberania de Deus (1 Co. 15:57; Mt. 18:20) (…)52 - Cremos que Satanás e suas hordas encontram-se derrotados, e amarrados, no sentido de não poderem coibir o avanço do Evangelho às nações do mundo (Is.49:24-25; Mt.12:28-29; Lc.11:20-22; Cl.1:13; 2:15; Hb.2:14; 2 Pe.2:4; Jd.6; Ap.20:1-3)”. Embora esteja correto em se evitar um dualismo, o manifesto mostra que não crê no poder das trevas que levará a maior parte das pessoas a rejeitar a Cristo, como se o “reino de Deus” já fosse pleno na Terra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apesar deste conflito, o “reino de Deus” já está presente, e a prova disto é que Jesus expulsava demônios (Mt.12:28), a demonstrar que o mundo e o poder das trevas não poderiam resistir à Sua autoridade, autoridade que foi transmitida aos Seus discípulos (Mc.16:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apesar do ódio do mundo, Jesus, como disse Pedro na casa de Cornélio, ungido pelo Espírito Santo e com virtude, “andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (At.10:38) e, ante a Sua rejeição por Israel, retirou o reino de Deus e o deu “a uma nação que dê os seus frutos” (Mt.21:43).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta nação, que é a Igreja, tem de dar “os frutos do reino”, pois recebeu a semente da Palavra, tornando-se uma boa terra, e frutificou (Mt.13:23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, o “reino de Deus” já se faz presente na Terra e, por causa dele, a Igreja “anda fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus é com ela”, pois ela é o corpo de Cristo (I Co.12:27), a continuidade da presença do Senhor neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O propósito de Deus não é que simplesmente saiamos do mundo, mas que, saídos do mundo, retornemos a ele, enviados pelo Senhor, para sermos Suas testemunhas até os confins da Terra (Jo.17:18), devidamente santificados na Sua Palavra (Jo.17:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para tanto, devemos, assim como Jesus, “encarnar”, ou seja, ser “homens no meio dos homens”. Jesus nos enviou assim como o Pai o havia enviado, expressão que o teólogo peruano Samuel Escobar, um dos “pais da teologia da missão integral”, diz ter o seguinte significado:” …Enviados, por Ele, somos também homens no meio dos homens. Vivemos numa sociedade determinada, submetidos às leis humanas, às contingências e vicissitudes a que estão sujeitos todos os nossos concidadãos terrenos. E a verdade a qual somos obrigados a reconhecer é que temos cedido muitas vezes à tentação de nos separarmos da nossa sociedade e não nos identificarmos com ela. Não existe ainda mosteiro protestante na América Latina, mas a mentalidade de mosteiro, essa sim, existe. Há aqueles que sonham formar ‘bairros evangélicos’, ou sistemas de educação nos quais desde o berço até o túmulo o filho de crente seja protegido do mundo. Dizia o Pastor Stott: ‘Eu pessoalmente creio que o nosso fracasso em obedecer as implicações do mandado ‘assim... eu também envio’ constitui a mais trágica fraqueza dos cristãos evangélicos no campo da evangelização hoje em dia. Nós não nos identificamos. Cremos tão fortemente na proclamação (e muito justamente), que tendemos a proclamar a nossa mensagem à distância. As vezes parecemos gente que dá conselhos sobre a segurança de praia a homens que estão se afogando. Não nos atiramos à água para salvá-los. Espanta-nos termos que nos molhar. Além do que, isso implica muitos perigos. Esquecemos que Jesus Cristo não enviou sua salvação do céu. Ele nos visitou com grande humildade’.…(AGUIRRE, Samuel Escobar. op.cit.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, o “reino de Deus” não pode se manifestar apenas na proclamação do Evangelho e no desfrute das bênçãos, alianças e promessas, mas tem de se mostrar ao mundo através de ações concretas, efetivas, que mostrem que somos “a nação que dá os frutos do reino”. Como afirmou o Pacto de Lausanne em seu item 6, primeira parte: “…Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã.…”.&lt;br /&gt;OBS: “O Pacto de Lausanne foi um grande congresso mundial de evangélicos que ocorreu em 1974 em Lausana, Suíça, onde foi criado um comitê mundial das igrejas evangélicas. (…)O Pacto de Lausanne é considerado relevante instrumento para a definição permanente da identidade evangélica em um período de intensa relativização e de fluidificação das identidades institucionais e pessoais. Ser evangélico, então, não é uma questão de se aferrar intransigentemente a este ou aquele grupo de conceitos doutrinários, mas uma questão de comprometer-se com o propósito de Deus, a saber: ser servo e testemunha de Deus - ou seja, ser uma comunhão de pessoas que persegue em comum o alvo de viver à altura do Reino e da Glória de Deus, edificado-se a si mesmo como o Corpo de Cristo que anuncia a todo o mundo o reino e a glória.…” (Pacto de Lausanne. In: WIKIPÉDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pacto_de_Lausanne Acesso em 11 jul. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus, entre nós, andou fazendo bem e temos de fazer isto. Verdade é que a presença do “reino de Deus” entre os homens trouxe inegáveis melhoras na vida da humanidade. As universidades, a dignificação da pessoa humana, o respeito ao próximo, a filantropia social, a defesa da liberdade são conquistas inegáveis que o “reino de Deus” trouxe para a humanidade nestes dois milênios de Cristianismo. Todavia, é preciso que, a cada instante, prossigamos nesta tarefa de “fazer o bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para tanto, é imperioso que as Suas testemunhas, num momento tão difícil em que vivemos, em que as conquistas do “reino de Deus” são rapidamente neutralizadas pela ação do “mistério da injustiça”, na preparação para a ditadura mundial do Anticristo, ajam mais ativamente no sentido de impedir o aviltamento do ser humano, algo que se está intensificando grandemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “reino de Deus” continua entre os homens e, por isso, devemos lutar para que os valores do reino sejam realçados. Devemos promover a “civilização do amor”, lutando contra as medidas que tentam matar e destruir os homens, tais como a destruição da família nos moldes biblicamente estabelecidos, o triunfo da morte em causas como a liberação do aborto e da eutanásia, como a própria defesa da homossexualidade e de sua imposição aos homens, sem falar nas medidas amplamente restritivas da liberdade de expressão e de manifestação do pensamento, pelo controle dos meios de comunicação de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus, também, veio “curar a todos os oprimidos do diabo” e o “reino de Deus” tem de trazer esta cura para a humanidade. A “cura da opressão do diabo” é a retirada do pecado da vida de cada homem, o que somente se alcança pela fé em Cristo Jesus, mas os discípulos de Jesus devem, também, esforçar-se para minorar as consequências nefastas trazidas pelo pecado, criando condições para que as pessoas saiam das armadilhas criadas pelo inimigo de nossas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neste sentido, a Igreja deve, como agência do reino de Deus, promover ações para neutralizar e reverter as estruturas injustas surgidas na sociedade por força do pecado, levando a mensagem do Evangelho mas a complementando com atitudes que façam com que se desfaçam as teias traçadas pelo maligno. Assim, é mister que se envolva na criação de redes que facilitem a retirada de pessoas de redes de prostituição, das drogas, das estruturas do crime organizado, das mais diversas situações nas quais foram inseridas pelo mal.&lt;br /&gt;OBS: Como diz a primeira parte do item 5 do Pacto de Lausanne: “Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada…” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta ação da Igreja, que jamais conseguirá a conversão integral do mundo, é parte daquilo que o Senhor Jesus, pessoalmente, fará quando destruir o sistema gentílico mundial e instituir o Seu reino milenial, no “…tempo da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de Seus santos profetas, desde o princípio” (At.3:21b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O fruto trazido pelo “reino de Deus” é permanente (Jo.15:16), ainda que não atinja a plenitude por parte da Igreja. Temos, pois, uma dimensão terrena para o reino de Deus, tanto que o Senhor Jesus disse a Pilatos que, “naquele momento” o Seu reino não era da Terra, prova de que, num momento posterior, passaria a sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, embora não possamos ter uma visão apenas terrena do “reino de Deus”, até porque ele se consolidará em “novos céus e nova terra onde habita a justiça” (II Pe.3:13), não podemos desmerecer esta dimensão terrena do “reino de Deus”, que já melhora o mundo em que vivemos enquanto aqui está a Igreja para representá-lo, e que promoverá a “restauração de tudo” no milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos tido esta consciência da “missão integral da Igreja”? Como diz o já tantas vezes mencionado Pacto de Lausanne, “…A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças…” (item 6). Temos tido uma vida que manifesta o “reino de Deus” entre os homens? Pensemos nisto!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-8536050660793897390?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/8536050660793897390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=8536050660793897390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8536050660793897390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8536050660793897390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/08/natureza-do-reino-de-deus-e-espiritual.html' title='O REINO DE DEUS NÃO É DESTE MUNDO'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Z-KJxixFbRc/TkSkVPcHyKI/AAAAAAAAAP4/aCab7JdHZT8/s72-c/crown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-1999340652799090900</id><published>2011-07-28T12:33:00.001-07:00</published><updated>2011-07-28T12:41:15.636-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticias'/><title type='text'>JONH STOTT - Promovido à glória</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2hvDhu6NkrQ/TjG6z6F44jI/AAAAAAAAAPw/EURkexckYfM/s1600/imagesCA47GKEE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 111px; height: 83px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2hvDhu6NkrQ/TjG6z6F44jI/AAAAAAAAAPw/EURkexckYfM/s320/imagesCA47GKEE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634490009747251762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ontem, em Londres, morreu o teólogo anglicano John Stott. A morte aconteceu por complicações de saúde devido à avançada idade. Stott é aquele que foi capelão da rainha e também um dos principais nomes do movimento evangelical junto com Billy Graham. Enquanto Graham teve um papel de evangelista, o inglês Stott teve o papel de teólogo do evangelicalismo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stott escreveu dezenas de livros sobre a vida cristã e a pregação do Evangelho. Livros como A Cruz de Cristo (Editora Vida), Cristianismo Equilibrado (CPAD), Eu Creio na Pregação (Editora Vida), I II e III João- Introdução e Comentário (Edições Vida Nova), Ouça o Espírito, Ouça o Mundo (ABU Editora), A Missão Cristã no Mundo Moderno (Editora Ultimato), Entenda a Bíblia (Mundo Cristão) e tantos outros títulos. Não li todos os títulos, mas o que li sempre gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stott não escapou de posições polêmicas. Ele causou espanto ao defender o aniquilacionismo, ou seja, uma doutrina que prega ser o castigo dos ímpios a aniquilação, a não existência, em detrimento da glória eterna para os justificados pela fé em Cristo. Apesar dessa posição, John Stott foi um anglicano conservador. Não foi um “anglicano reformado” como J. C. Ryle e James Packer, mas era bem mais próximo a eles do que a ala liberal dos anglicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, certamente, uma grande perda para o Movimento Evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo reproduzo três de suas inúmeras pérolas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura é ambígua porque o homem é ambíguo. O homem é nobre, porque foi feito à imagem de Deus; é ignóbil, porque é decaído e pecador. E sua cultura reflete fielmente esses dois aspectos. [John Stott comenta o Pacto de Lausanne, Visão Mundial, 1975, p 26]&lt;br /&gt;A experiência jamais deve ser o critério da verdade; a verdade tem sempre de ser o critério da experiência. [Batismo e Plenitude do Espírito Santo,Edições Vida Nova, 1975, p 15]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogo não é sinônimo nem substituto para o evangelismo. Diálogo é uma conversa séria na qual somos preparados para escutar e aprender, bem como falar e ensinar. É, portanto, um exercício para nossa integridade. [The Contemporany Christian, Leicester and Downers Grove, 1992, p 111]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Teologia Pentecostal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-1999340652799090900?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/1999340652799090900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=1999340652799090900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/1999340652799090900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/1999340652799090900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/07/jonh-stott-promovido-gloria.html' title='JONH STOTT - Promovido à glória'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2hvDhu6NkrQ/TjG6z6F44jI/AAAAAAAAAPw/EURkexckYfM/s72-c/imagesCA47GKEE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7555838565481414868</id><published>2011-06-18T09:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T15:56:41.592-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramurú A.Francisco'/><title type='text'>Uma palavra sobre o fim dos tempos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IiSuuhU_pAk/TfzS3CS7qTI/AAAAAAAAAPo/iuHr11igbYM/s1600/relogio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 96px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-IiSuuhU_pAk/TfzS3CS7qTI/AAAAAAAAAPo/iuHr11igbYM/s320/relogio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619598278002452786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta feita pelo Ev.André Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais que sabido que vivemos os dias imediatamente anteriores ao arrebatamento da Igreja,dentre outras coisas que vemos como sinais dos tempos temos a heresia e apostasia.O irmão consegue ver ou entender isto em atitudes ou pronunciamentos como por exemplo do Pr.Ricardo Gondin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Dr.Caramuru A.Francisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Sabendo primeiramente isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.(...) O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para consoco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se." (II Pe.3:3,4,9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resta dúvida de que as Escrituras são claras ao afirmar que, nos últimos dias, surgiriam falsos mestres, do meio do povo de Deus, a trazer heresias e falsos ensinos, transtornando a fé de muitos. Tais pessoas serão mais um incentivo e estímulo à apostasia, que é também uma das características dos últimos dias da Igreja sobre a face da Terra. Assim, não devemos ficar surpresos com o surgimento, no m eio da Igreja, de falsos mestres e de ensinamentos que façam o povo tanto descrer da vinda de Jesus como a se misturar com o mundo e o pecado. Lamentavelmente, quando vemos a trajetória do pastor Ricardo Gondim, vemos que as muitas letras o têm feito delirar. Ao lermos sua dissertação de mestrado recentemente defendida, tememos que o referido pastor, cujas pregações foram profundamente importantes para nossa vida espiritual, notadamente entre 2001 e 2002, tenha se deixado levar por uma suposta antítese entre fundamentalismo bíblico e engajamento social da Igreja, que o tem levado a renegar o fundamentalismo, entendendo-o, equivocadamente, como paralisador da construção do reino de Deus pela Igreja sobre a face da Terra. Assim, após adotar o teísmo aberto, agora, também, nega a volta histórica de Cristo (seja o arrebatamento, seja o reino milenar). Devemos olhar para Jesus para que também não sejamos levados por estes "ventos de doutrina" e também nos afaste mos da verdade bíblica. Isto é mais um sinal de que Jesus está às portas (Mt.24:33), porque ainda um poquinho de tempo, e o que há de vir, virá e não tardará, mas o justo viverá pela fé (Hb.10:37,38).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ev.Caramurú A.Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7555838565481414868?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7555838565481414868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7555838565481414868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7555838565481414868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7555838565481414868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/uma-palavra-sobre-o-fim-dos-tempos.html' title='Uma palavra sobre o fim dos tempos'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IiSuuhU_pAk/TfzS3CS7qTI/AAAAAAAAAPo/iuHr11igbYM/s72-c/relogio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-2167853826643663281</id><published>2011-06-17T14:03:00.000-07:00</published><updated>2011-06-17T14:08:47.792-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>O ESPÍRITO SANTO E A SEGUNDA VINDA DE JESUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pUjExRsVkxg/TfvCUI3OulI/AAAAAAAAAPg/f7Ide7rsZ48/s1600/FESTA_%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-pUjExRsVkxg/TfvCUI3OulI/AAAAAAAAAPg/f7Ide7rsZ48/s320/FESTA_%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619298611307133522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O Espírito Santo tem um papel primordial na vinda do Senhor para arrebatar a Sua Igreja, ato que encerrará a dispensação da graça ou dispensação do Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.” (Ap.22:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em complemento às lições deste trimestre, em que comemoramos o centenário das Assembleias de Deus no Brasil, oportuno falarmos do quarto ponto fundamental das doutrinas da nossa fé pentecostal, que é a crença de que Jesus breve voltará para arrebatar a Sua Igreja, antes que venha o juízo de Deus sobre os que rejeitaram a Cristo Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como temos visto nas lições deste trimestre, vivemos a dispensação da graça, que teve início no dia de Pentecoste e que se caracteriza, exatamente, pela atuação plena e indiscriminada do Espírito Santo, a ponto de alguns estudiosos a chamarem de "dispensação do Espírito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, o ato que encerrará a dispensação do Espírito será o arrebatamento da Igreja por Jesus, o que, de pronto, nos mostra que, para este evento e tudo que o cerca, haverá uma ativa participação por parte do Espírito Santo. É por isso que o apóstolo João narra no livro do Apocalipse que tanto o Espírito, quanto a Igreja anseiam pela volta do Senhor (Ap.22:17a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - A MENSAGEM DOS APÓSTOLOS SOBRE A VINDA DE JESUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao anunciar a vinda indiscriminada do Espírito Santo, a fim de consolar e dar companhia à Sua amada Igreja, Jesus, como sempre, foi bem preciso e objetivo em Suas palavras. Afirmou que o Espírito Santo guiaria a igreja em toda a verdade, porque não falaria de Si mesmo, mas diria tudo o que tivesse ouvido e lhes anunciaria o que havia de vir. Disse, também, que o Espírito Santo glorificaria Jesus, porque receberia o que era do Filho e anunciaria o que seria de Cristo (Jo.16:13,14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vemos, portanto, que o Espírito Santo tem uma missão primordial: o de manter o nome do Senhor Jesus em evidência na igreja, fazer com que a igreja tenha a direção de Cristo, que é a verdade (Jo.14:6), bem como anunciar tudo o que Jesus revelou aos homens da parte do Pai (Jo.15:15). O trabalho do Espírito Santo, portanto, é apontar Cristo para o homem, em especial, para o povo que foi reunido e trazido para fora do pecado e do mundo, edificado pelo próprio Jesus, ou seja, a Sua Igreja (Mt.16:18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é, portanto, coincidência alguma nem, muito menos, obra do acaso, o fato de o Espírito Santo ter inspirado seguidores de Jesus, a começar dos apóstolos, para que escrevessem os livros do Novo Testamento, a fim de que tudo o que havia sido predito e anunciado a respeito de Jesus por parte dos reis, sacerdotes e profetas da antiga aliança, fosse demonstrado cumprido na vida e obra de Jesus, bem como que se fixasse, por escrito, tudo quanto havia sido ensinado ou revelado pelo Senhor à Sua amada Igreja, pois "os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (II Pe.1:21, "in fine").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando, portanto, contemplamos as Escrituras Sagradas, temos um trabalho que foi feito pelo Espírito Santo, uma obra realizada pelo Espírito, já que o tema, o assunto da Bíblia outro não é senão Jesus, que d’Ele testificam (Jo.5:39). O Novo Testamento, a propósito, já foi elaborado na dispensação da graça, a confirmar, assim, aquilo que Jesus havia falado sobre os propósitos da vinda do Espírito Santo após a ascensão do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois bem, ao analisarmos o Novo Testamento, vemos que nenhuma outra mensagem foi mais divulgada nele do que a segunda vinda de Jesus. São centenas de passagens que advertem que Jesus voltará, o que mostra, claramente, que o Espírito Santo pôs como prioritário o anúncio desta mensagem ao homem. Destarte, não temos como concluir senão que, já no seu anúncio, a segunda vinda de Jesus é tarefa e tema de peculiar atenção do Espírito Santo em nossa dispensação.&lt;br /&gt;OBS: "…Cristo nunca fez referência ao Seu nascimento, nem à Sua infância, nem aos Seus primeiros trinta anos, onde andou, o que fez, mas, no Seu ministério, não cessou de falar da Sua Volta. Mt.24.37-44; Mc.13.26; Lc.21.27. Foi assunto na Transfiguração, através de parábolas, nos ensinos do Seu sermão profético, nas últimas instruções aos Seus discípulos, e até no momento da Sua ascensão, o que mais quer dos Seus é que amem a Sua Vinda.…" (SILVA, Osmar José da. Lições bíblicas dinâmicas, v.I, p.86).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos os escritores do Novo Testamento falam da volta de Jesus. Ela é mencionada 318 vezes nos 260 capítulos do Novo Testamento, numa média de um versículo a cada 25, havendo, na Bíblia, oito vezes mais referências sobre a segunda vinda do que a primeira (Cf. ESTUDO 6. A maior festa da humanidade. pequenosgrupos.com.br /Downloads/ESTUDO%206.doc). Os evangelistas deixaram registrados os ensinos do Senhor a respeito do tema, ensinos estes, aliás, que fazem parte do maior sermão de Jesus, o chamado "sermão escatológico", que foi reproduzido nos três evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas: Mt.24,25; Mc.13 e Lc.21:5-36). João, por sua vez, não registra este sermão escatológico em seu evangelho, mas, em compensação, em suas duas primeiras epístolas, trata do assunto (I Jo.2:18-29; II Jo.7,8), como também, escreveu o livro do Apocalipse, que é inteiramente dedicado às " coisas que devem brevemente acontecer" (Ap.1:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No livro de Atos dos Apóstolos, Lucas registra, com clareza própria de um pesquisador científico, que a esperança dos cristãos era a volta do Senhor. A mensagem da volta de Jesus foi a primeira que foi repisada pelo céu à igreja após a ocultação física de Jesus dos Seus discípulos, através de dois anjos que se apresentaram no monte das Oliveiras aos crentes que ainda estavam perplexos pelo desaparecimento de Jesus (At.1:11). Era a mensagem que estava sempre no coração dos crentes, como vemos, por exemplo, no sermão de Pedro após a cura do coxo que ficava nas imediações da porta do templo chamada Formosa (At.3:21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Paulo nunca cessou de falar sobre o assunto, dele tratando em suas epístolas (I Co.4:5; Fp.3:20,21; I Ts.1:10; II Ts.1:7-2:8; I Tm.6:14,15; II Tm.4:8; Tt.2:13), pois, como afirmou ao término de seu ministério, era um homem que "amava a vinda do Senhor" (II Tm.4:8), o alvo que perseguiu durante todo o tempo em que pregou o Evangelho (Fp.3:11-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O escritor aos Hebreus também falou sobre a vinda de Jesus, ao afirmar que Jesus aparecerá segunda vez (Hb.9:28). Pedro, também, escreveu sobre o assunto, inclusive indicando que, já nos seus dias, havia aqueles que estavam desacreditando da promessa da segunda vinda de Jesus (I Pe.5:4; II Pe.3:8-14). Tiago, também, escreveu sobre a vinda de Jesus (Tg.5:7,8), assim como Judas (Jd.14,15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vemos, portanto, todos os escritores do Novo Testamento falam da vinda de Jesus, numa prova indelével de que esta é a mensagem mais anunciada pelo Espírito Santo para a humanidade nesta dispensação. Não é, pois, coincidência que esta seja a matéria mais debatida e a mais polêmica que existe no seio dos estudiosos da Bíblia Sagrada, a ponto de que "…os mestres de escatologia têm mais dúvidas implícitas em suas 'profícuas' mentes, do que os próprios alunos que a eles assistem…'(CARVALHO, Ailton Muniz de. O Messias está voltando, 2.ed., p.9). Nestes debates e polêmicas, vemos o trabalho do nosso adversário para fazer desacreditar a promessa da vinda do Senhor e, com isso, causar enorme prejuízo à vida espiritual da igreja, mas, a despeito de teorias e correntes filosófico-teológicas, o crente deve ter o sentimento que se espera de cada cristão: o amor e o desejo ardente de que Jesus venha, algo que somente será demonstrado se fizermos o que Jesus nos manda (Jo.15:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - O ESPÍRITO SANTO MANTÉM NOSSA LÂMPADA ACESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Espírito Santo, porém, não se limitou a providenciar a prioridade da mensagem da segunda vinda de Jesus no registro escrito do Novo Testamento, sendo que Sua obra em relação a este assunto de grande importância para a Igreja, também se apresenta em outros campos e atividades do Espírito do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao falar sobre a Sua segunda vinda, Jesus usou de algumas parábolas, sendo que a mais conhecida é, sem dúvida alguma, a parábola das dez virgens, onde Nosso Senhor nos mostra a necessidade da vigilância da igreja para que não seja apanhada de surpresa na volta de Cristo. Nesta parábola, é-nos apresentado que as virgens guardavam lâmpadas cheias de azeite. O azeite é um dos símbolos do Espírito Santo e o fato de que as virgens tinham lâmpadas acesas, é uma demonstração de que o Espírito Santo é indispensável para que nós aguardemos a volta de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A figura das lâmpadas acesas não veio para as Escrituras no registro desta parábola. Já na antiga aliança, quando o Senhor mandou que fosse construído o tabernáculo, no modelo dado a Moisés, constou a necessidade de haver lâmpadas que fossem alimentadas por azeite (Ex.27:20,21). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diz-nos o texto sagrado que as lâmpadas faziam parte do castiçal ou candelabro de ouro puro, eram em número de sete (Ex.37:23). O fato de estas lâmpadas serem de ouro puro revelam que se tratava de uma figura do próprio Espírito Santo, pois o ouro nos fala da divindade e o castiçal, observemos, era de ouro puro, ou seja, não tinha qualquer parte de madeira, como a mesa onde era ele colocado, madeira que representa a humanidade e que aponta para a dupla natureza de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As lâmpadas eram em número de sete, sendo sabido, na hermenêutica bíblica, que o número sete fala-nos de plenitude, de completude, de divindade, a indicar, mais uma vez, que o castiçal apontava para o Espírito Santo na Sua atuação plena e completa, que seria a da nossa atual dispensação. Aliás, não é por outro motivo que, no livro do Apocalipse, o Espírito é apresentado como "os sete espíritos de Deus" (Ap.1:4; 3:1), expressão esta que está relacionada às sete características do Espírito descritas em Is.11:2 (espírito do Senhor, de sabedoria, de inteligência, de conselho, de fortaleza, de conhecimento e de temor do Senhor). “… Sete espíritos já é uma expressão simbólica. Fala de vida plena ou vida abundante…” (OLIVEIRA, José Serafim de. Desvendando o Apocalipse: livro da revelação, p.12).  &lt;br /&gt;OBS: "…Outros veem na expressão os 'sete Espíritos de Deus', uma alusão ao Espírito Santo, a perfeição e o poder são representados pelo número da totalidade. A plenitude do Espírito de Deus opera em todos os lugares, pois é Onipresente. Outros admitem tratar-se da atuação do Espírito Santo, em sete aspectos: o Espírito de santidade; o Espírito de sabedoria; o Espírito do entendimento; o Espírito do conselho; o Espírito de poder; o Espírito do conhecimento e o Espírito de temor ao Senhor. Lâmpada é uma expressão moderna, e traz à mente que para estar acesa precisa de energia. Tochas eram acesas com azeite e fogo, que naqueles dias eram usadas para iluminar. O Espírito Santo é simbolizado como azeite de unção e fogo. O azeite representa o bálsamo que alivia a dor e consola. O fogo ilumina, queima a impureza, purifica, aquece etc. Lembra o batismo do Espírito Santo que, no dia de Pentecostes, veio em forma de fogo.…" (SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.7, p.59).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se as lâmpadas do castiçal são figura do Espírito Santo, como veremos daqui a pouco mais amiúde, o próprio castiçal simboliza a igreja (cfr. Ap.1:20), este povo adquirido pelo Senhor Jesus, composto de pessoas que passaram a ser participantes da natureza divina (II Pe.1:4), daí porque ser, também, o castiçal de ouro puro (Ex.25:31), pois, como vimos, o ouro fala-nos de divindade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O castiçal do tabernáculo ficava localizado no lugar santo (Ex.40:4), servindo, pois, de iluminação para este lugar que, separado do pátio da tenda da congregação por cortinas, não poderia ter iluminação solar. Tal disposição demonstra, claramente, que é o Espírito de Deus quem traz iluminação para a igreja, esclarecendo a Palavra e dando direção ao povo santo, para que ele possa atingir o alvo de todos nós, que é a salvação das nossas almas (I Pe.1:9). O fato de o castiçal estar no lugar santo, local restrito aos sacerdotes, também é um indicador de que o Espírito Santo apenas ilumina aqueles que são salvos, ou seja, os membros da igreja do Senhor, que é o sacerdócio real (I Pe.2:9), pois o mundo, imerso no pecado e na maldade, não vê nem conhece o Espírito de Deus, não podendo recebê-l’O (Jo.14:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que tornava o castiçal visível e dava sentido à sua existência no lugar santo eram as lâmpadas que, por sua vez, somente podiam cumprir a sua missão porque eram alimentadas de azeite. A igreja somente se torna visível no meio do mundo, somente pode ter sentido e ser um instrumento de santidade, se o Espírito Santo puder alimentá-la, se o Espírito do Senhor puder trazer o alimento indispensável para que a igreja (i.e., cada um de nós, pois a igreja somos nós), efetivamente, seja " a luz do mundo" (Mt.5:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim, a figura trazida pela parábola de Jesus, ainda que correspondente a um costume de casamento do seu tempo, também tinha correspondência a estas disposições da lei mosaica, que muito nos esclarece e nos serve de exemplo ao analisarmos o papel do Espírito Santo no tocante à segunda vinda de Jesus. O Espírito Santo ilumina a igreja e nos aponta para a realidade de que Jesus breve voltará para buscar a Sua igreja e para que possamos ingressar no Santo dos Santos, que é a glória eterna, que nos está reservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O azeite das lâmpadas era puro de oliveiras, especialmente batidas para este propósito, que deveria ser trazido pelos israelitas e que jamais poderia faltar, pois as lâmpadas deveriam arder continuamente, ou seja, sem parar (Ex.27:20). Para que possamos aguardar corretamente o Senhor Jesus, para que estejamos vigilantes, não podemos deixar que este azeite puro falte em nossas lâmpadas. Devemos, nós mesmos, buscá-lo e colocá-lo em nossa vida, com um propósito de jamais nos desviarmos da presença do Senhor.&lt;br /&gt;OBS:  Não podemos confundir o azeite das lâmpadas com o azeite da unção, que era outro produto, com uma fórmula totalmente diferente (cfr. Ex.31:22-33), destinado para a unção dos sacerdotes e dos objetos do tabernáculo. Este azeite não era trazido pelo povo e tinha uma função específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para que tenhamos azeite, é necessário que estejamos em comunhão com o Espírito Santo. Como sabemos, as lâmpadas e lamparinas daquele tempo, antes do surgimento da energia elétrica, para que bem funcionassem, deveriam ter um bom sistema de comunicação do azeite com o pavio, para que se pudesse ter a devida iluminação. A necessidade de uma perfeita comunhão está bem ilustrada na visão do profeta Zacarias, onde vemos que havia uma integração entre as oliveiras e os dutos que conduziam o azeite da oliveira para as lâmpadas (Zc.4:1-6). Quando há comunhão, o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm.8:16) e não andamos mais segundo a carne, mas segundo o espírito (Rm.8:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando, entretanto, não estamos andando segundo o espírito, mas segundo a carne, quer dizer, quando passamos não mais a agradar a Deus, não mais a fazer a Sua vontade, mas a ceder a nossos desejos e paixões, não há mais esta comunhão e, como resultado, o azeite passa a não mais ser devidamente conduzido da oliveira para as lâmpadas e estas, inevitavelmente, apagam-se. Era a situação das virgens néscias da parábola contada por Jesus. A iluminação começa a faltar e as trevas iniciam um caminho progressivo de chegada até a nossa vida. Deus começa a ficar distante, pois Deus é luz e n’Ele não há trevas nenhumas (I Jo.1:5b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando agimos de forma a desagradar a Deus, entristecemos o Espírito Santo (Ef.4:30), que de nós Se afasta  e, em virtude disto, em permanecendo distanciados d’Ele, podemos perder a Sua presença em nós (Sl.51:11). Quando havia algum problema de comunicação que impedia o transporte do azeite até o local onde estava o pavio, a lâmpada simplesmente não acendia e faltava azeite. A falta de comunhão com Deus, uma vida de pecado impede que o azeite possa continuar habitando em nós e ficaremos da mesma maneira que as virgens néscias que, ao ouvir do clamor anunciando a chegada do esposo, não tinham azeite e tiveram de tentar adquiri-lo, mas era tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Espírito Santo é o responsável, portanto, pela sustentação do crente até a volta do Senhor, pela manutenção da nossa visão espiritual. Quando ilumina a nossa vida, podemos enxergar os sinais da vinda do Senhor, temos percepção e sensibilidade espirituais e, em razão disto, ficamos cautelosos e vigilantes, para que não sejamos tomados de surpresa quando tocar a trombeta que anunciará o retorno de Jesus para buscar a Sua igreja (I Ts.4:16,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, além de nos manter vigilantes, como vimos, o Espírito Santo, assim como o azeite alimenta o castiçal, também nos faz sempre lembrar o que Jesus disse e ensinou para a Sua igreja (Jo.14:26). O Espírito Santo mantém, em nossas vidas, a esperança da vinda de Jesus, não nos permite esquecer a promessa do retorno do Senhor, nem que percamos de vista este alvo, este propósito de nossa fé. A tendência do homem é esquecer os maiores benefícios que recebe (cfr. Gn.40:23), tanto que, para que não se esquecesse do maior benefício que já recebeu, qual seja, a salvação mediante o sacrifício vicário de Cristo na cruz, o próprio Jesus instituiu a ceia do Senhor (I Co.11:26). O Espírito Santo tem, portanto, a função de manter viva na memória da igreja a perspectiva da volta do Senhor, assim como o azeite alimentava o cotidiano, o dia-a-dia do castiçal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o azeite, também, ao iluminar e alimentar o castiçal, proporcionava o aumento do calor no ambiente. Ao causar a combustão do azeite no pavio, além de luz, era gerado calor, pois se criava um fogo, fogo, aliás, que, além de aumentar a temperatura do ambiente, impedia que algo impuro, como um animal ou um inseto, se aproximasse tanto do castiçal, quanto dos pães da proposição, que ficavam próximo ao castiçal, sobre a mesa da proposição. O Espírito Santo, também, gera na igreja (ou seja, em cada um de nós), fervor espiritual. Somos mantidos quentes pelo Espírito de Deus e, assim, não temos o risco de sermos reprovados pelo Senhor e vomitados da Sua boca (Ap.3:16). O fervor espiritual promove, em nós, a manutenção da pureza, da santidade, pois, quando fomos justificados pela fé e conseguimos estabelecer uma relação de paz com Deus (Rm.5:1), passamos a ser nação santa (I Pe.2:9) e devemos nos manter santificados, sob pena de não podermos ver o Senhor (Hb.12:14). Diante deste quadro, se não for a ação do Espírito Santo em nossas vidas, não temos como permanecermos em condições de sermos arrebatados por Jesus naquele grande dia. Daí porque o texto sagrado nos aconselhar que nos santifiquemos cada dia cada vez mais (Ap.22:11). Lembremos que o azeite do tabernáculo era puro e, por conseguinte, o calor produzido era, igualmente, puro. Não havia a mínima possibilidade de se ingressar no tabernáculo com fogo estranho, com fogo de outra procedência, pois isto, que o diga o episódio que envolveram os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, é fatal (cfr. Lv.10:1,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - QUANDO A NOSSA LÂMPADA ESTÁ ACESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como já temos visto, a função do azeite, ao manter a lâmpada acesa, era fundamental para que se executassem os serviços do lugar santo, no tabernáculo, para que se efetuasse a adoração a Deus. De igual modo, para que possamos alcançar a glorificação de nosso ser, que é o último estágio da salvação, o que ocorrerá, para a igreja, no dia do arrebatamento, é imperioso que também deixemos o Espírito Santo agir em nossas vidas, de forma a que venhamos a, também, poder ser instrumento de Deus neste mundo, luzes do mundo e sal da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É importante, em primeiro lugar, observar que a ação do azeite no castiçal era contínua, ou seja, as lâmpadas ficavam acesas dia e noite, o azeite era trazido todos os dias pelos israelitas e havia necessidade de abastecimento ininterrupto. A vida no Espírito de Deus é, também, uma vida contínua, cotidiana, de dia e de noite temos prazer em servir a Deus. Lamentavelmente, nos dias em que vivemos, tem sido privilegiada uma religiosidade experiencial, ou seja, milhares de pessoas têm buscado ter experiências místicas com Deus, ter momentos sobrenaturais intensos, esquecendo-se de que Deus não quer que tenhamos com ele um relacionamento-relâmpago, mas que passemos a gozar da vida eterna, ou seja, de uma convivência, de um relacionamento contínuo e que nunca tenha fim. O Espírito Santo não foi mandado para que recebamos d’Ele visitas esporádicas, mas, disse Jesus, que Ele viria habitar conosco e estar em nós para sempre (Jo.14:16,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem está em comunhão com Deus, quem faz o que Deus manda, quem não mais vive, mas Cristo vive n’Ele (Gl.2:20), tem sempre o azeite vindo da oliveira e está com a lâmpada acesa continuamente. Sua vida não é uma sequência de altos e baixos espirituais, de momentos de intensa alegria e gozo e instantes de retumbantes fracassos, mas tem uma estabilidade espiritual, não se deixa seduzir pelo mal, pelo pecado, pelas ofertas deste mundo, mantendo um padrão, sendo alguém que faz a diferença entre os homens que não servem a Deus. Este porte espiritual diferenciado, este modo de vida diferente dos padrões humanos, aliás, era o que permitia aos israelitas, na antiga aliança, identificar quais eram os homens escolhidos por Deus, quais eram os profetas, sacerdotes e reis que tinham o Espírito de Deus em suas vidas. Há pessoas que acham que, no antigo tempo, as pessoas cheias do Espírito eram identificadas por milagres ou pelas suas mensagens proféticas, mas nem sempre isto se dava assim. Exemplos como os de Eliseu (II Rs.4:8,9) ou de Samuel (I Sm.3:19,20) mostram que, além desta demonstração de poder, por trás de cada homem de Deus havia um porte, um modo de vida que o credenciava junto ao povo, pois viam nestes homens a autoridade decorrente da presença do Espírito Santo do Senhor (cfr. Mt.7:28,29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando o homem está em comunhão com Deus, quando está sob o controle do Espírito Santo, suas qualidades, seu caráter é diferente. Ele produz o fruto do Espírito e, como tal, apresenta-se como uma pessoa totalmente distinta dos padrões humanos de moralidade, moralidade esta que, diante de Deus, não passa de trapos de imundícia (Is.64:6). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por primeiro, quem tem a sua lâmpada acesa, ilumina o mundo, é luz do mundo (Mt.5:14). Seu brilho faz com que os homens enxerguem Jesus em nós e os homens glorificam a Deus por causa das boas obras que fazemos, obras estas que mostram o fruto do Espírito Santo, que habita em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por segundo, quem tem a sua lâmpada acesa, purifica o ambiente em que está. Assim como o calor e a luminosidade do castiçal afastavam os insetos e demais animais impuros da mesa da proposição, assim o crente sincero e fiel afugenta toda espécie de impureza e de corrupção à sua volta. Quantas vezes não temos ouvido testemunhos de crentes que dizem que, apesar de trabalharem, estudarem ou morarem em ambientes avessos à moralidade, aos bons costumes e à decência, pelo seu porte, causam um aumento do pudor, da moral e da decência nestes lugares e, não raro, as pessoas, em respeito ao bom testemunho destes homens e mulheres de Deus, não diminuem ou alteram seus padrões perversos e pecaminosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por terceiro, quem tem a sua lâmpada acesa, promove calor espiritual. O azeite produz calor e, assim sendo, o crente sincero acaba gerando, à sua volta, um aumento da temperatura espiritual. Seu fervor espiritual, seu grau de espiritualidade acaba contagiando aqueles que estão à sua volta e o Senhor encontra ambiente propício para operar e mostrar o poder de Deus. A Bíblia fala-nos que, por causa do porte espiritual de Pedro, muitas pessoas foram tocadas a deixar-se levar à margem do caminho em que o apóstolo passava, para que, pelo menos, fossem atingidas pela sombra do apóstolo, obtendo, assim, miraculosamente a cura de suas enfermidades (At.5:15). Ultimamente, muitas vezes têm enfatizado a sombra de Pedro, mas o que queremos aqui registrar é a fé das pessoas que se colocaram no caminho em que Pedro passava, pois era esta fé que proporcionava a cura, não um suposto poder inerente à figura de Pedro. Pedro, com sua vida espiritual intensa, despertava fé em pessoas que, pela sua posição social e pela sua condição, não tinham como ter esperança a não ser por este contágio da espiritualidade vivida por Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quarto, quem tem a lâmpada acesa gera amor à sua volta. Vimos que o fruto do Espírito é, em essência, o amor que, como vimos, desdobra-se em todas aquelas qualidades mencionadas em Gl.5:22. Ora, se estamos em comunhão com o Senhor, se da oliveira vem, incessantemente, azeite para nossa lâmpada, este amor tem, necessariamente, de ser transmitido ao próximo através do crente. Paulo bem nos mostra isto ao dizer que, no desgaste da obra do Senhor, embora fosse menos amado pelos coríntios, amava-os cada vez mais (II Co.12:15), assim como, aliás, Jesus havia amado os Seus até o fim (Jo.13:1). As virgens prudentes eram tão exemplares no amor, que a elas recorreram as virgens néscias para que houvesse repartição do azeite delas (Mt.25:8), pois sabiam que as virgens prudentes eram repletas de amor. Como nos ensina João: quem tem a lâmpada acesa, está na luz e, inevitavelmente, ama seu irmão (I Jo.2:10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quinto, quem tem a lâmpada acesa tem esperança. Como vimos, a lâmpada acesa permite-nos ter visão espiritual e, portanto, podemos discernir bem o que está à nossa volta. Ao vermos os fatos que estão ocorrendo, com visão espiritual, logo percebemos que as profecias bíblicas estão se cumprindo, que o Senhor está no controle da história e que, portanto, Jesus está voltando e esta é a nossa esperança (I Ts.2:19). Como diz o poeta sacro traduzido pelo pastor Almeida Sobrinho: "nossa esperança é Sua vinda" (início do refrão do hino 300 da Harpa Cristã). Quando temos esperança, passamos a ser crentes vigilantes e fiéis, pacientemente aguardando nosso Salvador (Rm.8:25).&lt;br /&gt;OBS: "…Essa é a nossa consolação. Não importa o tempo que tenhamos que esperar, o importante é estarmos esperando por Cristo amanhã, como se Ele estivesse chegando agora. Que tranquilidade tem quem serve a Deus como servia Daniel. Daniel viu que a convergência dos tempos iria demorar muitas eternidades para várias gerações, toda, toda maravilha que pôde observar estaria à sua espera…" (CARVALHO, Ailton Muniz de. O Messias está voltando, 2.ed., p.69).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por sexto, quem tem a lâmpada acesa, tem fé. É através da fé que vem de Deus (Ef.2:8), que aceitamos a Cristo como nosso Salvador, sendo convencidos pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8). Crendo em Jesus, temos os nossos pecados perdoados (I Jo.1:7), pecados que são tirados de nós (Jo.1:29) e que deixam de fazer divisão entre nós e o Senhor (Is.59:2). Era o pecado que impedia a comunicação entre a oliveira e as nossas lâmpadas. Removido o pecado, o azeite passa a fluir nos dutos e as nossas lâmpadas acendem e se mantêm acesas enquanto houver esta comunhão. Pela fé, portanto, passamos a ver o invisível, passamos a deixar o pecado e o embaraço (Hb.12:1) e corremos, com paciência, a carreira que nos foi proposta pelo Senhor, até o final, pois, guardando a fé, como diz Paulo, receberemos a coroa da justiça, precisamente porque teremos provado que amamos a vinda do Senhor.&lt;br /&gt;OBS: Fé, amor e esperança são as virtudes que as Escrituras, notadamente nos escritos de Paulo, realçam como sendo qualidades próprias dos cristãos. Os teólogos acabaram denominando estas virtudes de "virtudes teologais".  Diz o Catecismo da Igreja Romana (CIC) que estas virtudes, que têm em Deus sua origem, motivo e objeto, adaptam as faculdades humanas à participação na natureza divina. São estas virtudes que fazem com que o crente tenha um modo de vida diferente, como filho de Deus, e que informam todo o porte moral e espiritual do cristão (CIC 1812 e 1813)."…Paulo expõe aqui (em I Co.13:13, observação nossa) uma tríada favorita das virtudes cristãs, que são elevadas como características eternas do homem redimido.(…) ele percebia que existem três grandes valores morais e espirituais, e que certamente todos eles são aspectos do fruto do Espírito Santo ( ver Gál. 5:22,23), embora a esperança certamente não seja especificamente alistada ali. O trecho de Rm.8:25,26 parece indicar-nos a espiritualidade da esperança; ou, em outras palavras, que é através da operação do Espírito de Deus, e não de algum desenvolvimento humano, de alguma espécie de expectação psicológica, no mero nível humano, que a esperança se forma no coração dos remidos.…" (CHAMPLIN, R.N.. O Novo Testamento Interpretado, v.4, p.212).&lt;br /&gt;            "…As 'coroas' falam, figuradamente, do 'avanço espiritual' e recompensa que haverá e será obtida pelos salvos, segundo o nível que chegarem à perfeição pela santificação e pelas boas obras. A vida eterna é uma coroa, por isso, os que estão em Cristo têm vida eterna, já estão coroados com esta coroa; desde que permaneçam fiéis até o fim; ficam-lhes faltando o galardão adquirido pelas boas obras.(…). A coroa da justiça é a justificação que nos dá o Senhor, em contraste com as injustiças que recebemos neste mundo, Ele nos cercará de plena justiça. Em qualquer tempo e lugar, isto é, nas moradas do Pai, ou quando estivermos reinando com Ele sobre esta terra. …" (SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.7, p.32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - COMO PODEMOS TER O ÓLEO DO ESPÍRITO RENOVADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando estamos em comunhão com o Senhor, como vimos na visão do profeta Zacarias, o azeite flui normalmente da oliveira para as lâmpadas. O azeite, como no tabernáculo, é posto continuamente para abastecer as lâmpadas, ou seja, sempre temos azeite novo, vindo da oliveira, jamais temos azeite velho a abastecer as lâmpadas. É por este motivo que o apóstolo Paulo dizia que o homem interior (alma e espírito) se renova de dia em dia (II Co.4:16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem poderia ser diferente, pois, se passamos a participar da natureza divina (II Pe.1:4), se recebemos o poder de sermos feitos filhos de Deus (Jo.1:12), passamos a agir como o Senhor e uma das características peculiares a Deus é a Sua atemporalidade, ou seja, Deus não está submetido ao tempo, para Ele o tempo, simplesmente, não existe, nada mais sendo do que um "eterno presente". Ora, se assim é, os crentes também não podem, no aspecto espiritual, no seu interior, sofrer qualquer influência do tempo, daí porque se renovar dia após dia. Velhice e antiguidade são qualidades que não têm como existir na vida espiritual de um filho de Deus.&lt;br /&gt;OBS: Por sua biblicidade, reproduzimos aqui palavras do monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Católica Canção Nova: “…Nós precisamos do Espírito Santo para ter a coragem de investir a vida não nos bens passageiros e ilusórios, mas na conquista dos bens eternos. A Palavra de Deus é clara: quem investe a vida no Reino d'Ele e na justiça d'Ele receberá já neste mundo o cêntuplo e no futuro a vida eterna. &lt;br /&gt;Nossa meta é o Céu!…” (Nós precisamos do Espírito Santo. Disponível em: http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php Acesso em 15 abr. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vemos bem a impossibilidade de alguém poder servir a Deus e ser velho espiritualmente falando na passagem do profeta velho (I Rs.13:11-32). Esta personagem bíblica, cujo nome nem nos é revelado, é uma figura daqueles que perderam a visão espiritual, daqueles que se distanciam de uma vida de comunhão com Deus. &lt;br /&gt;OBS: "…Há quem pense e até afirme que os ímpios são as pessoas que não conhecem a palavra de Deus, todavia a Bíblia mostra-nos totalmente o contrário: os ímpios são as pessoas que se dizem crentes e não o são.…" ( CARVALHO, Ailton Muniz de. O Messias está voltando, 2.ed., p.63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Bíblia fala-nos que este profeta velho morava em Betel. O que nos chama a atenção é que este homem já havia sido um instrumento nas mãos de Deus, tanto que o texto sagrado o apresenta como um profeta e o fato de alguém ser assim conhecido naquele tempo é uma prova de que Deus havia usado a pessoa de forma a que todos reconhecessem ser ele um escolhido do Senhor. Entretanto, tratava-se de um profeta velho, ou seja, ao contrário do que estamos a dizer, o tempo havia afetado não apenas o homem exterior (o que é normal e inevitável, como consequência do pecado de nossos pais no Éden, Gn.3:19), mas também, o que é triste, a sua vida espiritual. Temos esta comprovação, em primeiro lugar, porque o profeta morava em Betel, precisamente onde havia sido instado um dos bezerros construídos por Jeroboão, o que o tinha mantido inerte, a demonstrar que já não tinha qualquer indignação contra o pecado. Em segundo lugar, sua inércia bem se demonstra por causa do fato de que soube das informações a respeito de seu filho, que, também, teve de preparar o transporte pelo qual o profeta foi atrás do profeta que profetizara contra o altar. Em terceiro lugar, vemos que o profeta velho havia se tornado um mentiroso, a demonstrar que não mais servia a Deus, mas ao pai da mentira (cfr. Jo.8:44). Esta é a situação daqueles que, embora ainda nominalmente sejam chamados de crentes (às vezes até de ministros do Evangelho...), deixaram-se envelhecer espiritualmente, perdendo a comunhão com o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na lição 13, falamos especificamente da renovação espiritual do crente, o que é e como podemos alcançá-la. Observemos que há um conselho vindo das Escrituras para que jamais, a exemplo do que ocorria no tabernáculo, deixemos que o descuido, a negligência venham a tomar conta de nossa vida espiritual. Devemos estar vigilantes, despertos, para impedir que sejamos surpreendidos na volta do Senhor. "Vigiar é ordem santa", como diz conhecido canto sacro. O próprio Jesus deu esta ordem: "E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai." (Mc.13:37).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-2167853826643663281?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/2167853826643663281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=2167853826643663281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2167853826643663281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2167853826643663281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/o-espirito-santo-e-segunda-vinda-de.html' title='O ESPÍRITO SANTO E A SEGUNDA VINDA DE JESUS'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pUjExRsVkxg/TfvCUI3OulI/AAAAAAAAAPg/f7Ide7rsZ48/s72-c/FESTA_%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-3425663952167913823</id><published>2011-06-13T00:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T00:29:31.132-07:00</updated><title type='text'>Teologia Pentecostal: Eu não sou fiscal de igreja!</title><content type='html'>&lt;a href="http://teologiapentecostal.blogspot.com/2011/06/eu-nao-sou-fiscal-de-igreja.html?spref=bl"&gt;Teologia Pentecostal: Eu não sou fiscal de igreja!&lt;/a&gt;: "Como blogueiro cujos textos giram em torno dos problemas da Igreja Evangélica brasileira devo evitar uma tentação constante: achar que sou ..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-3425663952167913823?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://teologiapentecostal.blogspot.com/2011/06/eu-nao-sou-fiscal-de-igreja.html?spref=bl' title='Teologia Pentecostal: Eu não sou fiscal de igreja!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/3425663952167913823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=3425663952167913823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3425663952167913823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3425663952167913823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/teologia-pentecostal-eu-nao-sou-fiscal.html' title='Teologia Pentecostal: Eu não sou fiscal de igreja!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-5001066679538721733</id><published>2011-06-13T00:23:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T00:23:13.815-07:00</updated><title type='text'>BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: 3ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA ASSEMBLEIA DE DEU...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.altairgermano.net/2011/06/3-escola-biblica-de-obreiros-da.html?spref=bl"&gt;BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: 3ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA ASSEMBLEIA DE DEU...&lt;/a&gt;: "Texto: Atos 10.38  Tema : o relacionamento de Jesus com o Espírito Santo como paradgma para o obreiro  Introdução : Um relacionamento implic..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-5001066679538721733?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.altairgermano.net/2011/06/3-escola-biblica-de-obreiros-da.html?spref=bl' title='BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: 3ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA ASSEMBLEIA DE DEU...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/5001066679538721733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=5001066679538721733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5001066679538721733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5001066679538721733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/blog-do-pr-altair-germano-3-escola.html' title='BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: 3ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA ASSEMBLEIA DE DEU...'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-8466381764048902398</id><published>2011-06-13T00:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T00:22:27.252-07:00</updated><title type='text'>BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL. Subsídio pa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.altairgermano.net/2011/06/uma-igreja-autenticamente-pentecostal.html?spref=bl"&gt;BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL. Subsídio pa...&lt;/a&gt;: "A lição bíblica desta semana trata sobre as características de uma igreja autenticamente pentecostal, e ressalta os aspectos da evangelizaçã..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-8466381764048902398?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.altairgermano.net/2011/06/uma-igreja-autenticamente-pentecostal.html?spref=bl' title='BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL. Subsídio pa...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/8466381764048902398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=8466381764048902398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8466381764048902398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8466381764048902398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/blog-do-pr-altair-germano-uma-igreja.html' title='BLOG DO PR. ALTAIR GERMANO: UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL. Subsídio pa...'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7621230217082881827</id><published>2011-06-12T09:09:00.001-07:00</published><updated>2011-06-12T09:13:57.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3º trimestre 2011'/><title type='text'>Venha estudar na EBD no proximo Trimestre!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T0ekw1YgILs/TfTlrHoJuuI/AAAAAAAAAPE/2SPl9ktl43Q/s1600/Licoes-biblicas-aluno-jovens-e-adultos3-trim-2011__g206360.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-T0ekw1YgILs/TfTlrHoJuuI/AAAAAAAAAPE/2SPl9ktl43Q/s320/Licoes-biblicas-aluno-jovens-e-adultos3-trim-2011__g206360.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617367164182444770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Neste 3º trimestre de 2011, estaremos estudando o tema Missão Integral da Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentarista: Pastor Wagner Gaby&lt;br /&gt;Consultor Doutrinário e Teológico: Pastor Antônio Gilberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUMÁRIO DA LIÇÃO:&lt;br /&gt;1- O projeto original do Reino de Deus&lt;br /&gt;2- A mensagen do Reino de Deus&lt;br /&gt;3- A vida do novo convertido&lt;br /&gt;4- A comissão cultural e a grande comissão&lt;br /&gt;5- O Reino de Deus através da Igreja&lt;br /&gt;6- A eficácia do testemunho cristão&lt;br /&gt;7- A beleza do serviço cristão&lt;br /&gt;8- Igreja - Agente tranformador da sociedade&lt;br /&gt;9- Preservando a identidade da igreja&lt;br /&gt;10- A atuação social da igreja&lt;br /&gt;11- A influência cultural da igreja&lt;br /&gt;12- A integridade da doutrina cristã&lt;br /&gt;13- A plenitude do Reino de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte :CPAD&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7621230217082881827?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7621230217082881827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7621230217082881827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7621230217082881827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7621230217082881827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/venha-estudar-na-ebd-no-proximo.html' title='Venha estudar na EBD no proximo Trimestre!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-T0ekw1YgILs/TfTlrHoJuuI/AAAAAAAAAPE/2SPl9ktl43Q/s72-c/Licoes-biblicas-aluno-jovens-e-adultos3-trim-2011__g206360.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-8899102549577686279</id><published>2011-06-04T08:35:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T08:38:22.134-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>O “CREMOS” DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--jwLTmfneR8/TepRVa0jw9I/AAAAAAAAAO8/sWqmMG0negE/s1600/1dea630b206d76b26672d3231e95ae27.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 241px; height: 181px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--jwLTmfneR8/TepRVa0jw9I/AAAAAAAAAO8/sWqmMG0negE/s320/1dea630b206d76b26672d3231e95ae27.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614389313889616850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O “cremos” das Assembleias de Deus é um resumo das doutrinas da nossa fé que tem o objetivo de tão somente manter a unidade doutrinária de nossa denominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer. (I Co.1:10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neste trimestre em que comemoramos o centenário das Assembleias de Deus, em complemento às lições bíblicas, apresentaremos um breve estudo a respeito do “Cremos” de nossa denominação, que é extremamente desconhecido dos seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “cremos” das Assembleias de Deus é um resumo das doutrinas de nossa fé pentecostal, que, ao contrário de outras denominações, não tem a presunção de conter toda a verdade bíblica, mas que foi uma maneira de, no início da história das Assembleias de Deus, impedir-se a dissensão doutrinária, a fim de manter uma uniformidade entre as Assembleias de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – HISTÓRIA DO “CREMOS” DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “credo” ou “cremos” é uma fórmula doutrinária ou profissão de fé, que, desde o início da história da Igreja, era proclamada pelo batizando. Na história da Igreja, há documentos antigos que demonstram que, desde os tempos apostólicos, havia uma fórmula que sintetizava a doutrina cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há um texto de Inácio de Antioquia (35-110), um dos chamados “pais da Igreja”, que atesta existência de um “credo” no ano 107: “Sede, portanto, surdos quando alguém vos fala sem Jesus Cristo, da linhagem de Davi, nascido de Maria, que verdadeiramente nasceu, que comeu e bebeu, que foi verdadeiramente crucificado e morreu à vista do céu, da terra e dos infernos. Ele realmente ressuscitou dos mortos, pois o seu Pai o ressuscitou, e da mesma forma o se Pai ressuscitará em Jesus Cristo também a nós, que nele cremos e sem o qual não temos a verdadeira vida (Carta aos Tralianos, IX) (Disponível em: http://sites.google.com/site/zeroxdois/home/documentos/carta-de-santo-inacio-de-antioquia-aos-tralianos---sobre-a-obra-por-alessandro-ricardo-lima Acesso em 08 abr. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Irineu de Lião (130-202), outro “pai da Igreja”, também menciona, em seus textos, uma síntese da fé cristã, como neste texto escrito por volta de 190: “A Igreja... recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra... e em um Espírito Santo, o qual através dos profetas proclamou...e no nascimento virginal, a paixão, e a ressurreição de entre os mortos,e a ascensão em carne ao céu do amado Cristo Jesus, nosso Senhor, e seu retorno do céu na glória do Pai, para recapitular toda as coisas em um e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana.” (Contra as heresias  I.X.1-2 apud GOMES, Wilhan José. Introdução ao Credo Apostólico. Disponível em : http://wilhan.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=20&amp;Itemid=1 Acesso em 08 abr. 2011). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos sabemos que as Assembleias de Deus surgiram do avivamento iniciado na rua Azusa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, avivamento capitaneado pelo pastor William Seymour (1870-1922). O avivamento se espalhou não só pelos Estados Unidos mas por todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O avivamento não se circunscreveu à Rua Azusa e diversas congregações, em todos os Estados Unidos, foram abertas em vários lugares, sem que houvesse nenhuma estrutura para manter a unidade doutrinária e organizar o próprio trabalho de evangelização. Como se isto fosse pouco, as leis vigentes em muitos Estados norte-americanos impediam o caráter multirracial do movimento surgido em Los Angeles (Seymour, por exemplo, era negro), o que gerou, em muitos lugares, a divisão entre brancos e negros nas igrejas formadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querendo modificar esta situação, uma série de líderes pentecostais resolveu convocar um Concílio Geral em abril de 1914, que se realizou na cidade de Hot Springs, no estado americano do Arkansas, com a participação de 300 (trezentos) líderes, de vinte Estados americanos e vários países, ocasião em que foi fundado o “Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos”. Surgia, assim, a denominação “Assembleias de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos” foi criado sem qualquer intenção de se tornar uma “denominação”, tendo sido preservada a autonomia das igrejas locais, que deveriam, entretanto, manter um relacionamento fraterno e unidade doutrinária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1916, porém, diante de controvérsias doutrinárias que havia entre as igrejas pentecostais existentes, principalmente a existência de igrejas que realizavam o batismo somente “em nome de Jesus”, negando a fórmula batismal trinitária de Mt.28:19, como também a controvérsia, já existente desde 1911 no movimento pentecostal, a respeito da santificação, pois alguns entendiam que a santificação era uma experiência distinta da conversão e do batismo com o Espírito Santo, enquanto outros entendiam que a santificação já se iniciava com a conversão e era um processo progressivo que não impedia o batismo com o Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante destas situações, o “Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos” entendeu que seria oportuno fazer uma “Declaração das Verdades Fundamentais” que, sem ter a pretensão de encerrar toda a verdade bíblica, teria o objetivo de permitir que as igrejas mantivessem uma unidade doutrinária e não corressem o risco de se desviar da verdade das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reunido o Concílio na cidade de Saint Louis, no estado americano do Missouri, estabeleceram a “Declaração das Verdades Fundamentais”, que foi o primeiro “cremos” das Assembleias de Deus em todo o mundo e que serviram de base para documentos similares, como o “Cremos” das Assembleias de Deus no Brasil, que, embora não seja oficial, é por todos admitido. O “Cremos” foi introduzido pela primeira vez no jornal Mensageiro da Paz de junho de 1969, por iniciativa do então diretor de publicações da CPAD e, posteriormente, presidente da CGADB (1987-1988), pastor Alcebíades Pereira Vasconcelos (1914-1988) que, naquele ano, sucedera na diretoria de publicações o jornalista Emílio Conde (1901-1971).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eis a Declaração das Verdades Fundamentais do Concílio das Assembleias de Deus nos Estados Unidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A Bíblia é inspirada por Deus e é “a infalível e autoritária regra de fé e prática”&lt;br /&gt;2. Há um único e verdadeiro Deus que existe como uma Trindade.&lt;br /&gt;3.  Jesus Cristo é o Filho de Deus e, como Segunda Pessoa da Trindade, é Deus.&lt;br /&gt;4. O homem foi criado bom por Deus mas foi separado de Deus através do pecado original.&lt;br /&gt;5. A salvação “é recebida através do arrependimento em direção a Deus e a fé em direção ao Senhor Jesus Cristo”.&lt;br /&gt;6.  Há duas ordenanças. O batismo por imersão é uma declaração para o mundo da fé do crente em Cristo. A Ceia do Senhor é uma comemoração simbólica do sofrimento e morte de Cristo.&lt;br /&gt;7. O batismo no Espírito Santo é uma experiência separada e subsequente à conversão. O batismo do Espírito traz revestimento de poder para viver uma vida cristã vitoriosa e ser uma testemunha efetiva.&lt;br /&gt;8. Falar em línguas é a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo.&lt;br /&gt;9. A santificação total é a vontade de Deus para todos os crentes e deve ser sinceramente perseguida pelo andar na obediência à Palavra de Deus.- Hb.12:14; I Pe.1:15,16; I Ts. 6:23, 24; I Jo.2:6.&lt;br /&gt;10. A missão da Igreja é buscar e salvar todos quanto estão perdidos em pecado; a Igreja é o Corpo de Cristo e consiste de todas as pessoas que aceitam Cristo, independentemente da denominação cristã.&lt;br /&gt;11. Os ministros divinamente chamados e biblicamente ordenados servem à Igreja.&lt;br /&gt;12. A cura divina dos doentes é provida pela expiação.&lt;br /&gt;13. A “iminente e bendita” esperança da Igreja é o seu arrebatamento que precede ao retorno corporal de Cristo à Terra.&lt;br /&gt;14. O arrebatamento da Igreja será seguido pelo retorno visível de Cristo e Seu reino na Terra por mil anos.&lt;br /&gt;15. Haverá um juízo final e condenação eterna para os “mortos perversos”&lt;br /&gt;16. Haverá futuros novos céus e uma nova terra “onde habita a justiça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estas verdades fundamentais adotadas pelas Assembleias de Deus nos Estados Unidos foram adotadas pelas Assembleias de Deus no Brasil, coerentemente, já que os missionários pioneiros adotaram a denominação “Assembleia de Deus” para a denominação que haviam fundado e que se chamava anteriormente “Missão de Fé Apostólica”, que era a denominação da igreja de William Seymour na rua Azusa, mostrando, assim, que se filiavam a este movimento surgido do avivamento pentecostal e que se organizara nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “Cremos” das Assembleias de Deus no Brasil, que é sempre publicado no jornal oficial de nossa denominação, “O Mensageiro da Paz”, tem nítida inspiração no credo de 1916. Eis o nosso “Cremos”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este “cremos” das Assembleias de Deus no Brasil é, infelizmente, extremamente desconhecido da membresia. É verdade que não podemos adotar nosso “cremos” em detrimento das Escrituras, pois é a Palavra de Deus que é a verdade, mas é inegável que o “cremos” precisa ser conhecido, pois é um resumo das nossas crenças, uma feliz iniciativa para termos sempre em memória os fundamentos de nossa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É importante observar que o “cremos” contém apenas pontos doutrinários, constantes das Escrituras, não tendo qualquer dispositivo a respeito de “usos e costumes”. Verdade é que os “usos e costumes” estão definidos em resoluções de nossa Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB), mas tais resoluções, como os usos e costumes, podem ser modificados, pois costumes e usos variam de acordo com o lugar e com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entretanto, não confundamos a variabilidade de usos e costumes com a abolição dos bons costumes, pois os costumes refletem a santidade do interior do homem. Na atualidade, vemos muitos que, em nome de uma falsa “liberdade”, aboliram os usos e costumes e, ao fazê-lo, estão simplesmente contrariando a Bíblia Sagrada, que nos mostra que os crentes tem uma maneira de viver diferente da do mundo (Rm.12:2; I Ts.4:1; I Pe.1:18). Costumes e usos modificam-se de acordo com o lugar e com o tempo, mas a santidade é sempre a mesma. Lembremos disto!&lt;br /&gt;OBS: Documentos de nossa Convenção Geral falam claramente sobre os costumes que devemos observar, como a Resolução da 22ª AGO da CGADB e a decorrente do 5º ELAD (Encontro das Lideranças das Assembleias de Deus) (disponíveis em: http://cgadb.org.br/home/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=39&amp;Itemid=36 Acesso em 08 abr. 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – BREVE EXPOSIÇÃO DO “CREMOS” DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O primeiro item de nosso “cremos” diz respeito a Deus, nem poderia deixar de sê-lo pois devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Lc.10:27) e é impossível amarmos quem não sabemos quem é. Deus é um só e é, ao mesmo tempo, três Pessoas; Pai, Filho e Espírito Santo. Os crentes pentecostais genuínos e autênticos são “trinitarianos”, motivo pelo qual devemos repudiar toda e qualquer doutrina unitarista ou modalista, como, por exemplo, os movimentos “Voz da Verdade” e “Tabernáculo da Fé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O segundo item de nosso “cremos” fala a respeito da Palavra de Deus. Os crentes pentecostais genuínos e autênticos têm a Bíblia como a Palavra de Deus, a única regra de fé e de prática. Por isso, não podemos aceitar tradições que contrariam as Escrituras, como também não aceitamos nos guiar por doutrinas ou mandamentos de homens. Entretanto,  como afirmar que cremos na Bíblia como única regra de fé e de prática se não a estudarmos e a lermos diariamente? Eis um dos grandes motivos pelos quais muitos crentes das Assembleias de Deus, na atualidade, estão cheios de crendices e pontos de vista construídos em cima de “profecias”, “revelações” e outros ensinamentos, mas não com base nas Escrituras Sagradas. A estes, lembramos as palavras do profeta Isaías: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” (Is.8:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O terceiro item de nosso “cremos” fala-nos de nossas crenças a respeito de Cristo Jesus. Como nos diz a Bíblia, nós cremos que Jesus veio em carne, Se fez homem para nos salvar (I Jo.4:2,3; II Jo.7; Jo.1:14). Assim, cremos que Jesus foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, que era virgem quando Jesus foi concebido (Lc.1:34,35), não tendo, portanto, a natureza pecaminosa que herdamos de Adão (Rm.5:2), motivo pelo qual Jesus é chamado de “o último Adão” (I Co.15:45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Observemos que o nosso “cremos” diz que é matéria de nossa fé a “concepção virginal de Jesus” e não o seu “nascimento virginal”, que é um dos “dogmas marianos” da Igreja Romana, que afirma que Maria permaneceu virgem após o nascimento de Jesus, algo que não tem base bíblica, que diz que Maria não conheceu seu marido até que Jesus nasceu (Mt.1:25) e nos informa, ainda, que Maria teve outros filhos além de Jesus (Mt.13:55; Mc.6:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda na análise do item 3 de nosso “cremos”, vemos que também afirmamos nossa fé na morte de Jesus, entendendo que, ao morrer, ainda que sem pecado, Jesus assumiu o nosso lugar, pagando o preço dos nossos pecados, pois “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb.9:22). A morte de Jesus foi em nosso lugar e, por isso, podemos receber o favor divino imerecido da salvação, pois Jesus é a propiciação pelos pecados de todo o mundo (I Jo.2:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também no item 3 do nosso “cremos”, afirmamos nossa fé na ressurreição corporal de Jesus, que é a garantia de que Seu sacrifício foi aceito por Deus. Sem crermos na ressurreição corporal de Jesus, não temos como ter uma fé que tenha sentido (I Co.15:14). Não só Jesus ressuscitou, como subiu aos céus e está, agora assentado à mão direita do Pai (At.1:9; 7:56). Por isso, repudiamos todo e qualquer ensino que negue seja a morte de Jesus (como fazem os muçulmanos), seja a Sua ressurreição e ascensão (como fazem os espíritas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 4 de nosso “cremos” fala-nos a respeito de nossas crenças com relação ao homem. Como crentes pentecostais, reconhecemos que o homem é mau, perverso (Mt.7:11; 12:34; Lc.11:13) , embora tenha sido criado reto e bom (Gn.1:31; Ec.7:29). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao se deixar dominar pelo pecado, o homem gerou uma natureza pecaminosa que o escraviza e da qual somente Jesus pode libertar (Jo.8:34-36). Só Jesus salva e não há outro meio pelo qual nos libertamos do pecado e entramos em contato com o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, não podemos aceitar, de forma alguma, todo o discurso, tão em voga nos dias atuais, de que o homem é essencialmente bom, de que é possível o progresso espiritual por esforços meramente humanos, que “todos os caminhos levam a Deus”. Tal pensamento é anticristão e é animado pelo “espírito do Anticristo” (I Jo.4:3) que, em breve, quando a Igreja for arrebatada, dominará por completo o cenário da humanidade. Tomemos cuidado com isso, amados irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma outra consequência do item 4 de nosso “cremos” é a de que não cabe qualquer discurso a respeito da salvação pelo próprio homem. Teorias de “evolução espiritual” devem ser totalmente rechaçadas. Toda e qualquer doutrina que ensine que o homem, de alguma forma, por seus próprios esforços e meios, pode alcançar um melhor estado espiritual não pode ser aceita. Assim, devemos repudiar, entre outras, a “doutrina da reencarnação” e a visão a respeito do assunto que tem a Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 5 do nosso “cremos” é a consequência lógica do item anterior. Para que o homem seja digno do reino dos céus é necessário que nasça de novo. Foi o ensino que Jesus deu ao príncipe Nicodemos (Jo.3:3,5). É preciso nascer de novo, tornar-se uma nova criatura mediante a fé em Jesus como Senhor e Salvador, fé esta que não nasce de nós mesmos, mas que é resultado da pregação da Palavra de Deus (Rm.10:17) e do convencimento do Espírito Santo (Jo.16:8-11). Quando ouvimos, cremos na Palavra, mediante o convencimento do Espírito Santo, passamos a ver o reino de Deus (Jo.3:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois que ouvimos, cremos na Palavra e somos convencidos pelo Espírito Santo, precisamos diariamente permanecer neste estado, “nascendo da água e do Espírito” e, desta maneira, poderemos, ao fim da jornada, entrarmos no reino de Deus (Jo.3:5). É por isso que, em nosso “cremos”, se fala em novo nascimento pelo “poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus”. Somente assim seremos achados dignos de entrar no reino dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, no item 6 de nosso “cremos”, afirma-se que a salvação é presente, ou seja, depende de nossa continuidade no estado em que fomos postos quando entregamos nossas almas ao Senhor Jesus. Repudiamos, pois, o ensino de que “uma vez salvo, salvo para sempre”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas além de presente, a salvação também é perfeita. O sacrifício de Jesus é suficiente para realizar o perdão dos nossos pecados e nos dar uma eterna justificação da alma. Quem é salvo, é salvo de verdade, não depende de qualquer outra providência para garantir a salvação, a não ser a manutenção no estado em que foi posto pelo fato de ter entregado sua alma a Cristo. Por isso, não podemos aceitar, em absoluto, doutrinas como da “maldição hereditária” ou da “quebra de maldições”, pois, quem está em Cristo, nova criatura é (II Co.5:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De igual modo, não podemos, de forma alguma, aceitar que, mesmo após a morte da pessoa, existam meios pelos quais se alcance o perdão dos pecados. A salvação é presente e perfeita. Assim, quem morrer em pecado, estará irremediavelmente perdido, não havendo mais como se salvar (Ez.18:4,20). Não há lugar para “atalhos”, como a “doutrina do purgatório” ou a “doutrina da reencarnação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 7 de nosso “cremos” diz respeito ao batismo nas águas conforme as Escrituras. Por primeiro, entendemos que o batismo é uma das ordenanças deixadas pelo Senhor Jesus. O batismo é uma necessidade, pois se trata de um ato mandado por Jesus. Quem não se batiza nas águas está a desobedecer ao Senhor Jesus e, como tal, não pode ser considerado um verdadeiro cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O batismo conforme a Bíblia Sagrada é o batismo por imersão, ou seja, todo o corpo deve ser submergido em água, pois, caso contrário, não teremos a exigência escriturística e a correta figura do “sepultamento” para o mundo e a ressurreição com Jesus (Rm.6:4). O que se exige é a imersão e nada mais. Repudiamos todo ensino que exija que as águas sejam correntes, como eram as do rio Jordão, até porque o batismo cristão não é o batismo de João (At.19:3-5). Na Bíblia, mesmo, temos um exemplo que é de um batismo sem águas correntes, visto que na estrada de Gaza não havia rios (At.8:38,39).&lt;br /&gt;OBS: Deve-se, pois, tomar-se muito cuidado com os ensinos de outras denominações que exigem o “rebatismo” para os assembleianos porque não se fez batismo “em água corrente”, como costuma ser ensinado pela Igreja Pentecostal Deus é Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O batismo é, além do mais, único. É um gesto em que dizemos que morremos para o mundo e ressuscitamos com o Senhor, declaração séria que nos fala da salvação, que é única. Assim, não se pode, de forma alguma, sob pena de se cometer sacrilégio, batizar-se uma segunda vez, pois isto seria banalizar o sacrifício de Cristo (Hb.10:29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além do mais, ainda com relação ao item 7, devemos observar que a fórmula batismal é a constante das Escrituras, ou seja, “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt.28:19). A expressão “batismo em nome do Senhor Jesus” significa “segundo a autoridade de Jesus”, “conforme a ordem de Jesus”, não sendo uma fórmula de batismo, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este foi um dos pontos que motivou a elaboração de um credo pelas Assembleias de Deus norte-americanas pois, com base numa equivocada interpretação da expressão “batismo em nome de Jesus”, surgiram movimentos que negavam a Trindade, o chamado movimento “Só Jesus” que deu nascimento aos chamados “modalistas”, como o “Tabernáculo da Fé” e, recentemente, “A Voz da Verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante desta controvérsia, o Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos decidiram em 1916 o seguinte: “…Uma vez que as palavras em Mt.28:19 e as palavras em At.2:38 são ambas inspiradas por  Deus, nós, por isso, desaprovamos a contenda de alguns para exclusão de um texto ou contra o outro, porque a confusão e um espírito faccioso certamente geram uma conduta antibíblica. Este Concílio, por conseguinte, recomenda que todos os pregadores incluam em sua fórmula que usam no ato do batismo as palavras usadas por Jesus em Mt.28:19” (RESOLUTION on Baptismal Formula. In: Minutes of the General Council of Assemblies of God in the United States, Canadá and Foreign Lands, p.8. Disponível em: http://ifphc.org/DigitalPublications/USA/Assemblies%20of%20God%20USA/Minutes%20General%20Council/Unregistered/1916/FPHC/1916.pdf Acesso em 08 abr. 2011) (tradução nossa de texto em inglês).&lt;br /&gt;OBS: Neste sentido, com devido respeito a entendimentos contrários, entendemos ser perfeitamente válido o batismo realizado pela Congregação Cristã no Brasil, pois a mesma atende à exigência do uso da fórmula de Mt.28:19, sendo, ademais, um batismo por imersão. O fato de eles não aceitarem nosso batismo não significa que não devamos aceitar o deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 8 de nosso “cremos” é resultado de outra controvérsia surgida no movimento pentecostal, a respeito da “santidade” e da “santificação”. Ao contrário dos “movimentos de santidade”,  os crentes pentecostais entendem que a santificação advém ao homem desde o instante da conversão. Não se trata de uma experiência distinta da conversão e, também, do batismo com o Espírito Santo. A partir do momento que nos convertemos, somos santificados (Jo.17:19; I Co.6:11; Hb.2:11; 10:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, como a salvação é um processo, a santificação operada em nossa conversão tem de ser mantida e ampliada dia após dia, é a chamada “santificação progressiva”, que não precisa ser completada antes do batismo com o Espírito Santo. É um processo contínuo que deve ser mantido até o término de nossa vida sobre a face da Terra ou no dia do arrebatamento da Igreja (Rm.6:22; I Ts.4:3,4; I Tm.2:15; Hb.12:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, o nosso “cremos” diz que obtemos a vida santa pelo sacrifício de Cristo Jesus, mas que esta santificação depende, para se manter até o dia de irmos para a eternidade, do “poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo que nos capacitar a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta questão da santificação gerou, inclusive, uma revisão no credo das Assembleias de Deus dos Estados Unidos que, em 1961, alterou o item 9 de seu credo, que passou a ter a seguinte redação: “ A santificação é ‘um ato de separação daquilo que é mau e a dedicação para Deus’. Ela ocorre quando o crente se identifica com e tem a fé em Cristo, em Sua morte e ressurreição. Ela é entendida como sendo um processo no qual se requer a continua entrega para o Espírito Santo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto é importante porque o batismo com o Espírito Santo não é uma experiência que demonstre que o crente que o recebe já está inteiramente santificado, como entende o “movimento da santidade”, mas, apesar do revestimento do poder e da posse dos dons espirituais, o crente precisa se santificar diariamente, sem o que não verá o Senhor, pois muitos que receberam o dom do Espírito Santo e os dons espirituais, que se descuidarem da santificação, não verão o Senhor (Mt.7:21-23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No item 9 de nosso “cremos”, temos o que os assembleianos norte-americanos consideram como um dos “quatro fundamentos cardeais” do credo, ou seja, o batismo com o Espírito Santo. Como crentes pentecostais, cremos que o batismo com o Espírito Santo é uma realidade para os nossos dias e que a evidência inicial do batismo, o sinal do batismo é o “falar em línguas estranhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já há pessoas em nosso meio defendendo outros “sinais” para o batismo com o Espírito Santo, ensinamentos que devem ser repudiados, pois o único sinal bíblico para a confirmação do batismo com o Espírito Santo é o falar em línguas estranhas. Não nos deixemos enganar por estes “inovadores”, que estão a falsificar a verdade bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 10 do nosso “cremos” traz a nossa crença na atualidade dos dons espirituais. Assim como o batismo com o Espírito Santo é uma realidade para os nossos dias, de igual maneira os dons espirituais também o são. Lamentavelmente, são poucos os crentes que se dizem pentecostais que mostram crer neste item. Por quê? Porque são pouquíssimos os crentes que estão a “buscar com zelo” os dons espirituais (I Co.14:1). Muito das anomalias que estão a ingressar em nossas igrejas locais resulta desta negligência de buscarmos seja o batismo com o Espírito Santo, seja os dons espirituais, algo que acontece no período em que a transmissão do poder de Deus se faz mais necessário do que nunca, diante da multiplicação da iniquidade (Mt.24:12) e da iminência do arrebatamento da Igreja. Acordemos enquanto é tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inexplicavelmente, nosso “cremos”, ao contrário do das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, não contém um item específico sobre a cura divina, que é considerada entre os norte-americanos um dos “fundamentos cardeais” de sua declaração de fé. Este fato, contudo, não nos permite dizer que não cremos na cura divina. Como já diziam nossos pioneiros: “Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará”. Talvez esta falha em nosso “cremos” (e temos aí a prova de que um credo é apenas um resumo da verdade bíblica e não a substitui) tenha sido determinante para o surgimento, entre nós, de outros movimentos que, aproveitando-se desta omissão, quiseram se notabilizar perante a sociedade brasileira pela ênfase na cura divina. De qualquer modo, embora não conste de nosso “cremos”, como crentes pentecostais devemos crer na cura divina, pois, como bem diz o item 12 da “Declaração das Verdades Fundamentais do Concílio Geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, Canadá e Nações Estrangeiras”: “A cura divina dos doentes é provida pela expiação”, ou seja, a morte de Cristo no Calvário tanto nos concede o perdão dos nossos pecados, como também a cura de nossas enfermidades (Sl.103:3; Is.53:4,5; At.3:16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 11 do nosso “cremos” inicia a “parte escatológica”, que contém quatro itens, a mostrar a importância que o crente pentecostal deve dar para a “doutrina das últimas coisas”, uma vez que a sua esperança deve ser a vida eterna com Cristo. A falta de menção desta doutrina em nossos púlpitos, na atualidade, é um fator preocupante e que mostra como estamos distantes do fervor dos pioneiros…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 11 confirma que o movimento pentecostal adota a linha premilenista dispensacionalista, i.e., crê que Jesus voltará para arrebatar a Sua Igreja e que, sete anos depois, quando se completar a “septuagésima semana de Daniel” (Dn.9:24-27), voltará para redimir Israel e estabelecer o Seu reino milenial sobre toda a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na atualidade, já há muitos “ensinadores” em nosso meio que adotam outros entendimentos, dizendo que a Igreja passará pela “Grande Tribulação” (que é a septuagésima semana de Daniel) ou, pelo menos, na primeira parte do período, sem falar naqueles que já chegam a negar o próprio reino milenial de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Salientemos que nossos pioneiros, quando acolheram este ensino, fizeram-no pela fé nas Escrituras, num tempo em que Israel era apenas uma nação sem terra e sem qualquer perspectiva de retornar a ser um país no mundo. Em 1948, porém, numa demonstração inequívoca de que a linha premilenista dispensacionalista é a que traz a verdade bíblica, Israel ressurgiu dentre as nações e, portanto, não vemos como, agora, depois desta demonstração, alguns dos nossos queiram adotar linhas que foram cabalmente desacreditadas. Tomemos cuidado, amados irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 12 de nosso “cremos” fala-nos a respeito do Tribunal de Cristo, onde os crentes serão julgados pelas obras que fizeram por meio do corpo, ou bem, ou mal (Rm.14:10; II Co.5:10). Ao lado da alegria da salvação e do amor pelas almas perdidas, este é um ponto doutrinário que nos incentiva e estimula a trabalharmos para o Senhor enquanto estivermos nesta Terra. Foi, indubitavelmente, um dos aspectos incentivadores do poeta sacro, o missionário sueco Simon Lundgren (1898-1990), um dos pioneiros das Assembleias de Deus no Brasil, na elaboração do hino 16 de nossa Harpa Cristã. Lamentavelmente, pouco se fala sobre este tema na atualidade em nossas igrejas locais, o que muito contribui para a letargia que vivemos em termos de evangelização. Acordemos enquanto é tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 13 de nosso “cremos” fala do “juízo final”, também conhecido como “juízo do Trono Branco”. Neste juízo, do qual os crentes não participarão pois já terão sido salvos e julgados, só em relação às obras mas não em termos de salvação, no Tribunal de Cristo, haverá recompensa para os fiéis e condenação para os infiéis. É importante observar que, ao contrário de alguns ensinamentos em nosso meio, não cremos que todos serão condenados no juízo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O item 14 do “nosso cremos”, por fim, fala do “estado eterno”, onde haverá “vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis” e “tormento e tristeza para os infiéis”. Em virtude disso, não podemos, de forma alguma, aceitar seja o argumento de que “todos serão salvos no final dos tempos” (ensino conhecido como “universalismo”), nem tampouco dizer que os que forem infiéis serão destruídos (ensino conhecido como “aniquilacionismo”). O padecimento eterno é uma realidade e, embora não devamos pregar o medo e o pavor para as pessoas, pois ninguém irá ao céu por medo do inferno, não podemos deixar de pregar esta realidade que, infelizmente, em busca de “simpatia” e “popularidade”, muitos têm omitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É este, pois, o resumo de nossa fé. Será que temos sido crentes assembleianos genuínos e autênticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Caramuru Afonso Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-8899102549577686279?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/8899102549577686279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=8899102549577686279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8899102549577686279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/8899102549577686279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/06/o-cremos-das-assembleias-de-deus.html' title='O “CREMOS” DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--jwLTmfneR8/TepRVa0jw9I/AAAAAAAAAO8/sWqmMG0negE/s72-c/1dea630b206d76b26672d3231e95ae27.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-57874386780778969</id><published>2011-05-22T07:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T07:06:56.132-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>GUNNAR VINGREN E A “RISADA SANTA”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kdOiLYHAxM4/TdkYJ8UcrUI/AAAAAAAAAOw/_Z58cLjudY0/s1600/Vingren.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 254px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kdOiLYHAxM4/TdkYJ8UcrUI/AAAAAAAAAOw/_Z58cLjudY0/s320/Vingren.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609541369956445506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;                                               Por Caramurú Afonso Francisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Por ocasião do centenário das Assembleias de Deus, muitos voltaram suas atenções para as duas principais obras autobiográficas dos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg, que foram especialmente chamados pelo Senhor para dar início, em 1910, à pregação do evangelho pentecostal no Brasil, em Belém do Pará, enquanto que Luiz Francescon foi chamado para dar início a tal pregação na região Sul, dando início à Congregação Cristã no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   No diário de Gunnar Vingren, que viria a ser publicado postumamente por seu filho Ivar Vingren, há algumas referências a episódios em que o pioneiro teria presenciado e até participado de momentos de derramamento do poder do Espírito Santo em que os irmãos teriam “rido no Espírito”, episódios que são tomados, inadvertidamente, por defensores da chamada “risada santa” ou “gargalhada sagrada”, ou, ainda, “unção do riso”, também chamada “riso de Isaque”, para demonstrar que tais manifestações pertencem ao “pentecostalismo clássico” e, portanto, devem ser admitidas pelos crentes pentecostais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Diante de tal argumentação, entendemos seja importante verificarmos se a referida “risada santa”, que alcançou seu clímax no Movimento Vineyard e que faz parte das chamadas “bênçãos de Toronto”, podem, ou não, ser admitidas como manifestações sobrenaturais provenientes do Espírito Santo por conta de sua presença no início do movimento pentecostal (como se a presença histórica fosse prova de biblicidade, o que, sabemos, não é o caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não resta dúvida de que, no diário do pioneiro Gunnar Vingren, há, sim, referências a manifestações que envolviam “risos” por parte de irmãos em meio a manifestações do poder de Deus. Vejamos alguns trechos, que são tirados da 5ª edição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…2 de maio de 1913. Deus estava perto de nós hoje no culto. Durante a oração, o Espírito Santo se manifestou poderosamente. Alguns riam debaixo do poder de Deus, outros falavam em línguas, outros profetizavam, e todos se alegraram imensamente. Nunca vi o poder de Deus derramado com tanta intensidade num culto como hoje na Vila Correia. O Espírito Santo fez, Ele mesmo, através de uma irmã, o convite para os pecadores se converterem. Uma grande multidão se reuniu para ver essa manifestação maravilhosa do poder de Deus. Durante a pregação, as bênçãos de Deus também caíram sobre os crentes! Aleluia!”  (p.63)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Outro dia tivemos uma gloriosa experiência na casa da irmã Celina. Quando orávamos, o poder de Deus veio sobre nós. Começamos todos a rir, cheios de uma onda de gozo. Depois chegou outro irmão, e começou a alegrar-se conosco. Mas eu fiquei com medo. Não nos devemos alegrar no próprio poder, e sim em Jesus. São admiráveis as poderosas manifestações de poder que vemos nos nossos cultos…” (p.67) [registrado entre outubro de 14 de dezembro de 1913]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…O novo ano começou de mandeira gloriosa. Jeus batizou uma jovem irmã com o Espírito Santo. Foi no culto de vigília do Ano-novo. Duas meninas, tomadas pelo poder de Deus, riam e se alegravam tanto que eu tive medo de elas não aguentarem …”  [refere-se ao ano de 1915] (p.72).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Tivemos um culto hoje cheio de poder de Deus e de muita alegria. Eu ri tanto debaixo do poder do Senhor, que quase perdi todas as forças. O mesmo aconteceu com outros irmãos. No princípio do culto, a irmã Nazaré viu o Céu aberto sobre ela. O teto desapareceu e ela viu uma luz fortíssima sobre a sua cabeça. Era tão forte que ela não podia fitar diretamente aquele luz…” (p.73)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Num culto em Malden, quando falava sobre a obra missionária, o poder de Deus veio sobre Vingren tão poderosamente que ele teve de sentar-se um pouco para rir, e depois continuar a pregação…” (p.77)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Em outra oportunidade, eu tive de rir o quanto pude sob o poder de Deus e depois chorar muito, enquanto orava para que Deus abençoasse os irmãos no Brasil. Depois do culto, ficamos todos ali, em pé, cheios de júbilo, regozijando-nos na presença do Senhor…” (p.79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Entretanto, Deus continua a Sua própria obra. Na Escola Dominical, um menino recebeu a promessa, e de noite oramos por seis pecadores que aceitaram a Cristo. Num arrabalde, o Espírito Santo desceu sobre uma irmã durante a pregação, e ela começou a falar em novas línguas, enquanto os outros louvavam a Deus e riam muito, debaixo do poder de Deus. Que privilégio assistir a um culto assim, e sentir aquela gloriosa corrente passando por nossa alma! Glória a Deus! Ali cantamos verdadeiramente sobre a salvação…” (p.199) [testemunho referente ao ano de 1930]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pelo que se pode perceber destes trechos, efetivamente, quando da manifestação do poder do Espírito Santo, ocorria que os crentes rissem e, ao rir, tivessem, por vezes, de parar de até de pregar (como aconteceu com Vingren pelo menos uma vez) para se recomporem e prosseguirem o que estavam a realizar no culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tais manifestações, porém, em muito diferem do que se intitular de “risada santa”, “unção do riso” ou “gargalhada sagrada”, uma das manifestações disseminadas como “bênçãos de Toronto”, por se apresentarem, na década de 1990, na igreja Vineyard, na cidade canadense de Toronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Por primeiro, queremos aqui fazer a distinção que muito bem realizou  o professor norte-americano John Hannah, do Seminaário Teológico de Dallas, nos Estados Unidos, em sua resenha sobre o livro de John A. Beverly a respeito da “Risada Santa e a Bênção de Toronto”. Diz Hannah:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“… a tensão em risada como uma manifestação da presença do Espírito não é bíblica. Aceitando como correto o que Warren Smith diz em seu “Risada Santa ou Grande Desilusão” (SPC Newsletter [19:2], pp.5,8), a palavra ‘riso’, que não é sinônima de alegria, ocorre quarenta vezes na Bíblia, trinta e quatro vezes no Antigo Testamento e apenas seis em o Novo Testamento. Das quarenta vezes no Antigo Testamento, vinte e quatro se referem a riso de zombaria, não é um fenômeno positivo. Nas dezoito restantes, sete se referem à incredulidade de Abraão e de Sara. Dos onze textos remanescentes do Antigo Testamento, Salomão declara que a risada é doida (Ec.2:2), que a tristeza é melhor (Ec.7:3,4), que a risada é para o tolo (Ec.7:6) e uma festa e o vinho é o tempo para ele (Ec.10:19). O mínimo que se pode dizer é que o riso não é uma manifestação de maturidade espiritual no Antigo Testamento. Das várias referências em o Novo Testamento, ele é mencionado no contexto de aviso (Lc.6:21,25 e Tg.4:9). Jesus pronuncia um ai contra o riso em Lc.6:25. Alegria e bem-aventurança nas Escrituras Sagradas não são o mesmo que riso. Aquelas são estados assentados do espírito interior refletido em Cristo; este, um estado superficial, perigoso, indicativo da rendição das faculdades mentais e um estado incontrolado.…” ( Reformation &amp; Revival, v. 6, n.1, inverno 1997, p.160. Disponível em: http://www.biblicalstudies.org.uk/pdf/ref-rev/06-1/6-1_reviews.pdf Acesso em 06 maio 2011) (tradução nossa de texto original em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Portanto, como afirma John Hannah, não há biblicidade do riso como uma manifestação autônoma do Espírito Santo, nem como comprovação da presença do Espírito Santo no meio de Seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Em nenhuma das passagens do diário do pioneiro Gunnar Vingren vemos que ele tenha ensinado os crentes a buscar a “risada santa” ou de que esta “risada” tenha sido invocada ou querida, como fazem os seus defensores e fãs inspirados no movimento Vineyard ou na “bênção de Toronto”, como comprova o pastor Paul Gowdy, que foi um dos líderes do movimento, “in verbis”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Minha experiência é de que as manifestações dos dons espirituais de 1 Coríntios 12 eram mais comuns em nossas reuniões antes de Janeiro de 1994 (quando começou a bênção de Toronto) do que durante o período da suposta visitação do Espírito Santo.&lt;br /&gt;No período de 1992-1993 quando orávamos pelas pessoas experimentamos o que chamo de a verdadeira profecia, libertação e graça vindas de nosso Senhor. Depois que se iniciou a bênção de Toronto, os períodos de ministração mudaram, e as únicas orações que ouvíamos eram: “Mais, Senhor”; com gritos de “fogo!”, sacudidelas esquisitas do corpo, e expressões de “oh! uuu! iehh”.…” (O engano de Toronto. Disponível em: http://www.palavradaverdade.com/print2.php?codigo=2632 Acesso em 06 maio 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O que o pioneiro do trabalho das Assembleias de Deus no Brasil faz é, dentro da sua condição de homem de Deus e, portanto, algúem que diz a verdade, o fato de, nos cultos pentecostais de que tomou parte, seja no Brasil, seja na Suécia ou nos Estados Unidos, testemunhar que, em meio à manifestação do Espírito Santo, muitos irmãos, inclusive o próprio Vingren, diante do poder de Deus, terem rido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É evidente que, em meio à manifestação do Espírito Santo, os servos do Senhor tenham a sua sensibilidade aguçada. Somos seres dotados de sensibilidade e, diante da manifestação da glória do Senhor, todos têm reações as mais diversas: uns choram, outros riem, outros se prostram. É neste contexto que vemos tais manifestações. Trata-se de uma reação emocional à presença do Espírito de Deus no meio dos crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Em seu livro resenhado por John Hannah, John A. Beverly, após uma acurada análise das manifestações sobrenaturais ocorridas em Toronto, chegou à conclusão que ali se estava diante de uma “bênção misturada”, porque, submetendo aquelas manifestações à Bíblia Sagrada, pôde ver cinco pontos bíblicos e cinco pontos discrepantes da Bíblia na referida igreja, a saber:&lt;br /&gt;- Pontos bíblicos:&lt;br /&gt;a) trinitarianismo &lt;br /&gt;b) cristocentrismo&lt;br /&gt;c) integridade moral&lt;br /&gt;d) ortodoxia&lt;br /&gt;e) cuidado pelas implicações sociais e espirituais do Evangelho&lt;br /&gt;- Pontos antibíblicos:&lt;br /&gt;a) pureza bíblica&lt;br /&gt;b) a permissão do entendimento de que a espiritualidade tolera o orgulho e a sensação de superioridade espiritual entre os membros do corpo de Cristo&lt;br /&gt;c) intolerância com opiniões diversas&lt;br /&gt;d) componente profético&lt;br /&gt;e) espírito anti-intelectualista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Concordamos com John Hannah quando se põe em dúvida a chamada “ortodoxia” do movimento, se não há pureza bíblica, como também não podemos entender que tenha havido “integridade moral”, máxime diante da confissão do pastor Paulo Gowdy, um dos líderes do movimento, que afirma que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Devoramo-nos uns aos outros com fofocas, falando mal pelas costas, com divisões, partidarismo, criticas ferrenhas uns dos outros, etc.…” (O engano de Toronto. Disponível em: http://www.palavradaverdade.com/print2.php?codigo=2632 Acesso em 06 maio 2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Diante disto, vemos que o referido movimento da “risada santa” limita-se, em sua “boa parte”, a um crença na Trindade, no cristocentrismo e na consciência da dimensão social e espiritual do Evangelho, o que, convenhamos, é muito pouco para dizer que tal manifestação tem base bíblica e se sustenta diante de uma análise aguçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas o mais importante é que, diante deste quadro, vemos que tal movimento nada tem que ver com as manifestações registradas por Gunnar Vingren.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em todas as vezes em que o pioneiro fala sobre risos debaixo do poder de Deus, está a indicar, tão somente, manifestações emocionais diante da manifestação do Espírito Santo, manifestações absolutamente individuais e não queridas, invocadas ou desejadas pelos crentes e, o que é mais importante, que não desviaram, em momento algum, o foco da pregação do Evangelho, da salvação de almas e do revestimento de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ao contrário do que ocorre no “movimento de Toronto”, onde, segundo Beverly e Hannah, a liturgia destina quase 3 horas para tais manifestações e de 30 minutos a 1 hora para a pregação da Palavra, os irmãos mencionados por Vingren riam, choravam, mas nem por isso se deixava de lado a pregação da Palavra, o apelo para a salvação das almas ou a edificação da igreja por meio de profecias e de batismos com o Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No primeiro caso mencionado por Vingren, o Espírito Santo fez o apelo através de uma irmã e houve salvação de almas, a demonstrar que os risos eram manifestações emocionais e individuais decorrentes da presença de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tanto assim é que, em outra ocasião, quando o riso dos irmãos não se fez acompanhar de nenhuma outra manifestação que demonstrasse o foco da Igreja na salvação e edificação de vidas, o próprio pioneiro ficou com medo, entendendo que não se devia apenas ficar na emoção decorrente da presença de Deus e gerar uma autoestima por causa da presença do poder de Deus, mas se voltar única e inteiramente a Cristo Jesus, algo bem diferente do que ocorreu em Toronto, como nos afirma Paul Gowdy, “in verbis”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Depois de três anos “inundados” orando por pessoas, sacudindo-nos, rolando no chão, rindo, rugindo, rosnando, latindo, ministrando na igreja Internacional do Aeroporto de Toronto, fazendo parte de sua equipe de oração, liderando o louvor e a adoração naquele local, praticamente vivendo ali, tornamo-nos os mais carnais, imaturos, e os crentes mais enganados que conheci.(…) Estou convencido de que os líderes das igrejas Vineyard são pessoas sérias que experimentaram um novo nascimento, amam o Senhor, mas caíram no laço do engano. Não amou o Senhor o suficiente para guardar os seus mandamentos. Fracassaram por não obedecer as escrituras e se desviaram porque anelavam algo maior e grandioso, mais empolgante e dinâmico. Eu também cometi este pecado.(…) Hoje, olhando pra trás fico me perguntando como fiquei tão cego assim? Eu via as pessoas imitando cachorros, fazendo de conta que urinavam nas colunas da Igreja do Aeroporto. Observava as pessoas agirem como animais latindo, rugindo, cacarejando, fazendo de contas que voavam, como se asas tivessem, comportando-se como bêbados, entoando cânticos “sem pé nem cabeça”, isto é, sem sentido algum. Hoje fico perplexo em pensar que eu aceitava tais coisas como manifestações do Espírito Santo. Era algo irreverente e blasfemo ao Espírito Santo da Bíblia.(…) Creio que somos como a igreja de Laodicéia; pensamos que somos ricos, prósperos e sem necessidade alguma, e, no entanto não percebemos que estamos cegos e nus. Precisamos levar a sério o conselho de Jesus comprando ouro refinado no fogo (que fala do sofrimento e não de espíritos enganadores), vestiduras brancas para cobrir nossa nudez e colírio para os olhos para poder ver outra vez. …” (O engano de Toronto, end.cit.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Notamos, pois, que, ao contrário das pessoas de Toronto, Gunnar Vingren, ao se deparar com um culto onde houve risos e não houve salvação de almas ou manifestação de alguns dons espirituais, imediatamente percebeu que poderia ser enganado e tratou de não mais permitir apenas a exclusividade desta emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Daí porque, a partir de então, sempre vemos o registro da presença de risos mas como manifestações que não perturbaram seja a pregação do Evangelho, seja a manifestação dos dons espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pelo que podemos observar, pois, é que, embora seja fato que tanto Gunnar Vingren quanto muitos irmãos, no início da obra pentecostal das Assembleias de Deus, tenham rido debaixo do poder de Deus, este riso nada mais é que a reação emocional diante da presença do Espírito Santo, tanto quanto o choro, não havendo, pois, qualquer dom espiritual específico ou qualquer manifestação a ser pedida coletivamente ou que indique uma “superioridade espiritual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Muito pelo contrário, Vingren, em certa ocasião, ao notar que esta manifestação tinha tomado o centro das atenções, tratou logo de impedir que ela virasse o centro das atenções.&lt;br /&gt;   Destarte, não há qualquer fundamento em se dizer que Gunnar Vingren ou que o movimento pentecostal clássico adotou a “risada santa” como manifestação sobrenatural válida e bíblica, nada tendo que ver os registros de tal reação emocional à presença do Espírito Santo com uma das “bênçãos de Toronto” que, como afirma Paulo Gowdy:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…Durante alguns anos falei da experiência de Toronto como uma bênção misturada. Penso que James A. Beverly o chamou assim em seu livro “Risada Santa” e a “Bênção de Toronto 1994”. Hoje diria que foi uma mistura de maldição, concluindo que qualquer coisa boa que alguém recebeu através desta experiência pessoal é enormemente ultrapassada pela gravidade do mal e do engano satânico. Aqui residia meu grande dilema.(…) Não quero correr o risco de admitir que a bênção de Toronto era de Deus ou de Satanás, mas creio que Satanás usou esta experiência para cegar as pessoas sobre as doutrinas históricas de Deus, em que o fruto cresce ao lado de uma vida de arrependimento, pois as pessoas não puseram a prova aquelas manifestações para saber se eram mesmo de Deus ou de espíritos enganadores, e não testaram para saber se as profecias eram mesmo de Deus.(…) Quando começamos a suspeitar de que os demônios estavam à vontade em nossos cultos, John Arnot ensinava que devíamos nos perguntar se eles estavam chegando ou saindo. Se estiver saindo deles, está bem! John defendia o caos afirmando que não devíamos ter medo de sermos enganados, pois se havíamos pedido ao Espírito Santo para nos encher; como Satanás poderia nos enganar?Isto deixaria o diabo muito forte e Deus muito fraco. Ele afirmava que precisávamos ter mais fé num grande Deus que nos protegia do que num grande diabo que nos enganaria. Tais palavras eram convincentes, mas totalmente contrárias as escrituras, pois Jesus, Paulo, Pedro e João alertaram-nos sobre o poder dos espíritos enganadores, especialmente nos últimos dias. Mesmo assim, não devotamos amor a Deus para lhe obedecer a palavra e, como consequência, abrimo-nos a ação de espíritos mentirosos. Que Deus tenha misericórdia de nós!…” (O engano de Toronto, end.cit.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A “risada santa” nada mais é que atuação de espíritos enganadores e que levam muitos, atualmente, à apostasia (I Tm.4:1), nada tendo que ver com os risos decorrentes de pura e genuína manifestação do Espírito Santo nos primeiros anos do movimento pentecostal, risos que são reações emocionais individuais, não queridas e não desejadas e que jamais tomaram o foco da vida espiritual da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não confundamos, pois, “alhos com bugalhos” e estejamos atentos, pois a vinda do Senhor se aproxima. Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Caramuru Afonso Francisco é evangelista da Igreja Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical (www.portalebd.org.br).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-57874386780778969?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/57874386780778969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=57874386780778969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/57874386780778969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/57874386780778969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/05/gunnar-vingren-e-risada-santa.html' title='GUNNAR VINGREN E A “RISADA SANTA”'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kdOiLYHAxM4/TdkYJ8UcrUI/AAAAAAAAAOw/_Z58cLjudY0/s72-c/Vingren.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-112375969473398479</id><published>2011-05-05T12:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-05T13:04:13.552-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subsidios 2 trimestre'/><title type='text'>Dons da Sabedoria de Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eqlL-Ofjzh0/TcMCt_bRpdI/AAAAAAAAAOo/SGeStTttT3g/s1600/imagesCARH3JAN.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 139px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-eqlL-Ofjzh0/TcMCt_bRpdI/AAAAAAAAAOo/SGeStTttT3g/s320/imagesCARH3JAN.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603325350522234322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; “Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja.” 1Co  14.12NVI&lt;br /&gt;    O de EBD não pode deixar de ensinar sobre a importância dos dons.O nosso problema não seria tanto a existência ,mas o uso bíblico deles.&lt;br /&gt;    Depois de estudarmos sobre a importância dos dons espirituais, vamos, agora, ou a partir de agora estudarmos suas particularidades.&lt;br /&gt;Um fato ligado aos dos é que podem ser divididos em:&lt;br /&gt;• Dons verbais, quais seja profecia, línguas e interpretação de línguas = ou da fala, isto porque eles têm a ver com a fala. Também são chamados pelo autor da lição de “dons que manifestam a mensagem de Deus”&lt;br /&gt;• Dons de ação, quais sejam fé,operação de milagres e dons de curar,que o autor da lição chama de” dons que manifestam o poder de Deus”.&lt;br /&gt;• Dons de saber ,quais sejam palavra de sabedoria,palavra do conhecimento e discernimento de espíritos,que o ilustre autor da lição chama de “dons que manifestam a sabedoria de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Hoje no nosso CEPROEDI ,estudaremos o terceiro grupo, ou seja, Dons de saber – a Igreja sabe espiritualmente. “Lembramos que o artigo 10 do cremos das Assembléias de Deus diz Cremos:” Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a Sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).”&lt;br /&gt;A definição dos dons é muito importante para o seu correto uso. Na verdade isto se aplica a todos os dons, e não somente a este. Uma palavra que deve ser dita, é que a lista de dons, ou, a lista dos” nove”em 1 Co12  ,não  exaustiva ou conclusiva o mesmo se dá com respeito ao fruto do Espírito que nas palavras do Pr. Ciro Sanches Zibordi : "Os dons são muitos, e não&lt;br /&gt;apenas nove, como muitos pensam. Segundo a Bíblia, há diversidade de dons, ministérios e operações (1 Co 12.6-11,28). O fruto do Espírito também não pode ter as suas virtudes quantificadas. Quem afirma que são apenas nove os elementos formadores do fruto toma como&lt;br /&gt;base apenas Gálatas 5.22. Mas há várias outras passagens que tratam dessa doutrina&lt;br /&gt;paracletológica, como Efésios 5.9; Colossenses 3; 2 Pedro 1.5-9, etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A PALAVRA DA SABEDORIA  &lt;br /&gt;     Segundo o  nobre comentarista da lição “não se trata de habilidade intelectual ou acúmulo de conhecimentos através de estudos e pesquisas ;trata-se de uma operação sobrenatural do Espírito Santo sobre a mente humana tornando –a capaz de resolver problemas tidos como insolúveis..” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos citar os casos de 1 Rs 3.16-28 e At  15.13-22.Já o missionário Donald Stamps nos diz :”Trata-se de uma mensagem vocal sábia ,enunciada mediante operação do Espírito Santo.Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico(At 6.10;15.13-22)” BEP,pag.1756 &lt;br /&gt;2. PALAVRA DA CIÊNCIA E DISCERNIMENTO DE ESPIRITOS&lt;br /&gt;   Sobre isto nos afirma a lição na pagina (LBM)45:”Paulo ao tratar do dom...Refería-se  a capacidade sobrenatural concedida diretamente pelo Espírito Santo ,que nos habilita a conhecer fatos e circunstancias que se acham ocultas.” &lt;br /&gt;Nesta definição podemos muito bem encaixar o caso de Ananias e Safira At5.1-10;e também o do profeta Aías  em 1 Rs14.1-6 .&lt;br /&gt;     Talvez o mais necessário dos dons espirituais seja o de discernimento de espíritos.Isto pelo fato de existir tantos enganadores nos nossos dias.Por este dom o Espírito Santo capacita sobrenaturalmente a identificação e origens de manifestações “espirituais”&lt;br /&gt;Meditar em 2 Tm3.1-9 e 2 Pe 2.1-3&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Terminamos esta missiva citando as palavras do Dr.Jonh Sttot ,numa postura bíblica e atual sobre a necessidade e correção no uso dos dons.&lt;br /&gt;  “O propósito principal de todos os dons espirituais é edificar a igreja e o&lt;br /&gt;indivíduo. "Edificar" (gr. oikodomeo) significa fortalecer e promover a vida espiritual, a&lt;br /&gt;maturidade e o caráter santo dos crentes. Essa edificação é uma obra do Espírito Santo através dos dons espirituais, pelos quais os crentes são espiritualmente transformados mais e mais para quenão se conformem com este mundo (Rm 12.2-8), mas edificados na santificação, no amor a Deus, no bem-estar do próximo, na pureza de coração, numa boa consciência e numa fé sincera. Todo crente possui dons espirituais, como também toda igreja local. A Bíblia assegura que todo crente recebe algum dom (1Pe 4.10), e que a manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso (1Co 12.7). No dizer de Paulo quando ele cita que o Espírito distribuiu os dons a cada um, visando um fim proveitoso, ele obviamente quis dizer a cada crente. É bem verdade que muitos desses talentos continuam enterrados, como aquele talento não usado, do capítulo 25 de Mateus; mas estes dons podem ser desenterrados e usados para a glória de Deus, visando o desenvolvimento da igreja local.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonh Sttot,Atos Ed.Abu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ev.Andre Moreira&lt;br /&gt;Bacharelando em Teologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas:&lt;br /&gt;Bíblia de Estudo Pentecostal.&lt;br /&gt;Revista Ensinador Cristão - nº 46.&lt;br /&gt;O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.&lt;br /&gt;Teologia Sistemática - Atual e Exaustiva - Wayne Grudem.&lt;br /&gt;Jonh Sttot,Atos Ed.Abu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-112375969473398479?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/112375969473398479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=112375969473398479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/112375969473398479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/112375969473398479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/05/dons-da-sabedoria-de-deus.html' title='Dons da Sabedoria de Deus'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eqlL-Ofjzh0/TcMCt_bRpdI/AAAAAAAAAOo/SGeStTttT3g/s72-c/imagesCARH3JAN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-2262643462420984450</id><published>2011-03-21T13:19:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T13:23:28.962-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portal EBD'/><title type='text'>Uma benção para voçe!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-x-6bSz2dUF0/TYezHhLGi4I/AAAAAAAAAOg/MnzrFLEDsz4/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 41px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-x-6bSz2dUF0/TYezHhLGi4I/AAAAAAAAAOg/MnzrFLEDsz4/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586630804521782146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Portal Escola Dominical, iniciativa do saudoso irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu, para subsidiar os professores de EBD pela internet, volta ao ar após mais de dois anos. Procura ser um espaço de apoio aos professores de EBD na internet, por entendermos que os professores de EBD são os principais responsáveis pela educação cristã na Igreja, num tempo em que é fundamentalmente importante e necessário termos conhecimento da Palavra de Deus para não sermos destruídos espiritualmente, quando se aproxima o término da dispensação da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Portal Escola Dominical (www.portalebd.org.br) terá, além de comentários suplementares das Lições Bíblicas da CPAD, o currículo mais utilizado nas EBDs do Brasil, um espaço para esclarecimento de dúvidas dos professores de EBD (Sala dos Professores), notícias de atualidade para manter os professores de EBD inteirados do que ocorre no mundo, como também estudos bíblicos, reflexões, testemunhos e divulgação de eventos relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros trinta dias, o acesso será aberto a todos. Após trinta dias, o que se dará em 20/4/2011, somente os assinantes terão pleno acesso ao conteúdo do Portal. A assinatura mensal será de R$ 20,00 (vinte reais). Parte do portal, porém, será de acesso livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramurú Afonso Francisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.portalebd.org.br"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-2262643462420984450?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/2262643462420984450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=2262643462420984450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2262643462420984450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2262643462420984450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/03/uma-bencao-para-voce.html' title='Uma benção para voçe!!!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-x-6bSz2dUF0/TYezHhLGi4I/AAAAAAAAAOg/MnzrFLEDsz4/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7845486350277462093</id><published>2011-03-03T12:57:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T13:02:07.937-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferencias'/><title type='text'>Participe!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FBNcAEPs2OY/TXABbMpK9lI/AAAAAAAAAOY/YYklhD8A5ms/s1600/CONF.%2BTEOLOGICA%2BCONFRADESP.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-FBNcAEPs2OY/TXABbMpK9lI/AAAAAAAAAOY/YYklhD8A5ms/s320/CONF.%2BTEOLOGICA%2BCONFRADESP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579961505074050642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7845486350277462093?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7845486350277462093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7845486350277462093' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7845486350277462093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7845486350277462093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/03/participe.html' title='Participe!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FBNcAEPs2OY/TXABbMpK9lI/AAAAAAAAAOY/YYklhD8A5ms/s72-c/CONF.%2BTEOLOGICA%2BCONFRADESP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-4575776822919948443</id><published>2011-02-24T11:20:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T11:22:42.848-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subsidios 2 trimestre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><title type='text'>LIÇÕES BIBLICAS SEGUNDO TRIMESTRE 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Xo0i4n3hLkQ/TWav6GbCbAI/AAAAAAAAAOQ/rXx6VC82arE/s1600/EBD%2B-%2Bcapa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Xo0i4n3hLkQ/TWav6GbCbAI/AAAAAAAAAOQ/rXx6VC82arE/s320/EBD%2B-%2Bcapa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577338601236229122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;TEMA:MOVIMENTO PENTECOSTAL AS DOUTRINAS DA NOSSA FÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTARISTA:Pr.ELIENAI CABRAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 – QUEM É O ESPIRITO SANTO&lt;br /&gt;02 – NOME, SIMBOLO, DO ESPIRITO SANTO&lt;br /&gt;03 – O QUE É O BATISMO NO ESPIRITO SANTO&lt;br /&gt;04 – ESPIRITO SANTO AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DEUS&lt;br /&gt;05 – A IMPORTÂNCIA DOS DONS ESPIRITUAIS&lt;br /&gt;06 – DONS ESPIRITUAIS QUE MANIFESTAM A  SABEDORIA DE DEUS&lt;br /&gt;07 – OS DONS DE PODER&lt;br /&gt;08 – O GENUINO CULTO PENTECOSTAL&lt;br /&gt;09 – A PUREZA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL&lt;br /&gt;10 – ASSEMBLÉIA DE DEUS, CEM ANOS DE PENTECOSTE&lt;br /&gt;COMENTARISTA DESSA LIÇÃO:- PR. ANTONIO GILBERTO E PR. ISAEL DE ARAUJO&lt;br /&gt;11 – UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL&lt;br /&gt;12 – CONSERVANDO A PUREZA DA DOUTRINA PENTECOSTAL&lt;br /&gt;13 – AVIVA O SENHOR A TUA OBRA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-4575776822919948443?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/4575776822919948443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=4575776822919948443' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/4575776822919948443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/4575776822919948443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/02/licoes-biblicas-segundo-trimestre-2011.html' title='LIÇÕES BIBLICAS SEGUNDO TRIMESTRE 2011'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Xo0i4n3hLkQ/TWav6GbCbAI/AAAAAAAAAOQ/rXx6VC82arE/s72-c/EBD%2B-%2Bcapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-5072865144533899865</id><published>2011-02-13T11:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T11:27:57.220-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramuru Afonso Francisco'/><title type='text'>SINAIS DO PERFUME DO JASMIM</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i6HOGB6IpgA/TVgwtiQW1sI/AAAAAAAAAOI/91nuoOuXmAs/s1600/Fim%2Bdos%2BTempos%2B032.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 237px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-i6HOGB6IpgA/TVgwtiQW1sI/AAAAAAAAAOI/91nuoOuXmAs/s320/Fim%2Bdos%2BTempos%2B032.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573258097718646466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   2011 iniciou, na política internacional, com uma série de movimentos populares em diversos países árabes e/ou muçulmanos do Oriente Médio e Norte da África demonstrando a fadiga das ditaduras secularistas que, há décadas, governam estes países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tudo começou na Tunísia, onde uma onda de protestos eclodiu a partir da autoimolação de Muhammad Bouaziz, um jovem que, apesar de graduado em curso superior, não conseguia encontrar um trabalho regular e foi privado, por parte das autoridades, do seu magro sustento, vendendo verduras. Ele colocou fogo em seu próprio corpo em 17 de dezembro de 2010 e acabou incendiando o país, que já estava farto do governo do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que já durava 23 anos e cuja família, principalmente a de sua mulher, praticamente controlava todos os negócios rentáveis do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Com a queda do presidente da Tunísia, que fugiu do país em 14 de janeiro de 2011, após uma onda de protestos populares, que ficou conhecida como “Revolução do Jasmim” (o jasmim é a flor nacional da Tunísia), uma série de protestos similares eclodiram em diversos países árabes, onde também há regimes autoritários longevos e seculares, como na Argélia, Egito, Iêmen e Jordânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Em meio aos protestos da Tunísia, o governo do Líbano, que era dirigido por Saad Hariri, também mudou de mãos, diante de uma manobra política liderada pelo movimento Hizbollah, que passou a controlar o novo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Todos estes movimentos demonstraram que há uma insatisfação crescente nas populações destes países contra estes regimes autoritários, que cerceiam a liberdade política e que não têm conseguido melhorar as condições sócio-econômicas, pois, em regra, são países extremamente pobres, com enormes desníveis sociais, em que uma elite controla a política e a economia, sendo, todos estes países, fortemente sustentados pelos Estados Unidos, uma vez que são regimes políticos que, apesar de muçulmanos, não adotam e são contrários ao fundamentalismo radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A persistente pobreza e desigualdade social nestes países, agravada sobremaneira com a crise econômico-financeira que assolam Estados Unidos e Europa desde 2008, o que fez reduzir as oportunidades não só destes países no mercado internacional, mas também a vida dos imigrantes que encaminhavam recursos para seus familiares nestes países (principalmente nos países do Norte da África), fizeram com que o quadro político se deteriorasse rapidamente, ainda mais quando não se tem, no sistema político, quaisquer válvulas que permitam uma mudança que não seja mediante a rebelião contra as instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Como se não bastasse isso, o clima de pobreza e desigualdade persistentes tornam ainda mais sedutoras as teses defendidas pelos fundamentalistas islâmicos, que, governos ou não, são grandes investidores na sustentação das comunidades islâmicas e, no caso principalmente de Argélia e Egito, as principais forças políticas de oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Assim, diante da queda de um dos governos considerados mais estáveis da região, como foi o da Tunísia, não foi surpreendente o “pipocar” de movimentos similares nestes diversos países, notadamente no Egito, que é o mais importante de todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Não se pode, também, esquecer que, diante da crise econômico-financeira e da própria retórica trazida pelo governo Obama nos Estados Unidos, também houve uma sensível redução do “poder de fogo” dos Estados Unidos, que sustentam estes regimes, a criar ainda mais ardor entre os que desejam a queda de tais regimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O fato é que, após a queda do regime secular de Saddam Hussein no Iraque e a vitória de um partido islâmico na Turquia, nunca a vertente secularista (ou seja, aquela que, sem renegar a religião muçulmana, procura manter o Estado laico, criar uma vida social desvinculada dos preceitos do Corão) esteve tão agonizante no mundo árabe como agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Este quadro mostra-nos, claramente, que estamos vivendo um momento de profundas transformações na configuração política do Oriente Médio e, para os que conhecem as Escrituras, o fechamento de um quadro que nos permite vislumbrar a iminência de um “estado de guerra” que é descrito nos capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Com efeitos, estes governos autoritários seculares, pró-americanos que, se não estão em paz com Israel (como é o caso do Egito), pelo menos não são favoráveis ao confronto com o Estado judeu, até porque são adversários daqueles que defendem que “Israel seja lançado ao mar”, como é o caso da Irmandade Muçulmana no Egito (que é a “mãe ideológica” desta ideia e que deu origem, entre outros movimentos, ao Hamas, na Palestina), em sendo substituídos, sê-lo-ão por governos que, ou serão diretamente controlados pelos fundamentalistas islâmicos ou, ainda que sejam dirigidos por pessoas moderadas, terão, mais cedo ou mais tarde, de ceder aos fundamentalistas islâmicos ou a suas teses, até porque nada indica que as profundas crises sócio-econômicas serão debeladas por estes novos governos que, diante da impaciência natural da população, terão de recorrer ao velho expediente do “bode expiatório” e Israel é, evidentemente, o candidato a assumir uma tal posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A queda do governo do Egito representará, para Israel, a perda do principal aliado do mundo árabe. Como as relações com a Turquia já estão profundamente deterioradas desde a subida ao poder do Partido da Justiça e do Desenvolvimento em 2003, que defende o abandono do “kemalismo”, a ideologia que manteve o Estado turco dissociado da “sharia” (a lei islâmica) desde 1920, temos um quadro de profundo isolamento que, certamente, levará a uma nova guerra dos judeus contra os árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A subida ao poder no Líbano do Hizbollah, que é um movimento que defende abertamente a destruição de Israel, complica ainda mais a situação, pois os confrontos com Israel aumentarão, havendo, também, o fato de que o Hamas, o movimento palestino que também defende a destruição de Israel e que governa a Faixa de Gaza, terá, doravante, a ajuda tanto do Líbano quanto de um novo governo egípcio, o que até aqui não ocorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O próprio governo da Autoridade Nacional Palestina, que administra a Cisjordânia, também, por questão de sobrevivência, terá de se aproximar do Hamas, pois o seu principal suporte, atualmente, tem sido os governos secularistas do Egito e da Jordânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A moderada Jordânia, com seu rei Abdullah II, também foi alvo de protestos e o rei, imediatamente, destituiu o governo e nomeou um novo primeiro-ministro, que deverá promover novas eleições, onde, certamente, os setores mais radicais terão maior influência. A Jordânia é outro país árabe que está em paz com Israel mas cuja disposição de não-enfrentamento sofrerá natural modificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os países do Norte da África, os demais países árabes e a Turquia caminham, assim, para uma postura de enfrentamento com Israel, voltam a assumir como sua bandeira o sonho de “lançar Israel ao mar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Onde vemos isto no texto da Bíblia Sagrada? Nos capítulos 38 e 39 de Ezequiel, onde, após a visão do vale dos ossos secos, que nos falam da restauração da nação israelita, temos a descrição de uma guerra em que Israel é atacado por um conjunto de nações, sob o comando de Gogue, o chefe de Meseque e Tubal, que se fará acompanhar de Togarma, Gômer, Pute, persas e etíopes (Ez.38:5,6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ora, conforme os estudiosos das Escrituras, Magogue (Ez.38:2), a terra de Meseque e Tubal, outra não é senão a Rússia; Pute, a região do Norte da África, em especial a Líbia; Togarma, a Turquia; persas, o Irã; os etíopes, a Etiópia, outro país do Norte da África e Gômer, identificada com a Alemanha (país em que a minoria turca é cada vez mais presente e influente) e que pode muito bem representar a União Europeia, que tem se envolvido cada vez mais nas negociações do Oriente Médio e de forma desfavorável a Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Segundo texto de Ezequiel, estes países se unirão a outros, entre os quais Sebá e Dedã (Ez.38:13), povos apontados como sendo os árabes (mais precisamente a área da Jordânia, Iêmen e Arábia Saudita), querendo a destruição de Israel, com o objetivo de retirar-lhe a segurança de que hoje goza, mas serão fragorosamente derrotados, dando a Israel uma força internacional poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A “Revolução do Jasmim” mostra, claramente, o início do surgimento de um consenso entre os países do Oriente Médio contra Israel que não se via desde a Guerra dos Seis Dias, e ainda reforçado com um governo antipático a Israel tanto no Irã quanto na Turquia, países que estão muito dependentes da Rússia, que se ergue e precisa ter uma nova projeção no campo da política internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O cenário está a mostrar que uma aliança contra Israel está em fase final de elaboração, em mais uma eloquente indicação que Jesus breve vem, não tarda muito para voltar e arrebatar a Sua Igreja, pois a vitória militar profetizada para Israel é o lastro que forçará o Anticristo, que será o outro grande emergente dentre as nações,  a ter de firmar um pacto com Israel, que incluirá o ressurgimento do Templo e o consequente início da última semana de Daniel, fatos que somente poderão ocorrer após o término da dispensação da graça, do tempo da Igreja sobre a face da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Diante dos sinais trazidos pelo perfume do jasmim, estamos preparados para a volta do Senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Evangelista da Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-5072865144533899865?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/5072865144533899865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=5072865144533899865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5072865144533899865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5072865144533899865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/02/sinais-do-perfume-do-jasmim.html' title='SINAIS DO PERFUME DO JASMIM'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i6HOGB6IpgA/TVgwtiQW1sI/AAAAAAAAAOI/91nuoOuXmAs/s72-c/Fim%2Bdos%2BTempos%2B032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-2555421446613714700</id><published>2011-02-08T15:36:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T15:41:38.001-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramurú'/><title type='text'>O CRESCIMENTO DA IGREJA PRIMITIVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TVHUpaqwTAI/AAAAAAAAAOA/jOGdT2y_8ks/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 156px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TVHUpaqwTAI/AAAAAAAAAOA/jOGdT2y_8ks/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571468022032387074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atos mostra-nos o correto modelo de crescimento da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;“E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.” (At.5:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em complemento ao estudo deste trimestre sobre Atos, apresentaremos um sucinto estudo sobre o crescimento da igreja primitiva tal qual registrado naquele livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O crescimento era uma marca da igreja primitiva e deve ser, também, característica da igreja atual, mas consoante o modelo bíblico contido no texto sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – O CRESCIMENTO DA IGREJA EM JERUSALÉM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos a estudar o livro de Atos dos Apóstolos, que, como já temos visto, não é só o livro histórico do Novo Testamento, mas, também, o modelo, o manual a ser observado por todos os crentes, de todas as épocas, no desempenho da tarefa que o Senhor Jesus nos deixou até a Sua volta, qual seja, o de pregação do Evangelho a toda a criatura (Mc.16:15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desta forma, não há como deixar de verificar que, no livro de Atos, temos o manual do Espírito Santo a respeito da estrutura e do comportamento da Igreja no cumprimento da “grande comissão”, modelo este que, por ser divino, não pode ser substituído nem distorcido por qualquer “visão humana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao verificarmos o livro de Atos, chegamos à conclusão de que o crescimento é uma característica presente na igreja primitiva. Desde o dia de Pentecostes, quando, após a pregação de Pedro, quase três mil almas se converteram (At.2:41), como depois, o aumento do número de salvos para aproximadamente cinco mil, após o milagre da cura do coxo da porta Formosa do templo (At.4:4), nota-se que, por seguidas vezes, Lucas registra o crescimento como uma marca da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deste modo, não se pode negar que o crescimento é um elemento que deve constar dos objetivos e alvos de todos quantos estão a fazer a obra do Senhor, visto que o trabalho do Espírito Santo produz, sim, aumento do número de pessoas convertidas a Cristo Jesus, não havendo como se impedir que isto se verifique, pois se trata de um trabalhar divino, trabalho este que ninguém pode impedir (Is.43:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desde logo, pois, temos de reconhecer que todos quantos se empenham em criar recursos, estratégias, modelos e meios pelos quais se possa fazer crescer a obra de Deus têm uma motivação bíblica genuína, visto que as Escrituras são claras a mostrar que a obra de Deus foi feita para crescer. O próprio Jesus ensinou que o reino de Deus é semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta, que cresce e se torna grande árvore e em seus ramos se aninharam as aves dos céus ou semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou (Lc.13:18-21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, nos últimos tempos, muitas ideias, fórmulas, estratégias e “visões” têm invadido as igrejas locais, numa verdadeira “síndrome de crescimento”, criando mesmo o que se denominou de “movimentos de crescimentos de igrejas”, que grandes transtornos têm causado ao povo de Deus e que, em muitos casos, são verdadeiras operações satânicas preparatórias para o surgimento do Anticristo e para o estabelecimento de uma “cunha” que leve muitos que cristãos se dizem ser, por meio destes “modelos” e “visões”, a engrossar as fileiras da igreja apóstata que acolherá a besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Torna-se, pois, imperioso que, no momento em que estamos a estudar o livro de Atos, precisamente no ano do centenário das Assembleias de Deus no Brasil, vejamos o que a Bíblia tem a nos dizer sobre o crescimento da igreja, para que não venhamos a ser enganados por falsificadores da Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No livro de Atos, na Versão Almeida Revista e Corrigida, há pelo menos cinco referências a respeito do crescimento da Igreja, a saber: 2:47; 5:14; 6:7; 9:31; 12:24; 19:20. Vejamos cada uma das referências para, do texto sagrado, podermos extrair o que significa crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em At.2:47, na primeira referência do livro ao crescimento da Igreja, na descrição que Lucas faz da igreja primitiva, vemos que o crescimento é o resultado da perseverança na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At.2:42). O crescimento apresenta-se como consequência de uma vida espiritual. A igreja crescia porque servia a Deus. O crescimento, portanto, é uma demonstração visível de uma realidade invisível, qual seja, o da salvação por meio do Evangelho de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este crescimento dava-se, segundo o texto sagrado, pelo “acréscimo do Senhor à igreja daqueles que se haviam de salvar”. Vemos, aqui, logo no limiar da menção do crescimento da Igreja, que se trata de uma obra divina, de algo feito pelo Senhor e não, pelo homem. Isto é importantíssimo, pois, se o crescimento da Igreja é obra do Senhor, não há como o homem querer criar mecanismos que, por si sós, tragam crescimento à Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma das mais nefandas características malévolas dos atuais “movimentos de crescimentos de Igreja” é, precisamente, o fato de se aplicarem, para que haja crescimento na Igreja, métodos, técnicas e estratégias criadas e desenvolvidas por homens, métodos que, no mais das vezes, nada mais são do que transferência para a órbita eclesiástica de teorias e mecanismos criados na “ciência da administração”, quase sempre de “administração de empresas”. A Igreja passa a ser considerada como uma empresa, como uma mera organização humana. É, por isso, aliás, que estes “movimentos de crescimentos de igrejas” se constituem, no mais das vezes, em ardilosa empreitada satânica, visto que estão inseridas no espírito de divinização do homem, de independência de Deus que caracteriza este “princípio de dores” que anuncia o término da dispensação da graça.&lt;br /&gt;OBS:  Confessadamente, um dos movimentos que mais influenciam as estratégias de crescimentos de igrejas atualmente, a chamada “Rede de Liderança” de Bob Buford é inspirada na teoria de administração de Peter Ferdinand Drucker (1909-2005), considerado o “pai da administração moderna”, que via a administração como “o tratamento das pessoas nas organizações”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus, ao falar sobre o crescimento do reino de Deus, fez, como já vimos, duas comparações que bem mostram que o crescimento depende do Senhor. Por primeiro, disse que o reino de Deus é como o grão de mostarda, i.e., o crescimento, embora seja possível somente após a semeadura, não pode, em absoluto, dar-se por vontade do dono da horta, depende de fatores que estão única e exclusivamente sob o controle divino, como as chuvas. O dono da horta deve ser cuidadoso, cuidar da terra, evitar disseminação de pragas, mas não pode controlar os fatores indispensáveis ao nascimento e crescimento da mostarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por segundo, o Senhor Jesus comparou o reino de Deus a três medidas de fermento que, postas na farinha, levedam toda a massa. O levedo é promovido por reações químicas que independem da vontade da mulher que pôs o fermento na massa. Ela teve de introduzir o fermento na massa, massa que ela também preparou, mas o levedo provocado pelo fermento não está sob controle da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além de o texto indicar que o crescimento é obra do Senhor, também nos mostra que a Igreja cresce através do número de “salvos”, ou seja, “daqueles que se haviam de salvar”, um texto que é, em tudo coerente, com a narrativa das primeiras conversões, quando Lucas diz que se agregaram quase três mil almas que “foram batizadas de bom grado” visto que “receberam a Palavra” (At.2:41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas que se tornaram a Igreja eram aquelas que haviam recebido a palavra. Que palavra? A pregação feita por Pedro para que se arrependessem e fossem batizados em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados e recebessem o dom do Espírito Santo (At.2:38), que se salvassem daquela geração perversa (At.2:40). Pessoas que tinham sido compungidas em seus corações com a pregação do apóstolo (At.2:37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para que se tenha crescimento da Igreja, portanto, faz-se necessário que se pregue a Palavra de Deus e que a Palavra seja recebida nos corações dos ouvintes, que sintam o poder da Palavra para compungirem seus corações. Compungir é “'picar em muitas partes; causar impressão desagradável, ferir, ofender”. No original grego, temos a palavra “katanusso” (κατανύσσω), que tem o significado de “picar, ferir, agitar veementemente, atingir fortemente a mente com sentimento de tristeza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Igreja cresce não com número de pessoas, mas, sim, com pessoas que sentem, por causa da Palavra de Deus, a “tristeza segundo Deus”, que opera o arrependimento (II Co.7:10), que as faz mudar de maneira de viver, a abandonar o modo de vida que tinham até então para passarem a querer obedecer a Cristo. Este é o crescimento que será mencionado em Atos dos Apóstolos, algo bem diferente do que é defendido por Peter Drucker, um dos “gurus” dos atuais “movimentos de crescimento de igrejas”: “…’Considere as megaigrejas que cresceram de forma tão rápida nos EUA desde os anos 1980 e são certamente o fenômeno mais importante na sociedade americana nos últimos trinta anos. Existem agora cerca de 20.000 dessas igrejas e, embora as denominações tradicionais tenham declinado continuamente, as megaigrejas cresceram muito. Isso aconteceu por que elas perguntaram: ‘O que é valor?’ para aqueles que não frequentavam igrejas e apresentaram as respostas que as antigas igrejas negligenciaram. Elas descobriram que o valor para um consumidor de serviços de igreja é muito diferente do que as igrejas tradicionalmente estavam fornecendo. O maior valor para os milhares que agora lotam as megaigrejas — tanto nos dias de semana quanto aos domingos — é a experiência espiritual, em vez de um ritual.’ [tradução do autor de entrevista dada por Peter Drucker à revista Forbes, observação nossa]. O Dr. Drucker admite que as grandes congregações estejam baseando suas mudanças naquilo que os não-frequentadores de igreja querem para então passarem a ir à igreja, em vez de pregarem a Palavra de Deus para aqueles que têm ouvidos e querem ouvir o que o Espírito de Deus diz às igrejas. Um sinal de uma ‘igreja do século 21’ é que ela está conformada com o mundo e, portanto, caminha na direção que os ‘não-frequentadores de igreja’ querem que ela siga. A razão por que essas igrejas estão experimentando um crescimento tão grande é que a congregação não está suportando a sã doutrina, mas seguindo suas próprias cobiças, está amontoando para si mestres, tendo comichão nos ouvidos e está se afastando da verdade e voltando-se para as fábulas. Essas pessoas querem experiências espirituais baseadas em relacionamentos e emoções humanas, em vez de um relacionamento amoroso com o Senhor Jesus Cristo, baseado em Seus fatos.…” (KLENCK, Robert. O que há de errado com a Igreja do século 21? Parte 3: como diaprax se manifesta na Igreja. Disponível em: http://www.espada.eti.br/klenck-3.asp Acesso em 28 dez. 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando se fala em crescimento da Igreja, portanto, não se fala em números, embora eles existam (Lucas fala das quase três mil almas que se converteram em Pentecoste e que subiram para quase cinco mil após a cura do coxo da porta Formosa), mas, sim, em salvação de almas. O crescimento era medido por um duplo critério: qualitativo-quantitativo. Não havia apenas crescimento numérico, mas crescimento numérico de salvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para que a igreja cresça, portanto, faz-se preciso que preguemos a Palavra de Deus, que preguemos o arrependimento dos pecados, pregação esta que seja precedida de uma vida de oração e de busca do poder de Deus. As Assembleias de Deus, cem anos depois da chegada dos missionários, é a maior denominação evangélica do Brasil não por causa de qualquer estratégia, visão ou mecanismo humanos (e nenhuma destas “visões” ou “mecanismos” tiveram tanto resultado como os dos avivamentos ao longo da história da Igreja), mas porque passou a pregar que “Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o céu”, pregações estas precedidas de uma vida espiritual abundante na presença do Senhor. O atual declínio das Assembleias de Deus é resultado direto do abandono deste método que não é novo nem criado pelo avivamento pentecostal do século XX, mas que se encontra registrado em Atos dos Apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em At.5:14, texto que adotamos como áureo deste estudo, é dito que “multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais”. De pronto, vemos que o crescimento da Igreja não se subordina aos imperativos sociais. A salvação atingia tanto homens quanto mulheres, prova de que não havia qualquer discriminação na pregação do Evangelho. Ao contrário do que se procura atualmente incutir na mente de muitos, a Igreja não está submetida a qualquer discurso “politicamente correto” ou a qualquer convenção social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, a Igreja não precisa “agradar ao mundo” nem tampouco pode aceitar ingerências mundanas na sua forma de pregar a Palavra e de alcançar os perdidos. Cada vez mais o espírito do anticristo tem procurado fazer com que muitos que cristãos se dizem ser aceitem limites na atuação da Igreja, mas devemos pregar o Evangelho a toda a criatura por todo o mundo e ninguém pode alterar este mandamento do Senhor Jesus. Nossa atitude tem de ser como a de Pedro diante do sinédrio: “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Triste, porém, é vermos que muitos nem precisam ser convencidos pelo inimigo ou seus agentes para circunscrever a área de atuação de sua igreja local. Eles próprios já se autolimitam, deixando-se levar por preconceitos culturais e sociais que os impedem de atingir a todos os perdidos. Se não há pregação, não haverá salvação e, por conseguinte, não se terá crescimento (Rm.10:14,15). São muitos os que se encontram, atualmente, “excluídos” da pregação do Evangelho por parte de muitas igrejas locais que, por isso mesmo, não crescem. O crescimento da Igreja exige que a pregação alcance a todos.&lt;br /&gt;OBS: Devemos, pois, tomar cuidado, também, com as simplificações ou segmentações que se fazem, dentro de certos modelos de crescimentos de igrejas, em que se pretende criar o “alvo ideal” da pregação do Evangelho. Todas as atividades da igreja local são, então, planejados para este “alvo ideal”, um verdadeiro “consumidor” a ser conquistado, não uma alma a ser ganha para o reino dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vivemos hoje um marasmo com relação ao evangelismo. A quase totalidade das igrejas locais possui “departamentos de evangelismo”, o que é um contrassenso, já que toda igreja tem de evangelizar, a demonstrar, pois, que pequena parte da igreja está preocupada em ir ao encontro dos incrédulos, como também dos que se afastaram da fé. Deste modo, não há mesmo como a igreja crescer, dentro do que vemos registrado na Bíblia. É muito triste vermos o reduzidíssimo número de pessoas convidadas pelos crentes para os cultos ditos evangelísticos (como são, normalmente, os de domingo à noite), cujo objetivo é precipuamente o de ganhar almas para o Senhor Jesus… Não há como uma igreja crescer assim.&lt;br /&gt;OBS: “…Com o crescimento da igreja, até certo ponto inesperado, houve também um volume considerável de atividades administrativas que, em regra geral, consomem a maior parte do tempo do pastor. Com isso, a administração dos números assumiu posição de prioridade, enquanto que a evangelização pessoal passou a ser tarefa de um grupo isolado da igreja local, geralmente chamado de ‘Departamento de Evangelismo’. Esse ‘departamento’ é que planeja, executa o evangelismo nos fins de semana, uma vez no mês, e, pasmem, algumas igrejas só tratam desse assunto durante os congressos da mocidade, anualmente (!). O que deveria ser tarefa diária de todos os crentes, sob a liderança do pastor, passou a ser feita periodicamente, por uns poucos. Evidentemente, tratamos de exceções que, todavia, tendem a crescer.…” (COSTA, José Wellington Bezerra da. Como ter um ministério bem sucedido, p.182). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A referência seguinte sobre crescimento da igreja primitiva em Atos se dá em At.6:7, quando, após o episódio da instituição do diaconato, que pôs fim à murmuração existente na igreja, é dito que a “crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava muito o número de discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais uma vez, vemos que o crescimento da Igreja é aliado ao crescimento da Palavra de Deus, ou seja, somente crescia o número de salvos, porque crescia a pregação da Palavra. Não há, pois, como crescer uma igreja local se não houver crescimento da pregação da Palavra, da pregação do Evangelho, pregação esta que deve levar em conta a necessidade de arrependimento dos pecados. Tanto assim é que os próprios inimigos da Igreja testemunham que Jerusalém estava cheia da doutrina, doutrina que tinha, como ponto proeminente, o perdão dos pecados por meio do sangue de Jesus (At.5:28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se trata, nem de longe, de criar “pontos de contato” com o público, com o auditório, de se fazer “palatável” ou “agradável”, muito menos “simpático” ou “popular”, como se defende hodiernamente nos variados “movimentos de crescimento de igrejas”, baseados no marketing, que, para “vender seu produto”, tem de criar condições emocionais e psicológicas favoráveis ao público a fim de lhe motivar a adquirir o produto. Não, não e não! A Igreja precisa mostrar ao mundo uma “boa nova”, a de que, em Jesus, podemos ter o perdão dos nossos pecados e alcançar a salvação, sem o que iremos irremediavelmente para a eterna separação de Deus.&lt;br /&gt;OBS: Atualmente, é outro o quadro que temos visto nas igrejas preocupadas com crescimento: “…A mensagem é aguada. Temas como pecado, julgamento, o poder tremendo de Deus, etc., geralmente estão ausentes da mensagem, ou são substituídos por uma terminologia menos ofensiva. Normalmente, a mensagem inicia com alguns 'quebra-gelos' iniciais, como anedotas ou historietas. Diversas versões da Bíblia são usadas, a tradução King James Version (equivalente à Almeida Corrigida e Fiel) é evitada e os versos citados são exibidos nos telões de vídeo. A mensagem é ambígua, parecendo sensata para as pessoas que pensam tradicionalmente, estão em transição, ou já foram treinadas a pensar de forma transformacional. Frequentemente, meias-verdades são usadas (por exemplo, a proeminência de Cristo como um líder religioso, mas omitindo Sua divindade), ou mensagens "subliminares" são utilizadas.…” (KLENCK, Robert. end. cit.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O crescimento da Palavra gera a multiplicação de discípulos, diz o texto, inclusive grande número de sacerdotes, classe que, se esperaria, seria mais resistente à pregação do Evangelho, pelo recente histórico de confronto entre eles e o Senhor Jesus. No entanto, o crescimento da Palavra de Deus, a pregação contínua das Escrituras levou muitos dos sacerdotes a realmente entenderem, pelo Espírito Santo, que Jesus era o Cristo, passando, então, a obedecer à fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O crescimento da Palavra de Deus não resultava, apenas, em multiplicação numérica, mas em aumento do número daqueles que “obedeciam à fé”. Havia real conversão, real transformação. As pessoas abandonavam as suas velhas formas de viver e passavam a viver de acordo com a Bíblia Sagrada, com a doutrina dos apóstolos. Crescimento importa em conversões, em mudanças de atitudes. Temo visto isto, porventura, nas megaigrejas tão mencionadas e imitadas na atualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – O CRESCIMENTO DA IGREJA APÓS A DISPERSÃO DOS DISCÍPULOS DE JERUSALÉM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em At.9:31, Lucas dá conta do crescimento da igreja na Judeia, Samaria e Galileia, dizendo que elas tinham paz e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O crescimento mencionado por Lucas, aqui, abrangia as igrejas surgidas da dispersão dos crentes de Jerusalém, por causa da perseguição liderada por Saulo (At.8:1). Este crescimento mostra, de pronto, que a pregação do Evangelho, que havia alcançado toda Jerusalém, não era obra apenas dos apóstolos, mas, também, dos crentes em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto já nos mostra que a igreja não se circunscrevia às reuniões que, até então, haviam ocorrido no alpendre de Salomão, no templo de Jerusalém (At.5:12), mas também havia reuniões em casas, onde os discípulos em geral serviam a Deus e pregavam a Cristo (At.5:42), porque todos, ou, pelo menos, grande parte dos discípulos haviam sido igualmente revestidos de poder (At.4:31). Constantes eram as reuniões de oração entre os crentes (At.12:12-17), que tinham uma vida comunitária que trasbordava as quatro paredes do templo (At.2:44,46).&lt;br /&gt;OBS: “…O obreiro precisa, cada vez mais, usar a inteligência que Deus lhe deu. Não podemos ficar presos entre quatro paredes. O Diabo continua mais sagaz do que nunca. Está cada vez mais difícil ganhar um pecador para Jesus. Se ele trabalha, precisamos trabalhar mais do que ele, em dobro.…” (COSTA, José Wellington Bezerra da. op.cit.,  p.167).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A igreja, então, atuava tanto no templo, nas reuniões no alpendre de Salomão, às quais todos compareciam (At.5:12), como também reuniões menores em casas, seja para orar, seja para anunciar o Evangelho. Não há, pois, a dicotomia que se procura hoje construir entre “igrejas em células” e “igrejas em templos”, como se a igreja primitiva fosse de um ou de outro tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade, diante da real conversão dos crentes, eles não podiam calar-se diante do amor de Deus derramado em seus corações pelo Espírito Santo (Sl.45:1; Rm.5:5) e tinham a noção da necessidade e da urgência da pregação do Evangelho (I Co.9:16), levando, assim, as boas novas de salvação para toda Jerusalém, independentemente das pregações dos apóstolos ou da ida ao alpendre de Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os crentes, inclusive, pregavam nas diversas sinagogas existentes em Jerusalém, como nos mostra Estêvão (At.6:9), a provar, pois, que os crentes não escolhiam locais ou grupos, grandes ou pequenos, para pregar o Evangelho, mas aproveitavam todas as oportunidades que tinham para anunciar a Jesus.&lt;br /&gt;OBS: “…Outro princípio paulino que bem assegura o desenvolvimento deste tema é encontrado em 1 Co 9.22, onde o apóstolo busca todos os métodos disponíveis ao seu alcance, e até as alternativas que estavam além das suas possibilidades para salvar os seus ouvintes. É isso que sugere o texto: ‘Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns’. A aplicação da estratégia de Paulo para os nossos dias, pode-se resumir da seguinte maneira: todos os métodos pedagógicos, todos os meios de comunicação, todos os equipamentos tecnológicos disponíveis, investir todo o dinheiro, em todos os lugares, a qualquer hora, com todo o pessoal, com todas as forças, com todo ânimo, com todos os instrumentos e grupos musicais recomendáveis etc.…” (COSTA, José Wellington Bezerra da. op.cit., p.181).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inexiste, pois, esta dicotomia que hoje se pretende fazer entre templos e grupos pequenos, pois a evangelização deve ser feita a todo tempo, a toda hora, como, aliás, nos mandou o Senhor Jesus e afirma o apóstolo Paulo (II Tm.4:2). Aliás, a igreja não era organizada nem com base no templo nem com base em grupos pequenos, de forma que não se pode afirmar que este ou aquele seja o modelo bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que havia era o interesse dos crentes pela salvação das almas perdidas, tanto que não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo, fosse no alpendre de Salomão, fosse nas casas, fosse nas sinagogas. O crescimento está ligado à mobilização dos crentes em busca dos perdidos, mobilização esta que somente se dará se houver amor de Deus nos corações. De nada adiantam estratégias e sistemas eficientes e eficazes se não houver amor pelas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os crentes, uma vez dispersos, continuaram a fazer o que já faziam em Jerusalém, ou seja, anunciar a Cristo Jesus nas aldeias e cidades da Judeia, Samaria e Galileia e o resultado foi o surgimento de igrejas nestes locais. Perceba-se que Lucas fala em igrejas, não em casas, células ou grupos pequenos. Evidentemente que as reuniões, uma vez que não podiam mais ser realizadas no alpendre de Salomão, passaram a ser feitas em casas, quiçá até em sinagogas, mas isto não significa, em absoluto, que as reuniões coletivas tivessem sido abandonadas ou que a igreja fosse formada por “células”. Havia, sim, igrejas estabelecidas nestes locais, igrejas que cresciam, porque não cessavam de anunciar a Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também nestas igrejas locais, não havia luta pelo poder, o que se poderia esperar já que, nas referidas igrejas, não estavam presentes os apóstolos, abrindo espaço, pois, para quem quisesse ter o primado. Lideranças havia, mas nenhuma busca de cargos ou de títulos. As igrejas não competiam entre si, não havia “invasões de campo”, mas entre elas havia paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também havia edificação, pois, apesar de os apóstolos não estarem lá para doutriná-los, os crentes que abriram estes trabalhos eram preparados, já haviam sido doutrinados pelos apóstolos e, desta forma, podiam transmitir aquilo que haviam recebido. O Senhor Jesus dispersou-os no momento em que estavam devidamente preparados para poder ensinar outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O resultado da pregação do Evangelho e da edificação espiritual outro não era senão o crescimento das igrejas locais, que Lucas diz que “se multiplicavam”. Mas o médico amado nos mostra como se dava este crescimento: “andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta afirmação de Lucas traz-nos preciosas lições. Por primeiro, que o crescimento, assim como em Jerusalém, era qualitativo-quantitativo. Aumenta o número, mas o número de salvos, pessoas que tinham mudado a sua forma de viver, passando a temer a Deus e a ter a consolação do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por segundo, o motivo de haver paz entre as igrejas e de elas crescerem era a circunstância de que quem imperava sobre elas era o Espírito Santo. Não se tratava de presença de quaisquer “pais espirituais”, de uma “rede de células” vinculadas por uma “nova unção”, por uma “fidelidade ao líder”. Nada disso! Todos eram dirigidos e guiados pelo Espírito Santo, o Espírito que traz o vínculo da paz (Ef.4:3), o Espírito que glorifica o Príncipe da Paz (Is.9:6; Jo.16:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por terceiro, verificamos aqui que a ideia de “igreja local” é perfeitamente possível. As igrejas não estavam vinculadas hierárquica ou administrativamente a Jerusalém, prova de que inexistia qualquer primado daquela igreja ou mesmo dos apóstolos sobre os demais crentes. Evidentemente que os apóstolos tinham uma função primordial no início da Igreja, pois eram os “enviados” (isto é o significado de “apóstolo”) pelo Senhor Jesus para a propagação do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A dispersão dos crentes, com exceção dos apóstolos, de Jerusalém, porém, era uma demonstração do Espírito Santo no sentido de que a Igreja deveria começar a caminhar sem depender dos apóstolos, embora tivesse de perseverar na doutrina ensinada pelos apóstolos que, afinal de contas, a haviam recebido diretamente do Senhor Jesus (At.1:21,22). Os apóstolos constituíam os fundamentos da Igreja, postos ao lado dos profetas, depois da pedra principal da esquina (Ef.2:20; Ap.21:14), mas era preciso começar a edificar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta “localidade” também não tem nada que ver com a delimitação administrativa do governo romano, nem que houvesse uma igreja em cada lugar. A Bíblia diz que havia igrejas na Judeia, Samaria e Galileia que convivam em paz e se multiplicavam. Nada, pois, que exigisse que cada cidade, cada vila, cada aldeia, segundo a divisão administrativa do governo romano, tivesse apenas uma igreja, como defendem os “localistas” de Witness Lee (1905-1997).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em At.12:24, Lucas volta a dizer que “a Palavra de Deus crescia e se multiplicava”, depois de ter narrado a trágica morte de Herodes Agripa I, que havia mandado matar Tiago. Esta afirmação mostra que, apesar da perseguição e da própria vingança do Senhor contra Herodes, o fato é que a Igreja prosseguia crescendo e, por causa da Palavra de Deus. Perseguições não impedem o crescimento da Igreja, desde que haja evangelização, desde que haja o anúncio de Cristo Jesus aos perdidos. Temos feito isto num instante de peculiar intensificação da perseguição contra a Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta mesma ideia é repetida por Lucas quando, já falando do ministério de Paulo em Éfeso, diz que “assim a Palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At.19:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lucas faz como que um resumo de todo o profícuo ministério de Paulo em suas três viagens missionárias, pois iniciaria a narrativa da volta de Paulo a Jerusalém e sua consequente prisão. O que significa este “assim” do texto de Lucas? Após ter dado os principais dados das três viagens missionárias do apóstolo, o médico amado faz questão de mostrar que era “daquela forma” que o Evangelho crescia entre os gentios, ou seja, assim como havia acontecido entre os judeus, por intermédio do anúncio da Palavra de Deus que vencia todos os obstáculos existentes no mundo para a conversão das almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até mesmo Éfeso, bastião da idolatria e da feitiçaria (At.19:19, 25-27), estava sendo eficazmente evangelizada por Paulo e muitas almas se convertiam, porque “assim a Palavra de Deus crescia poderosamente e prevalecia”. Não há crescimento da Igreja, não há manifestação do poder de Deus contra todas as potestades malignas, se não houver o anúncio de Cristo Jesus e de Sua salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Incansavelmente, em suas viagens missionárias, Paulo pregava a Palavra de Deus. Ao pregar a Palavra, Palavra confirmada por sinais e prodígios, Palavra precedida por uma intensa vida de oração e meditação nas Escrituras, o Senhor salvava almas de todas as classes sociais, de ambos os sexos, judeus e gentios, fazendo com que nascessem e crescessem inúmeras igrejas locais tanto na Ásia quanto na Europa. O mundo de então foi atingido na geração apostólica por causa da pregação da Palavra (At.14:21-23; 16:4,5). É “assim” que uma igreja local cresce!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O livro de Atos, a propósito, termina mostrando Paulo em uma casa alugada em Roma, pregando o reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus sem impedimento algum (At.28:31), a mostrar que este é o cerne de toda atividade que vise o crescimento da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Igreja foi feita para crescer. É o grão de mostarda que se torna a grande árvore; as três medidas de farinha que leveda toda a massa. No entanto, para que isto ocorra, é necessário que deixemos que o crescimento se dê por conta de Deus, pois se trata de uma obra divina, mas que, neste crescimento, a parte que nos cabe é pregar o Evangelho, ensinar a doutrina dos apóstolos, ir ao encontro dos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Igreja crescerá se todos os crentes se mobilizarem a fim de, seja em templos, seja em casas, seja em uma reunião coletiva, seja em reuniões em pequenos grupos, levem pessoas que não conhecem a Jesus Cristo ao conhecimento do Evangelho, mediante uma pregação que seja precedida de revestimento de poder, de oração, consagração, meditação nas Escrituras, de um testemunho fiel, de quem é temente a Deus e está sempre na companhia e consolação do Espírito Santo. &lt;br /&gt;OBS: “…Há uma guerra contínua da Igreja contra o pecado, contra o mundo e contra Satanás. O príncipe deste mundo tenta de todas as maneiras ocupar o crente para que ele não se preocupe com o trabalho de evangelismo, mas busque, em primeiro lugar, o seu próprio interesse.(…)Mobilizar, segundo os dicionários de português, significa movimentar tropas para a guerra. O exército dos salvos precisa sair às ruas e invadir o mundo, mostrando que só Jesus Cristo salva. Há a necessidade do obreiro trabalhar sem cessar para o engrandecimento do reino de Deus aqui na Terra. Volto a mencionar a atuação dos pioneiros das Assembleias de Deus no Brasil, porque eles foram usados por Deus com um procedimento padrão para nós, os obreiros desta geração. Eles não conseguiram esse êxito que conhecemos hoje somente saindo de casa à noite para a igreja. Não, eles saíam todos os dias de casa em casa, evangelizando, distribuindo Bíblias, orando por enfermos etc. Naquela época eles tinham tudo e todos contra eles e o trabalho que faziam. A população era hostil, perseguia com grande furor os pioneiros; o sistema de transporte era o mais precário possível. Como se isto fosse pouco, ainda havia a falta do dinheiro. Mas, com todos estes obstáculos, a obra foi feita.…” (COSTA, José Wellington Bezerra da. op.cit., pp.162-3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A pregação da Palavra de Deus não é uma mensagem simpática, construída com base em pesquisas mercadológicas, muito menos tendo por parâmetros teorias e técnicas humanas, mas, sim, a mensagem simples constante das Escrituras: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o céu. Foi esta mensagem que alvoroçou o mundo da igreja primitiva e que alvoroçará, também, o nosso mundo (At.17:6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Alvoroçar o mundo” significa, pelo original grego “anastatóu” (άναστατόω), “inquietar, virar de cabeça para baixo, agitar, mover”, ou seja, os crentes eram conhecidos, já ao tempo da segunda viagem missionária de Paulo, como aqueles que perturbavam o mundo, ou seja, faziam o mundo se inquietar diante da realidade do pecado, faziam o mundo perceber que estavam debaixo da ira de Deus e que precisavam de um Salvador. Ora, é exatamente o contrário do que se pretende nos dias hodiernos com o “crescimento de igrejas”, que é o de tornar o ambiente da igreja “agradável”, ou seja, sedimentar a maneira de viver existente, apenas mostrando que isto pode ser vivido dentro das igrejas. &lt;br /&gt;OBS: É o mesmo sentido que temos em Pv.30:21, onde “alvoroçar” é o hebraico “ragaz” (ךגצ), cujo significado é “agitar, perturbar, incitar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, não podemos admitir que haja crescimento de igreja sem que se pregue a Cristo e Este, crucificado (I Co.2:2), sem que fale da necessidade do perdão dos pecados pelo sangue de Jesus (At.5:28-32). A utilização de uma “mensagem aguada”, de um “evangelho light”, de um evangelho tolerante ou omisso quanto ao pecado não produzirá crescimento de igrejas, mas, quando muito, apenas um aumento de sócios ou frequentadores que não serão muito diferentes de quaisquer outras associações ou organizações.&lt;br /&gt;OBS: “…’O que é uma verdadeira igreja?’ A resposta seria a mesma — Uma verdadeira igreja é um corpo de crentes nascidos de novo reunidos para a adoração, comunhão, e para estarem equipados para o serviço. Uma vez que uma igreja aceite um único membro que negue a salvação pessoal em Jesus Cristo, essa organização cessa de ser uma verdadeira igreja. Como então pode uma igreja tornar-se "uma igreja para os sem-igreja?" A própria frase não é um oximoro? Quando isso acontece, a igreja não é nada mais do que um clube, e o ministério não é nada mais que um jogo.…” (DOMINIK, Mac. Pragmatismo na Igreja: uma religião orientada para resultados — uma apostasia com propósitos, cap.8. Disponível em:  http://www.espada.eti.br/n1506cap-8.asp Acesso em 28 dez. 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pregando o genuíno e autêntico Evangelho, a Igreja crescerá, o número de salvos, de pessoas realmente transformadas pelo Evangelho, aumentará. Sinais, maravilhas e prodígios confirmarão a Palavra pregada e, por causa da pregação, perseguições sobrevirão. Mas ninguém poderá deter o crescimento da Igreja e a glorificação do nome do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vivemos dias em que se confunde o que significa o crescimento da Igreja e diversas inovações e conceitos têm ingressado nas igrejas locais. Esta “corrida atrás de crescimento quantitativo” tem sido obtida mediante sacrifício do que seja o verdadeiro objetivo e missão da Igreja. Com este comportamento, está-se apenas criando adeptos para a igreja apóstata que adorará o Anticristo. Tomemos cuidado, pois, se assim procedermos, estaremos tão somente repetindo o feito dos fariseus dos dias de Jesus, os quais, segundo o próprio Cristo, “percorriam o mar e a terra para fazer um prosélito e, depois de o terem feito, o faziam filho do inferno duas vezes mais do que eles próprios” (Mt.23:15). Que Deus nos guarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Caramuru Afonso Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-2555421446613714700?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/2555421446613714700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=2555421446613714700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2555421446613714700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2555421446613714700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/02/o-crescimento-da-igreja-primitiva.html' title='O CRESCIMENTO DA IGREJA PRIMITIVA'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TVHUpaqwTAI/AAAAAAAAAOA/jOGdT2y_8ks/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7158078587856425345</id><published>2011-01-25T13:13:00.001-08:00</published><updated>2011-01-25T13:14:10.222-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estamos indo rumo ao encerramento deste Blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7158078587856425345?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7158078587856425345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7158078587856425345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7158078587856425345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7158078587856425345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2011/01/estamos-indo-rura-ao-encerramento-deste.html' title=''/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7125564696420670542</id><published>2010-12-27T13:16:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T13:18:12.221-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avisos'/><title type='text'>Conciencia Cristã</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hLoVVMQM9MA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hLoVVMQM9MA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7125564696420670542?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7125564696420670542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7125564696420670542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7125564696420670542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7125564696420670542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/12/conciencia-crista.html' title='Conciencia Cristã'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-2157033858897595953</id><published>2010-12-14T13:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T13:25:27.787-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1 Trimestre'/><title type='text'>Entrevista com Pr.Claudionor de Andrade</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/q_Fk6UrJ4L0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/q_Fk6UrJ4L0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-2157033858897595953?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/2157033858897595953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=2157033858897595953' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2157033858897595953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2157033858897595953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/12/entrevista-com-prclaudionor-de-andrade.html' title='Entrevista com Pr.Claudionor de Andrade'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-6047321239931124</id><published>2010-12-14T11:28:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T11:29:59.277-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pb.juliano da Silva'/><title type='text'>E quando o cristão não ora?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TQfFqNQKdzI/AAAAAAAAANw/F8iDQzcyuUg/s1600/imagesCALO0TK2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TQfFqNQKdzI/AAAAAAAAANw/F8iDQzcyuUg/s320/imagesCALO0TK2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550622394660058930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma orar é relacionar-se com Deus, em um ininterrupto dialogo recíproco (Ef 6. 18; 1Ts 5. 17). Esta tese pressupõe a ideia de que o cristão tem com Deus uma comunhão intima, sendo que esta comunhão é cada vez mais aprofundada mediante este dialogo ininterrupto que o cristão tem com Deus. Já foi escrito em artigos anteriores que a oração é o único e legitimo meio de comunicar e se relacionar com Deus, e que este é um meio que ele próprio instituiu (Cf. Mt 6). Na lição deste domingo veremos que quando o cristão não ora ele não somente deixa de se relacionar com Deus, mas também começa a tomar decisões precipitadas. Deixando de buscar a direção de Deus o cristão termina por desobedecer a Deus trazendo grandes prejuízos a ele próprio e ao seu próximo, prejuízos espirituais e físicos. Se o cristão deixa de buscar a direção de Deus em oração ele evidentemente passa a buscar conselhos e orientação em seu próprio pensamento e entendimento, no homem ou em fontes espirituais do mal. Como ilustração dos males causados pela falta do relacionamento com Deus por meio da oração, a lição deste domingo apresenta sete homens bíblicos que ignoraram a oração e deixaram de buscar a direção de Deus para seus caminhos, e por isso trouxeram grandes prejuízos, não somente para si mesmos mas também para o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração e nossas decisões e escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao deixar de orar o cristão obtém grandes efeitos todos negativos e diversificados em sua vida cristã. O cristão em sua vida cotidiana esta sempre exposto a situações em que é obrigado a tomar grandes decisões e fazer grandes escolhas. Tudo em nossa vida é fruto de nossas decisões e escolhas. É por isso que definimos a oração como um relacionamento ininterrupto com Deus. Quase sempre somos surpreendidos por situações em que somos obrigados a tomar decisões e fazer escolhas imediatas sem termos tempo de buscar orientação de Deus. Nessas situações extraordinárias de nossa vida precisamos estar em uma relação intima com Deus em perfeita comunhão, para que ele possa nos orientar influenciar e iluminar para tomarmos as decisões e fazermos as escolhas segundo a sua vontade. Quando o cristão não ora e como conseqüência não esta em relação intima com Deus em perfeita comunhão, ele tem a seu dispor no mínimo três fontes de consulta para tomar suas decisões e fazer suas escolhas:&lt;br /&gt;• Seu próprio pensamento e entendimento.&lt;br /&gt;• Os homens.&lt;br /&gt;• Seres espirituais do mal.&lt;br /&gt;Quanto à primeira e segunda fonte, sabemos que o homem não pode apoderar-se do divino. O pensamento e entendimento humano não pode transcender-se si próprio. E principalmente de acordo com cristo, é da totalidade do ser humano (coração) que procedem todos os tipos de males (Mc 7. 21-23; Cf. Pv 4. 23). O homem não é capaz de tomar decisões e fazer escolhas segundo a vontade de Deus porque é pecador, seu pensamento e entendimento esta corrompido pela corrupção do pecado (Ef 2. 3; 4. 18; Tt 3. 3). É por isso que a bíblia diz que a salvação, a graça e a fé são dons de Deus (Ef 2. 8). O homem só toma a decisão e escolhe Cristo por que o Espírito Santo o convence (Jo 16. 7- 11). Quanto à terceira fonte de decisões e escolhas, sabemos que satanás não precisa tornar-nos sua possessão para influenciar nossas decisões e escolhas. Basta apenas um sopro de sua parte em nossos ouvidos. Quando o cristão deixa de orar em relação intima com Deus em perfeita comunhão, fica vulnerável podendo ser influenciado pelos espíritos do mal (Mt 16. 22, 23; At 5. 3, 9). &lt;br /&gt;Tudo que foi escrito acima nos revela o quanto é essencial ao cristão ter um relacionamento intimo com Deus em comunhão perfeita mediante o exercício da oração. O orar sem cessar de Paulo traz consigo exatamente este processo. É, não somente imprescindível ao cristão uma relação ininterrupta com Deus, bem como uma real disposição de todo seu ser na busca da vontade de Deus na hora de tomar decisões e fazer escolhas em todas as situações difíceis, fáceis e extraordinárias de nossa vida cristã no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “SOLI DEO GLORIA” - Pb. Juliano da Silva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-6047321239931124?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/6047321239931124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=6047321239931124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/6047321239931124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/6047321239931124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/12/e-quando-o-cristao-nao-ora.html' title='E quando o cristão não ora?'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TQfFqNQKdzI/AAAAAAAAANw/F8iDQzcyuUg/s72-c/imagesCALO0TK2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-3342731825333799565</id><published>2010-12-03T13:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-03T13:57:03.492-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pb.juliano da Silva'/><title type='text'>O MINISTERIO DA INTERCESSÃO: O DEUS TRIU-NO.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TPlnqefOIlI/AAAAAAAAANo/ppBL6BIWb8s/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 104px; height: 78px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TPlnqefOIlI/AAAAAAAAANo/ppBL6BIWb8s/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546578395519656530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definição:&lt;br /&gt;Interceder: verbo, transitivo, indicativo. Pedir, Rogar; Intervir a favor de alguém ou de alguma coisa. (do latim, Intercedere). (Dicionario Brasileiro Globo).&lt;br /&gt;Definição teológica:&lt;br /&gt;A oração intercessoria consiste em uma suplica a Deus de modo contrito, com fé, perseverança, altruísmo e empatia em favor de outra pessoa que necessita extremamente de operação de Deus em sua vida.&lt;br /&gt;Personagens centrais no ministério da intercessão.&lt;br /&gt;O Deus tri-uno esta envolvido profundamente no ministério da intercessão. O cristão ora a Deus Pai, em nome do Deus Filho, através do Deus Espírito Santo. Na oração intercessoria o cristão intercessor, intercede por aquele que precisa urgentemente da intervenção de Deus Pai. Portanto as personagens centrais no ministério da intercessão são: Pai, Filho, Espírito Santo, o cristão intercessor e o necessitado, seja ele cristão ou não. A pratica do ministério da intercessão é caracterizado pela intercessão tripla: Cristo, o Espírito Santo e o Cristão.&lt;br /&gt; Cristo intercede pelo cristão no Céu.&lt;br /&gt; O Espírito Santo intercede no cristão na terra.&lt;br /&gt; O cristão intercede pelo próximo.&lt;br /&gt;O ministério da intercessão na bíblia.&lt;br /&gt;1 – Antigo Testamento.&lt;br /&gt;No antigo testamento, a oração intercessoria é uma característica marcante do ministério dos profetas, sacerdotes e reis. A historia da salvação no antigo testamento gira em torno destes três ofícios. Em relação ao ministério da intercessão o oficio de sumo sacerdote merece destaque por ter como sua principal ordenança a intercessão a Deus pelo povo. O sumo sacerdote representava o povo diante de Deus, e ministrava como mediador entre o povo e Deus. A oração intercessoria é representada nos rituais do culto hebreu pelo incenso santo (Ex 30. 34-38). O sumo sacerdote deveria manter a queima do incenso no tabernaculo – particularmente no lugar santo, local onde Deus estabeleceu para ficar o altar do incenso (Ex 30. 6) – ininterruptamente (Ex 30. 7, 8).&lt;br /&gt;2 – Novo Testamento.&lt;br /&gt;Tudo que é feito, e dito, no antigo testamento apontou para Cristo e o representou como antítipo e tipo. Cristo reúne em si os três ofícios que caracterizaram o antigo testamento: profeta, sacerdote e rei. No novo testamento Cristo é o sumo sacerdote eterno (Hb 7. 17, 25). O apostolo João identifica Cristo como o nosso advogado (1Jo 2. 1. Gr. Parakletos). E o apostolo Paulo identifica Cristo como nosso intercessor diante de Deus no Céu, bem como nosso único mediador (Rm 8. 34; 1Tm 2. 5). Enquanto Cristo é o nosso sumo sacerdote eterno, advogado, intercessor e mediador na gloria celestial, o Espírito Santo é nosso advogado (Jo 14. 16; 16. 7. Gr. Parakletos), e intercessor em nós aqui na terra (Rm 8. 26, 27. Gr. entugchano). Em Romanos 8. 26 e 27 Paulo ensina sobre a relação do Espírito Santo com nossas orações. Sem a atuação do Espírito Santo é impossível existir oração cristã autentica. O Espírito ajuda em nossas fraquezas quando oramos. Precisamos-nos da ajuda do Espírito Santo, pois segundo o apostolo Paulo não sabemos orar como convém, de acordo com a vontade de Deus. Nossa ignorância de nossos anseios espirituais e da vontade de Deus para nossas vidas nos impedem de orar como convém. Karl Barth, explica:&lt;br /&gt;“a mais heroica, a mais eloquente, a mais grandiosa suplica é, na verdade, ate mesmo as preces dos profetas, do apostolo (Paulo), e dos reformadores mostram quão pouco o próprio homem de oração consegue sair do ambiente restrito de seus interesses, sua experiência e seus pensamentos, quão difícil lhe é transcender a si mesmo” (A carta os Romanos, pag, 486. 1967).  &lt;br /&gt;Mas o Espírito Santo que conhece a mente de Deus, pois é Deus, e conhece todas as nossas necessidades espirituais, e também materiais e físicas pode, por tudo isto, interceder por nós de nodo eficaz. A intercessão do Espírito em nós ocorre com gemidos inexprimíveis (V. 26). Esta expressão pode ser paralela a falar a Deus no Espírito com “línguas”, conforme 1 Coríntios 14. 2, 15, mas a ideia central aqui é que são anelos e aspirações que nascem das profundezas espirituais, e que são impossíveis de ser colocadas em palavras compreensíveis.  James Montgomery define da seguinte forma:&lt;br /&gt;“a oração é desejo da alma, quer expressa, quer não: movimento da chamas ocultas, que no peito estremecem. A oração fardo é de um suspiro, cair de uma lagrima, o relance do olhar para o alto quando só Deus esta perto” (Citado por, F. F. Bruce, em Romanos Introdução e comentário, Pag, 124. 1963).    &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A igreja; intercessora real&lt;br /&gt;O apostolo Pedro descreve a igreja como o sacerdócio real (1Pe 2. 9), e o apostolo João ensina que Cristo nos fez reis e sacerdotes para Deus (Ap 1. 6). Esta grande qualificação da igreja como reino sacerdotal confere a ela grandes privilégios, como entrar na presença de Deus em oração por meio de Cristo pelo Espírito e gozar de todas as bênçãos celestiais em Cristo, mas também traz grandes responsabilidades, tais como; ter de levar uma vida santa, oferecer sacrifícios espirituais e acima de tudo interceder uns pelos outros (Ap 8. 3-5).&lt;br /&gt;                                                                                                                                       “SOLI DEO GLORIA”&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                     Pb. Juliano da silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-3342731825333799565?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/3342731825333799565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=3342731825333799565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3342731825333799565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/3342731825333799565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/12/o-ministerio-da-intercessao-o-deus-triu.html' title='O MINISTERIO DA INTERCESSÃO: O DEUS TRIU-NO.'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TPlnqefOIlI/AAAAAAAAANo/ppBL6BIWb8s/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-2994058257593969305</id><published>2010-12-02T09:42:00.001-08:00</published><updated>2010-12-02T09:43:56.009-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1 Trimestre'/><title type='text'>1º Trimestre de 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TPfasup4RwI/AAAAAAAAANg/GUHrJvTs-CE/s1600/digitalizar0003.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TPfasup4RwI/AAAAAAAAANg/GUHrJvTs-CE/s320/digitalizar0003.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546141928102840066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No 1º Trimestre de 2011 estaremos estudando através das Lições Bíblicas da CPAD o tema: Atos dos Apóstolos: Até aos confins da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição será comentada pelo pastor Claudionor de Andrade, e abordará semanalmente os seguintes assuntos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Atos - A Ação do Espírito Santo Através da Igreja&lt;br /&gt;2. A Ascensão de Cristo e a Promessa de Sua Vinda&lt;br /&gt;3. O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes&lt;br /&gt;4. O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja&lt;br /&gt;5. Sinais e Maravilhas na Igreja&lt;br /&gt;6. A Importância da Disciplina na Igreja&lt;br /&gt;7. Assistencia Social, Um Importante Negócio&lt;br /&gt;8. Quando a Igreja de Cristo é Perseguida&lt;br /&gt;9. A Conversão de Paulo&lt;br /&gt;10. O Evangelho Propaga-se Entre os Gentios&lt;br /&gt;11. O Primeiro Concílio da Igreja de Cristo&lt;br /&gt;12. As Viagens Missionárias de Paulo&lt;br /&gt;13. Paulo Testifica de Cristo em Roma&lt;br /&gt;Matricule-se no próximo domingo em uma Escola Dominical e aprenda essas lições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-2994058257593969305?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/2994058257593969305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=2994058257593969305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2994058257593969305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/2994058257593969305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/12/1-trimestre-de-2011.html' title='1º Trimestre de 2011'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TPfasup4RwI/AAAAAAAAANg/GUHrJvTs-CE/s72-c/digitalizar0003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-1383169879004498564</id><published>2010-11-15T10:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T10:48:35.166-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='John MacArthur'/><title type='text'>A Igreja Versus o Mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TOF_WXj68ZI/AAAAAAAAANQ/UFmCyVVIckE/s1600/391.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 94px; height: 104px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TOF_WXj68ZI/AAAAAAAAANQ/UFmCyVVIckE/s320/391.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539849038900949394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master's College and Seminary e do ministério "Grace to You"; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os evangélicos tentam cortejar desesperadamente o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos com o objetivo de agradar as pessoas que não freqüentam qualquer igreja. Artistas cristãs imitam todas os estilos efêmeros do mundo tanto na música como no entretenimento. Os pregadores estão horrorizados com o fato de que a ofensa do evangelho pode colocar alguém contra eles, por isso omitem deliberadamente partes da mensagem que o mundo não aprovara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O evangelicalismo parece ter sido seqüestrado por legiões de porta-vozes carnais que estão fazendo o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista, mente aberta como as pessoas mais mundanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=287&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-1383169879004498564?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/1383169879004498564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=1383169879004498564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/1383169879004498564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/1383169879004498564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/11/igreja-versus-o-mundo.html' title='A Igreja Versus o Mundo'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TOF_WXj68ZI/AAAAAAAAANQ/UFmCyVVIckE/s72-c/391.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-732799002382054032</id><published>2010-11-03T05:13:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T05:21:00.261-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jejum e Oração'/><title type='text'>O JEJUM COMO REFORÇO À ORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TNFTmtlQEEI/AAAAAAAAANI/JYvCD0KWse0/s1600/p.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TNFTmtlQEEI/AAAAAAAAANI/JYvCD0KWse0/s320/p.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535297341551022146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto áureo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão” (Lc.5:35)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em complemento ao estudo sobre oração neste trimestre letivo, traremos um breve estudo sobre o jejum, uma prática muito salutar que se deve adicionar à oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O jejum é uma prática presente em diversas religiões durante todos os tempos da história da humanidade, prática que foi exercida por Jesus que, ao contrário de falsos mestres de nosso dias, recomendou-a, sim, para a Sua Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O jejum, desde as mais remotas épocas, sempre foi uma prática presente na vida religiosa da humanidade. No entanto, este fato não nos autoriza, em absoluto, a dizer que o jejum não deva ser praticado pelos cristãos. Muito pelo contrário, a Bíblia e, em especial, o próprio Jesus ensina a Sua Igreja que devemos jejuar e que, até mesmo, em certas ocasiões, o jejum é necessário para a vitória do crente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - O O QUE É JEJUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O jejum é a abstenção total ou parcial de alimentação com a finalidade de aprimoramento do exercício da oração e da meditação. É uma prática encontrada nas mais antigas religiões da humanidade, em todos os lugares e nos mais variados estágios da civilização. Assim, tanto foram encontrados sacerdotes de tribos nos mais distantes continentes que jejuavam para ter maior contacto com as divindades ou os espíritos dos antepassados, como também, como o jejum tem sido prática regular em todas as grandes religiões da atualidade (islâmicos, hinduístas, budistas, judeus e, por fim, os próprios cristãos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por trás do jejum, existe a crença (que é válida) de que a mortificação do corpo, o sacrifício faz com que o homem se aproxime mais da divindade, porquanto revela seu desapego aos prazeres e às coisas materiais mais importantes, que são as referentes à sobrevivência, com o intuito de melhor perceber a vontade de Deus e de melhor agradá-l’O. Verdade é que não podemos entender o jejum, como muitos que assim fazem nas outras religiões, como um necessário desprendimento do corpo, como se o corpo fosse um mal em si e, portanto, um obstáculo para que tenhamos uma vida espiritual. Esta ideia, não corresponde ao ensino bíblico a respeito do assunto, pois Deus fez o homem corpo, alma e espírito (Gn.2:7, I Ts.5:23) e a Bíblia infirma que tudo quanto Deus fez foi por Ele considerado bom (Gn.1:31), o que inclui o nosso corpo. &lt;br /&gt;OBS: "…Dentro de certas escolas filosóficas greco-romanas e fraternidades religiosas jejuar, como um aspecto de ascese, foi aproximado à convicção de que a humanidade tinha experimentado um estado primordial de perfeição que foi perdida por uma transgressão original. Por várias práticas ascéticas como jejuar, praticar a pobreza voluntária e a penitência, o indivíduo poderia ser restabelecido a um estado onde a comunicação e a união com o divino foram tornadas possíveis novamente. Consequentemente, em várias tradições religiosas, um retorno a um estado primordial de inocência ou felicidade ativou várias práticas de ascese julgadas necessárias ou vantajosas, provocando tal retorno. Para tal se agrupa a suposição subjacente básica de que aquele jejum era, de algum modo, propício para iniciar ou manter contato com Deus. Em alguns grupos religiosos (por exemplo, Judaísmo, Cristianismo e Islã) jejuar, gradualmente, se tornou um modo de expressar devoção e adoração a um ser divino específico.&lt;br /&gt;Além da suposição subjacente básica de que jejuar é uma preparação essencial para revelação divina ou para algum tipo de comunhão com o espiritual ou o sobrenatural, muitas culturas acreditam que o jejum é um prelúdio em tempos importantes na vida de uma pessoa. Purifica ou prepara a pessoa (ou grupo) para maior receptividade em comunhão com o espiritual.…" (BINGEMER, Maria Clara Lucchetti. Jejum e fome zero: elementos quaresmais. Disponível em:  www.google.com.br/search?q=cache:2JwR9lGw40MJ:www.adital.org.br/asp2/noticia.asp%3Fidioma%3DPT%26noticia%3D6706+jejum&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF-8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É por isso que a Bíblia não considera o jejum como uma penitência ou um sacrifício necessário para o desenvolvimento espiritual, pois devemos também ter o nosso corpo envolvido no anúncio da salvação, tanto que Deus o tornou templo do Espírito Santo (I Co.6:19). O jejum é uma prática recomendada, mas é um método para reforço da oração, não algo que possa trazer algum mérito ou que demonstre haver algum merecimento na vida de algum homem, pois tudo o que recebemos de Deus é fruto da Sua imensa misericórdia e graça (Lm.3:22). Este errôneo conceito de jejum próprio dos gentios, foi o motivo da reprovação da prática farisaica, como vemos no sermão do monte (Mt.6:16). Assim, ao contrário do que argumentam alguns falsos mestres nos nossos dias, Jesus não reprovou o jejum mas, sim, este errado conceito de jejum.&lt;br /&gt;OBS:  A ideia do jejum como penitência está difundida em muitos credos religiosos. Entre os muçulmanos, o jejum, ao lado de ser uma forma de agradecimento a Deus pela revelação do Alcorão durante o mês de Ramadã, que é um dos pilares da fé islâmica,  também é prescrito como penalidade em virtude de algumas faltas. Assim, por exemplo, um muçulmano que mata outro acidentalmente e não tem condições de pagar uma indenização à família da vítima, deve jejuar dois meses consecutivos como pena(Alcorão, 4:92). Entre os católicos romanos, também, o jejum é considerado uma prática obrigatória durante o tempo de penitência (cânon 1249 do Código Canônico). O Catecismo da Igreja Romana afirma que uma das formas de penitência é o jejum (artigo 1434), que corresponderia à penitência interior consigo mesmo, baseando-se, para tanto, no escrito do livro apócrifo de Tobias que diz : "…vale mais a oração com jejum  e a esmola com justiça do que a riqueza adquirida com a injustiça…" (mias uma vez vemos um livro apócrifo dar base a um pensamento da doutrina romanista). O Papa João Paulo II (1978-2005) reforçou este entendimento romanista a respeito do jejum ao afirmar que o jejum é "…prática penitencial que exige um esforço espiritual mais profundo, isto é, a conversão do coração com a firme decisão de se afastar do mal e do pecado, para se predispor melhor à realização da vontade de Deus. Com o jejum físico, e ainda mais interior, o cristão prepara-se assim para seguir Cristo e ser sua fiel testemunha em qualquer circunstância. Além disso, o jejum ajuda a compreender melhor as dificuldades e os sofrimentos de tantos irmãos nossos, oprimidos pela fome, pela miséria e pela guerra. Ele estimula também a um movimento concreto de solidariedade e de partilha com quem se encontra em necessidade." (Angelus de 2 de março de 2003. Disponível em:  www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/angelus/2003/documents/hf_jp-ii_ang_20030302_po.html).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dos pais da Igreja (nome que recebiam os grandes nomes da Igreja depois dos apóstolos até a Idade Média), o italiano Pedro Crisólogo (380 ou 406-451), que foi bispo de Ravena, afirmou: “…Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantêm a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a oração, o jejum e a misericórdia. O que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe. Oração, misericórdia, jejum: três coisas que são uma só e se vivificam reciprocamente. O jejum é a alma da oração e a misericórdia dá vida ao jejum. Ninguém queira separar estas três coisas, pois são inseparáveis. Quem pratica somente uma delas ou não pratica todas simultaneamente, é como se nada fizesse. Por conseguinte, quem ora também jejue; e quem jejua pratique a misericórdia. Quem deseja ser atendido nas suas orações, atenda as súplicas de quem lhe pede; pois aquele que não fecha os seus ouvidos às súplicas alheias, abre os ouvidos de Deus às suas próprias súplicas.(…). Peçamos, portanto, destas três virtudes – oração, jejum, misericórdia – uma única força mediadora junto de Deus em nosso favor; sejam elas para nós uma única defesa, uma única oração sob três formas distintas.…” (CRISÓLOGO, Pedro. A oração, o jejum e a misericórdia. Disponível em: http://reporterdecristo.com/a-oracao-o-jejum-e-a-misericordia/ Acesso em 01 out. 2010). Em outro sermão, o mesmo Pedro Crisólogo diz que “…O jejum é paz do corpo, força dos espíritos e vigor das almas( Sermo VII: de ieiunio 3 apud JOÃO PAULO II. Audiência geral de 21 de março de 1979. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19790321_po.html Acesso em 01 out. 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando falamos em jejum, há aqueles que entendem que o jejum é a abstinência completa de todo e qualquer alimento, tanto água quanto os demais alimentos, não aceitando a ideia de que possa existir um jejum parcial. Entretanto, devemos compreender o jejum como uma abstinência total ou parcial de alimentação. O jejum envolve uma abstinência, uma privação, que pode não ser completa. Um exemplo bíblico de jejum parcial encontramos em Dn.10:3, onde o profeta afirma que não comeu manjar desejável, num exemplo de que a abstinência não era total. Desta forma, não temos respaldo bíblico para afirmar que todo e qualquer jejum somente é válido se for total.&lt;br /&gt;OBS: Atualmente, não há mais, entre os católicos romanos, uma definição do que seja o jejum, mas, no Código Canônico anterior, datado de 1917 e que vigorou na Igreja Romana até 1983, o jejum era considerado como uma abstinência em que, no mínimo, não se deveria tomar mais do que uma refeição completa, permitida a ingestão de outro alimento outras duas vezes ao dia, regra que, embora não conste mais do Código Canônico, ainda tem sido considerada como válida entre os católicos romanos. No Brasil, entretanto, a Igreja Romana não tem incentivado esta prática (com exceção talvez dos carismáticos), tanto que o jejum semanal prescrito para as sextas-feiras foi substituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pela prática de obras de caridade e exercícios de piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existem algumas dúvidas relativas ao jejum, que seria aqui oportuno discutir, a saber:&lt;br /&gt;a) O jejum deve envolver, também, a abstinência de relações sexuais? No sentido estrito, o jejum é a abstinência de alimentos, ou seja, de comida e/ou de bebida. Desta forma, como o sexo não é um alimento, não estaria envolvida na ideia de jejum tal abstinência. No entanto, é inegável que a prática do sexo é algo que está relacionado com a satisfação do corpo e, em virtude disto, logo se associou a ideia de jejum à abstinência também de sexo, uma associação que não se entende seja desarrazoada, mas que não se afigura como um mandamento(entre os muçulmanos, o jejum envolve a abstinência sexual). Numa ocasião, pelo menos, a Bíblia registra que a consagração para a presença de Deus envolveu a abstinência sexual, como se vê na entrega dos dez mandamentos ao povo de Israel (Ex.19:15), embora não esteja explicitado que tal abstinência estivesse acompanhada de um jejum. A Bíblia ensina-nos, entretanto, que, para que haja a abstinência sexual, é necessário que haja mútuo consentimento entre marido e mulher, sem o que não se terá como regular tal abstinência (I Co.7:10). Desta forma, o jejum não envolve, necessariamente, a abstinência de relações sexuais, mas não é errado incluí-la no sacrifício, desde que isto se faça através de consentimento mútuo de marido e mulher. Ademais, a abstinência sexual, por si só, independentemente do jejum, constitui-se em um reforço à prática da oração, observadas as restrições bíblicas já mencionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) O jejum envolve a abstinência de ingestão de remédios e de medicamentos?  Outra dúvida frequente é se o jejum impede a pessoa de ingerir remédios e medicamentos durante o período da abstinência. Entre os católicos romanos, o jejum prescrito para uma hora antes da participação na comunhão expressamente exclui a água e o remédio(cânon 919 do Código Canônico). Entendemos que o remédio não é alimento e, portanto, sua ingestão não quebra o jejum, até porque se pode fazer um jejum parcial, como veremos infra. Entretanto, há remédios que, para serem ingeridos, exigem a ingestão de algum tipo de alimento, o que impediria, pelo menos, um jejum total. Esta situação demonstra que pessoas enfermas devem evitar a prática do jejum até o seu pronto restabelecimento, havendo outras formas de agradar a Deus e de buscá-l’O mais intensamente, como falamos infra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) O jejum é quebrado pela participação na mesa do Senhor? Outra discussão que surge é se a pessoa que está jejuando quebra o jejum se participar da mesa do Senhor. A ingestão do pão e do vinho, na Ceia, faz quebrar o jejum? Muito se tem discutido sobre este assunto, mas entendemos que a melhor opinião é a defendida, entre outros, pelo pastor e escritor  Severino Pedro da Silva, segundo a qual, como o pão e o vinho não têm o escopo de alimentar o corpo e, sim, são símbolos de um alimento espiritual, a participação da mesa do Senhor não tem o condão de quebrar um jejum que esteja sendo levado a efeito por um servo do Senhor. Jamais um crente, a pretexto de um jejum, deverá deixar de participar do corpo de Cristo, pois a participação na ceia é um mandamento do Senhor e obedecer é melhor do que sacrificar. No entanto, se a consciência do crente não aceita que ele possa manter o jejum participando da ceia, que o entregue antes da participação, como, aliás, sabiamente,  em todas as ceias, costuma proceder, na igreja que preside, pastor Raimundo Soares de Lima (Indaiatuba/SP), que sempre entrega, coletivamente, o jejum dos crentes presentes no culto da Ceia do Senhor, antes do início da participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Devem-se praticar os atos de higiene pessoal enquanto se jejua? Muitos têm dúvida se, durante o jejum, podem praticar atos de higiene e cuidado pessoais, como tomar banho, escovar os dentes, vestir-se bem ou algo similar. Entre os judeus, havia aqueles que entendiam que, durante o jejum, não se devia tomar banho. Foi a partir deste ensinamento que surgiu o jejum farisaico, em que a pessoa fazia questão de mostrar aos outros que estava jejuando. Deste modo, como isto foi duramente criticado pelo Senhor no sermão do monte, torna-se evidente que não só pode, mas que o crente deve praticar estes atos de higiene durante o jejum, até para não demonstrar que está jejuando. Estas práticas estão inclusas na expressão bíblica "unge a tua cabeça e lava o teu rosto" (Mt.6:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Considera-se de jejum o período de abstinência durante o sono? Há muitas pessoas que, para jejuar, buscam o período do sono, ou seja, alimentam-se bem e vão dormir, procurando acordar mais tarde no outro dia, exatamente para que não "sejam tentados a quebrar o jejum". Esta prática não deve ser seguida pelos crentes. O jejum é a abstinência de alimentos, ou seja, é deixar de se alimentar em período em que normalmente haveria a alimentação. O período de sono não é um período em que nos alimentemos normalmente e, portanto, esta falta de alimentação não pode ser considerada como jejum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) Quanto tempo deve durar o jejum? Muito se indaga sobre o período de duração do jejum, como se o tempo do jejum fosse torná-lo melhor ou não, ou que Deus exigiria um tempo mínimo de jejum. De qualquer maneira, o importante é que haja o propósito por parte do jejuador e uma sinceridade capaz de sensibilizar o coração de Deus. Cada pessoa deve saber da sua estrutura e, com base nisto, calcular o tempo de jejum. Um jejum total não pode ser muito duradouro, pois os casos constantes da Bíblia de prolongados jejuns completos (Moisés-Ex.24:18, 31:18; 34:28, Elias - I Rs.19:8 e Jesus - Mt.4:2) são casos especiais, relacionados com a missão específica e singular destes dois homens de Deus e do próprio Senhor Jesus, razão pela qual não podem nem devem ser copiados pelos crentes. O jejum feito acima das condições físicas somente tratará problemas de saúde física e mental ao jejuador, sendo motivo de escândalo e não de glorificação do nome do Senhor e não devemos dar motivo de escândalo (I Co.10:32; Mt.18:7). Entretanto, deve-se observar que a ciência médica não considera como sendo de jejum um período inferior a 4(quatro) horas (nenhum exame médico que exija jejum é realizado em período inferior a este), de sorte que não há que se falar em jejum inferior a este período, pois não há aqui qualquer privação de alimentação, mas mero intervalo de refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) Pode-se jejuar enquanto se faz uma dieta? Há muitas pessoas que, por estarem fazendo uma dieta alimentar, estética ou médica, querem aproveitar-se da ocasião para jejuar. Seria isto possível? Em primeiro lugar, devemos lembrar de que o jejum não se confunde com a simples dieta alimentar. Já há grupos religiosos que estipulam jejuns como verdadeiras dietas, tendo um cardápio de abstinência assim como as receitas de dieta que cada vez mais proliferam no mundo. Em segundo lugar, se estamos diante de uma dieta médica, não se terá jejum, pois o jejum é uma privação de algo que se pode consumir e a pessoa estará sendo privada de alimentação por questões de saúde e não estará deixando de se alimentar de coisa alguma, o que prova não se tratar de jejum algum. Se a dieta for estética, teremos uma atitude puramente motivada para aspectos de beleza e de bem-estar corporal, atitudes que são incompatíveis com os propósitos que devem ser levados a efeito pelo jejum. Portanto, concluímos que uma dieta não pode ser "aproveitada" como jejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O conceito de jejum, ademais, não envolve apenas a ideia de privação alimentar. O jejum, também, é caracterizado pela existência de um propósito, de uma finalidade precisa e clara. Como afirma o professor Felipe de Aquino, católico da Comunidade Canção Nova, “…Ao jejuar devemos concentrar-nos não só na prática da abstenção do alimento ou das bebidas, mas no significado mais profundo desta prática. O alimento e as bebidas são indispensáveis para o homem viver, disso se serve e deve servir-se, mas não lhe é lícito abusar seja da forma que for. O jejum tem como finalidade nos levar a um equilíbrio necessário, e ao desprendimento daquilo que podemos chamar de ‘atitude consumística’, característica da nossa civilização. …” (AQUINO, Felipe de. A importância do jejum. Disponível em: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2010/02/18/a-importancia-do-jejum/ Acesso em 01 out. 2010). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É exatamente este o ponto em que Jesus discordava dos jejuns praticados pelos fariseus, que eram práticas rituais, formais, meras ostentações, sem qualquer propósito senão o da autoglorificação e da autoexaltação. Devemos jejuar sempre que temos um motivo, um propósito, um objetivo definido e estabelecido. Sem que haja este propósito, o jejum será tão somente uma privação alimentar, uma dieta. Daí porque não podermos concordar com a definição de jejum que teria sido supostamente anunciada numa "aparição" na cidade sérvia de Medjugorje, segundo a qual  "jejum é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer" (apud O jejum. Disponível em: www.google.com.br/search?q=cache:GjTEA6a3JLQJ:www.diocese- sjc.org.br/jejum.php+jejum&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF-8). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É a existência deste propósito e desta finalidade que difere o jejum de uma simples privação alimentar. Jejuar é muito mais do que simplesmente passar fome e sede e é neste particular que muitos têm fracassado: buscam no jejum uma ostentação, uma autoglorificação e o que conseguem, com isso, além da reprovação divina, é tão somente instantes de privação alimentar, uma dieta que, às vezes, nem benefícios traz para a saúde física do que jejua. &lt;br /&gt;OBS: A preocupação com a saúde física do que jejua, aliás, é algo que sempre norteou a prática do jejum nas religiões ao longo da história da humanidade e que, aliás, tem faltado no meio evangélico. Com efeito, já os rabinos judeus diziam que o jejum, como todos os preceitos bíblicos, foi dado como "Torat Chaim" , ou seja, como ensinamentos pertinentes à vida e que os homens devem viver e não morrer por eles. Daí porque os enfermos e as crianças eram isentos desta obrigação, que também não poderia colocar em risco a vida do jejuador. O Código Canônico da Igreja Romana exclui água e remédio do jejum que deve ser observado uma hora antes da sagrada comunhão, como também dispensa as pessoas idosas e enfermas desta prática(cânon 919), revelando, assim, o cuidado que deve haver quanto a estas situações. Daí porque ter o pastor Elinaldo Renovato de Lima, , em seu artigo sobre a prática do jejum, na revista Ensinador Cristão, afirmado, sabiamente, que "…pessoas portadoras de doenças do estômago tenham cuidado com seu organismo. Não é aconselhável que pessoas com úlceras ou gastrites façam jejum. Deus não quer sacrifício. Ele quer obediência, fidelidade, santidade." (Evite os exageros: esclarecimentos importantes sobre a prática do jejum na vida cristã. Ensinador Cristão, ano 4, nº 15, jul.-ago.-set./2003, p.14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - O JEJUM NAS ESCRITURAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na lei de Moisés, o jejum foi estabelecido como obrigatório no dia da expiação, quando o povo deveria "afligir a sua alma", expressão que significa, precisamente, praticar o jejum (Lv.16:29 - na Nova Versão Internacional, o texto diz : vocês de humilharão (ou jejuarão)). Vemos, portanto, que o primeiro propósito do jejum que se encontra na Palavra de Deus é o de humilhação, de arrependimento de seus pecados. Esta mesma ideia para o jejum encontramos no tempo de Samuel (I Sm.7:1-12) e até mesmo fora de Israel, como ocorreu entre os ninivitas após a pregação de Jonas (Jn.3:6-10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na primeira manifestação voluntária de jejum que se tem notícia no meio de Israel, em Jz.20:26, temos um novo propósito para a prática do jejum. No tempo do terceiro sumo-sacerdote, Fineias, no início do período dos juízes, vamos observar os soldados israelitas jejuando buscando uma orientação divina a respeito da guerra civil contra a tribo de Benjamim. O jejum, portanto, também era utilizado para se ter uma orientação da parte de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando Deus, em cumprimento à Sua Palavra, feriu o primeiro filho de Davi com Bate-Seba de enfermidade, Davi recorreu ao jejum para tentar alcançar a cura da criança, num novo propósito estabelecido para esta prática (II Sm.11:16,17). É interessante observar que, morta a criança, Davi cessou de jejuar, numa clara demonstração de que o seu jejum tinha um propósito definido e que assim deve proceder alguém que, como Davi, tem um coração segundo o coração do Senhor (I Sm13:14; 16:1). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também é exemplo de jejum como pedido de orientação e de súplica a Deus o que foi convocado pelo rei Josafá (II Cr.20:3), ocasião em que, ao contrário do que ocorrera com Davi, Deus concedeu o desejo do coração do povo. Outro exemplo de jejum em dias difíceis é o que foi feito pela rainha Ester, que, neste particular, foi acompanhada pelo seu povo (Et.4:16,17), bem como o de Neemias (Ne.1:4) ou de Esdras(Ed.7:21). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Talmude, segundo livro sagrado dos judeus, contém um livro a respeito dos jejuns ( o "Rolo dos Jejuns", em hebraico "Meguilat Ta'anit"), onde se estabeleceu, precisamente, que os jejuns têm um tríplice propósito: arrependimento, súplica pela ajuda de Deus, o luto ou a comemoração.&lt;br /&gt;OBS: "…O jejum que levava ao arrependimento era considerado significativo só na medida em que era um ato de livre e espontânea vontade, para que incentivasse um auto-exame honesto de parte do jejuador. O jejum como súplica pela intervenção de Deus em época de grandes dificuldades era, frequentemente, um ato coletivo. Na história conturbada do povo judeu, espalhado por dezenas de diferentes lugares através do mundo, a observância de dias especiais de jejum era bastante usual. Podia ser ordenada pelas autoridades rabínicas de uma só comunidade - ou mesmo de toda uma região ou país - com o fito de implorar a ajuda de Deus para antepor-se a qualquer decreto severo da Igreja ou do Estado, ou para frustrar as intrigas dos inimigos implacáveis em seu ódio aos judeus. Em épocas de seca, as comunidades rurais se reuniam para jejuar a fim de provocar a chuva. Quando a peste atacava, os guetos judaicos jejuavam para suplicar a proteção divina. O terceiro objetivo, em importância, do jejum - que havia sido instituído pelos Profetas - era o de fazer relembrar aos descendentes de Abraão as muitas calamidades que se haviam abatido sobre eles em diversas ocasiões desde o Cativeiro no Egito.…" (Nathan AUSUBEL. Jejum e dias de jejum. In: JUDAICA, v.5, p.393-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao lado deste jejum, porém, a Bíblia também informa ter surgido um jejum cerimonial, um desdobramento do jejum obrigatório do dia da expiação, de tal maneira que o próprio calendário judaico ficou recheado de dias de jejum a ponto de, no tempo dos fariseus, haver dois jejuns semanais, o das segundas-feiras e o das quintas-feiras (Lc.18:12). O Senhor sempre demonstrou Seu desagrado e reprovação a este tipo de jejum, formalista e ritualístico, despido de qualquer outro propósito senão de autoexaltação e de autoglorificação (Is.58:3-7; Zc.7:3-14; Mt.6:16-18). O jejum banalizou-se tanto que era até forma de sinal de acordo homicida, ou seja, passou a ser até uma garantia para a prática de um crime (At.23:12,13).&lt;br /&gt;OBS: "…Entre todos os dias de jejum, só o Iom Kipur, o Dia da Expiação, havia recebido a sanção da Torah como mandamento. Na medida em que o costume tem um poder de perpetuação tão poderoso quanto o da lei canônica, toda uma série de jejuns extra-escritura ocupam um lugar firmemente plantado na vida religiosa judaica. O jejum de Tishah b'Av, o nono dia de Ab, era objeto de maior reverência. É um dia de dor nacional e de contrição, comemorativo da Destruição ( 586 a.E.C. e em 70 E.C., respectivamente) tanto do Primeiro quanto do Segundo Templos, em Jerusalém. A implicação deste e de outros jejuns comemorativos é a seguinte: se as calamidades se abateram sobre o povo judeu, foi, segundo as palavras da liturgia, 'por causa de nossos pecados'- como castigo de Deus.(…). Outro dia de jejum tradicional é o Tzom Guedaliahu (o Jejum de Gedalias). Tem lugar no dia que se segue a Rosh Hashanah (o Ano Novo judaico, observação nossa), e é observado pelos judeus ortodoxos em memória de Guedalias, apelidado 'o Virtuoso'. O rei Nabucodonosor da Babilônia, depois de haver reduzido o Primeiro Templo a ruínas, em 586 a.E.C., havia indicado a Guedalias para governador de Judá. Por razões desconhecidas, ele foi assassinado por seus irmãos judeus. Em represália, houve um massacre de judeus. O jejum de Assarah B'Tevet (o décimo dia de Tevet) rememora o começo do cerco de Jerusalém por Nabucodonosor. O jejum do décimo-sétimo dia de Tamuz comemora uma série de calamidades nacionais arroladas no Talmud. Segundo o Êxodo 32:19, Moisés quebrou as tábuas dos Dez Mandamentos naquele dia; e também naquele dia os sacrifícios diários do Templo foram abolidos, Tito conseguiu abrir uma brecha nos muros de Jerusalém durante o cerco daquela cidade, o general sírio Atsotomos queimou os Rolos da Torah, e um ídolo pagão foi colocado no próprio santuário do Monte Sion pelos sacerdotes acovardados do Templo. Essas eram algumas das razões que os sábios religiosos da era rabínica davam para explicar e justificar o castigo que Deus impôs a Israel, quando destruiu o Templo e espalhou o Seu povo no Exílio(…) por todos os mais longínquos recantos da terra. Ta'anit Ester (o jejum de Ester) é observado pelos tradicionalistas na véspera de Purim, em gratidão à memória do jejum patriótico que a rainha Ester fez quando em busca de orientação divina e de força para levar a efeito a súplica que devia fazer pelas vidas de seus irmãos judeus perante seu marido, o rei Assuero, da Pérsia. A véspera do Pessah (Páscoa, observação nossa) é comemorada pelos ultra-ortodoxos com o Ta'anit Bechorim ( o jejum dos Primogênitos), como expressão da gratidão a Deus por haver poupado os primogênitos de Israel à época do extermínio dos primogênitos egípcios, antes do Êxodo do Egito pelos israelitas. Na categoria de jejuns comemorativos, também os aniversários presumíveis das mortes de figuras eminentes da Bíblia, tais como Moisés, Aaarão, Miriam, Josué e Samuel, e dos mártires rabínicos que haviam perecido nas mãos dos romanos (Akiva ben José, os Dez Mártires, e outros) eram observados, em geral, com jejuns de meios dias, em séculos passados. Esses dias de jejum, porém, não são mais observados, exceto por um punhado de tradicionalistas ferrenhos.…" (Nathan AUSUBEL. Jejum e dias de jejum. In: JUDAICA, v.5, p.394).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos dias de Jesus, como vimos, o jejum era uma prática constante e regular entre os judeus, desde os essênios, que se isolavam da sociedade, até os fariseus, que era o grupo religioso mais numeroso daqueles dias. Os discípulos de João Batista também jejuavam (Mt.9:14). Indagado sobre o motivo pelo qual Seus discípulos não jejuavam, Jesus respondeu aos discípulos de João Batista que não era o período de Seu ministério o tempo oportuno de jejuar, mas dias viriam em que deveria haver jejum por parte dos cristãos (Mt.9:15). Assim, ao contrário do que se tem apregoado por falsos mestres, de que o jejum seria uma prática da antiga dispensação, não presente entre os crentes, o próprio Jesus afirmou, categoricamente, que os crentes haveriam de jejuar, prova de que isto não foi abolido pelo Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus não disse que os crentes não jejuariam, mas que não se fazia necessário jejuar enquanto Jesus estivesse ali, ao lado dos discípulos, em carne e osso, orientando-os, ensinando-os e os guardando de todo o mal. Por que precisariam jejuar numa situação como esta? Entretanto, após a glorificação do Senhor, já vemos a igreja jejuando para buscar a orientação do Espírito Santo (At13:2). Deste modo, não há qualquer base bíblica para ensinamentos de que o jejum não tem lugar na dispensação da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus reprovou o jejum ritualístico, sem propósito outro que não o da ostentação do jejuador, o típico jejum dos fariseus, jejum este, aliás, que, infelizmente, está presente em muitas igrejas locais por parte de "santarrões" que gostam de, em seus testemunhos e palavras, fazer questão de dizer aos ouvintes que estão jejuando ou que jejuam tantas e quantas vezes ao dia, pessoas que, assim como o fariseu da parábola, estarão apenas prestando um desserviço para suas próprias almas (Lc.18:9-14). Que sejamos verdadeiros servos do Senhor, seguindo os conselhos do Senhor sobre como jejuar (Mt.6:16-18).&lt;br /&gt;OBS: Recentemente, tivemos conhecimento de que, em uma determinada igreja local, o líder jejuou por quarenta dias e, ao término do seu jejum, foi recebido com gala por toda a congregação, tendo em vista que se encontra em um “estado de maior santidade”, sendo acolhido como um verdadeiro “super-homem”, todo vestido de branco. Quanta hipocrisia e quanta desobediência à Palavra do Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O primeiro ensino de Jesus sobre o jejum é de que devemos jejuar. Disse o Senhor "quando jejuardes", ou seja, Jesus já avisava que a Sua Igreja teria necessidade de jejuar, tanto assim que, no episódio em que expulsou um demônio após ter descido do monte da Transfiguração (Jo.17:12), foi claro ao afirmar que expulsão de determinada casta depende necessariamente de jejum e oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O segundo ensino de Jesus é de que o jejum deve ser algo entre Deus e o jejuador, de tal modo que ninguém deverá saber sobre o propósito que apresentamos diante do Senhor. Trata-se de um propósito que deve permanecer em oculto, daí porque devemos nos mostrar diante dos demais homens como se não estivéssemos jejuando, não mostrando que estejamos nos abstendo de alimentação ou fazendo algum sacrifício, mas, muito pelo contrário, dando a entender que estamos normais e que nada está ocorrendo. Não se está dizendo que devemos ser hipócritas, mas que devemos manter o assunto em segredo com o Senhor. Quem jejua está querendo ter maior intimidade, aproximar-se mais do Senhor e não é possível que não possa, diante deste propósito, manter um ambiente de segredo, que é uma característica primeira da intimidade. A maior intimidade com Deus começa na existência deste segredo entre o jejuador e o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O terceiro ensino de Jesus é de que o jejum deve ter um propósito, uma finalidade. Ao mesmo tempo em que há um segredo entre o jejuador e Deus, faz-se preciso que o jejum tenha um fim, um objetivo a ser perseguido. Disse Jesus que Deus, vendo o nosso jejum, nos recompensará. Ora, o que é a recompensa? É um prêmio, é um galardão que se dá. Sendo assim, o jejum deve ter um propósito, pois, se não fosse assim, não teria como Deus nos dar uma recompensa, nos dar o galardão, o prêmio pretendido. Se Deus no-lo concede, é porque existe um objetivo, um fim que foi perseguido pelo jejuador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – O ASPECTO ESPIRITUAL DO JEJUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mais importante aspecto do jejum é o seu lado espiritual, ou seja, somente pode jejuar quem estiver em comunhão com o Senhor, ou seja, a privação de alimento somente tem validade quando a pessoa, antes de se abster da comida e da bebida, já se absteve da prática do mal. Este ensinamento encontra-se no livro do profeta Isaías, no seu capítulo 58.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sendo uma forma de sacrifício em que o jejuador pretende se aproximar mais de Deus, é importante que tenhamos em mente que o nosso Deus é um Deus que se preocupa muito mais em obediência do que em sacrifícios (I Sm.15:22; Ec.5:1; Os.6:6; Mt.9:13; Mc.12:33). Assim, de nada adianta jejuarmos intensamente se não nos abstivermos, em primeiro lugar, da prática do mal e do pecado. Não existe vida cristã sem renúncia ao mal, sem rompimento com o pecado. A graça de Deus, diz-nos a Palavra, ensina-nos que devemos viver neste mundo de forma sóbria, justa e pia, após renunciar às concupiscências mundanas e à impiedade (Tt.2:11,12). Ser cristão é estar separado do pecado, é ser santo (I Pe.1:15,16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não adianta querermos jejuar se não tivermos uma vida de santidade. A santidade &lt;br /&gt;não vem pela prática do jejum, pois a santificação não é resultado de uma vida de sacrifícios, mas de uma vida sem pecado, de desvio do pecado e do embaraço que pode nos levar ao pecado (Hb.12:1), uma vida de constante vigilância (Mc.13:37; Ef.6:18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, o fato de termos de ter uma vida de santidade e de verdadeira demonstração de amor ao próximo não exclui a necessidade de praticarmos o jejum. Deus não prefere os sacrifícios à obediência, mas o fato de termos de ter uma estrutura espiritual que faça com que nosso jejum seja aceito não quer, em absoluto, dizer que estamos dispensados da prática do jejum. Muitos têm se utilizado do texto do profeta Isaías para justificar a ausência do jejum na sua vida devocional. Dizem que são caridosos, que têm se dedicado à oração e à leitura da Palavra do Senhor e que, por isso, não precisam jejuar. Não é isto que se infere do texto bíblico. O profeta diz que não aceita o jejum de quem não tem compromisso com a Palavra de Deus, de quem não Lhe obedece, mas também não diz que o jejum é substituído pela prática da virtude, que é uma obrigação, uma consequência da real conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O profeta afirma que Deus não deseja que haja um jejum de pessoas que vivam contendendo, debatendo e que buscam a autoglorificação (Is.58:3,4). Deus só aceita o jejum daqueles que soltarem as ligaduras da impiedade, que desfizerem as ataduras do jugo, ou seja, do pecado, o jejum de quem receba o verdadeiro amor divino em sua vida e, assim, ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É o jejum de alguém assim que Deus recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembremo-nos de que, muitas vezes na Bíblia, o jejum está relacionado com uma atitude prévia de arrependimento dos pecados e de busca intensa da presença do Senhor. Mesmo quando estamos diante de uma circunstância bíblica de jejum agradável a Deus em que não se está diante de arrependimento, mas de busca de orientação divina, temos a verificação de que o povo está em comunhão com o Senhor, como se vê nos casos de Ester, Neemias, de Esdras ou dos crentes na igreja de Antioquia. É importantíssimo que o jejum tenha, em primeiro lugar, este caráter espiritual e que, em seguida, tenha um determinado propósito, para que, aí sim, a privação alimentar tenha eficácia como reforço à oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este sentido espiritual não deve existir apenas antes do jejum, mas deve perdurar durante todo o jejum. Há evidente quebra de jejum se a pessoa, embora tenha mantido a abstinência alimentar, pratique alguma transgressão durante o período de abstinência. Um jejum desta natureza não é aceito pelo Senhor. Há quem confunda a lição de Jesus a respeito do segredo do jejum com a possibilidade de um jejum com total descuido, em que a pessoa até se esqueça que está diante de Deus ofertando um sacrifício. Devemos viver normalmente, não deixar transparecer que estamos jejuando, mas esta discrição e segredo não devem permitir que tenhamos um cotidiano totalmente despreocupado, desatento, a ponto de permitirmos nos envolver com a prática de ações que desagradem a Deus. Devemos nos manter em espírito de oração durante o período da abstinência, exercendo as tarefas do dia-a-dia, mas com o nosso homem interior na presença de Deus a cada momento do período de abstinência.&lt;br /&gt;OBS: “…O jejum nos ajuda a aprender a renunciar a alguma coisa. Ele nos faz capazes de dizer ‘não’ a nós mesmos, e nos abre aos valores mais nobres de nossa alma: a espiritualidade, a reflexão, a vontade consciente. O jejum nos coloca de pé e de cabeça para cima. Há muitos que caminham de cabeça para baixo; isso acontece quando o corpo comando o espírito e o esmaga. É o prazer do corpo que o comanda e não a vontade do espírito. É preciso entender que a renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é um fim em si mesmo, mas apenas um “meio”, deve apenas preparar o caminho para conquistas mais profundas. A renúncia do alimento deve servir para criar em nós condições para poder viver os valores superiores. Por isso o jejum não pode ser algo triste, enfadonho, mas uma atividade feliz que nos liberta.…” (AQUINO, Felipe de. end.cit.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro ponto importante que devemos salientar no que respeita ao jejum é o cuidado que devemos ter no momento da entrega do jejum. O jejum é como um presente que se está oferecendo ao Senhor e, portanto, não podemos ser descuidados e negligentes no instante da entrega do jejum. Findo o período da abstinência, é importante que nos dediquemos alguns instantes em oração, agradecendo a Deus pela oportunidade que tivemos de lhe oferecer este sacrifício, por ter nos guardado de ter quebrado o propósito, por termos podido resistir às necessidades físicas em prol da adoração e do louvor ao Senhor. Ninguém jamais se preocupa em dar um presente a alguém e, depois de todo o cuidado e esforço para a escolha, para a compra e para a preparação do presente, entrega-o de forma abrupta e descortês à pessoa que vai ganhar o presente, mas há alguns que, no instante da entrega do jejum, são extremamente displicentes e chegam, mesmo, a tomar a refeição sem os mínimos cuidados. Não estamos falando de ostentação ou de formalismo, mas devemos dedicar alguns instantes de oração ao término do jejum para coroarmos de êxito todo o propósito que nos trouxe mais para perto do Senhor, pois o jejum é uma atitude de reforço à oração, dela jamais pode se desvincular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Neste sentido, as pessoas que não têm condições de jejuar, seja pela sua saúde física, seja pela sua idade, seja pela natureza de suas atividades que impedem tal prática, não devem se martirizar ou achar que serão menos crentes porque não podem jejuar, mas devem compensar esta impossibilidade por outras práticas igualmente relevantes e edificadoras, como a oração e a prática do amor cristão.&lt;br /&gt;OBS: A prática de judeus, muçulmanos e de católicos romanos de substituírem o jejum pela filantropia, como se observa, portanto, não é algo desarrazoado e é algo que tem respaldo bíblico. Se a pessoa não pode jejuar, pode substituir esta prática por outras que têm, igualmente, o agrado do Senhor. Neste sentido, aliás, é interessante o que consta no Alcorão: "…Jejuareis determinados dias; porém, quem de vós não cumprir jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois, o mesmo número de dias. Mas quem, só à custa de muito sacrifício, consegue cumpri-lo, vier a quebrá-lo, redimir-se-á, alimentando um necessitado; porém, quem se empenhar em fazer além do que for obrigatório, será melhor. Mas, se jejuardes, será preferível para vós, se quereis sabê-lo. O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão, orientação para a humanidade e vidência de orientação e Discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio deste mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade, mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que (Lhe) agradeçais. " (2:184,185). Como diz a nota explicativa destes versículos corânicos, "…o jejum muçulmano não é uma auto-tortura…" e deve ser considerado como um desvio de atenção da comida, da bebida e do sexo para algo mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terminamos ainda citando o professor Felipe de Aquino: “…O jejum confere à oração maior eficácia. Por ele o homem descobre, de fato, que é mais ‘senhor de si mesmo’ e que se tornou interiormente livre. Se dá conta de que a conversão e o encontro com Deus, por meio da oração, frutificam nele. Assim, o  jejum não é algo que sobrou de uma prática religiosa dos séculos passados, mas é também indispensável ao homem de hoje, aos cristãos do nosso tempo. …” (end.cit.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Caramuru Afonso Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-732799002382054032?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/732799002382054032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=732799002382054032' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/732799002382054032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/732799002382054032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/11/o-jejum-como-reforco-oracao.html' title='O JEJUM COMO REFORÇO À ORAÇÃO'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TNFTmtlQEEI/AAAAAAAAANI/JYvCD0KWse0/s72-c/p.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-5870224498199806001</id><published>2010-10-30T05:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T05:34:27.287-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><title type='text'>SÉRGIO PAULO GOMES DE ABREU, FUNDADOR E PRIMEIRO COORDENADOR DO PORTAL ESCOLA DOMINICAL – UM BATALHADOR PELO ENSINO DA PALAVRA DE DEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TMwQf9E3TtI/AAAAAAAAANA/0eGHCV-t5lA/s1600/Sergio+1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 106px; height: 112px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TMwQf9E3TtI/AAAAAAAAANA/0eGHCV-t5lA/s320/Sergio+1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533816183288450770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 26 de outubro, o Senhor promoveu para a glória o irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu, coordenador do Portal Escola Dominical e presidente da Associação para a Promoção do Ensino Bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu nasceu em 18 de dezembro de 1948, em Santos/SP, filho de um casal de membros das Assembleias de Deus em Santos/SP, onde seu pai era o maestro da orquestra. Desde cedo, o infante Sérgio Paulo dedicou-se à música e ao louvor, tendo, ainda na juventude, assumido a regência da orquestra da Assembleia de Deus em Santos/SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casou-se com a irmã Celeste Bileski, com quem teve três filhos: Noemi, Rachel e Igor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudou Matemática na USP, não chegando a concluir seu curso diante do vertiginoso crescimento profissional, atuando na área de tecnologia da informação e de marketing, tornando-se executivo de importante empresa multinacional, tendo, inclusive, morado na França durante algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao Brasil, fixou residência, com sua mulher, em São Paulo/SP, passando a frequentar a Assembleia de Deus do Belenzinho, onde cooperou muitos anos como violinista na orquestra daquela igreja, tendo, no final da década de 1990, assumido a Diretoria da Escola de Música da Associação Jahn Sorheim, a entidade que congrega os músicos da Assembleia de Deus – Ministério do Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incomodado com a indiferença da Igreja frente ao avanço da tecnologia, principalmente com o advento da internet, que Sérgio Paulo viu nascer, envolvido que estava com a tecnologia da informação, juntamente com o irmão André Bérgsten, neto do saudoso missionário Eurico Bérgsten, fizeram, às suas expensas, o primeiro “site’ da Assembleia de Deus do Belenzinho e iniciaram o projeto do Portal Escola Dominical, com o intuito de aproveitar o potencial da internet para aprimoramento dos professores da Escola Bíblica Dominical não só da Igreja no Brasil, mas em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Portal Escola Dominical iniciou suas atividades em janeiro de 2001, tendo, quando saiu do ar por problemas econômico-financeiros em 2008, um acesso médio diário de mais de 3.000 (três mil) pessoas, tendo sido, desde então, um poderoso instrumento de apoio para as Escolas Bíblicas Dominicais de todo o mundo. Há testemunhos comoventes de como o Portal Escola Dominical foi instrumento indispensável para o ensino da Palavra de Deus em lugares afastados da África, como as selvas em Angola, ou para comunidades brasileiras isoladas em países do Primeiro Mundo, como o Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Portal Escola Dominical, o irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu demonstrou todo o seu amor a Deus e à Sua Palavra, tendo, apesar dos inúmeros e grandes problemas particulares vivenciados (em 2001, Sérgio Paulo ficou desempregado, não passando, desde então, a ter um rendimento estável), mantido, às suas próprias custas e com imenso sacrifício seu e de sua família, o trabalho até 2008, quando, sem nenhuma condição mais de manter o site no ar, continuou o trabalho do Portal, mas através do encaminhamento de e-mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui registrar, aliás, as inspiradas e bem lançadas palavras de outro grande nome da EBD no Brasil, o irmão Luiz Henrique de Almeida Silva, das Assembleias de Deus em Imperatriz/MA, que, por ocasião das condolências à família enlutada, assim se manifestou: “Perdemos um dos maiores entusiastas da EBD no Brasil, esforçado e zeloso pela obra de DEUS. DEUS nos console a todos e faça com que todos reflitam sobre a falta de ajuda que os dedicados servos de DEUS sentem por parte de seus alunos na labuta do ensino. DEUS possa consolar os inconsoláveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do Portal Escola Dominical, dentro desta linha de defesa da Palavra e de realização concreta dos desígnios divinos da Palavra de Deus entre os homens, o irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu também se envolveu no trabalho da ADHONEP, tendo sido Vice-Presidente do Capítulo Paulista, como também estava a realizar anônimo mas vigoroso esforço junto aos segmentos da Igreja empenhados em trazer para o nosso país os resultados do projeto “Transformação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Paulo Gomes de Abreu, com seu fino trato, com seu amor à causa do Evangelho e do ensino da Palavra de Deus, serve-nos de exemplo para os dias difíceis que estamos a atravessar, dias de perseguição certa à pregação do genuíno e verdadeiro Evangelho, dias em que precisamos, mais do que nunca, usar toda a tecnologia e avanço científico para pregarmos que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e está muito próximo de nos levar para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, irmão Sérgio Paulo não se cansava de dizer que, tendo nascido em 1948, data do ressurgimento do Estado de Israel, pertencia, sim, à geração do arrebatamento. Acordemos enquanto é tempo e conheçamos e prossigamos a conhecer o Senhor (Os.6:3). Como sempre lembrava o irmão Sérgio Paulo, o povo de Deus está sendo destruído por falta do conhecimento da Palavra de Deus (Os.4:6). Que, como ele, combatamos o bom combate contra esta obra destruidora até o momento em que o Senhor nos chamar para a glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede (São Paulo/SP), colaborador do Portal Escola Dominical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-5870224498199806001?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/5870224498199806001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=5870224498199806001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5870224498199806001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5870224498199806001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/10/sergio-paulo-gomes-de-abreu-fundador-e.html' title='SÉRGIO PAULO GOMES DE ABREU, FUNDADOR E PRIMEIRO COORDENADOR DO PORTAL ESCOLA DOMINICAL – UM BATALHADOR PELO ENSINO DA PALAVRA DE DEUS'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TMwQf9E3TtI/AAAAAAAAANA/0eGHCV-t5lA/s72-c/Sergio+1.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7364384533334677216</id><published>2010-10-12T05:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T05:41:58.739-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subsidios'/><title type='text'>Características de uma oração sábia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TLRXfSu2cII/AAAAAAAAAM4/uafcvF7hAVc/s1600/salomao%2520bb%2520cortado%2520ao%2520meio%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TLRXfSu2cII/AAAAAAAAAM4/uafcvF7hAVc/s320/salomao%2520bb%2520cortado%2520ao%2520meio%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527138837806346370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para que nossas orações sejam eficazes elas devem ser feitas com sabedoria. A oração feita com sabedoria é uma oração que penetra profundamente no coração de Deus, e, por conseguinte o impele a agir em nosso favor. &lt;br /&gt;A oração sàbia é uma oração que envolve uma profunda reflexão critica racional e intelectual.  Já que Paulo nos exorta a oferecermos um culto racional (Rm. 12. 1), é perfeitamente legitimo que façamos nossas orações no culto publico e também de oração de um modo racional. Ao orar o cristão deve saber o que esta dizendo, pois se orarmos sem saber o que dizemos seremos apenas tagarelas, e Deus não reconhece orações tagarelas (Mt. 6. 7). Acho que é isso que Paulo quis dizer quando escreveu aos Corintios;... ”Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente”... (1Co. 14. 15). Este verso, bem como seu contexto é muito importante para nosso propósito, pois aqui Paulo ensina que a oração feita com a mente-entendimento é melhor do que a oração com o espírito porque a oração com a mente-entendimento edifica a igreja, enquanto a oração com o espírito edifica somente o individuo que ora em espírito. E Paulo nos ensina neste texto (1Co. 14), que a edificação da igreja é prioritária. Portanto a oração com o espírito deve ser restringida no culto publico e a oração com a mente-entendimento deve ser supervalorizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração feita com uma reflexão critica racional e intelectual envolve três características básicas; primeiro lógica, segundo coerente, terceiro teologicamente correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Oração lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por oração lógica queremos dizer uma oração que tem um raciocínio encadeado, este tipo de oração deve ter uma ligação clara nas idéias, e não um amontoado de palavras desconexas que não fazem nenhum sentido. Veja agora a ordem lógica da oração modelo (Mt. 6. 9-15), ou a oração sacerdotal (Jo. 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Oração coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por oração coerente queremos dizer, não somente o lado lógico, mas indo mais além nos referimos ao lado da harmonia ou acordo entre o que esta sendo dito na oração com a soberania os propósitos e a vontade de Deus. Orações incoerentes são orações impossíveis para Deus responder. De acordo com Paulo, Deus opera em nos seu querer e seu efetuar de acordo com sua boa vontade (Fl. 2. 13). Portanto todo cristão deve conhecer esse querer, esse efetuar, e essa boa vontade, para começar a orar em perfeita harmonia com Deus, ou seja, desenvolver orações coerentes. O conhecimento de Deus é indispensável para uma oração coerentemente sábia. Acho que é por isso que Deus se agradou da oração de Salomão, e deu a ele sabedoria e conhecimento e muito mais. E também acho que é por isso que Paulo ora a Deus pedindo que Deus de à igreja de Eféso, espírito de sabedoria e revelação (2Cr. 1. 11. 12; Ef. 1. 17-19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Oração teologicamente correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma oração teologicamente correta é uma oração caracteristicamente lógica e coerente com a natureza de Deus. Se levarmos verdadeiramente em conta tudo que dissemos acima, e tudo que ainda iremos dizer, faremos orações teologicamente corretas. Este tipo de oração envolve um alto grau de reflexão e critica intelectual. Temos que ter muito cuidado com o que falamos na presença de Deus, pois a sabedoria é uma de suas perfeições eternas. Um exemplo de oração teologicamente incorreta é a oração da parábola do fariseu que subiu ao templo para orar juntamente com um publicano (Lc. 18. 9-14). Semelhantemente Jô ao orar de modo ignorante atribui a Deus injustiça ao afirmar sua justiça afirmando que Deus não poderia punir assim um homem justo como ele, mas quando Deus o confronta ele reconhece que falou de coisas que não entendia coisas maravilhosas que ele não compreendia, agora ele pede a Deus para ensiná-lo (Jô. 23. 11-13; 42. 3, 4). &lt;br /&gt;Portanto nossas orações precisam ser sàbias, ou não seram eficazes. Para desenvolvermos uma oração lógica, coerente e teologicamente correta precisamos ter um ambiente propicio. Nossos cultos públicos e nossos cultos de oração devem ser pautados por uma ordem e decência capaz de nos dar um ambiente solene para orarmos com entendimento e não com gritaria e tagarelice. A busca por um ambiente oculto e silencioso para orar era uma característica de Cristo, bem como fazia parte de sua doutrina (Mt. 26. 36; 14.23; 6. 5, 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                     “SOLI DEO GLORIA”&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                                 Pb. Juliano da Silva&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                                           Outubro 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7364384533334677216?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7364384533334677216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7364384533334677216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7364384533334677216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7364384533334677216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/10/caracteristicas-de-uma-oracao-sabia.html' title='Características de uma oração sábia'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TLRXfSu2cII/AAAAAAAAAM4/uafcvF7hAVc/s72-c/salomao%2520bb%2520cortado%2520ao%2520meio%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-7783595299284791325</id><published>2010-10-05T11:07:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T12:36:22.891-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='4 Trimestre-2010'/><title type='text'>Lição 2 - A oração no A.T</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKtqOO9ztrI/AAAAAAAAAMw/B_DGZYAk_gU/s1600/Qumran.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKtqOO9ztrI/AAAAAAAAAMw/B_DGZYAk_gU/s320/Qumran.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524626160668096178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto Ex30.34-38&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos foi dito magistralmente pelo Pb.Juliano da Silva oração é :”... um exercício essencial não somente para o cristão individual,mas para a edificação da igreja no seu aspecto coletivo.A oração é o único meio legítimo de se comunicar com Deus.”(1)&lt;br /&gt;Concordamos c om esta sentença .Mui especialmente as três palavras que grifamos.Senão vejamos:&lt;br /&gt;• Único – por único exclusivisamos algo.è o mesmo que dizer que não há outra forma. &lt;br /&gt;• Meio - a oração de fato é um meio (Jr33.3) e não um fim em si mesma.É uma comunicação e não um pronunciamento ou algo do género.&lt;br /&gt;• Legítimo – verdadeiro podemos crer com toda a nossa fé –se orarmos ,seremos ouvidos!(1Cr 7.14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração no A.T&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje exploraremos estes conceitos sob a luz do Antigo Testamento. Não nos esqueçamos; existe uma doutrina bíblica da oração!É Deus quem nos ensina como é que nos relacionamos com Ele.(Rm15.4)”Muitas coisas não serão realizadas no Reino de Deus se não houver oração intercessor ia dos crentes.”(2)&lt;br /&gt;Na verdade nos falta tempo e espaço para uma melhor exposição do tema.Temos no Pentateuco muitas personagens que nos ensinam muito acerca da oração .O patriarca Abraão é um bom exemplo disso .Abraão era um homem de tendas e altares!(Gn 13.18) Isto é muito significativo .Isso porque tendas nos fala do que é passageiro e temporário – “nossa pátria não é aqui”(Hb 11.9)Onde está o nosso tesouro?(Mt 6.21;Tg 4.3)&lt;br /&gt;Temos também em Abraão uma vida caracterizada por edificação de altares.Cultivo de vida com Deus oração...Como é diferente nos dias pós-modernos...!A intercessão também é notável.(Gn18.23-33;20.17).”Fé não é nosso pensamento positivo,nem tão pouco a exteriorização de palavras mágicas que pensamos ou queremos ,mas,sim,a confiança naquilo que deus nos fala ,confiança no que Deus diz.” (3)&lt;br /&gt;O desenvolvimento da oração no A.T. ,ou ,da doutrina bíblica da oração nos mostra que a comunhão com Deus é gradativa e crescente.A oração tem papel preponderante aqui!&lt;br /&gt;A palavra de Deus usa termos muito sugestivos para descrever a pratica da oração no A.T. tais como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “invocar a Deus”Sl 17.6. o mesmo que reconhecer Sua existência e a dependência do orante diante do Senhor!&lt;br /&gt;• “invocar o nome do Senhor”Gn4.26. Nome fala de caráter. Invocar o nome do Senhor é ter confiança absoluta nEle pelo que Ele é!Ex 3&lt;br /&gt;• “levantar a alma”Sl 25.1 .Emoções ,sentimento.Não apenas proferir palavras ,repetir...&lt;br /&gt;• “buscar ao Senhor”Is55.6 .Um dos mais ricos termos para oração na bíblia.Fala de querer achar,propósito, interesse etc.(Sl63.1;Jr29.13;Lm3.25;Sf2.3).Jeus ensinou também sobre este ponto (Mt6.33;7.7;Lc11.9)&lt;br /&gt;Não podemos nos esquecer dos símbolos e tipos da oração: ex.incenso. Aliás este tinha sua formula estabelecida pelo próprio Deus! (Ex30. 34-38; comp. Ap8. 3,4;Sl 141.2)&lt;br /&gt;Neste ponto entendemos que são erradas praticas, tais como “oração forte”, “oração contraria”;que nas palavra do Ev. Caramuru A. Francisco –“macumba evangélica”! &lt;br /&gt;Belos exemplos de oração do A.T. &lt;br /&gt;• Salomão – 2Cr 1.7-10&lt;br /&gt;• Elias - 1Rs 18.36-39&lt;br /&gt;• Davi-Sl 51&lt;br /&gt;Na poesia judaico-bíblica encontramos também muitos ensinamentos. Como asseverou o autor da lição ,Pr.Eliezer de Lira : “os salmos expressam o relacionamento de Israel com Deus .Neles observamos a relação do homem com Deus : suas alegrias ,tristezas ,louvores lamentações,súplicas e adorações são expressas das mais diversas formas ... evidenciam que se pode expressar o estado da alma diante de Deus ,pois os seus diferentes estados não precisam ser suprimidos na vida de um autêntico servo de Deus.”(grifo meu) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ev.André Moreira&lt;br /&gt;Bacharelando em Teologia - FAETAD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Conceitos chave .aula 2 -4 tri. 2010.CEPROEDI.Pb.Juliano da Silva&lt;br /&gt;2- BEP ,CPAD –A oração eficaz –pag. 555 &lt;br /&gt;3- A Bíblia livro por livro - JUERP. s/d. Isaltino Gomes Coelho Filho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-7783595299284791325?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/7783595299284791325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=7783595299284791325' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7783595299284791325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/7783595299284791325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/10/licao-2-oracaono-at.html' title='Lição 2 - A oração no A.T'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKtqOO9ztrI/AAAAAAAAAMw/B_DGZYAk_gU/s72-c/Qumran.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-5912024016965445549</id><published>2010-10-01T17:10:00.001-07:00</published><updated>2010-10-01T17:10:57.951-07:00</updated><title type='text'>43 !!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKZ4i3nnuZI/AAAAAAAAAMo/SPDvQ_2doao/s1600/MarinaSilvaAcaradoBrasil_FB.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKZ4i3nnuZI/AAAAAAAAAMo/SPDvQ_2doao/s320/MarinaSilvaAcaradoBrasil_FB.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523234533457508754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu voto é de Marina!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-5912024016965445549?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/5912024016965445549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=5912024016965445549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5912024016965445549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5912024016965445549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/10/43.html' title='43 !!!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKZ4i3nnuZI/AAAAAAAAAMo/SPDvQ_2doao/s72-c/MarinaSilvaAcaradoBrasil_FB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-5295024646989136947</id><published>2010-09-30T03:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-30T03:15:47.187-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subsidios'/><title type='text'>A natureza de Deus e a oração do homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKRjPrDnW3I/AAAAAAAAAMg/maABmy_RwW4/s1600/oracao1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 252px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKRjPrDnW3I/AAAAAAAAAMg/maABmy_RwW4/s320/oracao1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522648163970145138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A soberania de Deus é o sustentáculo da oração. Deus é o autor e a fonte de todo bem que temos experimentado e de todo bem que esperamos para o futuro. Deus governa, preserva e dirige todas as coisas. Nada foge ao controle pleno de Deus. O apostolo Paulo exalta o senhor em sua soberania no capitulo 11 de sua carta aos romanos no versículo 36; “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas”... (Gr. Ta Panta).&lt;br /&gt;A soberania de Deus esta intimamente ligada à sua criação. A tese de que ele governa, preserva e dirige todas as coisas, e que tudo é dele, por ele e para ele, levanta um aspecto fundamental e preponderante na oração eficaz. Nossa oração só será eficaz se orarmos para que Deus realize nossos desejos segundo a sua vontade. Nada è mais importante do que isto, tanto para Deus quanto para nos.&lt;br /&gt; A natureza de Deus é revelada em seus atributos. Deus é perfeito, imutável, sábio, etc. Esses atributos que enfatizamos nos dão à idéia de que Deus não erra, pois é perfeito, não muda, pois é imutável e não é tolo, pois é sábio. Isto significa que existem coisas que Deus por sua natureza não pode fazer. Por exemplo; não podemos orar pedindo a Deus que nos de perfeição nesta vida, pois sabemos que seu plano de salvação inclui a perfeição para toda a igreja no arrebatamento e não para indivíduos no decorrer da vida cristã. Este é um tipo de oração que Deus não pode responder. Mas então perguntamos o que fazer com o versículo de Lucas 1, 37. Que diz; “porque nada é impossível para Deus”? Ora este versículo deve ser interpretado à luz das revelações bíblicas sobre a natureza de Deus, e, por conseguinte de acordo com seu contexto imediato. Portanto este versículo significa que nada é impossível para Deus somente dentro de seu plano e seu propósito. Para a humanidade é impossível que ela venha a salvar a si própria, contudo para Deus isto é possível, ele criou um plano de salvação e o executa dentro desse plano para Deus nada é impossível. Agora, uma filosofia bíblica clara e coerente nos mostra que existem coisas que Deus jamais faria. È impossível que Deus minta, pois é verdadeiro, é impossível que Deus renuncie a si mesmo, alias esta é uma coisa que ele requer de nos, mas ele não pode fazer. Tenha certeza se pecar Deus reage a você com ira, pois isto é de sua natureza. Porem se arrepender e voltar a ele em oração e suplica, ele reage a você com misericórdia e graça, pois isto é da natureza dele. É por isso que a maioria de nossas orações não é eficaz, pois são orações egoístas que não estão de acordo com sua vontade. As orações feitas segundo a vontade de Deus podem e mudam o rumo das coisas, e também a nossa historia.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Definições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erudito evangelical James I. Packer em seu livro “a evangelização e a soberania de Deus define de modo coerente e brilhante a doutrina bíblica da oração. Ele diz; a oração é uma confissão de impotência e necessidade, um reconhecimento de falta de recursos próprios e dependência, e uma invocação do poder soberano de Deus para que ele faça por nós o que nós mesmos não temos capacidade de fazer”. Esta definição enfatiza de um modo sucinto e coerente a dependência, a impotência e a necessidade que o homem tem em relação à provisão tanto da própria vida como de seus recursos para sua subsistência e enfatiza que na oração reconhecemos que só Deus em sua soberania  pode prover para nos tanto nossa vida como os recursos para vivermos.&lt;br /&gt;Alem do que Packer enfatiza, podemos também acrescentar três aspectos básicos na oração. Primeiro, adoração, louvor e ação de graças. Segundo, confissão de pecados. Terceiro petição e intercessão. Podemos também definir a oração como o exercício da fé como confiança na certeza que Deus nos ouve recebe e responde nossas orações. Ou definir de acordo com o Pr. Eliezer de lira que diz; a oração é o meio que Deus proveu ao homem, a fim de que este viesse a estabelecer um relacionamento de comunhão continua com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A excelência da linguagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração é um exercício essencial não somente para o cristão individual, mas para a edificação da igreja no seu aspecto coletivo. A oração é o único meio legitimo de se comunicar com Deus. A vida cristã sendo vivida na vida de Cristo depende exclusivamente de um relacionamento intimo com Deus. A coisa fundamental para se iniciar e dar prosseguimento a um bom relacionamento com Deus e com o próximo é a comunicação. O bom relacionamento requer comunicação e confiança. O relacionamento é um fator indispensável para o cristão ter intimidade e conhecimento de Deus. Como conheceremos alguém com quem não falamos? Como seremos íntimos de quem não conhecemos? Como nos relacionaremos com quem não temos intimidade nem conhecemos e nem conversamos? Como confiaremos em um desconhecido? Como confiaremos em quem não temos intimidade? Como confiaremos em quem nunca conversamos? O relacionamento a intimidade o conhecimento e a confiança são fatores essenciais e indispensáveis á vida tanto cristã como secular, na família, no trabalho, no transito, na escola, na igreja em todos os seguimentos de nossa vida. E tudo isto começa com a comunicação. Se não existe comunicação, não existe relação, se não existe relação, não existe intimidade, se não existe intimidade, não existe conhecimento, se não existe conhecimento, não existe confiança, se não existe confiança, não existe comunhão, se não existe comunhão, não existe cristão. É por isto que a linguagem e a comunicação e fundamental para os propósitos de Deus. A fala-linguagem-comunicação é a principal característica que distingue os homens dos animais. E é exatamente a fala que reflete de modo claro e inequívoco a imagem e a semelhança do homem com Deus. O homem fala exatamente porque Deus fala, e Deus dotou o homem desta capacidade porque quer se comunicar-conversar com o homem eternamente. Há muito tempo os cientistas brigam com suas teorias procurando encontrar uma explicação racional para a linguagem humana, e terminam sempre onde começam, sem respostas. A linguagem é um dom de Deus. Portanto esta é a filosofia bíblica da oração, Deus fala é dotou o homem desta capacidade para que ambos possam se comunicar eternamente em um relacionamento de conversa interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                             Pb. Juliano da Silva&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                  Setembro 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-5295024646989136947?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/5295024646989136947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=5295024646989136947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5295024646989136947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/5295024646989136947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/09/natureza-de-deus-e-oracao-do-homem.html' title='A natureza de Deus e a oração do homem'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TKRjPrDnW3I/AAAAAAAAAMg/maABmy_RwW4/s72-c/oracao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-4138963520293070549</id><published>2010-09-09T15:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-09T15:34:51.078-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>Para refletir!!!</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ILwU5GhY9MI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ILwU5GhY9MI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3351250177279594225-4138963520293070549?l=aandremoreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aandremoreira.blogspot.com/feeds/4138963520293070549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3351250177279594225&amp;postID=4138963520293070549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/4138963520293070549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3351250177279594225/posts/default/4138963520293070549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aandremoreira.blogspot.com/2010/09/para-refletir.html' title='Para refletir!!!'/><author><name>Ev. André Moreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13574037304104113467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/SfqDes6dNfI/AAAAAAAAAFk/3RBNj6zLEak/S220/DSC_0510.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3351250177279594225.post-6712708884297795327</id><published>2010-09-05T10:01:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T10:08:52.057-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caramurú'/><title type='text'>O MINISTÉRIO PROFÉTICO APÓS O ARREBATAMENTO DA IGREJA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TIPOXEqHGdI/AAAAAAAAAMY/ER4FSFMeBD0/s1600/ARREBATAMENTO+11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_J1ZP5cUe94E/TIPOXEqHGdI/AAAAAAAAAMY/ER4FSFMeBD0/s320/ARREBATAMENTO+11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513477264614300114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                      &lt;br /&gt;   A atividade profética prosseguirá mesmo após o arrebatamento da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto áureo – “E ele me disse: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (Ap.10:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em complemento ao estudo deste trimestre, estudaremos o ministério profético após o arrebatamento da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A retirada da Igreja do mundo não representará o término do ministério profético. Na Grande Tribulação, haverá profetas, como também no reino milenial de Cristo, quando Israel se tornará o reino sacerdotal planejado pelo Senhor desde a entrega da lei no Sinai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO PERÍODO DA GRANDE TRIBULAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos visto que a atividade profética se iniciou como uma resposta divina à invocação ao nome do Senhor, gesto feito por Sete ao ter seu primeiro filho, Enos (Gn.4:26), tanto que o primeiro profeta que as Escrituras nos registram é Enoque (Jd.14), o sétimo depois de Adão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A profecia é a comunicação de Deus aos homens e, deste modo, é uma atividade que, embora tenha por assunto a salvação, a revelação do plano de Deus à humanidade, não se esgotou com a consumação da obra redentora no Calvário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tanto é assim que, mesmo depois da morte e ressurreição de Jesus, continuamos a ter a atividade profética, agora exercida pela Igreja, que foi edificada pelo Senhor Jesus (Mt.16:18), Igreja esta que tem uma missão profética, visto que é a agência do reino de Deus na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A profecia, pois, não depende da Igreja para continuar a existir, visto que já existia antes de a Igreja surgir. Por isso, quando a Igreja for arrebatada, dando fim à dispensação da graça, a atividade profética não cessará, pois ela é independente da Igreja, embora, na atualidade, seja ela exercida pela Igreja e tão somente por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma das demonstrações que temos de que a atividade profética não se esgota com a Igreja é a circunstância de ainda haver profecias do Antigo Testamento que ainda não foram cumpridas, o que é suficiente para mostrar que a atividade profética suplanta o período da Igreja ou a própria Igreja. A profecia não apenas falava da salvação do homem, mas, também, da restauração de todas as coisas (At.3:21), algo que ainda não ocorreu e que ainda está para vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, no dia em que Jesus vier arrebatar a Sua Igreja, pondo fim à graça, a atividade profética não será eliminada da face da Terra, prosseguirá existindo, mas, tendo em vista a retirada da Igreja, assumirá um novo perfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com o arrebatamento da Igreja, o Espírito Santo, que é a Pessoa divina que promove a comunicação de Deus com o homem, deixará de atuar de forma indiscriminada como tem sucedido desde o dia de Pentecostes. A Igreja, sobre quem foi derramado o Espírito Santo, subirá ao encontro do Senhor nos ares (I Ts.4:16,17), guiada pelo Espírito Santo, que, assim como a Igreja, anela a chegada daquele dia (Ap.22:17). Temos uma figura desta realidade na passagem bíblica do casamento de Isaque e Rebeca, pois esta foi levada ao encontro daquele por Eliezer, tipo do Espírito Santo (Gn.24:58-67).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No entanto, o Espírito Santo não abandonará a Terra, como até alguns equivocadamente ensinam. Por primeiro, por ser Deus, Ele é onipresente e, portanto, não poderia deixar de estar na Terra. Por segundo, como a atividade profética não cessará, mesmo durante a Grande Tribulação, mister se faz que o Espírito atue, ainda que não mais indiscriminadamente, como agia na época da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após o arrebatamento da Igreja, as Escrituras nos indicam que Israel conseguirá reconstruir o seu templo em Jerusalém, mediante um acordo que fará com uma grande liderança política, surgida do reerguimento do antigo Império Romano (Dn.9:26,27), acordo este que se tornará possível por causa de dois importantes fatos que alterarão a geopolítica internacional: uma grande vitória militar de Israel contra uma aliança de países liderada pela Rússia, Irã, Líbia e Turquia (Ez.38,39) e a conquista do poder no Ocidente por esta grande liderança política, neste Império Romano redivivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com a reconstrução do templo, começa a última semana das setenta semanas profetizadas por Daniel (Dn.9:24-27), bem como o período descrito em diversas passagens bíblicas, mas notadamente nos capítulos 6 a 19 de Apocalipse, conhecido como “Grande Tribulação”, um período de juízo divino sobre a Terra, que será entregue nas mãos do Anticristo e do Falso Profeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto o poder político, econômico e religioso do mundo cai nas mãos da “trindade satânica” (diabo, anticristo e falso profeta), Deus providenciará que surjam profetas, cheios do Espírito Santo, que pregarão a verdade e conclamarão a humanidade ao arrependimento de seus pecados, apesar de toda a eficácia e poderio que se permitirão ao Anticristo e ao Falso Profeta (Dn.7:19-25; II Ts.2:8-12; Ap.13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo diante de um quadro desolador, o Senhor terá, no meio da humanidade, o Seu povo, aqueles que crerão em Jesus e alcançarão a salvação, como sendo a respiga da colheita (Lv.19:10: 23:22; Rt.2:3,15-17). O primeiro grupo mencionado é o dos cento e quarenta e quatro mil assinalados dentre as doze tribos dos filhos de Israel, israelitas que se converterão ao Senhor Jesus, muito provavelmente por causa da atividade profética que se desencadeará neste período. Estes israelitas, mencionados em Ap.7:1-8 e 14:1-5, servirão ao Senhor Jesus e se tornarão Sua propriedade, sendo as “primícias de Deus e do Cordeiro” do remanescente salvo de Israel. Estes, por terem sido assinalados pelo Senhor, parecem ser os únicos que sobreviverão ao Anticristo, já que fazem parte do Israel fiel, que será preservado (Rm.11:25,26; Ap.12:14-17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa parte dos estudiosos entende que são estes cento e quarenta e quatro mil assinalados que promoverão a pregação do evangelho do reino de que fala Mt.24:14, o que os torna profetas diante do Senhor, vez que levarão a mensagem salvadora do Evangelho, substituindo, assim, a Igreja nesta tarefa. Segundo estes estudiosos, é o trabalho destes assinalados que permitirá que nações não se dobrem ao Anticristo e possam adentrar no reino milenial de Cristo.&lt;br /&gt;OBS: “…Entre os judeus salvos haverá 144.000 selados. O selo certamente é o mencionado em Ap.14:1. São representantes das tribos de Israel. Certamente dentre eles sairão missionários que levarão ao mundo a Palavra de Deus (Is.66:19). Eles substituirão a Igreja na obra de testemunhar. Deus nunca ficou sem testemunho, nem mesmo durante a apostasia de Israel (I RS.19:18,19; Rm.11:5)…” (HERMEL, João Maria.Escatologia. In:  Apostila da 62ª EBO da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém, 2008. p.62).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O segundo grupo é o dos “santos do Altíssimo”, aqueles que crerão em Jesus na Grande Tribulação, mas não pertencem ao remanescente de Israel e que, por isso, mesmo tendo crido em Jesus, acabarão sendo vencidos pelo Anticristo e mortos como mártires (Dn.7:25; Ap.6:2,9-11; 7:14-17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, como se formará este povo que serve e crê em Jesus, se a Igreja foi arrebatada e não se pode ter salvação a não ser crendo em Jesus Cristo (At.4:12), fé esta que vem pelo ouvir pela palavra de Deus (Rm.10:17) e pelo convencimento do Espírito Santo (Jo.16:8)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque, após o arrebatamento da Igreja, Deus levantará duas testemunhas, dois profetas que, por três anos e meio, durante a primeira parte da Grande Tribulação, serão os porta-vozes de Deus sobre a face da Terra, anunciando que Jesus arrebatou a Igreja e que se está diante de um período de juízo sobre a humanidade que, se não se arrepender, será destruída. Estas duas testemunhas são mencionadas em Ap.11:1-14.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As duas testemunhas profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, ou seja, três anos e meio, vestidas de saco (Ap.11:3), ou seja, transmitirão uma mensagem de arrependimento e confissão dos pecados, indicando o juízo divino, que não tardará. Sua pregação se dará num momento extremamente difícil para que se dê crédito à pregação, pois se estará num período de aparente paz no mundo, inclusive com 
